Não Diferem o Historiador e o Poeta ... O Texto Histórico como Instrumento e Objeto de Trabalho - Angélica Chiappetta

Não Diferem o Historiador e o Poeta ... O Texto Histórico como Instrumento e...

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CHIAPPETTA, Angélica - “‘Não Diferem o Historiador e o Poeta ...’ O Texto Histórico como Instrumento e Objeto de Trabalho” − Língua e Literatura, 2, 1996, p. 15-34. Departamentos de Letras - Universidade de São Paulo que o público sinta admiração, expectativa, alegria, pesar, esperança, temor. Com o farto material de um e com e engenho retórico de outro, a ânimo do público será movido, e disto resultará a glória de ambos.

Talvez Salústio, partidário político de César, tenha sido uns dos primeiros a tentar concretizar em Latim este modelo de gênero histórico defendido por Cícero, deixando de lado a escrita analística. Curiosamente, ao narrar justamente a conjuração de Catilina, apresenta o cônsul Marco Túlio como personagem secundária.

Muito do que se diz hoje sobre este fato tem a obra de Salústio como documento. Assim, conhecedores da verdade que ela teria enunciado lá, hoje podemos interpretar o fato e reapresentar as personagens, talvez um Catilina libertário ou revolucionário, um Cícero conservador, um César liberal e defensor dos direitos do povo. É claro que antes de se chegar a tal extremo, já se terá percebido que o texto de Salústio, documento para a História contemporânea, é uma monografia histórica retoricamente organizada; e para tomá-la como vestígio é preciso entrar nas malhas de sua constituição e de suas construções.

Não é difícil ver Salústio acusado por algum manual de Literatura Latina de ser menos um historiador do que um literato27. Afinal, no corpo de sua obra não são citadas as fontes, observam-se erros de cronologia, aparecem discursos que, certamente, são obras de ficção28. Faltaria a Salústio uma das qualidades do grande historiador: ele não soube ver os acontecimentos do alto, nem prever o futuro29. O autor foi lido e admirado durante a chamada Idade Média, que interpretou arbitrariamente os prológos de suas duas monografias como tratados de moral30. O chamado Renascimento fez de Salústio um escritor tendencioso, porque não perdoou o fato de o autor ter passado quase em silêncio pela figura de Cícero31. Os comentadores do séc.XIX e do começo do séc. X a.c. viram em Salústio um homem que acusação desmerecida pela aplicação de Literatura, historiador, literato ao caso Salústio, usando tais termos com o seu sentido atual. Tucídides já havia discutido como compô-los. ROMAN (1924), p.VII. PARATORE (1987), p.308. BÜCHNER (1962), p.79.

CHIAPPETTA, Angélica - “‘Não Diferem o Historiador e o Poeta ...’ O Texto Histórico como Instrumento e Objeto de Trabalho” − Língua e Literatura, 2, 1996, p. 15-34. Departamentos de Letras - Universidade de São Paulo tomou parte ativa nas lutas de seu tempo, não hesitando em se encaixar nas colunas de César. Depois de 1930, a crítica passou a reconhecer nele um pensador que fez questão de se manter acima do conflito e da crise de seu tempo32.

Ainda hoje, corre-se algum risco de se acreditar talvez não tanto na imparcialidade do autor, mas na informação referencial do texto. Seria evidente que Salústio não é um historiador nos nossos moldes, mas, abstraindose alguns detalhes, como o fato de ele colocar discursos na boca de suas personagens - o que, afinal, é apenas uma moda literária de seu tempo -, podese estudar e interpretar o que ele realmente informa e como ele realmente o faz. O que seria realmente muito bom se pudéssemos realmente acreditar em alguma essência referencial dos fatos ou do autor que existisse incólume aquém do texto.

RICHARD (1970), p.50.

