manual de lutas exercito C20-50 Lutas

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(Parte 1 de 2)

Manual de Campanha

3ª Edição 2002

C 20-50

Manual de Campanha

3ª Edição 2002

C 20-50

EM

CARGA Preço: R$

PORTARIA Nº 060-EME, DE 23 DE AGOSTO DE 2002

Aprova o Manual de Campanha C 20-50 - Treinamento Físico Militar - Lutas, 3ª Edição, 2002.

O CHEFE DO ESTADO-MAIOR DO EXÉRCITO, no uso da atribuição que lhe confere o artigo 113 das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA, AS PUBLICAÇÕES E OS ATOS ADMINISTRATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002, resolve:

Art. 1º Aprovar o Manual de Campanha C 20-50 - TREINAMENTO FÍSICO MILITAR - LUTAS, 3ª Edição, 2002, que com esta baixa.

Art. 2º Determinar que esta Portaria entre em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogar o Manual de Campanha C 20-50 - TREINAMENTO

FÍSICO MILITAR - LUTAS, 2ª Edição, 1973, aprovado pela Portaria nº 164-EME, de 27 de setembro de 1973.

Solicita-se aos usuários deste manual de campanha a apresentação de sugestões que tenham por objetivo aperfeiçoá-lo ou que se destinem à supressão de eventuais incorreções.

As observações apresentadas, mencionando a página, o parágrafo e a linha do texto a que se referem, devem conter comentários apropriados para seu entendimento ou sua justificação.

A correspondência deve ser enviada diretamente ao EME, de acordo com o artigo 108 Parágrafo Único das IG 10-42 - INSTRUÇÕES GERAIS PARA A CORRESPONDÊNCIA, AS PUBLICAÇÕES E OS ATOS ADMINISTRATIVOS NO ÂMBITO DO EXÉRCITO, aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 041, de 18 de fevereiro de 2002.

ÍNDICE DOS ASSUNTOS Prf Pag

ARTIGO I - Generalidades1-1 a 1-3 1-1
ARTIGOII- Aplicações do Método1-4 a 1-61-2

CAPÍTULO 1 - INTRODUÇÃO

HUMANO2-1 a 2-3 2-1
ARTIGO I - Generalidades3-1 3-1
ARTIGOII- Tipos de Bases3-2 a 3-53-1
ARTIGOIII- Deslocamentos e Voltas3-6 e 3-73-5

CAPÍTULO4- FORMAS DE ATAQUE E TÉCNICA DE GOLPES TRAUMÁTICOS

ARTIGO I - Generalidades4-1 4-1
ARTIGOII- Armas Naturais4-2 a 4-124-1

Prf Pag

ARTIGO I - Generalidades5-1 5-1
ARTIGOII- Educativo de Quedas5-2 a 5-45-1
ARTIGO I - Generalidades6-1 6-1
ARTIGO I - Projeções6-2 a 6-4 6-1

CAPÍTULO7- TÉCNICAS DE ESTRANGULAMENTOS, FORÇAMENTOS DE ARTICULAÇÕES E DE DOMÍNIO

ARTIGO I - Generalidades7-1 7-1
ARTIGO I - Estrangulamentos7-2 a 7-14 7-1
MÃOS LIVRES8-1 a 8-13 8-1

CAPÍTULO9- DEFESA CONTRA AGRESSÕES A MÃO ARMADA

Faca9-1 a 9-6 9-1
ARTIGOII- Defesa Contra Pauladas na Cabeça9-7 e 9-89-16
ARTIGOIII- Defesa Contra Saque de Arma9-9-18

ARTIGOI- Defesa Contra Adversários Armados com

Corpo9-10 a 9-14 9-21
CAPÍTULO 10 - TÉCNICAS ESPECIAIS10-1 10-1
ARTIGOI- Uso da Faca10-2 a 10-610-1
ARTIGO I - Uso do Porrete10-7 10-10
ARTIGOIII- Uso do Garrote e do "BLACK JACK"10-8 e 10-910-12

ARTIGOIV- Defesa Contra Arma Apontada para o ARTIGO IV - Técnicas de Combate ............................. 10-10 10-14

Prf Pag

CAPÍTULO11- PLANEJAMENTO DO TREINAMENTO

de Defesa Pessoal1-1 e 1-21-1
ARTIGOII- Quadro de Trabalho1-3 e 1-41-2

ARTIGOI- Normas para a Aplicação das Sessões

ARTIGOIII- Seqüência de Movimentos de Ataque e Defesa................................................... 1-5 e 1-6 1-4

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CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

1-1.FINALIDADE DO MANUAL

O presente manual estabelece bases e fornece elementos para organizar e conduzir o treinamento de todas as formas de ataque e defesa, em um combate corpo a corpo.

