dicionario de jardinagem

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Dicionário de Jardinagem

Edição TE2 Fonte: http://www.jardimdeflores.com.br

Alporquia, bráctea, colmo, estolho, estioladao idioma

"jardinês" está muito complicado?

Pois agora vai ficar mais fácil! Neste pequeno dicionário de jardinagem, colocamos os termos mais utilizados, bem explicadinhos!

A calêndula (Calendula officinalis) é um exemplo de planta anual

Ácido: Com pH inferior a 7 (veja também pH). Solo ácido é comum em regiões chuvosas, tende a ser escuro e a formar limo.

Acuminada: Folha que termina em ponta alongada.

Aérea: que ocorre no ar ou é própria dele; parte aérea de uma planta é, geralmente, o conjunto de caule, ramos folhas, flores e frutos; raiz aérea é qualquer raiz exposta ao ar, como as do filodendro e da seringueira.

Alcalino: Com pH superior a 7 (veja também pH). Solo alcalino ocorre mais comumente em regiões de pouca chuva e tende a ser esbranquiçado.

Alcachofra: Uma flor na mesa

Ao saborear uma alcachofra, além de consumir um poderoso alimento, você estará se deliciando com uma flor exótica e medicinal. Conheça aqui, as virtudes dessa delícia.

Na verdade, a alcachofra (Cynara scolymus) que consumimos é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis - a família das Compostas. Conta-se que ela saiu do jardim e foi para a mesa na época do Império Romano, quando suas propriedades nutritivas e medicinais foram descobertas e a alcachofra passou a ser privilégio apenas da mesa de nobres e reis. Hoje, felizmente, não é preciso ser nobre para desfrutar deste privilégio (apesar do preço ser às vezes proibitivo!).

Considerada uma iguaria exótica, esta hortaliça parece ter sido feita para ser deliciada a cada pétala e não para ser devorada. Afinal, dela consumimos apenas a parte carnuda das "pétalas" e o "fundo" da flor, depois de retirados os espinhos. O trabalho é compensador, se levarmos em conta suas excelentes propriedades nutritivas e medicinais: a cada 100g comestíveis, encontramos boas doses de vitaminas do complexo B, potássio, cálcio, fósforo, iodo, sódio, magnésio e ferro. A lista de suas qualidades terapêuticas também é digna de registro. Para começar, o sabor amargo estimula as secreções digestivas. A água do cozimento da alcachofra é um verdadeiro chá de efeito diurético, estimulante da vesícula biliar e ativador da digestão.

Aliás, a alcachofra é considerada um eficiente auxiliar da digestão e a ciarina – substância encontrada na planta – pode melhorar as funções do fígado. A medicina popular já consagrou esta iguaria como um perfeito alimento-remédio, ideal para as pessoas com problemas hepáticos e para os diabéticos.

Várias experiências realizadas com o extrato da alcachofra atestaram sua eficiência na redução do excesso de gordura no sangue, porém, o simples fato de consumí-la já traz inúmeras vantagens, entre elas, o poder de combater anemias e raquitismo, pela boa dose de ferro e vitamina C que contém.

Proibida para mulheres?

Quando se fala em alcachofra é preciso esclarecer alguns enganos. No início do texto as palavras pétalas e fundo aparecem entre aspas. Isso porque o que se chama de "flor" na planta é, na verdade, uma inflorescência. A flor é constituída por um capítulo de grandes dimensões do qual consumimos apenas o receptáculo carnudo – chamado "fundo ou coração da alcachofra". As partes chamadas impropriamente de pétalas são as brácteas da planta.

Feita a observação, vale a pena lembrar que as alcachofras sempre tiveram suas propriedades reconhecidas. Na Antigüidade, elas já eram utilizadas pelos médicos no preparo de medicamentos contra a febre, doenças do fígado, reumatismo e até como antidepressivo. Mas convém contar uma passagem não tão gloriosa desta planta: ao que parece, por volta do século XVI, o consumo da alcachofra na França chegou a ser proibido para mulheres. É que a esposa do rei Henrique I, a italiana Catarina de Médicis, adorava alcachofras e corria a fama de que a iguaria era um poderoso afrodisíaco. O comportamento da esposa do rei não devia ser muito exemplar, pois, juntando uma coisa com a outra, acharam que as damas não deviam comer alcachofras e viram por bem, proibir o consumo apenas pelas mulheres.

Perfeita no prato

As alcachofras foram trazidas para o Brasil pelos imigrantes europeus, há cerca de 100 anos. Nativa do sul da Europa e norte da África é uma planta de clima temperado a frio (média de 20 graus C) e áreas úmidas. Em regiões quentes vegeta bem, mas não forma os botões florais comestíveis.

