Instrumentação geológica

Instrumentação geológica

(Parte 2 de 4)

d) locais muito importantes (contatos, zonas mineralizadas..).

A amostra deve ter tamanho razoável ( 5x10x15 cm) e ser da rocha fresca.A etiquetagem deve ser feita cuidadosamente no campo logo após a seleção das amostras.

Anote na etiqueta a sigla (deve ser combinada com o resto da equipe do projeto; normalmente usam-se as iniciais do geólogo) seguida pelo número do afloramento descrito na caderneta e por uma letra que identifique a fácies rochosa amostrada. Se existirem mais amostras da mesma fácies, após a letra coloque um número que identifique a duplicata, triplicata.. de amostragem. Amostrando uma sucessão de camadas no afloramento procure seguir uma ordem: de baixo para cima ou vice-versa de fácies amostradas. Embrulhe as amostras com jornal quando retornar para a sede evitando, assim, perder a identificação das amostras.

CURVAS DE NIVEL

1. CONCEITO: curva de nível é uma linha marcada em planta ou mapa topográfico e que representa os pontos de mesma altitude do terreno. Os limites de água do Lago Paranoá quando cheio até a cota de 1.000m de altitude, por exemplo, consubstanciam, fisicamente, uma curva de nível de 1.000m no terreno.

2. UTILIDADE: as curvas de nível permitem uma representação cartográfica do modelado do relêvo(3 dimensões) o que atende a um sem número de finalidades, além, naturalmente, daquela que é a primordial (visualização das formas do terreno), a saber, entre outras: cálculo de volumes de terra; traçado de estradas por declives selecionados; cálculo de zonas ou faixas de visibilidade (militar, telecomunicções...)..

3. PADRONIZAÇÃO E EQUIDISTÂNCIA DE CURVAS DE NÍVEL: para podermos "sentir" o modelado do terreno de maneira correta em um mapa e, também, para podermos, facilmente, realizar cálculos com curvas de nível, estas, assim como os demais elementos cartográficos, físicos ou não, devem ser padronizadas em cores, espessura de traço. Observar o exemplo:

a)As curvas de nível estão representadas em cor sépia que é o seu padrão. b)Elas apresentam valores de cotas ou altitudes que variam de 40 em 40 (metros), ou seja, elas tem uma equidistância vertical de 40m. c)Curvas múltiplas de 200 tem uma espessura de traço mais grosso, facilitando o seu acompanhamento em mapa já que este apresenta só localmente os valores de altitude indicados nas curvas de nível d)O topo de um morro deve ser indicado. Normalmente a simbologia é um x ao lado do qual coloca-se o valor da altitude em metros, conforme o exemplo.

4.GRADIENTE TOPOGRÁFICO E DISTANCIAMENTO DAS CURVAS DE NÍVEL

Observe o mapa reproduzido parcialmente. Além das curvas de nível, ele apresenta o relevo através de um sistema sombreado que nos permite "sentir" o modelado do terreno. Nas encostas ígremes, as curvas de nível estão visivelmente próximas, enquanto em relevos menos escarpados a horizontalizados, caso de planícies e platôs, as curvas de nível apresentam-se distantes.

5.PRINCÍPIO DO NÃO-CRUZAMENTO DE CURVAS DE NÍVEL

Observe um mapa topográfico e procure algum local onde as curvas de nível se cruzem. Não existe, porque curvas de nível cruzando-se significam relevo com gradiente negativo o que é raríssimo e, geralmente, de extensão vertical limitada.

6.REGRA DOS V's EM TALVEGUES

As curvas de nível ao cruzarem um talvegue (talvegue é a linha mais funda de um vale) apresentam uma forma de "V" que aponta para a montante da drenagem.