1-2.OBJETIVOS DO TREINAMENTO

O treinamento do combate corpo a corpo visa capacitar o militar a defender-se contra agressões, com ou sem armas, e atacar a mãos livres, ou com arma branca, o seu oponente, desenvolvendo, assim, seu poder de combatividade, aperfeiçoando suas habilidades naturais e aumentando a rapidez de seus reflexos.

1-3.NECESSIDADE DO TREINAMENTO

O combatente é geralmente treinado para fazer uso de suas armas de fogo, delas dependendo todas as suas ações. Não as possuindo, poderá deixar de cumprir sua missão, caso não tenha sido adestrado para o combate corpo a corpo. Para que os homens tenham confiança nas técnicas e para que as mesmas sejam eficientes, é necessário a prática constante, a fim de que os movimentos, pelas suas repetições, se tornem atos reflexos.

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1-4. CONSIDERAÇÕES GERAIS a. O presente método de ataque e defesa corpo a corpo utiliza técnicas de diferentes modalidades de luta, tais como Judô, Karatê, Boxe e Aikidô, atendendo ao grau normal de capacidade física do nosso homem.

b. Esse método procura proteger o praticante, evitando quedas e golpes perigosos, tendo em vista que, em sua execução, o instruendo faz tanto o papel de defensor como o de atacante.

c. A aplicação do método não necessita de especialistas e, sim, de instrutores e monitores com uma formação básica, complementada por desenhos e explicações contidas neste manual.

1-5.NORMAS PARA APLICAÇÃO DO MÉTODO a. Para as sessões de defesa pessoal, o ideal é que haja um instrutor e dois monitores, devendo as escolas ter um efetivo de aproximadamente 40 alunos. O instrutor e os monitores deverão estar em condições de executar todas as técnicas ministradas para a demonstração ou para sanarem qualquer dúvida.

b. Os homens trabalharão em duplas, procurando obedecer o critério do mesmo peso e altura, sendo a formação ideal a que mais se adapte ao local da aula, podendo ser em linha, por fileiras ou em círculo.

c. O treinamento deve ser praticado em solo macio, podendo ser realizado na areia, na grama, ou serem utilizados tatames se a unidade os possuir. Jamais deverão ser usados colchões de dormir (espuma), pois não oferecem a proteção adequada.

d. O uniforme poderá ser o de combate aliviado (sem o cinto e cobertura) ou, somente, o calção de educação física. O instrutor deverá indicar o tipo de uniforme de acordo com o local e a temperatura (ex: se a instrução for na areia, o preferível é o calção de educação física).

e. É importante, para a prevenção de acidentes, que os instrutores sejam alertados, logo na primeira sessão, que duas pancadas em si próprio, no adversário ou no chão, indicam dor. Este ato é o sinal para que o outro suspenda a ação que esteja executando. Para as chaves, estrangulamentos e gravatas existe um limite de resistência que, às vezes, é ultrapassado sem que o próprio instruendo o consiga acusar. Aos instrutores e monitores cabe a prevenção dos acidentes, através de atenta observação da turma.

f. O instruendo deve ter em mente que o que está sendo ensinado aplicase para o caso de um adversário leigo em lutas. Portanto, na fase inicial do

C 20-50 treinamento não se deve contrariar a ação do companheiro, pois isto dificultaria o aprendizado. Quando se atingir um bom nível de conhecimento e as técnicas já se tornarem atos reflexos, poderá ser determinado que sejam dificultadas as realizações das lutas.

g. As sessões de ataque e defesa corpo a corpo terão o tempo de duração mínimo de 45 minutos e comportarão três partes: (1) aquecimento; (2) trabalho principal; e (3) volta a calma.

O trabalho principal deverá ser iniciado por exercícios educativos (de quedas, socos, chutes e de finalização) e o número de sessões por semana dependerá da programação do TFM, sendo imprescindível que se pratique tais técnicas toda semana, visando estar o homem sempre apto a empregá-las em situação real.

h. As técnicas ensinadas em sessões anteriores devem ser revistas e praticadas constantemente, aproveitando-se os momentos iniciais do trabalho principal.

i. A ação do instrutor e dos monitores, na execução desse tipo de treinamento, é imprescindível para a obtenção de resultados satisfatórios. O conhecimento por si só não é suficiente.

j. O instrutor deve ser capaz de convencer os instruendos da eficiência e da necessidade das técnicas ensinadas. Quando estes se convencerem de que o trabalho lhes pode ser vantajoso, não será difícil conseguir a cooperação.

