Primeiros socorros

Primeiros socorros

(Parte 4 de 14)

Pegada Larga:

Os socorristas seguram os antebraços um do outro

A vítima cai sobre os braços dos socorristas

Os braços da vítima deverão passar por trás do pescoço dos socorristas.

Transporte de vítimas em maca:

Deve ser utilizado em situações nas quais a vítima precisará ser deslocada para um local mais seguro ou em locais sem possibilidade de chegada de socorro adequado. Deve-se disponibilizar quatro ou mais socorristas.

Pode ser utilizada uma maca de madeira ou de material de estrutura similar, ou pode-se ainda improvisar uma maca a partir de outros materiais. Pode-se, por exemplo, retirar a porta de um cômodo e utilizá-lo para transportar a vítima ou pode-se utilizar lençóis e/ou casacos e com cabos de madeira improvisar uma maca. O mais importante é compreender que a maca objetiva promover o transporte da vítima em uma superfície estável, a qual apoie todo seu corpo e possibilite o transporte da mesma em um mesmo plano.

É importante que antes de se realizar o transporte da vítima em maca, um dos socorristas teste a maca, a fim de se checar se a mesma conseguirá suportar o peso da vítima.

Atenção especial para vítimas inconscientes: elas devem ser fixadas à maca para evitar, que durante o transporte, elas caiam e agravem as lesões.

Após acomodar a vítima na maca, os socorristas devem andar de maneira conjunta, arrumando o passo, para impedir que um deles ande com o passo mais rápido ou mais lento e dificulte o transporte.

Quando o terreno for plano, conduzir a vítima com os pés para diante, preservando a cabeça de possíveis choques.

Quando o terreno for íngreme, a maca deve ser mantida de preferência em posição horizontal, a menos que o socorrista não tenha condições físicas de fazê-lo.

Sistematização no Politraumatizado: Atendimento no Trauma.

Princípio Básico:

Agir rapidamente nas condições que colocam a Vida em Risco.

Trauma: Se Baseia no Tripé dos 3 “R”.

  • Reconhecer as Lesões

  • Reanimar

  • Reparar

Norma de Conduta nos Politraumatizados:

  • Avaliação Primária

  • R

    ABORDAGEM SISTEMÁTICA

    eanimação

  • Avaliação Secundária

  • Cuidados Definitivos

O 1º Socorrista que avalia o Traumatizado tem em suas mãos a possibilidade de modificar o resultado final, isto faz a diferença entre a Vida e a Morte.

Avaliação Primária: RECONHECER AS LESÕES.

  • Nesta fase determina-se a presença de condições que ameaçam a Vida e inicia-se seu tratamento Simultaneamente

  • Deve ser completada em 20 a 30 Segundos.

  • Ordem de Prioridade: ABC da VIDA

  1. Abordagem das Vias Aéreas e Controle da Coluna Cervical

  2. Boa Ventilação

  3. Circulação Garantida com Controle das Hemorragias

  4. Déficit Neurológico

  5. Exposição Total do Paciente

As Prioridades NÃO significam atendimento por ETAPAS

Devem ser avaliadas SIMULTÂNEAMENTE na dependência da Gravidade de cada um dos itens.

Se Identificar qualquer alteração em uma Função Vital, deverá ser realizada, Imediatamente, a Medida de REANIMAÇÃO para posteriormente RESTAURAR esta Função.

Avaliação Secundária:

  • Coluna Cervical e Crânio

  • Traumatismo Maxilo-facial: Sem alterações nas Vias Aéreas é avaliado depois do paciente estabilizado e fora de Risco Iminente de Morte

  • Tórax: Inspeção, Palpação, Percussão e Ausculta Pulmonar e Cardíaca.

  • Abdomem: Escoriação e Ferimentos: Suspeitar de lesão interna.Neste caso NÂO é importante a definição diagnóstica e SIM se uma Intervenção Cirúrgica se faz Necessária. Tenta-se identificar o Hemoperitôneo: Sangue na cavidade abdominal por lesões de vísceras internas: Abdomem Agudo: Cirurgia Imediata.

Sinais Clínicos:

    • Dor

    • Distensão Abdominal

    • Macices Móvel

  • Reto: Toque Retal

    • Presença de Sangue

    • Presença de Fraturas Pélvicas: Fraturas Expostas Ocultas

    • Integridade da Parede do Reto

    • Tônus Insfecteriano

    • Creptação

    • Posição Alta da Próstata: Sangue na Cavidade Pélvica

  • Extremidades

    • Inspeção e Palpação: Cianose e Deformidades

    • Pulsos Periféricos

  • Exame Neurológico:

    • Pupilas

    • Pares Cranianos

    • Nível de Consciência

    • Escala de Glasgow (0 / 15)

  • Hipotermia: Deve-se evitar.

