Ferramentas da qualidade

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(Parte 2 de 2)

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Problema: Reclamação de defeitos na porta do carro. Período: 1 mês. Processo: Fabricação de porta de carro. Responsável: sr. X Período: 01/08/20XX a 30/08/20XX. Total de Itens produzidos: 480

Tipo de Defeito Freqüencia Total

Amassado /// 03

Defeito no vidro ///// 05

TOTAL 110

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7. HISTOGRAMA

O histograma é formado por retângulos justapostos, sendo o número de retângulos igual ao número de intervalos de classe. A largura de cada retângulo é igual à amplitude do intervalo de classe, enquanto sua altura representa a freqüência do intervalo de classe. A área do histograma é proporcional à soma das freqüências.

• Apresentar um padrão de variação;

• Comunicar visualmente a informação sobre o comportamento do processo;

• Possibilitar a tomada de decisão onde devem ser concentrados os esforços para uma melhoria. MODELO DE HISTOGRAMA

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1) Coletar os valores dos dados; 2) Determinar a faixa de valores dos dados, subtraindo o dado de valor mais baixo do de valor mais alto; 3) Determinar o número de intervalos no histograma (geralmente entre 6 e 12) e dividir a faixa pelo número de intervalos para determinar a largura de cada intervalo; 4) Marcar o eixo horizontal com a escala de valores dos dados; 5) Marcar o eixo vertical com a escala de freqüência (número ou percentagem de observações); 6) Traçar a altura de cada intervalo correspondendo ao número de valores dos dados incluídos neste intervalo.

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Objetivo: Planejar a implementação de uma solução

É uma ferramenta que após definido o problema a ser atacado permite organizar as ações para a solução do problema de uma forma racional, na qual são incluídas: as atividades a serem realizados, o prazo, os responsáveis, como e por que elas serão executados. O planejamento da solução deve ser elaborado em resposta às seguintes quetões :

• O que ( What ) : Qual ação vai ser desenvolvida ?

• Quando ( When) : Quando ou até quando a ação será realizada ?

• Quem ( Who ): Quem será o responsável pela sua implantação ?

• Por que ( Why ): Por que foi definida esta solução ? ( Qual o resultado esperado ).

• Onde ( Where ): Onde a ação será desenvolvida ?

• Como (How ): Como a ação vai ser implementada ? ( passos da ação)

Garante que as ações escolhidas para solução do problema estejam bem claras e sejam efetivamente executadas

Possibilita um acompanhamento da execução da ação .

Exemplo :

O que ? Quando ? Quem ? Por que ? Onde ? Como ?

Desenvolver novo fornecedor para matériaprima

Pedro – Setor de qualidade

Fornecedor atual entrou em concordata

Região da Grande São Paulo

• Pesquisa de fabricantes da matériaprima

• Cotação de preços

• Solicitação de amostras

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Poucas causas levam à maioria das perdas, ou seja,

“Poucas são vitais, a maioria é trivial”.

Juran – Engenheiro de Controle de Qualidade (N.)1904 -

9. DIAGRAMA DE PARETO

Vilfredo Pareto 1848 - 1923 Economista

No fim do século XIX, o economista sociopolítico Vilfredo Pareto observou que havia uma distribuição desigual de riqueza e poder na população total. Ele calculou matematicamente que 80% da riqueza estava em mãos de 20% da população.

O diagrama de Pareto é um recurso gráfico utilizado para estabelecer uma ordenação nas causas de perdas que devem ser sanadas. Sua origem decorre de estudos do economista italiano Pareto e do grande mestre da qualidade Juran.

O diagrama de Pareto torna visivelmente clara a relação ação/benefício, ou seja, prioriza a ação que trará o melhor resultado. Ele consiste num gráfico de barras que ordena as freqüências das ocorrências da maior para a menor e permite a localização de problemas vitais e a eliminação de perdas.