1-6.SESSÃO DE AQUECIMENTO

A sessão de aquecimento do C 20-20 - TREINAMENTO FÍSICO MILITAR pode ser utilizada, contanto que se executem, em todas as sessões, os educativos de quedas, os fundamentos básicos e as técnicas aprendidas na sessão anterior, para que nunca se perca o reflexo de como cair e de como executar as técnicas com rapidez e agilidade.

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CAPÍTULO 2 PONTOS VULNERÁVEIS DO CORPO HUMANO

2-1. CONSIDERAÇÕES GERAIS

Neste capítulo, serão apresentados os pontos mais frágeis do corpo humano, bem como os efeitos e as respectivas causas dos traumatismos nestas regiões.

Estes pontos devem ser do conhecimento do combatente para que este os proteja, caso seja atacado, e os objetive, em caso de seu ataque contra um agressor.

2-2.PONTOS VULNERÁVEIS NA FRENTE DO CORPO HUMANO (Fig 2-1)

1. FRONTE: EFEITOS: COMOÇÃO CEREBRAL - MORTE. CAUSAS: EDEMA CEREBRAL.

2. TÊMPORA: EFEITOS: HEMATOMA INTRACRANIANO - MORTE. CAUSAS: HEMORRAGIA CEREBRAL.

3. ORELHAS: EFEITOS: HEMORRAGIA INTERNA, CONCUSSÃO CEREBRAL OU MORTE. CAUSAS: EDEMA CEREBRAL, LESÃO VASCULAR INTERNA INTRACRANIANA , LESÃO VASCULAR NO CONDUTO AUDITIVO OU RUPTURA DE TÍMPANO.

4. OLHOS: EFEITOS: CEGUEIRA. CAUSAS: TRAUMA NO NERVO ÓPTICO.

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5. NARIZ: EFEITOS: DOR, CEGUEIRA TEMPORÁRIA OU MORTE. CAUSAS: TRAUMA NO QUIASMA ÓPTICO.

6. LÁBIO SUPERIOR: EFEITOS: DOR E DESMAIO. CAUSAS: TRAUMA NO LÁBIO E RUPTURA.

7. MANDÍBULA: EFEITOS: FRATURA DO PESCOÇO E DESMAIO. CAUSAS: FRATURA DA COLUNA VERTEBRAL CERVICAL, OCASIONANDO UMA COMPRESSÃO DA MEDULA OU BULBO E OCORRENDO UMA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA.

8. POMO-DE-ADÃO: EFEITOS: NÁUSEA, ROMPIMENTO DA TRAQUÉIA OU MORTE. CAUSAS: CARTILAGEM TIREÓIDE DA TRAQUÉIA LESIONADA, OCORRENDO UM EFISEMA SUBCUTÂNEO.

9. BASE DA GARGANTA: EFEITOS: LESÃO GRAVE E NÁUSEA. CAUSAS: LESÃO DA TRAQUÉIA E GLÂNDULA TIREÓIDE.

10. CLAVÍCULA: EFEITOS: FRATURA. CAUSAS: TRAUMA ÓSSEO (NÃO CAUSA MORTE).

1. JUGULAR E CARÓTIDA: EFEITOS: DESMAIO OU MORTE. CAUSAS: INTERDIÇÃO MOMENTÂNEA DO FLUXO SANGÜÍNEO AO CÉREBRO.

12. PLEXO BRAQUIAL (AXILA): EFEITOS: PARALISIA TEMPORÁRIA. CAUSAS: TRAUMATISMO NO PLEXO BRAQUIAL, ENERVANDO OS MEMBROS SUPERIORES.

13. PLEXO SOLAR: EFEITOS: DOR AGUDA OU MORTE. CAUSAS: LESÃO NO PLEXO, OCASIONANDO UMA PARADA CARDÍACA.

14. ESTÔMAGO: EFEITOS: LESÃO SÉRIA E DOR AGUDA. CAUSAS: LESÃO DA VÍSCERA E LESÃO VASCULAR, OCASIONANDO HEMORRAGIA INTERNA.

