Monografia Paz Violencia

Monografia Paz Violencia

INSTITUTO SUPERIOR DE FILOSOFIA BERTHIER-IFIBE

ISABEL SANTOS DA SILVA

EDUCAR PARA O PENSAR

Passo Fundo-RS

2009

ISABEL SANTOS DA SILVA

EDUCAR PARA O PENSAR

Sistematização apresentada ao curso de Especialização em Direitos Humanos do Instituto Superior de Filosofia Berthier-IFIBE, como registro para a obtenção do título de Pós-graduação. Lato Sensu.

Orientadores: Me. Iltomar Siviero e Me.Nilva Rosin

Passo Fundo-RS

2009

Apresentação da Sistematização em abril de 2009 ao Curso de Especialização em Direitos Humanos de Pós-Graduação Lato Sensu

Me. Iltomar Siviero

Coordenador Orientador

Me. Nilva Rosin

Coordenador Orientador

Dedico este trabalho aos mestres do IFIBE e a minha mãe (in memoram) que muito me ajudaram e incentivaram nesta caminhada para o saber.

Agradecimento

Aos professores pela leitura e revisão

Aos mestres do IFIBE pelos ensinamentos sobre Direitos Humanos

À Direção e Coordenação a oportunidade da realização do Curso

Aos familiares que acreditaram no meu potencial

“É preciso dar prioridade à questão social, porque caso contrário vamos ter a moeda mais forte do mundo juntamente com a maior miséria do mundo. Nós somos cidadãos e temos de ser respeitados nos nossos direitos. É preciso aprender a ser mais indignado, a cobrar mais; não podemos ficar tão passivos e tão pacíficos diante de tantos descasos.”

Sociólogo Betinho

RESUMO

O objetivo do trabalho não se concentra em responder questões meramente definitivas, mas de refletir sobre as possibilidades provisórias, porque entendemos que o pensar é uma maneira de aprender, de investigar o mundo e as coisas, para melhor interpretá-las e assim nos libertarmos de sistemas manipuladores. Retrata a prática realizada com os alunos das 8ª séries da Escola Municipal de Ensino Fundamental Daniel Dipp e é parte do trabalho de conclusão do Curso de Especialização em Direitos Humanos, tendo como o tema paz e violência, foi associado com as vivências dos alunos, que contribuíram com o desenvolvimento do senso crítico de uma ótica voltada para o educar e o pensar dentro dos Direitos Humanos, proporcionando uma reformulação de pensamentos e comportamentos, pois houve uma participação conjunta de objetivos comuns.

Palavras-chave: Educar, Pensar, Paz, Violência, Direitos Humanos.

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO........................................................................................................................

1 RECONSTRUÇÃO DA PRÁTICA......................................................................................

2 ANÁLISE DA PRÁTICA.....................................................................................................

CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................................

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................................

ANEXOS..................................................................................................................................

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INTRODUÇÃO

Pensar é a uma característica inerente ao ser humano. É a marca que distingue o homem dos seres irracionais e o coloca como capaz de interpretar e conhecer à realidade à sua volta. O pensar possibilita ao homem a capacidade de ser consciente de si mesmo, da realidade, do mundo que o cerca e não estar no mundo somente como existente, mas como alguém que julga, reflete, conhece, supera e reelabora o conhecimento que tem. O homem tem a capacidade de transcender e ultrapassar todos os dados da realidade.

John Dewey, D. Matthew Lipmam e Louis Raths, fundamentam suas teorias no pensar e na distorção sofrida por ela e o desastre histórico da separação moderna de teorias e práxis, pela qual se considera o agir mera aplicação do conceito elaborado pela teoria. O homem deve agir, embora diante dos fatos, seja mais fácil atuar em condições de tirania do que não pensar.

Na estrutura da sistematização, procuramos mostrar o aumento da violência da humanidade de cultura de paz e sobre Direitos Humanos. O aumento da violência vem preocupando cada vez mais a sociedade e o governo. Isto transparece na abundante produção científica que procura identificar as causas e nas iniciativas oficiais, dirigidas a enfrentar o problema.

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1 RECONSTRUÇÃO DA PRÁTICA

Procuramos primeiramente um tema que sanassem os problemas que as turmas estavam apresentando no momento. Esse trabalho foi feito em círculos para que todos pudessem dar sua contribuição. Tentamos refletir com os alunos que só brigas e discussões não resolveriam os problemas e que o mais importante naquele momento, era o espírito de colaboração que cada um deveria ter com os colegas e professores.