No prólogo da Conjuração de Catilina (cap.1 a 4), o autor repete o lugar-comum ciceroniano da glória e de sua perpetuação dizendo que o que é propriamente humano no homem é o seu espírito, que o faz semelhante aos deuses. A superioridade dos últimos está em serem eles imortais. No entanto, ainda resta aos homens buscar a imortalidade através da obtenção e perpetuação da glória : "por isso me parece melhor que se busque a fama com os recursos do espírito que com os da força, e, visto ser breve a vida que fruímos, que deixemos de nós a memória mais longa possível" (I,3). Para um Romano nutrido pelo respeito ao mos maiorum, apenas a participação nos afazeres públicos merece o bom nome de negotium. Daí o autor ter de justificar, no prólogo da obra, a sua atividade de historiador. Este tem como incumbência preservar os grandes feitos e, assim, obter sua própria glória, o que não é tarefa fácil:

" mas para mim, na verdade, embora a glória não siga igual ao escritor dos fatos e ao autor deles, parece-me que é mais árduo, todavia, o escrever dos feitos notáveis; primeiro, porque devem os feitos ser igualados pelas palavras, depois, porque a maioria pensa que os delitos que repreendes são censurados por malevolência ou inveja; e, quando lembrares do grande valor e glória dos bons, aceita cada um tranqüilamente o que lhe parece fácil e considera o que o supera como coisas fingidas em favor de coisas falsas " (3.2)

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Como Cícero já havia feito, Salústio afirma que o discurso histórico deve garantir a glória para quem o escreve e para aquele que é tomado como assunto. E, agora, a glória do escritor parece ser mais trabalhosa porque deve ter talento retórico suficiente para igualar o grandiosidade das palavras à dos feitos e, juntamente, conseguir a fides, ou seja, a credibilidade. Esta idéia é retomada um pouco a seguir:

" os feitos executados pelos Atenienses, segundo estimo, foram muito importantes e grandiosos, mas, todavia, um pouco menores do que diz a fama. No entanto, como ali surgiram grandes engenhos de escritores, por toda terra se celebram os feitos dos Atenienses como os maiores. Assim, destes que fizeram considera-se tanto a valor quanto puderam exaltar com palavras preclaros engenhos." (8.2-3)

Estas são suas observações metodológicas: o historiador deve ornar os feitos com as palavras sem perder a credibilidade, garantindo assim sua glória e a de seu assunto. Se não se leva isto em conta, vê-se como declaração de imparcialidade objetiva a afirmação do final do prólogo :"assim, farei um relato sucinto da Conjuração de Catilina do modo mais verdadeiro que puder, pois considero tal feito memorável pela novidade do crime e do perigo33"(4.4). Imparcialidade suposta que não o teria impedido de valorizar a figura de César. Certamente, não através do elogio explícito e, portanto, banal, mas, como convém ciceronianamente a um grande escritor e a um grande homem, graças ao seu talento retórico.

Nos capítulos 51 e 52, Salústio mostra César e Catão pronunciando seus discursos no Senado e apresentando duas teses opostas em relação à pena dos conjurados : César pede o perdão e confisco dos bens e Catão exige a execução. O senado decide em favor de Catão e antes de narrar a execução da pena capital, Salústio faz uma digressão (cap.53 e 54) que se tornou um exemplo modelar do exercício retórico da synkresis, retrato paralelo de duas personagens :

a novidade de se ter em Roma até cidadãos da nobreza patrícia lutando contr o Estado e vice-e-versa.

53. Depois que Catão sentou, todos os consulares e do mesmo modo grande parte do Senado louvam a sua proposta, erguem ao céu

CHIAPPETTA, Angélica - “‘Não Diferem o Historiador e o Poeta ...’ O Texto Histórico como Instrumento e Objeto de Trabalho” − Língua e Literatura, 2, 1996, p. 15-34. Departamentos de Letras - Universidade de São Paulo o valor de seu espírito; censurando-se uns aos outros, chamam-se covardes. Catão é considerado grande e ilustre. Um decreto do Senado estabelece o que ele havia proposto.

Mas a mim, que li e ouvi muito sobre os feitos gloriosos que o povo Romano executou na pátria e no estrangeiro, no mar e na terra, aconteceu-me indagar que força principalmente sustentou tão grandes empreendimentos. Eu tinha notícia de que o povo Romano, repetidas vezes, dispondo de um exército pequeno havia lutado com grandes legiões de inimigos; de que com poucos recursos guerrearam com reis poderosos, e além disso suportatram os golpes rudes da fortuna, de que os Gregos superaram os Romanos quanto à eloqüência e os Gauleses quanto à glória guerreira. A mim, que havia pensado muito nisto, era certo que o notável valor de alguns poucos cidadãos havia executado todas estas coisas e, desta maneira, feito com que a pobreza superasse as riquezas e o número reduzido superasse a multidão. Mas, depois que a cidade foi corrompida pelo luxo e pela inércia, de novo, através de sua grandeza, a república passou a sustentar os vícios dos seus comandantes e dos seus magistrados e, como se a república estivesse exaurida quanto à força de gerar, por muitos anos não houve absolutamente ninguém em Roma notável pelo seu valor. Mas, no meu tempo existiram dois homens de extraordinário valor e de temperamentos diferentes, M.Catão e C.César: como o meu assunto os trouxe a propósito, não será minha intenção passar por eles em silêncio, sem que eu descreva o caráter e o comportamento de cada um deles, o quanto eu puder com o meu engenho.