1. Determine o tipo de perda que você quer investigar; 2. Especifique o aspecto de interesse do tipo de perda que você quer investigar;

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A B C D E D Tipo de defeito

3. Organize uma folha de verificação com as categorias do aspecto que você decidiu investigar; 4. Preencha a folha de verificação; 5. Faça as contagens, organize as categorias por ordem decrescente de freqüência, agrupe aquelas que ocorrem com baixa freqüência sob denominação “outros” e calcule o total; 6. Calcule as freqüências relativas, as freqüências acumuladas e as freqüências relativas acumuladas.

Ex.: Distribuição das peças segundo o tipo de defeitos:

O diagrama de Pareto estabelece prioridades, isto é, mostra em que ordem os problemas devem ser resolvidos. 1. Verifique e teste diversas classificações, antes de fazer o diagrama definitivo; 2. Estude o problema medindo-o em várias escalas;

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3. Quebre grandes problemas ou grandes causas em problemas ou causas específicas, estratificando ou subdividindo em aspectos mais específicos.

Exercícios

1. Uma pesquisa sobre satisfação do cliente com uma amostra de 210 indivíduos que tiveram alta de um grande hospital urbano durante o mês de junho levou à seguinte listagem de 384 reclamações:

Motivo de reclamação número

Aborrecimento com outros pacientes/visitantes 13 Atrasos para exames 34 Barulho 28 Falta de atendimento à campainha 71 Respostas inadequadas às perguntas 38 Serviço de alimentação precário 117 Tratamento ríspido por parte do corpo de funcionários 62 Todos os outros 21

Total 384

• Construa um diagrama de Pareto

• Faça um resumo dos resultados que encontrou e sugira melhorias.

2. Os dados a seguir representam o consumo diário de água por domicílio em um subúrbio em um verão recente:

Fontes de consumo de água Galões por dia

Banho e ducha 9 Beber e cozinhar 1 Lavagem de louça 13 Lavagem de roupa 3 Regar o jardim 150 Toalete 8 Diversos 20

Total 414

Analise os dados acima visando a seguinte ação: uma vez que a prefeitura da cidade está preocupada com o desabastecimento de água, escreva uma carta com base nos resultados encontrados em sua análise, destacando áreas problemáticas e propondo leis que visem economizar água pela modificação de hábitos da população.

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3. Na tabela apresentada abaixo são dados: a freqüência e o custo da recuperação de livros com defeitos, segundo o tipo de defeito, em 45 de 2.0 livros produzidos por uma gráfica. Utilize o diagrama de Pareto para tentar detectar as principais fontes de problemas.

Tipos de defeitos Freqüência Custo

Páginas em branco 5 0,05 Páginas rasgadas 2 0,05 Má plastificação 8 2,0 Mau refilamento 10 1,0 Amarrotado 20 4,50

Total 45

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10. DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO (Espinha de Peixe / Diagrama de Ishikawa)

O Diagrama de Causa e Efeito (ou Espinha de peixe) é uma técnica largamente utilizada, que mostra a relação entre um efeito e as possíveis causas que podem estar contribuindo para que ele ocorra. Construído com a aparência de uma espinha de peixe, essa ferramenta foi aplicada, pela primeira vez, em 1953, no Japão, pelo professor da Universidade de Tóquio, Kaoru Ishikawa, para sintetizar as opiniões de engenheiros de uma fábrica quando estes discutem problemas de qualidade.

Serve para visualizar, em conjunto, as causas principais e secundárias de um problema. Também permite ampliar a visão das possíveis causas de um problema, enriquecendo a sua análise e a identificação de soluções. É ferramenta essencial na análise de processos em busca de melhorias.

ETAPAS DE ELABORAÇÃO - Estabeleça claramente o problema (efeito) a ser analisado;

- Desenhe uma seta horizontal apontando para a direita e escreva o problema no interior de um retângulo localizado na ponta da seta.

- Faça um brainstorming (veja na página 01 deste Guia) para identificar o maior número possível de causas que possam estar contribuindo para gerar o problema, perguntando “Por que isto está acontecendo?”.