No mundo de mudanças constantes, sem dúvida a criatividade dos alunos foi fundamental para a realização dos trabalhos sobre violência, paz e direitos humanos na Escola de Ensino Fundamental Daniel Dipp, no Bairro Hípica, totalizando 3 períodos, perfazendo um total de 135 min horas/aula.

Trabalhamos com a diversidade textual, do ponto de vista lingüístico, e com a pluralidade cultural, sob o ângulo da educação. Desenvolvemos assim, a capacidade de enxergar diferenças e aceita-las sob o olhar da inclusão.

As atividades foram bem aceitas, os alunos pintaram a figura que representava o desarmamento e responderam as questões propostas, embora as respostas fossem sucintas, não se negaram a fazê-las. Na seqüência passaram a leitura do texto “A sabedoria do Camponês”. As dinâmicas criativas resolveram a todos nos grupos, foram feitas leituras, reflexões sobre a violência urbana, procuramos usar recortes de jornais e revistas que apontassem as causas da violência, busca de alternativas dentro de uma cultura de paz e grandes líderes que a promoveram, como Jesus, o grande pregador, seus ensinamentos a não-violência, sua vida e missão voltadas a serviço da paz, lembraram também dos Profetas que viveram na época de Jesus, que denunciavam a violência e pediam a paz, assim como Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela.

Não se alcança a paz com violência, com guerras, mentiras e fome, nem pela imposição da vontade do mais forte.

Ressaltamos que as atividades só foram positivas, porque houve aceitação por parte dos alunos, integração de todos e envolvimento na formação desta temática, tivemos discussões sobre paz, violência e Direitos Humanos, em todas as dimensões, a partir da realidade das experiências de cada um.

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Num segundo momento, provocamos os alunos para estabelecer um paralelo sobre a paz e a violência, com gravuras de revistas, o que contribuiu para que pudéssemos desenvolver um trabalho e diálogo participativo. Foram inúmeras as contribuições, indagações e interferências. Tivemos que aprender a controlar a ansiedade para não induzirmos as respostas para os alunos.

A metodologia empregada nas turmas foi a de investigação que funcionou da seguinte maneira: inicialmente os alunos foram dispostos em círculos e solicitados a fazerem a leitura do texto, se alternando entre si. Finda a leitura, foram registrados no quadro-negro, os pontos importantes para o debate. Em seguida, foi feita uma seleção dos tópicos a discussão. Todos foram estimulados a falar com liberdade o que pensavam sobre paz e violência e deram suas opiniões. Promoveram uma reflexão sobre as causas da violência e destacaram ações que contribuíram para a firmação da cultura da paz.

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2 ANÁLISE DA PRÁTICA

A educação é uma mola propulsora para que jovens e adultos melhorem suas expectativas, pois quem estuda e aprende tem mais chances na vida. A educação é um direito fundamental. A educação em direitos humanos é a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana. Foi uma grande conquista da humanidade para entrelaçar laços de igualdade e diferença, de amizade e solidariedade, mas o que encontramos hoje, é uma educação utilitária, voltando o homem para a máquina, para produzir mais e mais sem que ele participe da produção quando crescimento da desigualdade no mundo. Mudar é preciso, com consciência, organização, participação social e educação. É preciso ética, democracia, cidadania e direitos humanos. Vale lembrar que a educação como dever do Estado apareceu pela primeira vez nos textos legais da Constituição de 1934, que reconhecia a educação como direito de todos, como resposta o intenso movimento migratório do campo para a cidade. No dizer da socióloga e professora Maria Victória Benevides: “A educação em direitos humanos é essencialmente a formação de uma cultura de respeito à dignidade humana através da promoção e da vivência de valores da liberdade, da justiça, da igualdade, da solidariedade, da cooperação, da tolerância e da paz” (BENEVIDES, 1996, p.231).

A maneira específica, quando introduzimos a análise do texto sobre paz, violência, direitos humanos e educação, tentamos mostrar ao estudante que ele tem capacidade para fazer uma reflexão frente ao texto, bem como reproduzí-lo e reconstruir o conhecimento. A idéia foi aprofundar a capacidade de diálogo crítico e criativo com a realidade, questionar e reconstruir alternativas com qualidade formal que exige competência e renovação constante. O refazer foi educativo, como estratégia de conhecimento e de promoção da cidadania, pois o aprender é uma necessidade.