54. Eles tinham praticamente do mesmo nível o nascimento, a idade, a eloqüência, igual grandeza de alma e também igual glória, mas de maneiras diferentes para cada um deles. César era considerado grande pelos benefícios e pela generosidade, Catão, pela integridade de sua vida. Aquele tornou-se célebre pela sua cordialidade e pela sua compaixão, a este a austeridade havia conferido dignidade. César alcançou glória concedendo, socorrendo e perdoando, Catão não prodigalizando nada. Num havia um refúgio para os infelizes, noutro, desgraça para os maus. Louvava-se a afabilidade daquele e a firmeza deste. Enfim, César havia dirigido seu espírito ao trabalho, à vigília, a dedicar-se aos problemas dos amigos, esquecendo os seus próprios, a não negar nada que fosse digno de ser dado; desejava para si um grande comando, um exército, uma guerra extraordinária onde seu

CHIAPPETTA, Angélica - “‘Não Diferem o Historiador e o Poeta ...’ O Texto Histórico como Instrumento e Objeto de Trabalho” − Língua e Literatura, 2, 1996, p. 15-34. Departamentos de Letras - Universidade de São Paulo valor pudesse brilhar. Por outro lado, Catão tinha preocupação com a discrição, com o dever e acima de tudo com a austeridade. Não rivalizava com os ricos quanto à riqueza, nem com a faccioso quanto à intriga, mas com o bravo quanto à bravura, com o modesto quanto à reserva e com o inocente quanto à honestidade, preferia ser a parecer bom: assim, quanto menos buscava a glória tanto mais ela o seguia.

Essa digressão surge, antes de mais nada, criando um efeito de suspensão e expectativa quanto à execução. Além disso, aparece para comentar a decisão de Senado e, de maneira sutil, julgá-la.

Segundo a proposta dos dois discursos, a decisão de Senado deveria ser tomada com o objetivo primeiro de contribuir para o engrandecimento de Roma. O historiador passa a refletir sobre o destino da cidade, dizendo que a grandeza alcançada pela Urbs deve-se ao notável valor de alguns poucos cidadãos (paucorum ciuium egregiam uirtutem) que viveram numa verdadeira Idade de Ouro, identificada por Salústio como a Roma dos tempos primitivos. Na verdade, não há tempo e lugar históricos para a Idade de Ouro, possível apenas a partir da construção do autor. O sistema de valores que ela implica foi apresentado logo no início da obra (cap. 6 a 9), quando Salústio faz um breve resumo da história de Roma desde a sua fundação :

"logo que, com seu valor, os Romanos haviam afastado o perigo, levavam auxílio aos aliados e aos amigos; mais dando que recebendo benefícios (grifo nosso), travavam muitas amizades". (6.50)

"Mas havia entre eles a maior disputa pela glória (grifo nosso): cada um se apressava a ferir um inimigo, a escalar um muro, a ser descoberto enquanto praticava tal façanha; desejavam esta boa reputação, esta riqueza honesta." (7.6)

"ninguém exercia seu engenho sem o corpo". (8.5)

"Com estas duas qualidades, coragem na guerra, justiça quando a paz era estabelecida, cuidavam de si mesmos e do Estado." (9.3)

"na verdade, na paz, mais exerciam o governo pelos benefícios do que pelo medo, e preferiam perdoar os agravos recebidos a deles se vingar". (9.5).

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Daqui se depreende que, na Idade de Ouro, os homens tinham como objetivo alcançar a glória a partir de uma moral da ação que não dispensava a justiça, a amizade, o auxílio aos fracos e o perdão aos criminosos.