15. COSTELAS FLUTUANTES: EFEITOS: DOR INTENSA OU MORTE POR LESÃO VISCERAL. CAUSAS: FRATURA ÓSSEA.

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16. FÍGADO: EFEITOS: DOR INTENSA OU MORTE. CAUSAS: RUPTURA DO FÍGADO COM HEMORRAGIA INTERNA.

17. TESTÍCULOS: EFEITOS: DOR INTENSA. CAUSAS: ORQUITE DA GLÂNDULA (INFLAMAÇÃO), DEVIDO AO TRAUMA, PODENDO HAVER LESÃO NO CANAL ESPERMÁTICO.

18. DEDOS: EFEITOS: FRATURA OU DOR. CAUSAS: FRATURA DAS FALANGES.

19. ARTICULAÇÕES (PUNHO, COTOVELO, OMBRO, JOELHO, TORNOZELO) EFEITOS: LUXAÇÃO OU DOR. CAUSAS: LUXAÇÃO - PERDA DO CONTATO ENTRE AS SUPERFÍCIES ARTICULARES.

20. PARTE ANTERIOR DA TÍBIA (ABAIXO DA PATELA) EFEITOS: DOR INTENSA. CAUSAS: FRATURA.

21. PEITO DO PÉ: EFEITOS: FRATURA OU DOR. CAUSAS: FRATURA DOS OSSOS PRÓPRIOS DO PÉ OU METATARSIANOS.

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2-4 Fig 2-1.

(ABAIXO DA PATELA)

1. FRONTE 2. TÊMPORA 3. ORELHAS 4. OLHOS 5. NARIZ 6. LÁBIO SUPERIOR 7. MANDÍBULA 8. POMO DE ADÃO 9. BASE DA GARGANTA 10. CLAVÍCULA 1. JUGULAR E CARÓTIDA 12. PLEXO BRAQUIAL 13. PLEXO SOLAR 14. ESTÔMAGO 15. COSTELAS FLUTUANTES 16. FÍGADO 17. TESTÍCULOS 18. DEDOS 19. ARTICULAÇÕES 20. PARTE ANTERIOR DA TÍBIA 21. PEITO DO PÉ

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2-3.PONTOS VULNERÁVEIS NAS COSTAS DO CORPO HUMANO (Fig 2-2)

1. BULBO: EFEITOS: MORTE. CAUSAS: LESÃO DO BULBO.

2. NUCA: EFEITOS: MORTE. CAUSAS: LESÃO DA MEDULA ALTA OU DE BULBO, OCASIONANDO UMA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (QUANTO MAIS ALTA MAIS GRAVE).

3. COLUNA VERTEBRAL: EFEITOS: MORTE OU PARALISIA. CAUSAS: LESÃO MEDULAR - CHOQUE MEDULAR, CAUSANDO UMA PARALISIA MOMENTÂNEA.

4. RIM: EFEITOS: MORTE OU CHOQUE NERVOSO. CAUSAS: MORTE POR LESÃO DO PEDÍCULO VASCULAR RENAL (FÁCIL DESLOCAMENTO DOS VASOS SANGÜÍNEOS QUE IRRIGAM O ÓRGÃO), PODENDO HAVER QUEDA DO RIM (PTOSE-INTERNA).

5. PLEXO LOMBO-SACRAL: EFEITOS: DOR INTENSA, PARALISIA DE MEMBROS INFERIORES TEMPORÁRIA OU DEFINITIVA. CAUSAS: TRAUMA DIRETO, COM OU SEM FRATURA DE VÉRTEBRAS.

6. CÓCCIX: EFEITOS: DOR INTENSA. CAUSAS: FRATURA OU LUXAÇÃO.

7. NERVO CIÁTICO: EFEITOS: PARALISIA TEMPORÁRIA DOS MEMBROS INFERIORES. CAUSAS: TRAUMA DIRETO COM EDEMA DO NERVO.

8. PANTURRILHA: EFEITOS: DOR INTENSA. CAUSAS: TRAUMA DIRETO, POR LESÃO DOS MÚSCULOS GÊMEOS.

9. TENDÃO DE AQUILES: EFEITOS: DOR INTENSA, COM IMPOSSIBILIDADE DE FICAR NA PONTA DO PÉ QUANDO HÁ RUPTURA DO TENDÃO DE AQUILES (SÍNDROME DA PEDRADA). CAUSAS: TRAUMA DIRETO SOBRE O TENDÃO.

