capacitação vacina

capacitação vacina

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Capacitação de Pessoal em

Sala de Vacinação Manual do Treinando

Brasília, julho 2001

1991. Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde

1a edição - 1991 2a edição revisada e ampliada - 2001 É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte

Editor: Assessoria de Comunicação e Educação em Saúde – Ascom/PRE/FUNASA. Setor de Autarquias Sul, Quadra 4, Bloco N, Sala 517 70 070-040 - Brasília/DF

Distribuição e Informação: Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Centro Nacional de Epidemiologia. Fundação Nacional de Saúde/MS SAS - Setor de Autarquias Sul, Quadra 04, Bl. N, 5º Andar, Sala 510/512 Telefone: (0xx61) 226.7738/314.6414 - FAX (061) 322-1548 70 070-040 - Brasília - DF

Tiragem: 30.0 exemplares Impresso no Brasil/Printed in Brazil

ISBN: 85-7346-024-5

Capacitação de pessoal em sala de vacinação - manual do treinando. / Organizado pela Coordenação do Programa Nacional de Imunizações. 2a ed. rev. e ampl. – Brasília : Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde, 2001.

154 p. : il.

1. Imunização. 2. Recursos humanos para a saúde. 3. Capacitação de pessoal. I. Brasil. Ministério da Saúde. I. Brasil. Fundação Nacional de Saúde. I. Brasil. Coordenação do Programa Nacional de Imunizações.

Dedicação

“Enquanto tem esperança, o homem conta com um rumo, a energia para se movimentar e o mapa para se orientar. Possui cem alternativas e uma infinidade de sonhos. Com esperança ele está na metade do caminho para onde quer ir, sem esperança, ele está perdido para sempre”.

Leo Buscaglia

Tentar descrever o trabalho desenvolvido pelo Professor Dr. Edmundo Juarez, ao longo desses anos, oferece o risco da omissão de qualquer parte, que seguramente, foi de grande relevância.

O renome internacional e nacional que o Professor Edmundo Juarez desfrutou foi o resultado de sua competência no objeto de sua persistente dedicação, a Epidemiologia, da qual resultou entre tantas conquistas, a Lei no 6.259, que institucionalizou o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica e o Programa Nacional de Imunizações. Resgatar a história da imunização traz à tona o quanto já foi feito e o que há ainda por fazer, numa demonstração de que é necessário garantir não somente recursos, mas a ação continuada, as vontades, as decisões e os compromissos políticos.

Durante anos recebemos dele uma porção de estímulos para continuarmos a vacinar. Vacinar transformou-se em uma bandeira que todos passaram a agitar em seus corpos e em suas mentes, mas foi em nossos corações que ele penetrou mais fundo.

Foi com o coração que aprendemos que “a vida é uma oportunidade e não uma obrigação, especialmente quando se trata de valorizar a vida humana evitando doenças com vacinação”. Nesse sentido, pontuou a importância do nível local, onde a vacinação acontece de fato e que, para atingir “metas”, é preciso que trabalhemos com o desejo de vacinarmos “aquela criança”, que mora “naquela casa”, que é indefesa e necessita da “dedicação que gostaríamos que nossos filhos recebessem nos serviços de saúde”.

“O Pagamento pelo que vocês fizeram e continuam a fazer, a vida já está oferecendo no sorriso, na algazarra, na correria, na vivacidade e, principalmente, na certeza de que nossas crianças estão vivas e viverão a vida a que têm direito, sem limitações”.

“Os primeiros passos para a grande caminhada já foram dados. Continuar trabalhando com afinco é a garantia de que se atingiu a perfeição. Tenho a certeza de que todos estão imbuídos de sua própria responsabilidade”.

Funcionários, alunos e amigos que receberam seus ensinamentos estão espalhados dentro e fora do País, multiplicando seus conhecimentos na certeza de que “nada resiste ao trabalho honestamente desenvolvido” e que “entre o aqui e o agora” nos encontraremos algumas vezes para celebrarmos o que há de mais perfeito que o Mestre nos deixou: A VIDA.

Apresentação

Este material é produto do trabalho de revisão, com atualização, dos instrumentos usados para treinamentos de pessoal em sala de vacinação, assim como de pesquisa abrangente de publicações em revistas que submetem seus artigos a rígidos critérios de ordem técnico – científicos, alcançando assim a confiabilidade necessária.

Representa nossa busca incessante pela democratização, socialização do saber, incorporando o conhecimento de todos, a experiência de cada um para a melhor qualidade das atividades de vacinação desenvolvidas.

