Curso de Produção Gráfica

Curso de Produção Gráfica

(Parte 1 de 2)

MAIO 2004 | 065 PGS

GRÁFICA Ministrado por Buggy

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Programa de cursos e treinamentos da Fundição Design e Tecnologia | w.fundicao.com cores cor | cor luzpg002 cores luz primáriaspg003 cores luz secundáriaspg004 cor pigmento | cores pigmento primáriaspg005 cores pigmento secundáriaspg006 cores terciárias pg007 círculo cromático pg008 cores análogaspg009 cores quentespg010 cores friaspg011 cores complementares pg012

Curso de Produção Gráfica|200

w.fundicao.comcor | cor luz a cor é uma sensação provocada pela luz sobre o órgão da visão, isto é, sobre nossos olhos.

cor luz (RGB) é a própria luz que pode se decompor em muitas cores.

espectro solar faixa de 6 cores visíveis a olho nu obtida ao decompor-se a luz branca do Sol.

• vermelho alaranjado; • amarelo limão;

• verde;

• azul ciano;

• azul violeta;

• vermelho magenta.

dos estudos feitos pela Física elementar.

alguns estudos consideram também o azul anil como cor visível, o que dá um total de 7 cores.

infra-vermelho ultra-violeta

Em 1664, Isaac Newton fez surpreendentes descobertas sobre a luz e as cores. São muitas as experiências que relatou que constam até hoje

Curso de Produção Gráfica|300

w.fundicao.comcores luz primárias cores luz primárias (RGB) as cores luz podem ser somadas e, assim, originar novas cores.

3 cores visíveis do espectro são chamadas de cores primárias:

• vermelho alaranjado (red); • verde (green);

• azul violeta (blue).

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w.fundicao.comcores luz secundárias cores luz secundárias obtemos as cores secundárias pela combinação das primárias, duas a duas, em proporções iguais.

as cores luz secundárias são:

• amarelo limão = vermelho alaranjado + verde; • vermelho magenta = azul violeta + vermelho alaranjado; • azul ciano = verde + azul violeta.

o branco é obtido através da soma das três cores luz primárias em proporções iguais.

o preto é a ausência de cor.

espectro solar como os tons de marrons por exemplo.Misturando as cores luz primárias, em proporções e intensidades variadas, podemos obter todas as outras, mesmo as que não estão no

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w.fundicao.comcor pigmento | cores pigmento primárias cor pigmento é a cor percebida através da reflexão de luz em uma superfície.

cores pigmento primárias (CMYK) também chamadas de cores puras, pois não se formam pela mistura de outras cores, é a partir delas que todas as cores são formadas.

as cores puras são:

• azul ciano (ciano); • vermelho magenta (magenta);

• amarelo limão (yellow).

Pigmento é o que dá cor a tudo o que é material.

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w.fundicao.comcores pigmento secundárias cor pigmento secundárias do mesmo modo que nas cores luz obtemos as cores pigmento secundárias pela combinação das primárias, duas a duas, em proporções iguais.

as cores pigmento secundárias são:

• verde = amarelo limão + azul ciano; • vermelho alaranjado = vermelho magenta + amarelo limão; • azul violeta = azul ciano + vermelho magenta.

o branco é a ausência de cor.

o preto é obtido através da soma das três cores pigmento primárias em proporções iguais.

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w.fundicao.comcores terciárias são todas as cores que não são primárias nem secundárias.

obtemos uma cor terciária quando:

• misturamos duas primárias em proporções diferentes, isto é, uma em maior quantidade que a outra;

• ou quando misturamos as três cores primárias, seja em proporções iguais ou não.

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w.fundicao.comcírculo cromático é um círculo onde as cores pigmento são posicionadas de modo a facilitar o entendimento de suas possíveis combinações e resultados.

• centro = cores pigmento primárias; • 2ª camada = cores pigmento secundárias;

• 1ª camada = cores pigmento terciárias.

Nesse círculo só podemos organizar as cores duas a duas em igual proporção o que exclui uma grande quantidade de cores terciárias.

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w.fundicao.comcores análogas matiz gradativo é a mistura gradativa entre cores do círculo cromático, um “degradê” que forma uma escala entre duas cores.

escala de cores análogas é um matiz gradativo feito entre uma cor pigmento primária e uma secundária que sejam vizinhas no círculo cromático.

cores análogas são cores pigmento de composição semelhante.