Lipman salienta: (1990 p 37-44)

Que uma educação centrada na informação do conhecimento, outrora consagrado, pouco contribui para o desenvolvimento do pensar de ordem superior. Contudo, não se

nega a importância dos conhecimentos armazenados na memória do estudante para a capacitação do pensar de ordem superior. Ele propõe o envolvimento e a participação do estudante na escolha, investigação, questionamento e reflexão dos temas que tenham significado para ele.

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O assunto escolhido deu margem a várias discussões que podemos reportar para atitudes de comportamento que vem acontecendo na escola. Quanto aos direitos humanos, é preciso considerar que são indispensáveis à cidadania, ou seja, é condição de possibilidade para constituição de cidadania. Maria Victória Benevides afirma: “os cidadãos têm direitos, direitos que são inalienáveis, e direitos que são não apenas reivindicações diante de prestações que o Estado deve cumprir, mas também possibilidades sempre em aberto de criação de novos direitos. A cidadania nesse sentido é a possibilidade de fruição efetiva de direitos sociais, econômicos e culturais.” (BENEVIDES, 2000, p. 3).

O tema trabalhado culminou com o projeto de Cidadania que vem sendo desenvolvido na escola. Esse projeto fez com os alunos desenvolvessem uma visão diferente sobre o que é ser cidadão e exercer sua cidadania em Direitos Humanos.Podemos sentir nesse trabalho o que é ser um mediador entre o conhecimento prévio e o escolar. È indispensável ter consciência de que nosso aluno vai ser aquilo que o ajudamos a edificar, se ele fracassar, certamente estaremos fracassando com ele.

A razão de escolhermos este trabalho foi com a preocupação de discutirmos o valor do educar para os direitos humanos aos nossos alunos. A mestre Cecília Pinto Pires (2000, p 96-97) ressalva:

“Educar para os direitos humanos é prioritariamente, criar uma cultura cujo embasamento seja o homem com dignidade, direitos e responsabilidades: é possibilitar a reflexão, desenvolver o espírito crítico e incitar o reconhecimento e a capacitação do diferente nos outros.”

Por outro lado, também queríamos resgatar o ato de pensar. Partindo do pedagogo John Dewey (1953, p218) notamos que existem pelo menos quatro concepções distintas sobre o ato de pensar:

O primeiro significado atribuído à palavra pensar se refere a tudo o que vem à cabeça. O ato de pensar, neste sentido, não depende de uma seqüência de idéias, ocorre ao acaso.

Num segundo entendimento, o significado do ato de pensar está ligado à idéia de que se algo não pode ser diretamente observado, pode ser imaginado, pensado.

Um terceiro significado indica que o ato de pensar está ligado às idéias que nos levam a uma convicção. O ato de pensar é caracterizado pela capacidade de organizar

convicções, ou por formular suposições aceitáveis. Num sentido mais amplo, o ato de pensar é entendido como a capacidade de refletir sobre as convicções. É o ato de pensar sobre o já pensado.

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A característica reflexiva do ato de pensar combina com a atitude filosófica, cujas características também se assentam na dúvida e na investigação contínua.

Isto reflete o pensamento de Raths (1971. p. 28):

Que é através do processo de comparação que implica abstrair e reter mentalmente a abstração, quando se concentra a atenção nos objetos comparados. Se na análise tem uma finalidade real e genuína, se existe uma motivação verdadeira na busca do diferente, esta tarefa resulta em interesse para o professor e para os alunos.

Cabe destacar que a comparação encerra mais motivações e aprendizagens básicas que as tarefas que só enfatizam a memorização.

O pensar é o exercício mental em que se estudam os fatos, se investigam, se examinam, se formulam hipóteses até chegar à conclusões. O esforço do pensar tem como objetivo maior, organizar as observações obtidas de forma que se tenham respostas não definitivas, mas abertas a constante revisão. Em se tratando de Educação em Direitos Humanos; significa estar aberto ao novo, ao outro, ao diferente. Isso é importante porque também reflete no ato de educar. Quando nos propomos a compreender o outro, saber como pensam, sentem e percebem as situações, estamos nos redescobrindo como educadores.

A história da humanidade guarda inúmeros registros de violência, guerras, genocídios, campos de concentração, escravidão, perseguições, extermínios de povos, torturas, barbáries de toda a espécie.

