Fisioterapia na sindrome de dor femoropatelar

Fisioterapia na sindrome de dor femoropatelar

  • Fisioterapia na Disfunção Femoropatelar (DFP) ou Instabilidade Femoropatelar

DFP

  • Articulação femoropatelar – recebe uma força de metade do peso do corpo durante a marcha.

  • Força sete vezes maior que o peso ao agachar ou correr.

  • Em relação as queixas de dor no joelho – 20% a 40%.

  • Denominação:

  • Dor retropatelar

  • Dor anterior do joelho

  • Artralgia femoropatelar

  • Condromalácia patelar

  • Síndrome da dor femoropatelar

  • Etiologia: Não é única

  • Quadro Clínico: Dor incidiosa, geralmente bilateral, alívio com repouso, piora subir e descer escadas, agachar, sentar com o joelho em flexão.

  • A patela – ponto central que convergem os elementos retinaculares: ligamentos, músculos, tendões e cápsula.

  • Estabilização – acontece tanto na direção transversa quanto longitudinal – estabilizadores estáticos e dinâmicos.

Estabilizadores

  • Estabilizadores Passivos:

  • Retináculo Lateral Periarticular

  • Ligamento Patelofemoral Lateral

  • Ligamento Patelofemoral Medial

  • Ligamento Meniscopatelar Medial

  • Banda Patelotibial

  • Retináculo lateral peripatelar – suporte básico para a patela lateralmente – movimento de flexão esse tratos retinaculares são tracionados posteriormentes + o trato iliotibial – criando força de deslocamento lateral.

  • Ligamento patelar: limita a subida proximal da patela – com 5 a 6 cm de comprimento – muitas vezes obliquo lateralmente – tendência para o deslocamento lateral da patela.

  • O tendão do quadríceps – contenção inferior da patela.

  • Estabilizadores – vetores de força

Estabilizadores Ativos - Dinâmicos

  • Estabilizadores Ativos - Dinâmicos

  • Vasto Medial Oblíquo

  • Vasto Lateral Oblíquo

Função da Patela

  • Melhora desempenho do aparelho extensor – 50%

  • Centralizar as forças do aparelho extensor

  • Proteção dos Côndilos

  • Estética

  • Contato da Patela:

  • 20° porção inferior da superfície articular

  • 45° porção média da superfície articular

  • 90° porção superior da superfície articular

  • Área de contato entre fêmur e patela aumenta quando progride a flexão

Área de Contato:

  • Área de Contato:

DFP

  • Provém da associação de vários fatores:

  • mau alinhamento do mecanismo extensor

  • Subluxação ou deslocamento da patelar

  • Ângulo Q aumentado

  • Patela alta

  • Desequilíbrio muscular

Fatores Predisponentes

  • * Patela Alta

  • * Alteração do Aparelho Extensor

  • - Ângulo Q > 15°

  • - Desequilíbrio VMO / VL

  • - TAT Lateralizada

  • - RI de Fêmur ou Anteversão do Fêmur

  • - Joelho Valgo e recurvatum

  • * Constitucional

  • * Hiperlasticidade

Ângulo Q – quanto maior este  - maior o momento lateral da patela.

  • Ângulo Q – quanto maior este  - maior o momento lateral da patela.

  • Em média 14°

  • - mulheres 17 +/- 3

  • - homens 14 +/- 3

  • ↑ deslocamento lateral da TAT

  • ↑ torção externa da tíbia

  • ↑ anteversão colo do fêmur

  • ↑ a força do vetor valgo lateral

Ângulo Q > 15°

  • Ângulo Q > 15°

Desequilíbrio VMO / VL:

  • Desequilíbrio VMO / VL:

TAT Lateralizada – fixação lateral

  • TAT Lateralizada – fixação lateral

Joelho Valgo: Normal – 5° a 15°

  • Joelho Valgo: Normal – 5° a 15°

Hiperalisticidade:

  • Hiperalisticidade:

Exame Físico

  • Metas do exame para a investigação femoropatelar são:

  • Fatores que afetam as forças e os alinhamentos articular e retinacular.

  • Localizar as partes moles e estruturas articulares dolorosas.

  • * Observa-se: Hipotrofia, alinhamento, ângulo Q, obliqüidade pélvica, comprimento do membro, tipo de pé, marcha e habilidade para agachar e levantar.

Exame Físico

  • Hipotrofia VMO

Alinhamento - Valgismo

  • Alinhamento - Valgismo

Ângulo Q

  • Ângulo Q

Discrepância comprimento MsIs

  • Discrepância comprimento MsIs

  • Obliquidade pélvica – relacionada diferença de MI – resulta em marcha anormal – resulta em alta força de reação femoropatelar.

Tipo de pé

  • Tipo de pé

  • Pronação excessiva do retropé – produz rotação medial da tíbia – que pode ser transmitida para cima durante a marcha determinando rotação medial do fêmur – forçando a patela lateralmente durante a fase de apoio inicial.

  • Ocorre eversão subtalar + adução – RI obrigatória de tíbia - ↑ RI fêmur - ↑ força vetor valgo lateral.

Flexibilidade

  • Flexibilidade

  • Ângulo poplíteo – mostra o grau de flexibilidade de isquiotibiais - aumenta pressão patelar. Deve estar entre 160° e 180° - pois pode ser necessário aumentar a força de quadríceps para estender o joelho – resultando em alta força de reação femoropatelar.

  • Retração Gastrocnêmio – não permite 10° de dorsiflexão para marcha – tensão produz mov. Subtalar excessivo - ↑ RI tíbia - ↑ força vetor lateral.

Estabilidade Patela

  • Estabilidade Patela

História

  • Traumática

  • Atraumática

  • - Dor anterior no joelho

  • - Dor em sobrecarga retropatelar

  • - Falseio / Instabilidade

  • - Derrame articular

  • - Crepitação

Traumática:

  • Traumática:

Luxação da patela – 1° Episódio

  • Luxação da patela – 1° Episódio

Joelho – pós luxação

  • Joelho – pós luxação

Tratamento

  • * Conservador

  • - Analgesia

  • - Fisioterapia

  • * Cirúrgico:

  • - Realinhamento Proximal

  • - Realinhamento Distal - Maquet

  • - Realinhamento Distal – Elmslie-Trillat

  • - Realinhamento Distal – Trocleoplastia

  • - Realinhamento Distal - Patelectomia

Realinhamento Distal – Elmslie-Trillat

  • Realinhamento Distal – Elmslie-Trillat

  • Complicações:

  • - Artrite degenerativa patelo-femoral

  • - Luxação medial da patela

  • - Perda de Flexão

  • - Recorrência de Luxação

Tratamento Fisioterapêutico

  • Objetivos:

  • Condutas: Como Eu Trato

  • - Analgesia

  • - Alongamento

  • - Exercícios CCF x CCA

  • - Tapping

  • - Eletroestimulação

  • - Biofeedback

  • - Exercício VMO – EMG

  • - FNP

  • Analgesia:

  • CI

  • US

  • Laser

  • Crioterapia

  • Alongamento: Cuidado Extensão Completa

  • Clássicos

  • FNP

  • Tapping: Discussão na Literatura

Tapping:

  • Tapping:

  • Eletroestimulação: Posição Ortostática

  • Biofeedback: auxiliando no recrutamento seletivo do VMO

  • Exercícios VMO – EMG

  • - FM: posicionamento adequado

  • FNP

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