Analogia significa semelhança. As cores análogas são semelhantes em sua composição.

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w.fundicao.comcores quentes as cores quentes estimulam a circulação do observador, causando um ligeiro aumento na temperatura do corpo.

as cores quentes tendem para o amarelo, e suas matizes com os alaranjados e avermelhados.

vermelho• calor; • alegria;

• verão.

• vibração;

• sangue;• vida. =amarelo = alguns conceitos associados a cores quentes

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w.fundicao.comcores frias ao contrário das cores quentes, as frias diminuem a circulação do observador, causando uma ligeira queda na temperatura do corpo.

as cores frias tendem para o azul, e as matizes entre o verde, azul e violeta.

• paz; • calma;

• harmonia;

• tristeza; • melancolia.=azul= alguns conceitos associados a cores frias

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w.fundicao.comcores complementares a cor do complemento de onda dominante que uma cor pigmento absorve é a sua complementar.

contraste as cores complementares formam juntas o verdadeiro contraste, uma é a cor “negativa” da outra.

Do mesmo modo, como o positivo e o negativo, o branco e o preto também são complementares. Os opostos se completam.

no círculo cromático as cores complementares são aquelas que estão "diametralmente opostas", isto é, traçando um diâmetro são as que estão de lados opostos.

cores no offset indicação de corespg014 escala pantonepg016 pantone “c” e “u”pg017 retículas pantone pg019 color cuepg022 escala cmykpg023 verificação de corespg025 policromia pg026 policromia X pantonepg027

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w.fundicao.comindicação de cores alternativa 1 (pantone)dados sobre as cores indicadas na peça. alternativa 2 (pantone)

PANTONE 102C

PANTONE Orange 021C PANTONE 3282C

PANTONE 102C PANTONE Orange 021C PANTONE 3282C alternativa 1 (CMYK)dados sobre as cores indicadas na peça. alternativa 2 (CMYK)

25c 0m 50y 0k

0c 10m 100y 0k 100c 0m 0y 0k

C:25 M:0 Y:50 K:0 C:0 M:10 Y:100 K:0 C: 100 M:0 Y:0 K:0 referentes aos percentuais de composição da cor e o símbolo depercentagem. Ex.: C 25% M 0% Y 50% K 0%.As “cores processadas” CMYK ainda podem ser representadas utilizando os caracteres caixa-alta da sigla referente a cada tinta, os números

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w.fundicao.comescala pantone

Formulação = combinação percentual de tintas para configuração de uma cor Pantone.

escala de cores comumente utilizada na especificação cromática de peças gráficas.

contém aproximadamente 1114 cores apresentadas em papel couchê com brilho e em offset.

a escala traz a formulação de todas as cores e ainda indica através do símbolo :: as cores que são possíveis de serem reproduzidas na impressão em CMYK.

especificação da cor

PANTONE213C

12 pts PANTONE Rhod. Red 75.0 4 pts PANTONE Warm Red 25.0 formulação

A Pantone é uma empresa do segmento gráfico que já existe nos EUA há mais de 40 anos. A Escala Pantone é um padrão reconhecido mundialmente.

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w.fundicao.compantone “C” e “U” a natureza do substrato escolhido para o processo de impressão interfere no comportamento de uma cor impressa, podendo alterar sua percepção.

por isso a escala Pantone apresenta todas as suas cores aplicadas em papel brilho e fosco.

assim uma mesma cor tem duas especificações na tabela:

•C, quando impressa em papel brilho, ou papel com cobertura, coated; •U, quando impressa em papel fosco, ou papel sem cobertura, uncoated.

cores foram associadas a eles, de modo que, em qualquer parte do mundo, a cor 185 é a cor 185, ao invés do que ocorre quando indicamos a cor Amarelo Canarinho (...em alguns países não existem canários...).

A especificação da cor na escala Pantone apresenta seu código numérico e o caracter “C” ou “U” para indicar o tipo de papel no qual a cor foi impressa. O número é uma forma universal de comunicação, assim as

PANTONE638U

1/8 ptsPANTONE Black4

8 ptsPANTONE Pro. Blue28.6 24 3/8PANTONE Trans. Wt.75.0 papel fosco

PANTONE213C

12 pts PANTONE Rhod. Red 75.0 4 pts PANTONE Warm Red 25.0 papel brilho

Uma mesma cor Pantone pode não ser a melhor escolha para provocar a percepção desejada em papéis brilho e fosco ao mesmo tempo.