De agosto a novembro, estamos em plena época de colheita da alcachofra. É quando a encontramos com ótima qualidade e melhores preços. São quatro as variedades mais encontradas no mercado: Violeta de Proença, Roxa de São Roque, Verde Lion e Verde Grande da Bretanha.

A maioria dos nutricionistas concorda: o ideal é consumir a alcachofra no mesmo dia da compra, pois ela começa a perder suas qualidades logo depois de colhida. Na hora da compra, recomenda-se escolher as que apresentarem talo longo e inflorescência firme e bem arroxeada. Para os apreciadores desta flor comestível, os "espinhos" só devem ser retirados após o cozimento - é quando chegamos ao gran finale da iguaria: o famoso fundo da alcachofra. Outro detalhe: recomenda-se consumir a planta logo após o cozimento ou preparo, para melhor aproveitamento de suas propriedades medicinais e nutricionais.

Dicas para preparar a alcachofra: 1. Corte o talo perto da base e lave a alcachofra em água corrente abrindo bem as pétalas para que a água penetre.

2. Deixe de molho em água com sal e algumas gotas de limão ou vinagre para não escurecer.

3. No cozimento, use panelas esmaltadas ou em aço inoxidável. As panelas de alumínio escurecem a alcachofra.

4. O tempo médio de cozimento é de aproximadamente 40 minutos, dependendo do tamanho e idade da alcachofra. Em panela de pressão o tempo cai para uns 20 minutos.

5. Para saber se a alcachofra está cozida, é só puxar uma folha: se ela se soltar com facilidade é porque está no ponto.

6. No cozimento, evite o excesso de água: coloque o suficiente para cobrir metade da alcachofra.

7. Os talos das alcachofras também podem e devem ser aproveitados. Para isso, é só retirar a parte fibrosa que os envolve, descascando-os com uma faca. Depois, deixe os talos mergulhados em água com limão ou vinagre durante alguns minutos e leve para cozinhar por 30 minutos ou 15 minutos em panela de pressão.

Receitas: Alcachofra dos Nobres Corte as pontas das pétalas de 6 alcachofras grandes, deixando-as todas com a mesma altura. Retire as pétalas mais duras e esfregue as partes cortadas com limão. Ponha para ferver 8 xícaras (chá) de água com sal e coloque as alcachofras, junto com metade de um limão. Abaixe o fogo e deixe cozinhar por uns 30 minutos. Escorra e deixe esfriar. Retire, cuidadosamente com uma colherinha, a parte fibrosa central de cada alcachofra, isto é, os "espinhos". Retire também todas as pétalas, cubra os fundos com papel alumínio e leve à geladeira. Enquanto isso misture num recipiente 1/2 xícara (chá) de azeite, 2 colheres (sopa) de suco de limão, 2 colheres (sopa) de vinagre, salsa picada, 2 colheres (chá) de mostarda e sal a gosto. Retire os fundos das alcachofras da geladeira e arrume-os numa travessa, sobre as pétalas reservadas. Espalhe por cima o molho preparado e leve novamente à geladeira, até a hora de servir. Alcachofras à Romana Retire os talos de 4 alcachofras, limpe-as e corte a ponta das folhas. Coloque-as em uma vasilha com água, sal e limão e reserve. Misture 1/2 pãozinho amanhecido e ralado com salsa picada e sal a gosto. Escorra as alcachofras, achate-as um pouco no centro, para formar uma cavidade entre as pétalas e recheie com a mistura. Leve as alcachofras ao fogo, em uma panela com um pouco de água e óleo. Tampe e deixe cozinhar até que as pétalas se soltem facilmente.

Alpínia ou colônia (Alpinia zerumbet)

Nome científico: Alpinia zerumbet Família: Zingiberáceas Nomes Populares: colônia, falso-cardamomo, helicondia, jardineira, alpínia, gengibre-concha. Outros nomes: collar de novia (em espanhol), shell ginger e pink porcelain lily (em inglês).

Esta planta, parente do gengibre, é uma herbácea, rizomatosa, que chega a 2 ou 3 metros de altura. Suas folhas são aromáticas, longas, largas e brilhantes. As flores, que surgem no verão e outono, são róseas e brancas, agrupadas em inflorescências semi-pendentes e apresentam aroma suave e agradável. O fruto é do tipo cápsula, de formato globoso e abriga diversas sementes. A propagação de alpínia se dá por meio da divisão de rizomas.

