Fundamentos de rede

Fundamentos de rede

(Parte 5 de 9)

Controlando o fluxo de dados entre o computador e o meio físico.

Em termos mais técnicos, executa as funções de Controle de vínculo lógico e controle de acesso à mídia (função da camada 2 - Enlace do modelo OSI). Além da função de interface de dados a placa de rede informa a sua identificação na rede para distingui-la de todas as outras placas de rede.

Para isso, cada placa possui uma identificação física e fixa de 12 caracteres que não deve se repetir em nenhuma outra placa.

Cada fabricante recebe um código de 6 caracteres e os outros 6 restantes são utilizados seqüencialmente para que não haja duplicidade de identificação.

O organismo que fornece o código para o fabricante é o IEEE (Institute of Electrical and Eletronics Engineers). Esta identificação é utilizada como o endereço de destino na camada física, sendo conhecido como endereço MAC.

Por exemplo, se uma placa tiver o endereço MAC 0:A:0:0:07:F0 é fabricada pela Intel.

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A placa de rede antes de transmitir os dados, conversa através de um script préestabelecido para que ambas informem os seus parâmetros, como: • velocidade da transmissão de dados;

• tamanho máximo dos grupos de dados;

• intervalo de tempo entre o envio de porções de dados;

• tempo de espera para a confirmação ser enviada.

Para que as duas placas ajustem os seus parâmetros para uma melhor comunicação entre elas.

Configurações Como qualquer outro dispositivo que é conectado ao computador, a placa de rede deve ser configurada para identificar os seus recursos.

Existem placas que são configuradas fisicamente através de pequenas chaves ou jumpers e outras mais recentes em que a configuração é através de um programa.

Se o sistema operacional e a placa de rede tiverem suporte ao PnP (Plug and Play), então a configuração será automática. Os recursos que podem ser configurados são:

Interrupção: a placa de rede envia uma solicitação ao computador utilizando uma interrupção (IRQ). Cada dispositivo do computador deve utilizar uma IRQ diferente e a placa de rede normalmente utiliza a IRQ5 ou IRQ3, mas se elas já estiverem sendo utilizadas por outro dispositivo verificar qual está disponível entre a IRQ2 a IRQ15. É melhor que o IRQ seja o mesmo em todas as placas de rede da empresa. Porta E/S - Entrada/Saída: especifica um canal através do qual as informações fluem entre a placa de rede e a CPU. Normalmente utiliza-se a porta 300 a 30F ou 310 a 31F. Também é melhor que seja a mesma porta em todas as placas de rede da empresa.

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Endereço base de Memória: especifica o endereço de memória RAM do computador que será utilizada como uma área de buffer pela placa de rede. Normalmente é utilizado o endereço D8000, mas só deve ser configurado se a placa utilizar este recurso. DMA (Direct Memory Access): especifica o canal do DMA que será utilizado pela placa de rede para permitir o acesso direto dos dados diretamente na memória do computador, sem utilizar a CPU. Só deve ser configurado se a placa de rede implementar este recurso.

Conexão ao Computador

• Barramento: é instalado no barramento através de slots de conexão de dispositivos. Os principais são:

• ISA Industry Standard Architeture: foi o padrão inicial de barramento para a arquitetura PC e permitia o tráfego paralelo de 8 ou 16 bits. Atualmente existem PCs sem este barramento ISA.

• EISA Extended Standard Architetura: lançado em 1998, aumentou o barramento para 32 bits, mantendo a compatibilidade com a arquitetura ISA.

• PCI Peripheral Component Interconnect: é um barramento de 32 ou 64 bits utilizados na maioria dos computadores Pentium. Atende os requisitos para proporcionar a funcionalidade Plug and Play. O objetivo do Plug and Play é possibilitar mudanças na configuração de um PC sem a intervenção do usuário, sendo a instalação de qualquer dispositivo simples e a prova de erros.

• PC-Card: é um barramento de 32 bits que permite a conexão de dispositivos em formato de cartão de crédito. É muito utilizado em notebooks.

• Placa mãe a placa de rede é montado na placa-mãe do computador.

Normalmente, possui um jumper para desabilitar a função de rede, caso as funções disponibilizadas não atendam as necessidades do usuário.

Conexão ao Meio Físico • Para cabo coaxial fino utiliza o conector BNC

• Para cabo coaxial grosso utiliza o conector AUI

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• Para cabo UTP utiliza o conector RJ45 • Para Fibra ótica utiliza os conectores SC, ST e MT-RJ

• Para sem fio é disponibilizado com antena própria.

Cabeamento Estruturado Problema Quando instalamos uma rede local, o cabeamento é instalado de acordo com as necessidades atuais.

Mas com o tempo, são necessárias alterações, ou pelo aumento do número de estações ou mudança de estações de um lugar para outro. Em ambos os casos, é necessária a passagem de novos cabos, gerando problemas porque o caminho para a passagem dos cabos tem vários obstáculos, tais como condutores cheios ou de difícil acesso. Portanto o processo é demorado e sujeito a falhas, afetando inclusive as estações que aparentemente não estavam envolvidas na alteração.

Também, quando há a mudança física dos departamentos de uma empresa, o cabeamento deixado por um departamento não é aproveitado por outro, tendo que ser totalmente refeito.

Solução Para facilitar as alterações no cabeamento de uma rede local ou mesmo o reaproveitamento do cabeamento na instalação de uma nova rede local foram definidas as normas denominadas Sistema de Cabeamento Estruturado com os objetivos principais:

• Definir um sistema de cabos para atender tanto a rede de telefonia como a rede de dados; • Minimizar o custo da administração;

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• Simplificar a manutenção tanto para inclusão como para alteração do local físico das estações; • Permitir a fácil adaptação para uma nova rede local;

• Definir normas de instalação dos componentes para garantir os serviços.

O sistema de cabeamento estruturado define 4 elementos principais:

• Sala de Comunicação: é o local onde se concentram todos os cabos e os equipamentos de rede.

• Área de Trabalho: é o local onde é instalada a estação de rede e deve possuir o ponto de rede e de telefonia.

• Cabeamento Horizontal: é a ligação da sala de comunicação à Área de

Trabalho. • Cabeamento do Backbone: é a ligação entre salas de Comunicação

Na figura ao lado temos a visão perspectiva de dois ambientes com cabeamento estruturado.

Sala de Comunicação Consiste de um espaço físico onde são instalados os equipamentos de rede (hub, switch etc.), que devem ser instalados em racks (estrutura metálica para acomodar os equipamentos empilhados).

Também contém os patch-panel (também instalados em rack) que são painéis onde são ligados os cabos que vem das estações. A conexão do patch panels para o hub/switch é através de um patch cord (um pedaço de cabo flexível com um conector RJ45 em cada extremidade), de forma que em caso de desgaste pelo manuseio possa ser substituído facilmente, é recomendado que se tenham alguns cabos adicionais.

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Através do manuseio dos patch cord podemos alterar o lay-out lógico da rede, desconectando uma das extremidades do patch cord de uma porta do hub/switch e conectando-a em outra porta de outro hub/switch.

Cabeamento Horizontal Consiste dos três segmentos de cabo: o patch cord, o cabo horizontal e o cabo da estação.

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