Não pretende ser completo, mas principalmente criar a necessidade do saber mais e estimular todos a buscarem informações em outras fontes e que possam completar áreas ainda não aprofundadas.

Agora podemos nos perguntar: O que realmente esperamos nesses treinamentos?

Durante o período de treinamento estaremos juntos conversando sobre o que estamos fazendo, para quem estamos fazendo, porque estamos fazendo e como estamos fazendo.

Esperamos que todos nós possamos de fato:

•questionar sobre o que estamos fazendo e porque o fazemos; •identificar mecanismos pelos quais poderá ser melhorado o trabalho na unidade de saúde e nossa articulação com a comunidade, e assim obtermos: aumento de coberturas vacinais universais e microlocalizadas; redução ou erradicação de doenças imunopreveníveis; maior participação da comunidade no controle do processo saúde/força; •ampliar nossos conhecimentos sobre vacinação.

MARIA DE LOURDES DE SOUSA MAIA Coordenadora Geral do Programa Nacional de imunizações

FUNASA - julho/2001 - pág. 7

Sumário

Unidade 1 - Um Primeiro Momento9
Unidade 2- Condições de Vida e Problemas de Saúde da População1
Unidade 3- Conhecendo a Cadeia Epidemiológica das Doenças13
Unidade 4- Rompendo a Cadeia Epidemiológica das Doenças15
Unidade 5- Conservando os Imunobiológicos (Vacinas e Soros)17
Unidade 6- Preparando e Administrando os Imunobiológicos19
Unidade 7- Avaliando o Resultado da Vacinação21
Unidade 8- O Dia-a-Dia da Sala de Vacinação23
Unidade 9- Compreendendo o Processo de Planejamento25
Unidade 10- Vacinando Todas as Crianças27
Unidade 1- Avaliando Treinamento...Estabelecendo Compromissos29

Unidades

Texto1- Doenças Transmissíveis e seus Agentes Causadores3
Texto2- Relações entre os Seres Vivos36
Texto3- Os Defensores do Corpo Humano39
Texto4- A Vigilância no Controle das Doenças41
Texto5- A Vigilância de Algumas Doenças Preveníveis por Vacinação4
Texto6- Triagem da Clientela - Calendário de Vacinação60
Texto7- Vacinas : Contra-Indicações e Falsas Contra-Indicações6
Texto 8 - Sistema de Refrigeração70
Texto9- Procedimentos Básicos na Conservação das Vacinas7
Texto10- Procedimentos de Limpeza na Sala de Vacinação89
Vias e Locais de Administração92
Texto12- Os Cuidados com o Lixo em Sala de Vacinação104
Texto13- Características Gerais das Doenças Imunopreveníveis107
Texto14- Avaliando as Ações de Vacinação120
Texto15- Organização do Arquivo de Vacinação122
Texto16- Acompanhamento e Análise das Coberturas de Vacinação125
Texto17- Avaliação da Eficácia do Programa de Vacinação130
Texto18- Eliminando as Oportunidades Perdidas de Vacinação131
Texto 19 - Diagnosticando a Situação134
Texto20- Definição e Quantificação das Metas138
Texto21- Os Sistemas de Saúde e a Comunidade na Promoção da Saúde140
Anexo I - Esquemas de Vacinação143
Anexo I - Informações técnicas sobre vacinas147

Textos Texto11- Administração dos Imunobiológicos : Técnicas de Preparo, AnexoIII- Formulário para Avaliação de Vacina sob Suspeita e de Descarte.................... 149

FUNASA - julho/2001 - pág. 9

Unidade 1 Tema: Um Primeiro Momento...

Atividades:

a)Quem somos? b)Como somos?

3.Agora, individualmente, vamos escolher uma frase da letra da música (sublinhe a frase ou assinale com um x).

4.Agora vamos ler as frases escolhidas e, em seguida, dizer: “por que escolhi essa frase? Qual o seu significado para mim?”

Alguém falou: “Caminhante, não há caminho, faz-se o caminho ao caminhar”.

FUNASA - julho/2001 - pág. 1

Unidade 2 Tema: Condições de Vida e Problemas de Saúde da População...

Atividades:

1.Para iniciar esta unidade, vamos responder às seguintes questões:

a)De que adoecem as pessoas da sua comunidade? b)De que estão morrendo? c)Qual a causa dessas doenças e mortes?

2.Feita a listagem das causas de doenças e mortes, vamos compará-la com informações oficiais sobre número de casos de doenças e mortes.

3.Vamos analisar, agora, como esses problemas estão sendo resolvidos.

FUNASA - julho/2001 - pág. 13

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