Entorse de tornozelo

Entorse de tornozelo

(Parte 1 de 2)

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 02

1 REVISÃO DE LITERATURA 03

2 ANATOMIA DO TORNOZELO 04

3 PARTES MOLES 04

4 DISCUSSÃO 05

5 CONCLUSÃO 06

6 AVALIAÇÃO 07

6.1 RESUMO DO QUADRO CLÍNICO 07

6.2 RESUMO DO QUADRO FUNCIONAL 07

7 CONDUTA 09

REFERÊNCIAS 12

INTRODUÇÃO

O entorse de tornozelo é uma das lesões mais freqüentes. A reabilitação depende do grau de lesão e da conduta médica inicial. E em todos os casos, o tratamento fisioterapêutico é baseado na recuperação da amplitude de movimento (ADM), fortalecimento muscular e treinamento proprioceptivo.

A propriocepção é um mecanismo componente do "feedback" sensorial aferente que, quando lesado, compromete a estabilização neuromuscular reflexa normal, predispondo a novas lesões. Os principais proprioceptores são os receptores articulares, órgãos tendinosos de Golgi (OTGs), receptores de Rufini e corpúsculo de Pacini - cada um com função e mecanismo específicos. Para o treinamento proprioceptivo, utilizam-se diversos exercícios e recursos para o recrutamento destes proprioceptores.

As lesões de tornozelo são causadas por uma súbita aplicação de força que exceda a resistência dos ligamentos, rodando o pé em inversão ou em eversão, sendo classificadas em três graus diferentes: grau I ou leve, grau II ou moderada e grau III ou grave.

1 REVISÃO DE LITERATURA

O entorse de tornozelo é uma das lesões mais freqüentes. A reabilitação depende do grau de lesão e da conduta médica inicial. E em todos os casos, o tratamento fisioterapêutico é baseado na recuperação da amplitude de movimento (ADM), fortalecimento muscular e treinamento proprioceptivo. A propriocepção é um mecanismo componente do "feedback" sensorial aferente que, quando lesado, compromete a estabilização neuromuscular reflexa normal, predispondo a novas lesões. Os principais proprioceptores são os receptores articulares, órgãos tendinosos de Golgi (OTGs), receptores de Rufini e corpúsculo de Pacini -cada um com função e mecanismo específicos. Para o treinamento proprioceptivo, utilizam-se diversos exercícios e recursos para o recrutamento destes proprioceptores (SILVESTRE e LIMA, 2002).

O entorse de tornozelo é uma das lesões mais freqüentes. A reabilitação depende do grau de lesão e da conduta médica inicial. E em todos os casos, o tratamento fisioterapêutico é baseado na recuperação da amplitude de movimento (ADM), fortalecimento muscular e treinamento proprioceptivo. A propriocepção é um mecanismo componente do "feedback" sensorial aferente que, quando lesado, compromete a estabilização neuromuscular reflexa normal, predispondo a novas lesões. Os principais proprioceptores são os receptores articulares, órgãos tendinosos de Golgi (OTGs), receptores de Rufini e corpúsculo de Pacini -cada um com função e mecanismo específicos. Para o treinamento proprioceptivo, utilizam-se diversos exercícios e recursos para o recrutamento destes proprioceptores (SILVESTRE e LIMA, 2002).

As lesões de tornozelo são causadas por uma súbita aplicação de força que exceda a resistência dos ligamentos, rodando o pé em inversão ou em eversão, sendo classificadas em três graus diferentes:

a) grau I ou leve: lesão leve com discreto edema e sem perda de estabilidade, continua realizando atividades, com desconforto;

b) grau II ou moderada: lesão moderada, com edema difuso e instabilidade do tornozelo, incapacidade funcional com déficit na marcha;

c) grau III ou grave: lesão grave, edema intenso e instabilidade, perda completa de função, ruptura total do ligamento.

O entorse pode estar associado a uma lesão parcial ou completa dos ligamentos, bem como a uma lesão da cápsula articular, membrana sinovial, cartilagem articular, etc. Freqüentemente acontece no traumatismo indireto em inversão e planti-flexão, comprometendo o ligamento fibular (lig. Fibutalar anterior, fibutalar posterior e fibulocalcaneano), que, por sua vez, pode resultar em lesão do tipo estável ou instável (ruptura total dos três componentes do ligamento fibular).

Na fase inicial, a fisioterapia indicada é a de alívio de sintomas, evitando-se movimento de inversão, porque esta prática favorece a instabilidade antero-lateral do tornozelo. Na fase crônica, porém, a fisioterapia deve enfocar ainda o reforço da musculatura lateral (fibulares) e dorsal (extensores) do tornozelo para evitar entorses de repetição.

2 ANATONOMIA DO TORNOZELO

O tornozelo é uma estrutura formada pela união de três ossos: tíbia, fíbula e tálus. Sabemos também que existem inúmeras articulações e apenas três apresentam um papel importante na função biomecânica, que são: talocrural, subtalar e tibiofibular (GOULD, 1993). Especificando:

a) Articulação talocrural- formada pela extremidade inferior da tíbia e fíbula com o dorso do tálus;

b) Articulação subtalar- entre o tálus e o calcâneo;

c) Articulação tibiofibular- formada pela extremidade inferior da tíbia e da fíbula.