Hoje, no mundo, a violência mais cruel é a fome, que mata uma criança a cada 7 segundos. A concentração de bens e riquezas, o terrorismo, o armamento bélico, os conflitos sociais, a violação dos direitos humanos, religiosos e culturais, o desrespeito à natureza e tudo que impedem a convivência pacífica que ameaçam a humanidade.

A violência urbana cresce de forma assustadora no mundo. Assaltos, seqüestros, crime organizado, extermínio de moradores de rua, são algumas de suas marcas. Por outro lado, a concentração de terras e o agronegócio são o estopim da violência no mundo rural. Não se pode ignorar a violência doméstica, aquela que mora em casa, onde deveria reinar o amor, a harmonia. As notícias referentes à violência contra as mulheres, crianças e idosos são alarmantes.

Vivemos uma cultura de violência, formentada por diversos ciclos viciosos, presentes em todos os lugares, como na escola, na rua, no trânsito. A taxa de violência, embora cresça, ela não cresce de uma forma homogenia. Existe certas heterogeneidade. Ela aumenta em alguns países mais, em outros menos.

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O mundo precisa de paz e o objetivo desta, é assegurar que os conflitos sejam resolvidos de forma não-violenta, com base nos valores da tolerância, solidariedade e justiça; respeito aos direitos individuais e na busca de soluções criativas para os problemas, através do diálogo, da negociação e da medição.

A paz é possível, mas o ser humano necessita ser para ela educado, já que a violência vem moldando a cabeça e o coração das pessoas tantos séculos. Se a violência e a paz são entidades culturais, portanto construídas e produzidas, podem também ser ensinadas, e ambas têm algo a ver com política, economia, organização social, também podem ser objeto da educação e da cultura.

O processo de construção de uma cultura de paz passa, de maneira especial, pelo reconhecimento dos direitos de todos, pelo cuidado dos mais fracos, pela superação da fome e da miséria, por uma justa distribuição de renda, por uma correta e honesta administração dos bens públicos, pela conservação do meio ambiente e por relações internacionais justas.

Pedro Wilson Guimarães afirma: em dias mais obscuros, temos o direito de esperar alguma luz, em tempos difíceis temos o dever de continuar acreditando que é possível ousar, construir novas relações sociais, que um dia homens e mulheres terão seus direitos respeitados. (GUIMARÃES, 1998,p.8)

Não nos esquecemos de que os Direitos Humanos não são apenas uma teoria, mas sobretudo uma prática. Por essa razão devemos estar sempre atentos à necessidade de buscar com empenho as estratégias para que os Direitos Humanos se tornem uma prática efetiva na vida social.

Não é demais lembrar que a tarefa primeira de garantia dos direitos cabe ao Estado. Segundo, José Geraldo Souza Jr., os Direitos Humanos, são assegurados a todos os indivíduos, mesmo se ainda é pouco cumprido, o simples fato da lei internacional torna obrigatório o respeito aos direitos fundamentais de qualquer pessoa, pobre ou rica, branca ou negra, torna ilegais todas as ditaduras, revela a iniqüidade de qualquer tipo de tortura e mostra que é impossível uma verdadeira civilização sem respeito às liberdades individuais e a dignidade humana. (SOUZA, 2OO4, p.6O).

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Pelo exposto, conclui-se, a importância do pensar do estudante, que é o pensar por si mesmo.

Enfatizamos que as atividades foram feitas no sentido que o aluno tivesse a oportunidade de desenvolver sua sociabilidade, aprendendo a ajudar e ser ajudado, respeitando opiniões diferentes das suas, dividindo tarefas, descobrindo parcerias, dando-se conta que pessoas diferentes têm diferentes modos de pensar e que juntos conduzem a resultados mais complexos e melhores.

Sempre haverá uma mudança de comportamento em função de um pensar com reflexão. Essa mudança comportamental é a resposta, a uma tomada de posição diante de um obstáculo. O aprendizado diante de uma situação problemática tem um sentido de adaptação progressiva. O aprendiz terá mais facilidade em interiorizar e cada vez mais situações complexas e se adaptar. E quando se trata de enfrentar a necessidade de formação de uma juventude, que carece observar na história a realidade que a cerca, como única forma de reação, deve-se também considerar o quanto a memória não possui um papel pedagógico fundamental. Paulo Freire (2002, p.47) valoriza esta idéia: É fundamental, contudo, partirmos de que o homem, ser de relações e não só de contatos, não apenas está no mundo, mas com o mundo. Estar com o mundo resulta de sua abertura à realidade, que o faz ser ente de relações que é.

