Apostila de Latim Básico

Apostila de Latim Básico

(Parte 5 de 11)

[propter (prep. + ac.) por causa de; adulescentia, ae (f) juventude; filius, i (m) filho; meus, a, um meu;mălum, i (n) mal; uita, ae (f) vida; non (adv.) nªo; uideō, ēs, ēre (2) ver]

F19 Vbi lēgēs ualent, ibi pŏpŭlŭs potest ualēre. (Publílio Siro)

Onde as leis sªo fortes, ali o povo pode ser forte. [ubi onde; lex (lecs), legis (f) lei; ualeō, ēs, ēre (2) ser forte; ibi ali; pŏpŭlus, i (m) povo; possum, potes, posse poder]

F20 Malī sunt in nostrō numĕrō et dē exitiō bŏnōrum uirōrum cogĭtant. Bonōs adiuuāte; conseruāte pŏpŭlŭm Romānum. (Cícero) Os maus estªo em nosso meio e planejam sobre a destruiçªo dos homens de bem. Ajudai os bons; preservai o povo romano.

[mălus, a, um mau; sum, es, esse estar; in (prep. + abl.) em; noster, nostra, nostrum nosso; numĕrus, i (m) meio; et e; de (prep. + abl. ) sobre; exitium, i (n) destruiçªo; bonus, a, um bom; uir, uiri (m) homem; cogĭtō, ās, āre (1) planejar; adiŭuō, ās, āre (1) ajudar; conseruō, ās, āre (1) preservar; pŏpŭlus, i (m) povo; Romānus, a, um romano]

Publílio Siro Publilius Syrus (1o sØc. a.C.) Catulo C. Valerius Catullus ( c. 84 c.54 a.C.)

Informações gramaticais A. Imperativo presente:

Zero (ł) Ø a marca da segunda pessoa do singular, te, a da segunda pessoa do plural:

amā ł ama / amāte amai uidē ł vŒ / uidēte vede

Futuro imperfeito do indicativo ativo na voz ativa da primeira e segunda conjugaçıes:

amābō amābimus uidēbō uidēbimus amābis amābitis uidēbis uidēbitis amābit amābunt uidēbit uidēbunt

pessoal do plural e –bi– para as demais pessoas[–b–/ –bi–/–bu–]

O sufixo modo temporal Ø b para a primeira pessoa do singular, bu para a terceira

O verbo ĕsse tem formaçªo própria para o futuro:

ĕrō ĕrimus ĕris ĕritis ĕrit ĕrunt

O radical es mudou par er , devido à regra do rotacismo, i.e., o s, em posiçªo intervocÆlica muda para r : *eso ⇒ ero, *esis ⇒ eris etc.

B. Nomes da terceira declinaçªo.

A terminaçªo do genitivo singular Ø is. Admite essa declinaçªo trŒs gŒneros: masculino, feminino e neutro. É uma declinaçªo onde ocorrem mudanças significativas no tema do nominativo.

Conforme se anunciou na primeira liçªo, para a obtençªo do tema de um nome em latim, basta isolar a terminaçªo do genitivo plural. Assim Ø que se obtØm o tema *terra a partir de terra-rum, *domĭno a partir de domino-rum.

A desinŒncia do genitivo plural da terceira declinaçªo Ø um, tanto para os temas terminados em consoante, os consonânticos, quanto para os que terminam em i, os sonânticos.

Paradigma dos temas consonânticos nªo-neutros : consul, is [cônsul]; dos temas sonânticos nªo-neutros: ciuis, is [cidadªo]; dos temas consonânticos neutros: sidŭs, ĕris [astro]; dos temas sonânticos neutros: marĕ, is [mar].

consonântico nªo-neutrosonântico nªo-neutro

singular plural singular plural nom consŭlł consŭlēs ciuĭs ciuēs gen consŭlĭs consŭlŭm ciuĭs ciuiŭm dat consŭlī consŭlĭbus ciuī ciuĭbus ac consŭlĕm consŭlēs ciuĕm ciuēs (īs) abl consŭlĕ consŭlĭbus ciuĕ ciuĭbus voc consŭl ł consŭlēs ciuĭs ciuēs

consonântico neutrosonântico neutro

singular plural singular plural nom sidŭsł sidĕră marĕł mariă gen sidĕrĭs sidĕrŭm marĭs mariŭm dat sidĕrī sidĕrĭbusmarī maribus ac sidŭsł sidĕră marĕł mariă abl sidĕrĕ sidĕrĭbusmarī maribus voc sidŭsł sidĕră marĕł mariă terminaçıes:

masculino & feminino neutro

C. Adjetivos de segunda classe.

chamados de segunda classeDividem-se em triformes, biformes e uniformes.