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- Agrupe as causas em categorias. Uma forma muita utilizada de agrupamento é o 4M: Máquina, Mão-de-obra, Método e Materiais (mas você poderá agrupar como achar melhor).

Para melhor compreensão do problema, busque as sub-causas das causas já identificadas ou faça outros diagramas de causa e efeito para cada uma das causas encontradas. Neste caso, seriam encontradas as causas das causas.

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Excessivo número de bocejos em sala de aula.

relevância aplicabilidad e experiência conheciment o comunicação temperatura acomodações conhecimento interesse didática dinâmica recursos

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1. MASP – MÉTODO DE ANÁLISE E SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Abordagem simples e estruturada que permite a adoção de um processo para organizar, orientar e disciplinar a forma como pensamos, interpretamos, analisamos, atuamos, avaliamos e consolidamos todas as atividades envolvidas nas situações de análise e solução de problemas.

• Adoção de uma mesma linguagem facilitando e estimulando a comunicação e a troca de experiência entre grupos de melhoria.

• Organização e otimização dos esforços e recursos através de uma atuação conduzida por um planejamento e uma análise bem esquematizados e direcionada sobre os pontos prioritários para o alcance de melhorias significativas.

• Estímulo e orientação para pensar, analisar e avaliar os problemas de uma forma mais estruturada, para agir com base em fatos e evidências e para consolidar as experiências e conhecimentos adquiridos.

• Identificação do Problema DEFINIÇÃO

• Reconhecimento dos aspectos do problema OBSERVAÇÃO

• Descoberta das principais causas ANÁLISE

• Elaboração e adoção de ações ATUAÇÃO

• Verificação do resultado das ações AVALIAÇÃO

• Estabelecer conclusões e definir padrões e ações APRENDIZADO

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12. CICLO PDCA

CONCEITO Método de gestão, uma forma de trabalho, que orienta o processo de tomada de decisão para o estabelecimento das metas e dos meios e ações necessários para executá-las e acompanhá-las a fim de garantir a sobrevivência e o crescimento de uma organização.

PLAN - PLANEJAMENTO • Estabelecer metas;

• Estabelecer o método para alcançar as metas propostas. DO - EXECUÇÃO

• Executar as tarefas exatamente como foi previsto na etapa de planejamento e coletar os dados que serão utilizados na próxima etapa

CURSO FERRAMENTAS DA QUALDIADE Prof. Jairo Brasil de verificação. Na etapa de Execução são essenciais a educação e o treinamento no trabalho.

• A partir dos dados coletados na execução, comparar o resultado alcançado com a meta planejada. ACTION – AÇÃO / ATUAÇÃO

• Adotar como padrão o plano proposto, caso a meta tenha sido alcançada.

• Agir sobre as causas do não alcance da meta, caso o plano não tenha sido efetivo.

Ciclo PDCA x MASP

Etapas do Ciclo PDCA

Etapas da MASP P D C A

1ª - Identificar o problema

2ª - Reconhecer os aspectos do problema

3ª - Analisar as possíveis causas

4ª - Elaborar e adotar ações para a melhoria

5ª - Verificar o resultado das ações

6ª - Estabelecer conclusões e fixar padrões e ações

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Manual de Ferramentas da Qualidade – SEBRAE – Rio de Janeiro: Sebrae Editora, 2006.

Metodologia para Análise e Solução de Problemas – MASP, Universidade Federal da Bahia – Escola Politécnica. Salvador: Ediufb, 2001.

Qualidade: ferramentas para uma melhoria contínua / (compilado e editado por Michael Brassard; tradução PROQUAL Consultoria e Assessoria Empresarial. – Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.

SILVA, João Martins da, O ambiente da qualidade na prática – Belo Horizonte: Fundação Cristiano Ottoni, 1996.

UMEDA, Masao, ISO e TQC – o caminho em busca de G.Q.T. – Belo Horizonte: UFMG, Escola de Engenharia, Fundação Cristiano Ottoni, 1996.

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