    • Sala com Temperatura Agradável

    • Fluidos EV Aquecidos

    • Cobertores

  • Sonda Nasogástrica: Contra indicada na suspeita de lesão na base do Crânio: Otorragia, rinorragia, equimose nas mastóides (Sinal de Battle) e equimose periorbitária (Sinal de Guaxinim).

  • Sonda Vesical: Contra indicada na suspeita de lesão da uretra: Para controle da Diurese.

  • MonitorizaçãoContínua:

    • Monitorização Cardíaca

    • Gasometria Arterial

    • Oxímetro de Pulso

  • Reavaliação Constante

    • Pressão Arterial

    • Pulso

    • Enchimento Capilar

    • Débito Urinário

Cuidados Definitivos:

Paciente Estabilizado e Completamente Avaliado: CTI / CC / Unidade Específica

Abordagem e Tratamento das Vias Aéreas:

O que mais rapidamente leva o Politraumatizado ao Óbito é a Impossibilidade de Suprir o Cérebro e outras estruturas Vitais de Sangue Oxigenado.

EVITAR A HIPOXEMIA:

Administrar em TODOS Politrauatizados OXIGÊNIO SUPLEMENTAR.

Avaliação Primária:

A- Avaliação das Vias Aéreas e Controle da Coluna Cervical

  • Proteção das Vias Aéreas

  • Desobstrução das Vias Aéreas

B- Boa Ventilação

Atenção: O Politraumatizado apresenta uma multiplicidade de sinais e sintomas que chamam mais a atenção mascarando sinais óbvios de comprometimento das Vias Aéreas Superiores e Inferiores, podendo evoluir para resultados catastróficos.

Evidências de Problemas nas Vias Aéreas: Comprometimento:

  • Súbito e Completo

  • Insidioso e Parcial

  • Progressivo

  • Recorrente

Sinais de Alerta:

  • Taquipnéia: Dor e Ansiedade. Mas também indício inicial de Vias Aéreas comprometidas.

  • Alteração no Nível de Consciência:

    • Agitado ou Inconsciente com TCE

    • Torporoso por Alcolismo ou Drogas

Estas Situações principalmente quando associado a trauma torácico esta indicado a

Intubação Traqueal:

      • Oferecer Via Aérea Definitiva

      • Permitir Oxigênio Suplementar

      • Estabelecer e Manter a Ventilação Adequada

      • Impedir a Broncoaspiração

    • Recusar a Ficar Deitado ou Comportamento Agressivo

    • Traumatismo no Pescoço: Hemorragias de partes moles ou lesão de laringe ou traquéia.

Atenção: Deve-se Manter a Oxigenação para Impedir a HIPERCARBIA

  • Trauma Facial: Ação mais enérgica com as Vias Aéreas: Fraturas Faciais: Hemorragias, secreções e avulsão dentária determinam problemas adicionais com as Vias Aéreas e até mesmo perda do suporte muscular do assoalho da boca determinando a queda da língua e obstrução da orofaringe.

  • Resposta Verbal: Avalia Vias Aéreas e Oxigenação Cerebral: Pergunta-se Nome e Idade.

  • Grandes Queimados: Complicam Rapidamente as Vias Aéreas por inalação de Gases Aquecidos.

  • Trauma Acima da Clavícula: Trauma Cervical e Lesão do Conjunto Laringo-Traqueal.

  • Exame da Região Cervical: Desvio da Traquéia, deformidades, hematomas em expansão, rupturas laringo-traqueais.

Atenção: Turgência da Jugular: PNEUMOTÓRAX HIPERTENSIVO.

  • Cianose ou Tiragem Intercostal: Evidências do Comprometimento das Vias Aéreas ou Ventilação.

  • Respiração Ruidosa: ESCUTE: Obstrução Parcial da Faringe ou Laringe.

  • Vômitos: Possibilidade de Obstruir as Vias Aéreas. Na Suspeita Deita-se o Paciente Por Inteiro em Decúbito Lateral e Aspira-se. NÃO GIRE A CABEÇA NUNCA.

Atenção: Antes de Ventilar com Ambú-máscara é importante avaliar o potencial da Orofaringe e Aspirar se necessário. Se Aspirar um paciente Intubado NÃO Esqueça que ELE Precisa RESPIRAR.

Evidencias de Problemas na Ventilação:

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