Os adjetivos que se servem das desinŒncias casuais da terceira declinaçªo sªo

Sªo triformes os que, no nominativo singular, tŒm uma forma para o masculino acer , outra para o feminino acrĭs e outra para o neutro acrĕ [acer (m), acris (f), acre (n) agudo]; biformes, os que tŒm uma forma para o masculino e feminino fortĭs e outra para o neutro fortĕ [fortis (m&f), forte (n) corajoso]; uniformes, os que tŒm apenas uma forma para o masculino, o feminino e o neutro prudēns [prudens (m, f, n) prudente, sÆbio].

masculino feminino neutro singular plural singular plural singular plural nom acerł acrēs acrĭs acrēs acrĕł acriă gen acrĭs acriŭm acrĭs acriŭm acrĭs acriŭm dat acrī acrĭbus acrī acrĭbus acrī acrĭbus ac acrĕm acrēs (īs) acrĕm acrēs (īs) acrĕł acriă abl acrī acrĭbus acrī acrĭbus acrī acrĭbus voc acerł acrēs acrĭs acrēs acrĕł acriă masculino & feminino neutro singular plural singular plural nom fortĭs fortēs fortĕł fortiă gen fortĭs fortĭŭm fortĭs fortiŭm dat fortī fortĭbus fortī fortĭbus ac fortĕm fortēs (īs) fortĕł fortiă abl fortī fortĭbus fortī fortĭbus voc fortĭs fortēs fortĕł fortiă masculino & feminino neutro singular plural singular plural nom prudēns prudĕntēs prudēns prudĕntiă gen prudĕntĭs prudĕntĭum prudĕntĭs prudĕntiŭm dat prudĕntī prudĕntĭbus prudĕntī prudĕntĭbus ac prudĕntĕm prudĕntēs (īs) prudēns prudĕntiă abl prudĕntī (ĕ) prudĕntĭbus prudĕntī (ĕ) prudĕntĭbus voc prudēns prudĕntēs prudēns prudĕntiă

ComentÆrios morfo-fonológicos:

HÆ, no latim clÆssico, uma estreita correspondŒncia entre letra e fonema, i.e., a cada letra corresponde um fonema. A letra x, no entanto, tem sempre o valor dos fonemas k e s. Na palavra dux, ducis [chefe], por exemplo, o x encobre a realidade do radical *duk e a da terminaçªo do nominativo singular s, ou seja, /duks/.

Na terceira declinaçªo, nos nomes masculinos e femininos, a marca do nominativo singular Ø s ou sua ausŒncia, notada zero (ł). Quando o s se liga ao tema de uma palavra, pode haver acomodaçıes fonØticas.

Examine se, por exemplo, uma palavra como 〈lex, legis〉 /leks, legis/, cujo tema Ø /leg /. Acrescentando se a desinŒncia s, o nominativo seria *legs. Ocorre, porØm, que, por ser uma consoante surda, o s ensurdece o g, que Ø uma consoante sonora, fazendo que ele mude para k sua homorgânica surda: /*legs/ ⇒ /leks/ 〈lex〉. É uma assimilaçªo parcial, quanto à sonoridade. Pode, no entanto, essa assimilaçªo ser total, quando o tema termina

— em outra posiçªo nªo hÆ essa simplificaçªo, como se pode ver em possum, de *potsum

em t, como Ø o caso de dos, dotis: *dots ⇒ doss ⇒ dos, onde houve a assimilaçªo do t ao s e, posteriormente, uma simplificaçªo das consoantes geminadas em posiçªo final de palavra

Quando o tema termina em uma consoante sonora, primeiro se aplica a regra do ensurdecimento, havendo, pois, um ordenamento na aplicaçªo das regras, que, para efeitos de melhor visualizaçªo, se formaliza a seguir:

que se lŒ: uma consoante sonora muda para consoante surda, antes de consoante surda.

b. t ⇒ s / s o t muda para s, antes de s.