Planta de clima ameno, necessita de luz solar plena ou meia-sombra com pelo menos 4 horas de sol por dia. O solo indicado para o cultivo deve ser rico em matéria orgânica e apresentar boa drenagem. A Alpinia zerumbet gosta de regas espaçadas e não se dá bem com solo encharcado.

Trata-se de uma espécie originária da Ásia (China e Japão), cultivada no Brasil principalmente como planta ornamental. A espécie apresenta propriedades medicinais, suas folhas e raízes contêm kavaína e dehydrokavaína. Estas substâncias, segundo estudos realizados, dão à Alpinia zerumbet as mesmas atividades farmacológicas da kawa-kawa (relaxante e anti-stress). A alpínia ou colônia é também conhecida por sua ação anti-hipertensiva que é atribuída às substâncias presentes no extrato e no seu óleo essencial.

Outras substâncias presentes na planta, como alcalóides, taninos, cardamonina, isalpinina, canfeno, cânfora, cálcio, ferro, magnésio, potássio, sódio e zinco contribuem para a sua aplicação na fitoterapia, dando-lhe indicações contra a artrite e a asma, além de propriedades anticatarral, antitérmica, antiulcerogênica e estomáquica. Entretanto, seu uso não é indicado para gestantes e a ingestão pode causar intoxicações leves e efeitos cardíacos. O contato com a seiva pode causar irritações na pele e nos olhos.

Alporque: Ramo ou caule circundado por terra, pó de xaxim, turfa ou substrato semelhante, para emitir raízes e, mais tarde, ser destacado como muda.

Alporquia: Técnica de reprodução por alporque.

Alternadas: Folhas que nascem em nós alternados em cada lado do caule ou do ramo.

Amarrilho: Cordão ou fita para atar uma planta, geralmente a uma estaca que lhe serve de tutor.

Antera: Parte do estame que desenvolve e contém o pólen.

Anêmona (Anemone coronaria)

A anêmona pertence à família das Ranunculáceas Esta flor apresenta delicadas pétalas, tão finas que parecem feitas de papel, nas cores púrpura, rosa, vermelho, amarelo-claro e branco, dependendo da variedade. Ideal para a criação de arranjos florais ou, simplesmente, para enfeitar um vaso de vidro. Apesar da aparência delicada, a anêmona é bem resistente e, se manuseada adequadamente, pode durar cerca de uma semana. Para isso, é essencial trocar a água do vaso todos os dias, lembrando de cortar cerca de 1 cm da base do caule, sempre em diagonal, com um canivete ou tesoura bem afiados. O ideal é fazer esse corte com a haste imersa em água limpa e fresca ou sob um fio de água corrente, para ajudar na hidratação.

Antúrio (Anthurium sp.)

A flor do antúrio, na verdade, é bem pequena, alcançando o tamanho da cabeça de um alfinete. A parte colorida e exótica, que normalmente achamos que é a flor, na verdade é uma inflorescência, ou seja, o conjunto formado pela espádice - espiga onde brotam as minúsculas flores - e espata do antúrio - a bráctea colorida, ou a folha modificada. As verdadeiras flores do antúrio são os pontinhos amarelos que brotam na espiga.

Esta peculiaridade é um artifício da natureza: quando as flores são pouco significativas, a natureza produz folhas modificadas ou brácteas coloridas para atrair insetos e outros agentes polinizadores. Isso também ocorre com as flores do bico-depapagaio (Euphorbia pulcherrima) e da primavera (Bougainvillea spectabilis), por exemplo.

Mas o antúrio não impressiona apenas pela beleza da inflorescência. Suas folhas em formato de coração (codiformes), que variam de tamanho dependendo da espécie, são extremamente exóticas. Em algumas espécies, podem ser até mais atraentes que as inflorescências, bons exemplos disso são o Anthurium crystallium e o Anthurium magnificum que apresentam as nervuras em tons contrastantes, resultando em verdadeiros desenhos nas folhas.

Pertencente à família das Aráceas - que reúne cerca de 600 espécies, todas originárias da América Tropical - o antúrio é uma das espécies mais famosas da família. Suas espatas podem apresentar cores que vão do mais puro branco até o vermelho intenso, incluindo vários tons de rosa, salmão, verde e até marrom.

Algumas espécies são bem populares no Brasil, como o Anthurium andreanum - chamado de "paleta-de-pintor" e o Anthurium scherzeranum, conhecido como "flor-deflamingo”, por apresentar a espádice recurvada, lembrando a forma do flamingo.

Cultivo

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