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INTRODUÇÃO

O estabelecimento de padrões sustentáveis de desenvolvimento vem merecendo, nos últimos anos, a atenção de todos os setores da sociedade. A contribuição que o setor de turismo pode aportar a este esforço é de grande relevância, de acordo com estudos e pesquisas realizadas, em vista do volume de pessoas que mobiliza, dos contatos que promove entre realidades e costumes, que podem contribuir para uma "cultura da paz", dos empregos que pode gerar e, ainda, porque sua "matéria prima" é constituída dos recursos ambientais e culturais das comunidades onde se estabelece.

Neste trabalho, procuramos relacionar o turismo com a questão da sustentabilidade apresentando, informações gerais sobre o conceito de desenvolvimento sustentável e algumas considerações sobre o estabelecimento de "uma nova ética para o turismo" e sobre os desafios que o setor enfrenta, em especial no Brasil, para a construção de um processo de desenvolvimento sustentável.

UM NOVO CONCEITO PARA O DESENVOLVIMENTO

A emergência de graves problemas socioambientais nas últimas décadas, em escala global, fez eclodir uma intensa mobilização de países desenvolvidos e em desenvolvimento, no sentido de rever os caminhos e valores assumidos pela moderna sociedade industrial. Nesse processo, aconteceram inúmeros encontros e foram produzidos diversos documentos, que buscaram contribuir para a construção de uma nova ordem internacional que tenha como perspectiva a qualidade de vida, a proteção e melhoria do meio ambiente, bem como uma sociedade mais justa e eqüitativa. Com o conceito, a noção de desenvolvimento humaniza-se e passa a incluir a preocupação com as futuras gerações. Enxergando o desenvolvimento sustentável como um processo, o documento preconiza a reorientação de uso dos recursos naturais, da tecnologia, de investimentos, das instituições e das leis, bem como a adoção de novos valores nos quais o respeito à eqüidade, à justiça, à vida prevaleçam. Ele nos traz ainda relevante contribuição ao demonstrar as implicações planetárias da problemática ambiental, o que nos coloca a necessidade de transformar a avaliação da sustentabilidade em prioridade no diálogo entre nações. Sintetizando, na sua essência, o conceito de desenvolvimento sustentável promove:                                                                                                      - a ampliação da visão de desenvolvimento: quando o define como mais do que o crescimento econômico;                                                                        - a permanência do desenvolvimento: quando insere a preocupação com as futuras gerações;                                                                                            - a extensão do desenvolvimento: quando o apresenta como necessário em todos os países (implicações planetárias do desenvolvimento);                         - um processo de mudança para o desenvolvimento: quando indica a necessidade de reorientação de uso dos recursos naturais, da tecnologia, dos investimentos, das leis e das instituições, e a adoção de novos valores pela sociedade.

TURISMO SUSTENTÁVEL

O Turismo Sustentável foi definido pela OMT, em 1995, como:

"aquele ecologicamente suportável em longo prazo, economicamente viável, assim como ética e socialmente eqüitativo para as comunidades locais. Exige integração ao meio ambiente natural, cultural e humano, respeitando a frágil balança que caracteriza muitas destinações turísticas, em particular pequenas ilhas e áreas ambientalmente sensíveis".

O envolvimento do turismo com a questão da sustentabilidade vem se ampliando. Este fato fica evidente com o crescente número de publicações dedicadas ao tema, assim como pelas declarações endossadas nos últimos anos, entre as quais destacamos a "Agenda 21 para a Indústria de Viagens e Turismo para o Desenvolvimento Sustentável" e o "Código Mundial de Ética do Turismo".

Oito áreas prioritárias dirigem-se às empresas de viagem e turismo visando o estabelecimento de procedimentos sustentáveis: 1- minimização do desperdício através da diminuição do uso de recursos e aumento da qualidade;2- gerenciamento do uso de energia visando a redução do consumo e emissão de substâncias potencialmente poluentes da atmosfera; 3- gerenciamento do uso da água com vistas à manutenção da qualidade e eficiência no consumo; 4- gerenciamento de águas servidas e esgoto visando a conservação dos recursos hídricos e proteção da flora e fauna; 5- gerenciamento de produtos tóxicos e/ou perigosos promovendo a sua substituição por produtos menos impactantes ao meio ambiente; 6- gerenciamento do sistema de transportes com o objetivo de controlar emissões perigosas para a atmosfera e outros impactos ambientais; 7- planejamento e gerenciamento do uso do solo, no contexto da demanda de uso múltiplo e eqüitativo, tendo em vista o compromisso com a preservação ambiental e cultural, assim como com a geração de renda; 8- envolvimento de staff, clientes e comunidades nas questões ambientais.

As diretrizes apresentadas pelo documento representam orientações importantes para a promoção do turismo sustentável, seja no nível público como na iniciativa privada, e não devem ser ignoradas pelos atores envolvidos no processo do seu desenvolvimento.