Os destinos da Urbs sempre dependeram do valor de alguns poucos e, mesmo na Idade de Ferro em que vive, Salústio pode identificar dois homens extraordinárioa, capazes de solucionar a crise da República, César e Catão. Os dois alcançaram a glória, mas de maneiras diferentes. Irá, portanto, tentar descrever o caráter e o comportamento dos dois com seu talento retórico, ou seja, a descrição não se presta a um retrato falado mas sim a um ethos proposto. Há quem diga que César é louvado. Outros dizem que o fato de Salústio, partidário de César, louvar Catão e apresentá-lo como vencedor do debate é uma prova de imparcialidade34. Há, ainda, a possibilidade de os dois representarem valores complementares, fragmentos de um grande todo e juntos formarem a figura do governante ideal para Salústio35. Por fim, o retrato apresentado pos Salústio talvez não sugira que tal aliança poderia salvar a República36. Antes revela nas suas antíteses a oposição entre as tradicionais virtudes Romanas da ação e as categorias intelectuais através das quais as primeiras são conhecidas, nomeadas e compreendidas37. Assim, o retrato paralelo de César e Catão seria um emblema da crise do final da República.

Tomando a primeira antítese que os distingue: "Caesar beneficiis ac munificentia magnus habebatur, integritate uitae Cato". Formalmente ela opõe os beneficia ac munificentia de César à uitae integritas de Catão. Um primeira tentativa seria ler na composição um jogo de ausências: César não tem integridade, Catão não tem serviços prestados. O que talvez fosse por demais cínico para um Salústio que se propôs falar de dois homens de grande valor. Não há, com efeito, antítese conceitual, pois estão sendo comparados dois valores de natureza diferente: beneficia ac munificentia são valoes de ação, enquanto integritas é um intenção que faz com que os serviços prestados, quando prestados, sejam bons. Porém, a integridade só pode ser percebida a partir dos feitos. Na verdade, o autor está usando como provas, na sua argumentação, um verossímil montado anteriormente pelo próprio texto (cap.6 a 9): interessam ao bem da república principalmente os valores exercidos pelo corpo, que se manifestam a partir da ação (in illo tempore "ingenium nemo sine corpore exercebat").

PICHON (s/d), p.251. cf. SYME(1964). BATSTONE (1988). idem p.2.

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Na segunda antítese ("Ille mansuetudine et misericordia clarus factus, huic seueritas dignitatem addiderat"), a glória de César é ter-se tornado clarus. O enunciado poderia supor o seguinte processo: César age com cordialidade e compaixão, as pessoas observam ou recebem esta ação, reconhecem nela uma qualidade e passam a atribuir fama a César. A glória de Catão é sua dignidade que lhe foi atribuída pela sua severidade. A glória de César vem de um reconhecimento externo a partir de sua ação. Catão aparece como instrumento de um princípio ético abstrato, de um mérito interno, difícil de ser reconhecido.

Termina o retrato uma longa comparação das duas maneiras de atingir a glória. César havia dirigido seu espírito a várias ações físicas: trabalho, vigília, prestação de serviços. Sua glória viria também de virtudes políticas que ele esperava ver reconhecidas na sua participação nas guerras, quando estas se fizessem necessárias. Por outro lado, o caminho da glória de Catão passa pela sua preocupação em manter-se no mais alto nível em relação aos valores éticos. Se efetua alguma disputa, ela se dá sempre no plano abstrato ("certabat uirtute cum strenuo, pudore cum modesto, abstinentia cum innocente). Se sua busca pela glória não passa pelo caminho da ação, só pode esperar ser (esse) bom e não, ser reconhecido (uideri) como tal, pois isto suporia o julgamento externo que dependeria de algo concreto.

A construção retórica do texto utiliza o verossímil de Idade de Ouro anteriormente proposto como argumento que prova ser César o governante ideal para a República. A última frase, que, a princípio, poderia parecer positiva, acaba soando como uma crítica à decisão de Senado : "quo minus petebat gloriam, eo magis illum assequebatur". No seu tempo, Salústio via as grandes figuras públicas construíram-se sem esforço, a partir do discurso de um absolutismo ético abstrato que não se preocupava em concretizar-se em ações que pudessem salvar a república. Optando por Catão, o Senado escolhe a crise. Assim, o texto, antes de garantir objetivamente a verdade referencial da Conjuração, garante a glória de César e de Salústio.

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