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w.fundicao.comretículas pantone retículas ou percentuais da cor o uso de retículas de uma mesma cor não representa o aumento do número de cores em uma peça gráfica, uma vez que se trata de percentuais de um mesmo Pantone.

PANTONE Orange 021C podemos misturar os Pantones usados na nossa peça gráfica.

assim, se nela há o amarelo PANTONE 102C e o azul PANTONE 3005C, criaremos a partir da mistura vários tons de verde.

PANTONE3005CPANTONE102C + =

50% PANTONE 3005C

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w.fundicao.comcolor cue o Pantone Color Cue é um detector de cores portátil, um espectro-colorímetro, que foi desenvolvido para identificar precisamente as cores fornecidas ou desejadas por clientes.

uma vez localizada a cor pretendida, o Color Cue emite um feixe de luz branca pura sobre a mesma e, ao ter esta luz refletida pela superfície, faz a triagem e identificação em seu banco de dados, fornecendo o código universal Pantone desta cor.

este aparelho converte qualquer cor, de qualquer superfície para o sistema de cores Pantone, inclusive de um sistema Pantone para outro.Pantone Color Cue

Curso de Produção Gráfica|320

w.fundicao.comescala CMYK escala de cores misturadas a partir do ciano, magenta, yellow e black.

PANTONEE 176-3C = 60M = 70Y = 0 K = 0
PANTONEE 36-3C = 0M = 40

Y = 70 K = 0

100m0m 10m 20m 30m 40m 50m 60m 70m 80m 0c

10c 20c

50y5k 50y 10k

50y20k 50y 30k

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verificação de cores...

100m0m 10m 20m 30m 40m 50m 60m 70m 80m 0c

10c 20c

... w.fundicao.com impresso ferramenta de papel preto tabela CMYK

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w.fundicao.compolicromia uso das 03 cores primárias e o preto (CMYK) como base para formação de “todas” as cores.

composição das cores de uma imagem no processo de impressão offset.

Trabalhos de 4 cores podem ou não ter foto.

policromia + cor especial apesar da enorme variedade cromática proporcionada pela escala CMYK, muitas vezes não conseguimos chegar com exatidão ao tom desejado, neste caso, poderemos incluir na peça mais uma cor, a cor especial.

ou ainda cores como prata ou dourado que não são obtidas através do processo CMYK.

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w.fundicao.compolicromia X pantone se numa peça gráfica houver até 3 cores, as especificações cromáticas devem ir em Pantone. a partir dessa quantidade, especificaremos em CMYK.

porém há casos em que a parte frontal da peça possui 3 cores e o verso 3 cores diferentes das da frente. possivelmente a gráfica optará por rodar esse trabalho em uma máquina de 4 cores. portanto, é preciso estar sempre em contato com a gráfica, para especificar corretamente a peça.

papel história do papelpg029 pasta para fábrico do papelpg032 etapas do fábrico do papelpg034 esquema das etapas do fábricopg036 fibra do papelpg037 peso X gramaturapg038 corpo pg039 opacidade pg040 cor pg041 acabamento pg042 cotas pg044 marcas de cortepg045 marcas de dobrapg046 picote pg047 formato aberto e fechado do impressopg048 formatos de papelpg049 tabela de cortes econômicos de papelpg050

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w.fundicao.comhistória do papel a palavra papel originou-se do termo grego papyrus que significa junco. Os egípcios foram os primeiros a desenvolver, de forma rudimentar, o processo de formação do papel [3000 A.C.].

o processo consistia em entrelaçar os juncos, ensopando-os em água e batendo-os sucessivamente até atingirem a lisura e espessura desejada.

a invenção do “verdadeiro” papel, tal como o conhecemos hoje, tem sido atribuída a Ts’ai-Lun, da China, no ano de 105 da nossa era.

forma chinesa de fabricação do papel •misturar casca de árvores, trapos e outro materiais fibrosos; •batê-los até formar uma substância pastosa;

•diluir a substância pastosa em água numa grande tina; •mergulhar um molde raso e poroso na solução pastosa, retirando-a horizontalmente em seguida, de modo a escorrer a água, retendo somente as fibras; •retirar do molde a camada de fibra e coloca-la para secar.