CONSTRUINDO O TURISMO SUSTENTÁVEL

Uma nova ética para o turismo

Por ser o turismo fortemente dependente da preservação do ambiente físico e patrimônio cultural, deve tratar estes recursos não apenas como sua matéria prima, mas encará-los sob a ótica de que constituem patrimônio comum da humanidade. Na construção de uma nova ética para o turismo, apoiada no conceito de sustentabilidade, duas questões surgem como de especial relevância no momento atual. A primeira refere-se ao crescente interesse pelo turismo em regiões privilegiadas do ponto de vista do seu patrimônio natural e cultural, mas pobres, economicamente, o que requer cuidado especial no desenvolvimento da atividade turística, de modo a que ela não contribua para a exclusão social, degradação ambiental e descaracterização da cultura local. Outra questão é a urgência de reflexão sobre novos padrões de consumo e desenvolvimento do setor.Podemos dizer, sem exagero, que a ética constitui o núcleo da preocupação com a sustentabilidade. O relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum) afirma que o desenvolvimento sustentável e o próprio bem estar da humanidade dependem da possibilidade de alcançar uma ética global. Tecendo considerações sobre o tema, Irving, M. (2002) afirma que sua discussão, no que concerne ao turismo, deve considerar alguns tópicos essenciais como:         - O compromisso com a irreversibilidade do processo de transformação do turismo, o que remete à responsabilidade de todos os atores envolvidos no desenvolvimento ou fortalecimento de um destino.

- A ocorrência de "marketing oportunista" e suas conseqüências, que indica a necessidade de envolvimento dos profissionais da área de comunicação na concepção de novas estratégias;- a negligência do planejamento turístico em relação ao elemento central do processo - o próprio turista, considerando seus desejos e motivações na busca do imaginário, do simbólico e intrapessoal;- a perspectiva de um planejamento socioeconômico regional integrado, uma vez que a visão compartimentada tem, com freqüência, levado a interpretações equivocadas quanto aos resultados potenciais do turismo como instrumento de desenvolvimento local, criando falsas expectativas;

Como vimos, os impactos da atividade turística podem ir muito além da degradação ambiental, por vezes irrecuperável; suas conseqüências poderão alcançar negativamente culturas e relações sociais, criando conflitos e inviabilizando o desenvolvimento das áreas atingidas pelo seu crescimento. O planejamento se impõe como um instrumento indispensável, dentro de uma abordagem sistêmica, como requerido pela noção de processo do conceito de sustentabilidade.

COSTÃO DO SANTINHO

Exemplo prático de sustentabilidade

A maior parte dos resorts são empreendimentos gigantescos inseridos em belíssimas paisagens e patrocinados por grandes investidores. Mas ao contrario do que se pensa, sua proposta vai além da exploração do local. Muitos administradores de resort se preocupam com sustentabilidade. Geram divisas sem deixar de lado a natureza e a população nativa.O Costão do Santinho tem como missão ser um resort de praia que atue como centro de lazer e de realização de eventos, prestando serviços de padrão internacional. Para tanto, os funcionários do resort se comprometem de forma muito enfática com a gestão ambiental para que os níveis de impacto a natureza sejam mínimos. O Resort possui desde o ano 2000 a certificação da ISO 14001, que são as normas de orientação para a implantação de um sistema de gestão ambiental. Entre as ações que podem ser citadas como exemplo, tem 02 museus arqueológicos para proteção de inscrições rupestres e a construção da estação de tratamento de efluentes.O Costão do Santinho também possui um programa de educação ambiental inserido no Morro das Aranhas. O programa que teve inicio no ano de 2000, atende as mais diversas Instituições de ensino publicas e privadas com o intuito de auxiliar para a conscientização, ampliando assim o resgate da ética, respeito e cuidado com o meio ambiente. Durante o ano de 2007 o Programa de Educação Ambiental conseguiu atender 41 Instituições de Ensino de Florianópolis e alguns outros, totalizando 1.922 participantes, entre alunos e professores.O Costão do Santinho Resort é adepto a Tecnologia Limpa,é aquela que usa e explora materiais e fontes de energias renováveis, cortando ou até mesmo eliminando os desperdícios e proporcionando um desempenho superior ao que é registrado pelo método convencional. Precisa ser melhor e ser mais barata que a tradicional.

CONCLUSÃO

Concluiu-se, por desenvolvimento sustentável podemos considerar a capacidade de determinada atividade, comunidade, ou de determinado sistema de empreender açoes e atingir objetivos, que possam, sobretudo, lhe permitir a continuidade do processo em questão, procurando estabelecer padrões de produtividade, assim como de qualidade.Para que possamos empreender desenvolvimento sustentável devemos acima de tudo estabelecer um planejamento abrangente, global, sistêmico, o que significa que devemos o quanto nos for possível aprofundar nossos estudos, experimentos e constatações em torno de quantos forem os aspectos relacionados ao processo em questão.

BIBLIOGRAFIA

GRÜN, Mauro. Ética e Educação Ambiental: A conexão necessária. Campinas, SP, Papirus, 1996.

IRVING, Marta de Azevedo, AZEVEDO, Julia. Turismo: O Desafio da Sustentabilidade, São Paulo: Futura, 2002.

OMT - Organização Mundial do Turismo. Introdução ao Turismo, São Paulo: Roca, 2001. 4.

OMT, Relatório do Secretário Geral, "Contribuição à Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, Johannesburgo, 2002", Madri, maio, 2001.

http://www.ebah.com.br Acessado em 23/06/2009

http://world-tourism.org Acessado em 23/06/2009.

http://pt.wikipedia.org Acessado em 24/06/2009

http://www.costao.com.br Acessado em 25/06/2009

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