7.MODELADO TOPOGRÁFICO E CURVAS DE NÍVEL RELACIONADAS

Analise a figura atrás e veja a relação entre as formas do terreno (vales, cristas/cumeadas, espigões,.. côncavas ou convexas, agudas ou suaves..) e as respectivas formas e das curvas de nível que as representam. Abaixo são dados alguns destaques:

ESPIGÕES: os espigões (pontas de cristas/cumeadas de morros) normalmente tem formas topográficas convexas. Excessões relacionam-se a regiões com erosão glacial ou com veios ou camadas muito resistentes a erosão e com mergulhos fortes, originando cristas pontiagudas. Assim, como regra as curvas de nível da topografia de espigões, seguem o padrão abaixo:

- CRISTAS

-VALES EM "V"

- VALES ABERTOS E EM "U"

- SELAS

- BOQUEIRÕES

- MORROS REDONDOS

- CUESTAS...

8. REVISÃO : CONSTRUÇÃO DE PERFIL TOPOGRÁFICO

9. COMO TRAÇAR CURVAS DE NÍVEL DADOS PONTOS COTADOS:

--PRINCÍPIO: interpolação de cotas entre pontos próximos com gradiente topográfico uniforme (sem talvegues e sem morros entre eles)

10.SELEÇÃO DOS PONTOS COTADOS DURANTE O LEVANTAMENTO DE CAMPO:

--CRITERIOS GEOLOGICOS: contatos,afloramentos estudados, falhas...

--CRITERIOS TOPOGRAFICOS: linhas de talvegue e drenagens;quebras de relevo (onde muda o gradiente topografico); vias de acesso; confluencias de drenagens..

11.CALCULANDO COTAS DE PONTOS NO MAPA TOPOGRAFICO:

--por interpolação (regra de tres no maior gradiente);

--graficamente (projeção de perfil topografico);

--método expedito.

DIRECIONAIS DE CAMADA ou CURVAS DE CONTORNO ESTRUTURAL

1.CONCEITO

As direcionais de camada ou curvas de contorno estrutural são análogas às curvas de nível diferindo somente na superfície que está sendo representada cartograficamente: - enquanto que as curvas de nível representam o modelado topográfico, as curvas de contorno estrutural representam uma determinada superfície estratigráfica (subterrânea em sua maior extensão).

2.CURVAS DE TOPO E DE BASE DE CAMADAS

As curvas de nível do contato superior de uma camada geológica são designadas curvas de topo da camada e às do contato inferior são chamadas de curvas de base da camada. A existência de diversas superfícies estratigráficas de interesse em uma área exige, para a necessária clareza do mapa, que cada superfície seja representada com simbologia de espessura, tipo e/ou cores de traços próprias e bem identificadas na legenda. É muito importante também que a equidistância vertical seja a mesma para as curvas de nível das diversas superfícies estratigráficas e, se possível, igual à das curvas de nível topográfico, para facilitar a visualização e comparação dos diversos relevos e para a aplicação de cálculos diversos.

3.CALCULANDO ESPESSURA VERTICAL DE CAMADA (diferença entre cotas da curva de topo e de base da camada)

4.CONCEITO DE ISOPACA (curvas de mesma espessura real de camada) E SUA UTILIDADE (volume de minerio, de ganga..)

5.CASO DE PLANOS PARALELOS (linhas paralelas) =>linhas direcionais são retas e paralelas

6.INTERSEÇÃO DE PLANOS GEOLOGICOS COM A SUPERFICIE TOPOGRAFICA

--PLANOS HORIZONTAIS

--PLANOS VERTICAIS

--PLANOS PARALELOS AO TALVEGUE

--PLANOS MERGULHANDO P/MONTANTE DO VALE (CONTRA O DECLIVE DO TALVEGUE)

--PLANOS MERGULHANDO P/JUZANTE C/ANGULO MAIOR DO QUE O DO TALVEGUE

7.COMO PROJETAR O TRAÇO DO PLANO GEOLOGICO NO MAPA TOPOGRAFICO

8.COMO CALCULAR A ATITUDE DO PLANO DADO O SEU TRACO NO MAPA

MAPAS TOPOGRÁFICOS E GEOLÓGICOS

(roteiro de aula)

1. CLASSICAÇÃO POR TIPOS DE MAPAS

a - MAPAS-BASE:

- planimétricos

- plani-altimétricos ou topográficos

- fotomapas...

b - MAPAS TEMÁTICOS

- vegetação

- pedológicos

- geológicos

- geofísicos

- geoquímicos

- hidrogeológicos...

(Parte 2 de 4)

Comentários