O trabalho com a textualidade foi de grande relevância, pois definiu como eixo do trabalho a ser desenvolvido em cada aula e a mensagem de cada aluno seria a análise do texto e sua recriação. Foi uma troca de experiências e de idéias compatíveis de como o ser humano pode se sensibilizar e se humanizar frente a situações que orienta a formação do sujeito de direito, sua formação de valores, atitudes práticas sociais que expressem a cultura dos direitos humanos em todos os aspectos da sociedade, e sempre tentando estabelecer campanhas à não-violência e ao respeito aos direitos humanos, não só pela força da lei, mas também pelo engajamento na qualidade de vida da população.

Os desafios e dificuldades foram muitos, mas os alunos também apresentaram avanços significativos nos trabalhos.

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A importância de uma educação mais abrangente faz com que procuremos novas saídas para suprir as carências encontradas no ensino. A nossa maior luta é por um ensino mais humano, voltado para o real interesse dos alunos, tornando-os agentes do processo educacional.

A escola Daniel Dipp, vê o aluno como um ser humano em desenvolvimento, esse é um parâmetro importante, como a escola é um espaço fundamental do saber e do conviver, nela nos colocamos a serviço das relações humanas, onde quem ensina também aprende e quem aprende também ensina.

A importância de uma educação mais abrangente faz com que procuremos novas saídas para suprir as carências encontradas no ensino. A nossa maior luta é por um ensino mais humano, voltado para o real interesse dos alunos, tornando-os agentes do processo educacional.

Cabe a nós, professores, transmitir o legado acumulado pela sociedade, levar o aluno a dominar informações do conhecimento. Não observamos somente as dificuldades apresentadas, mas também os avanços alcançados, que foi um processo de conquista e consolidação dos Direitos humanos. O trabalho nos mostrou que estamos consciente de nossa responsabilidade do futuro de nossos alunos de hoje e de amanhã.

A finalidade do trabalho em Direitos Humanos nos incentivou a pensar no outro e ter consciência de que agir no mundo é sobre tudo, interagir com o outro, a partir da consideração do outro.

A conclusão do trabalho teve um papel fundamental; pois os alunos aprenderam a ouvir; fizeram reflexões e questionamentos sobre o assunto e, através disso, puderam responder algumas perguntas que o texto exigia. E o resultado final não poderia ser melhor, os alunos que antes eram indisciplinados e agressivos, e eram motivos de preocupações para os professores e pais, começaram a entender que a reversão do quadro quanto à violência, era melhor começar a valorizar a paz como uma mudança boa na vida deles.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENEVIDES, Maria Victória. O que é educação para a democracia. Entrevista realizada por Silvio Caccia Bava, Diretor da ABONG, em janeiro de1996.

CORREA, Avelino, A.SCHNEIDERS, Amélia. De mãos dadas. Ensino Religioso. São Paulo: Ed. Scipione, 2002.

DAWEY, John. Como pensamos. São Paulo: Cia Editorial, 1953.

FREIRE, Paulo. Educação com práticas da liberdade. 26 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

GUIMARÃES, Pedro Wilson. Direitos Humanos no Terceiro Milênio. Brasília: Câmara dos Deputados, 1998.

HERKENHOFF, João Baptista. Direitos Humanos. A construção universal de uma utopia. Aparecida-São Paulo: Ed. Santuário, 1997.

LIPMAN, Matthew. A filosofia vai à escola. São Paulo: Sammus Editorial, 1990.

MOSER, Cláudio, RECH, Daniel. Direitos Humanos no Brasil. Diagnóstico e Perspectivas. Rio de Janeiro: coletânea Ceris, 2003.

PIRES, Cecília Pinto (et. Al) Direitos Humanos Pobreza e Exclusão. São Leopoldo: Ed. Adunisinos, 2000.

RATHS, Louis E. Como ensenar a pensar: teoria y aplicacion. Buenos Aires: Paidos, 1971.

SILVA, José Fernando, LIMA, Ricardo Barbosa de, ROSSO, Sadi Dal. Violência e Trabalho no Brasil. Goiânia: Ed.UFG, 2001.

SOUSA, José Geraldo Jr. (et. al) Educando Para os Direitos Humanos: Pautas Pedagógicas para a Cidadania na Universidade. Porto Alegre: Síntese, 2004.

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ANEXOS

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