10. ARTICULAÇÕES (PUNHO, COTOVELO, OMBRO, JOELHO, TORNOZELO): EFEITOS: LUXAÇÃO, FRATURA, DOR INTENSA OU PARALISIA DOS MEMBROS. CAUSAS: PERDA DO CONTATO ARTICULAR.

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2-6 Fig 2-2.

1. BULBO 2. NUCA 3.COLUNA VERTEBRAL 4. RIM 5.PLEXO LOMBO-SACRAL 6. CÓCCIX 7. NERVO CIÁTICO 8. PANTURRILHA 9.TENDÃO DE AQUILES 10. ARTICULAÇÕES

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CAPÍTULO 3 BASES E GOLPES TRAUMÁTICOS

3-1. CONSIDERAÇÕES GERAIS a. Para que as técnicas de ataque e defesa tenham eficiência é necessário que o corpo tome uma posição equilibrada e facilite os movimentos. Estas posições são denominadas “bases” e podem variar com o tipo de ataque, tipo de defesa e com o tipo físico do homem.

b. Todas as técnicas a seguir são formas padronizadas, é, porém, normal que existam pequenas variações de acordo com a constituição física de cada um.

3-2.POSIÇÃO INICIAL a. Cabeça na vertical, queixo recolhido, tronco ereto, quadril projetado para frente, braços caídos naturalmente, pernas distendidas, pés paralelos afastados com distância semelhante à largura dos ombros. (Fig 3-1) b. Serve como posição inicial para a tomada de bases mais adequadas a qualquer forma de ataque ou defesa.

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Fig 3-1.

3-3.BASE COM GRANDE AFASTAMENTO LATERAL a. O afastamento dos pés deverá ser de aproximadamente duas vezes a largura dos ombros. As pernas deverão estar semiflexionadas com os joelhos e pés apontados para a frente. As mãos deverão estar cerradas. (Fig 3-2) b. É muito utilizada para pontapés laterais e esquivas.

c. Os deslocamentos nesta base serão realizados lateralmente e especial atenção deve ser dada para a manutenção do equilíbrio.

OBSERVAÇÃO: Iniciar o deslocamento para a tomada da base com a perna esquerda.

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Fig 3-2.

3-4.BASE EM DIAGONAL a. O afastamento dos pés deverá ser de duas vezes a largura dos ombros, no sentido ântero-posterior, e uma vez, no sentido lateral.

b. A perna traseira deverá estar distendida e o pé correspondente estará ligeiramente apontado para frente, em um ângulo de aproximadamente 45º. A perna dianteira estará semiflexionada com o joelho e o pé apontados para frente e o peso do corpo distribuído nas duas pernas. O tronco e cabeça deverão estar na vertical, com os braços na posição de defesa baixa. (Fig 3-3) c. É usada para todas as formas de ataque e defesa, podendo ser utilizadas as pernas ou os braços, estando o homem parado ou em movimento.

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Fig 3-3.

3-5.BASE DE COMBATE a. Pernas semiflexionadas, afastadas diagonalmente com o corpo totalmente equilibrado, pé dianteiro voltado para o interior e o traseiro ligeiramente para o lado. Braço esquerdo flexionado, mão na altura do ombro, o cotovelo correspondente (esquerdo) à frente das costelas flutuantes. Braço direito semiflexionado com a mão direita na altura do queixo. As mãos deverão estar fechadas, porém, sem grande contração. (Fig 3-4) b. Como o próprio nome diz, é a base que mais se utiliza em um combate, já que facilita qualquer mudança de direção, deslocamentos ou formas de ataque e defesa.

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Fig 3-4.

3-6. MOVIMENTOS

Deverão ser realizados com rapidez e de forma equilibrada, não se distendendo completamente as pernas, pois o homem deve manter sempre a mesma elevação em relação ao solo. É importante que não se incline o tronco, pois isto acarretaria desequilíbrios desnecessários. Ao ser invertida a posição das pernas, o mesmo deverá acontecer com os braços.

3-7.SEQÜÊNCIA DE MOVIMENTOS DE ATAQUE E DEFESA a. São movimentos de ataque e defesa ensinados neste manual, realizados em uma seqüência definida ,em grupo e/ou individualmente, que tem por objetivos: (1) melhorar as técnicas aprendidas; (2) avaliar o aprendizado; (3) realizar demonstrações; e (4) aumentar a motivação dos instruendos.

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