3 PARTES MOLES

A estabilidade do tornozelo se dá através de ligamentos, que são:

a) Ligamento colateral medial: tem origem no maléolo tibial e insersão nos ossos navicular, tálus e calcâneo, apresentando-se assim: tibiofibular anterior e posterior, tibiocalcâneo e tibionavicular, que juntos formam o forte ligamento deltóide, é extremamente forte, proporciona estabilidade medial a articulação em forma de leque;

b) Ligamento colateral lateral: tem origem no maléolo fibular e insersão nos ossos tálus e calcâneo; são eles: talofibular anterior e posterior e calcaneofibular; são mais fracos e mais propensos a lesões.

O ligamento Talofibular anterior (LTFA) estende-se antero-medialmente da margem anterior do maléolo fibular ao colo do tálus, sendo responsável pela estabilidade anterior na posição de apoio na ponta dos pés, por se encontrar tenso na posição de extensão e relaxado em flexão consequentemente, ele limita o deslocamento posterior da tíbia e resiste à inclinação talar lateral.

O ligamento Talofibular posterior (LTFP) tem um percurso quase horizontal, estendendo-se da porção distal da fossa maleolar lateral ao tubérculo lateral do processo posterior do tálus, alguns autores observaram que ele apresenta-se tenso apenas na posição de flexão máxima e, portanto, limita a amplitude de flexão e o deslocamento anterior da tíbia.

O ligamento Calcâneofibular (LCF) é um ligamento Biarticular pelo fato de cruzar tanto a articulação do tornozelo quanto a subtalar. Ele estende-se do maléolo lateral ao tubérculo localizado na face lateral do calcâneo, encontrando-se tenso em flexão e relaxado em extensão e inversão.

c) Sindesmose tibiofibular: Tem origem na tíbia e insersão na fíbula; são eles: tibiofibular anterior e posterior e interósseos.

Os principais ligamentos lesados no mecanismo de inversão de uma entorse de tornozelo são: talofibuar anterior e posterior e calcaneofibular.

Os movimentos simples do tornozelo são aqueles realizados no eixo transversal: flexão plantar, flexão dorsal, pronação supinação, rotação externa, rotação interna, adução e abdução e, também, os movimentos combinados ocorrem no eixo oblíquo: inversão e eversão, são a somatória dos movimentos simples (SALGADO, 1995).

Cápsula articular estabilizadora passiva articular, paralelamente encontramos frouxidão anterior e posterior do tornozelo, contendo saco sinovial, dando a esta articulação a amplitude necessária para os movimentos de flexoextensão.

FUNÇÃO MUSCULAR NAS ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO E DO PÉ

Flexores plantares: A flexão plantar é produzida pelo músculo biarticular gastrocnemio e uniarticular sóleo; eles se inserem no calcâneo através do tendão do calcâneo.

Dorsiflexores: a dorsiflexão é produzida pelo músculo tibial anterior (que também invete o tornozelo), pelo extensor longo do hálux e dos dedos (que também estende os artelhos) e pelo fibular terceiro.

4 DISCUSSÃO

O atendimento fisioterapêutico em atletas apresenta algumas características especiais, entre elas, a necessidade do retorno à prática esportiva dentro do menor tempo possível e em perfeito estado de higidez. Segundo Carazato (2001), o retorno do atleta a prática esportiva começa no momento da primeira consulta. Refere que o paciente relata ao médico o seu infortúnio, submete-se ao exame e no final não demonstra tanto interesse em saber sobre o diagnóstico ou tratamento, mas sim, quando retorna ao esporte. Assim, a anamnese deve enfocar o tempo decorrido da lesão, ver se o traumatismo é de repetição, o mecanismo e a forma que ocorreu a lesão.

A reabilitação deve ser iniciada de imediato e consta basicamente de?

a) Reabilitação generalizada, ou seja, do membro contra-lateral e de todas as estruturas musculoesqueléticas;

b) Condicionamento físico, visando a manutenção das condições cárdio-respiratórias;

c) Correção de eventual erro de técnica que determinou a lesão.

A lesão mais comum de tornozelo é o entorse (CAILLIET, 1989). Essa lesão pode variar de uma simples sobrecarga excessiva, na qual os ligamentos são meramente estirados com micro trauma, à laceração das fibras ligamentares, com ou sem avulsão dos ossos aos quais elas se inserem.

A reeducação proprioceptiva destaca-se no tratamento do entorse de tornozelo através de uma seqüência de procedimentos cujo objetivo é restaurar a função ou alterar as experiências da percepção com novo programa neuromotor.

O trabalho fisioterapêutico é direcionado à excitação da sterminações nervosas a fim de obter, de maneira automática ou reflexa, as contrações musculares com finalidades de proteção ou aprendizagem de movimento.

5 CONCLUSÃO

O trabalho descrito aqui serviu para esclarecer a importância de um tratamento fisioterapêutico, frente a uma patologia corriqueira nos departamentos desportivos e, assim, correlacionar com os estudos e tratamentos descritos na bibliografia.

6 AVALIAÇÃO

Atleta: Nicolas Koch Nardi

Especialidade: Vôlei infantil

Atividade: há 5 anos

Idade: 15 anos

Data de nascimento: 19/03/1993

Sexo: masc.

Diagnóstico médico: Entorse de tornozelo esquerdo

Diagnóstico Fisioterapêutico: Limitação do gesto desportivo para saltar devido à dor nos movimentos de inversão com plante – flexão de tornozelo esquerdo.

6.1 RESUMO DO QUADRO CLÍNICO

ANAMNESE

QP: Dor no tornozelo esquerdo.

(Parte 1 de 2)

Comentários