O d, pois, de *lapid, que Ø uma consoante sonora, primeiro muda para t, conforme a regra (a) acima mencionada, e só depois Ø que ocorre a assimilaçªo do t pelo s:

*lapid s ⇒ *lapits ⇒ (assimilaçªo parcial, quanto à sonoridade) *lapiss ⇒ (assimilaçªo total do t ao s) lapis (simplificaçªo das geminadas, em final de palavra).

Nas palavras sonânticas sincopadas, primeiro ocorre a queda da vogal para, depois, poder aplicar se a regra de assimilaçªo:

em *fontis, por exemplo, dÆ se, primeiramente, a síncope do i e só depois a assimilçªo do t ao s :

*fontis ⇒ *fonts (síncope do i) ⇒ *fonss (assimilçªo do t ao s) ⇒ fons (simplificaçªo das geminadas).

Leitura 8

Miser Catulle, desĭnās ineptīre, et quod uidēs perisse perdĭtum ducās. Fulsēre quondam candĭdi tibi sōlēs, cum uentitābās quō puella ducēbat amāta nōbis quantum ambābĭtur nulla. Ibi illa multa tam iocōsa fiēbant, quae tu uolēbas nec puella nolēbat. Fulsēre uērē candĭdi tibi sōlēs. Nunc iam illa non uolt; tu quoque,inpŏtens nōli, nec quae fugit sectāre, nec miser uiue, sed obstināta mente perfer, obdūra. Vale, puella, iam Catullus obdūrat, nec te requīret nec rogābit inuītam; at tu dolēbis, cum rogabĕris nulla. Scelesta, uae tē; quae tibi manet uīta! Quis nunc te adībit? Cui uidēbĕris bella? Quem nunc amābis? Cuius esse dicēris? Quem basiābis? Cui labella mordēbis? At tu, Catulle, destinātus obdūra. (Catulo)

Infeliz Catulo, deixa de loucura,
e o que pereceu considera perdido.
Outrora brilharam–te dourados sóis
amada por nós como ninguØm serÆ;
lÆ muitos deleites havia que bem
Agora ela nªo quer; tu, louco, nªo queiras

quando ias aonde levava a menina querias tu e ela nªo queria mal. É certo, brilharam te dourados sóis nem busques quem foge nem vivas aflito, porØm duramente suporta, resiste. Vai, menina, adeus, Catulo jÆ resiste, nªo vai te implorar nem à força exigir te mas quando ninguØm te quiser vais sofrer. Ai de ti, maldita, que vida te resta? Pois quem vai te ver? P ra quem te enfeitarias? E quem vais amar? De quem dirÆs que Øs? Quem hÆs de beijar? Que lÆbios vais morder? Mas tu, Catulo, resoluto, resiste.

(Trad. de Joªo Angelo Oliva Neto)

Novas formas de interrogar:

1. Quŏmŏdō? (abl.sg.) Como? Resp.: Adj. Adverbial 2. Cui (dat. sg.) A quem? Resp.: Dativo singular. 3. Quibus? (dat. pl. ) Plural de cui. Resp.: Dativo plural. 4. Cuius rei? ( gen. sg.) De que coisa? Resp.: Genitivo singular. 5. Quārum rērum?) (gen.pl.) De que coisas? Resp.: Genitivo plural. 6. Quō in locō? ( abl. sg.) Em que lugar? Vbi? Onde? Resp.: Adj. Adverbial

Responder, em latim, às perguntas:

F11. Secrētē amīcōs admŏnē; laudā palam. [adverte os amigos em particular; louva-os em pœblico] a. Quomŏdō amīcōs debēs admonēre? Ego amicos admonere b. Quōs sēcrētē debēs admonēre? c. Quōs palam debētis admonēre? Nos palam non debemus . d. Amīcōs possum palam admonēre? Tu

F12. Sanam fōrmam uitae tenētē. [guardai uma forma sadia de vida] a. Quam rem tenēre debēs? Ego . b. Est bonum sanam fōrmam uitae tenēre? c. Cuius rei sanam fōrmam tenēre debēmus? Vos d. Debeō sanam fōrmam uitae tenēre? Tu . e. Habet uir sanus sanam uitam?

F13. Remedium īrae est mŏra. [o remØdio da ira Ø a demora] a. Cuius rei remedium est mora? . b. Est remedium irae mora?

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