Chinaano 105
Coréiaano 600
Japãoano 610
Islãano 705
India [Samarcanda]ano 751
Espanhaano 1151
Itáliaano 1276
Françaano 1348
Alemanhaano 1390
Suíçaano 1411
Portugalano 1411
Bélgicaséc XV
Turquiaano 1453
Polôniaano 1491
Inglaterraano 1494
Áustriaano 1498
Boémiaano 1499
Moráviaano 1500
Rússiaano 1565
Dinamarcaano 1570
Lituâniaano 1577
Holandaano 1586
Hungriaano 1613
Estôniaano 1632
Finlândiaano 1667
Noruegaano 1684
Américaano 1690

caminho percorrido pelo conhecimento da arte de fazer papel Brasil.................................................ano 1810 como podemos ver o papel foi um monopólio chinês durante 600 anos, passando para o domínio quase exclusivo dos muçulmanos durante outros 500 anos. mesmo depois de ser introduzido na Europa o papel demorou a se popularizar devido a obstáculos impostos a sua aceitação.

inicialmente o pergaminho ainda tinha a preferência da maioria e realmente sua qualidade era superior se comparado aos rudimentares papéis fabricados até então. poucas pessoas eram alfabetizadas e sabiam escrever fator que restringia a evolução do papel.

no século XI a civilizacão árabe possuia bibliotecas com cerca de 150.0 volumes e a européia se espantava com seus mosteiros quando abrigavam 150 obras.

de modo geral a publicação de livros europeus era insuficiente para impulsionar uma demanda de papel imediata. por fim a origem muçulmana e judia do papel não era vista com bons olhos pela igreja católica da época que chegou a boicotar o uso do papel em tratados e documentos oficiais.

mas com o aparecimento da imprensa na Europa o papel finalmente começou a ser utilizado em larga escala.

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w.fundicao.compasta para fábrico do papel elaboração da pasta para a fabricação do papel existem dois processos elementares para a obtenção da pasta, mistura base para o fábrico de papel:

• processo mecânico; • processo químico.

processo mecânico de elaboração da pasta é o processo simples e econômico de transformar árvores em pasta. a pasta proveniente deste processo é chamada de pasta mecânica ou pasta de polpa de madeira moída.

as árvores são cortadas em toras que são jogadas umas contra as outras em grandes tambores rotativos para remoção de suas cascas, o restante da casca é eliminada por jato d’agua. em seguida as toras são moídas em enormes mós.

processo químico de elaboração da pasta a pasta proveniente desse processo é chamada de pasta química devido ao uso de produtos químicos durante a elaboração da pasta.

as árvores são cortadas em toras e suas cascas removidas. as toras são reduzidas a cavacos por facas rotativas e estes cavacos são levados a enormes digestores onde são cozidos sob pressão, com produtos químicos como sulfitos, sulfatos e sodas. esta ação química reduz os cavacos a uma pasta de fibras individuais pela dissolução da lignina.

vantagens do processo mecânicobaixo custo desvantagens do processo mecânico alto rendimento, em média 90% de aproveitamento da matéria obtenção de papel com boa absorvência, bom corpo e opacidade a pouca resistência do papel obtido amarelamento precoce do papel obtido

Curso de Produção Gráfica|430

w.fundicao.cometapas do fábrico do papel lavagem, peneiração e branqueamento após a obtenção da pasta de fibra ela é lavada, peneirada e branqueada removendo-se todas as impurezas remanecentes que determinem propriedades indesejáveis ao papel.

estas impurezas podem fazer com que o papel perca cor e/ou tenha durabilidade reduzida. elas podem até afetar o desempenho do papel no processo de impressão, comprometendo sua absorção.

refino o refino é responsável pela fibrilação ou esgarçamento das fibras e pela extração de substâncias gelatinosas das fibras.

na fase do refino determina-se também a natureza básica do papel.

se a duração do refino é curta, o papel será:

• macio; • espesso;

• opaco.

se a duração é longa o papel será:

• duro; • fino/liso;

• menos opaco.

preparação da pasta para que o papel seja liso, opaco e resistente à umidade a pasta deve receber aditivos, tais como:

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