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Prof. Gilberto Hissa Universidade Federal de Roraima – UFRR Fev/2007

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I – EMENTA Teoria do comportamento do consumidor

Teoria do comportamento da firma

I – INTRODUÇÃO I – ESCOLHA ÓTIMA I.1 – ESCOLHA ÓTIMA NO CONSUMO I.1.1 – CONJUNTO ORÇAMENTÁRIO 1 – Definição e Hipótese 2 – Linha Orçamentária (LO) 3 – Fatores de Deslocamento da LO 4 – Restrição Orçamentária (RO) 5 – Impostos, Subsídios e Racionamento 6 – Mercadoria Composta 7 – Previsões I.1.2 – PREFERÊNCIA 1 – Hipóteses 2 – Classificação dos Bens 3 – Curva de Indiferença 4 – Curva de Indiferença Bem Comportada 5 – Curvas de Indiferença Atípicas 6 – Taxa Marginal de Substituição I.1.3 – ESCOLHA ÓTIMA NO CONSUMO (SOLUÇÃO GRÁFICA) 1 – Escolha Ótima – Solução Interna 2 – Escolha Ótima – Solução de Fronteira 3 – Escolha Ótima – Consumo Compulsório 4 – Generalizando 5 – Equações da Escolha Ótima I.1.4 – ESCOLHA ÓTIMA NO CONSUMO (SOLUÇÃO ALGÉBRICA) 1 – Construção de um Índice Cardinal de Utilidade 2 – Prova da Existência do Índice Cardinal 3 – Transformações Monotônicas Positivas 4 – Exemplos de Funções de Utilidade 5 – Taxa Marginal de Substituição e a Utilidade Marginal 6 – Escolha Ótima I.2 – ESCOLHA ÓTIMA NA PRODUÇÃO I.2.1 – TEORIA DA PRODUÇÃO 1 – Introdução 2 – Produção 3 – Restrição tecnológica 4 – Isoquantas 5 – Propriedades das isoquantas 6 – Taxa marginal de substituição técnica 7 – Rendimentos de escala 8 – Curto prazo

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9 – Produtividades média e marginal - aspectos importantes I.2.2 – EQUAÇÃO DE CUSTO TOTAL E ISOCUSTO I.2.3 – ESCOLHA ÓTIMA NA PRODUÇÃO 1 – Escolha ótima no longo prazo 2 – Escolha ótima no curto prazo I – USANDO A ESCOLHA ÓTIMA I.1 – NO CONSUMO I.1.1 – CONSUMO X LAZER OU DETERMINAÇÃO DA OFERTA DE TRABALHO 1 – Restrição Orçamentária 2 – Escolha Ótima 3 – Oferta de Trabalho 4 – Formato Usual da Oferta de Trabalho I.1.2 – EQUAÇÃO DE SLUTSKY 1 – Efeito Substituição 2 – Efeito Renda 3 – O Sinal do Efeito Substituição 4 – Efeito Preço 5 – O Sinal do Efeito Preço 6 – O Efeito Preço em Termos Relativos 7 – Um Outro Efeito Substituição (Hicks) I.1.3 – FUNÇÃO DE DEMANDA DO CONSUMIDOR I 1 – Como encontrar a função de demanda 2 – Função de demanda e as preferências do consumidor I.2 – NA PRODUÇÃO I.2.1 – FUNÇÃO DE CUSTO TOTAL 1 – Função de custo total de longo prazo 2 – Função de custo total de curto prazo 3 – Fração da Renda Gasta com o Bem X e com o Bem Y IV – USANDO AS FUNÇÕES DE DEMANDA E DE CUSTO TOTAL IV.1 – DA FUNÇÃO DE DEMANDA DO CONSUMIDOR i 1 – Curva de Demanda 2 – Função Consumo (Curva de Engel) 3 – Curva de Demanda Cruzada 4 – Demanda de Mercado 4.1 – Da Demanda Individual para a Demanda de Mercado 4.2 – Deslocamentos ao longo da Curva de Demanda e Deslocamentos da Curva de Demanda 4.3 – Elasticidade 4.4 – O Excedente dos consumidores IV.2 – DA FUNÇÃO DE CUSTO TOTAL 1 – Curto Prazo 1.1 – Custo fixo e custo fixo médio de curto prazo 1.2 – Custo variável e custo variável médio de curto prazo 1.3 – Custo médio e custo marginal de curto prazo 1.4 – Formato em U do custo médio de curto prazo 2 – Longo Prazo 2.1 – Custo médio e custo marginal de longo prazo 2.2 – Formato em U do custo médio de longo prazo 3 – Comparando o curto e o longo prazos 4 – Provas dos aspectos importantes

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1 - PRINCIPAL 1.1 - VARIAN, H.R. Microeconomia – Princípios Básicos. Uma Abordagem Moderna. Editora Campus. 2 – APOIO 2.1 – FERGUNSON, C.E. Microeconomia. Editora Forense 2.2 – MILLER, R.L. Microeconomia: Teorias, Questões e Aplicações. Editora MacGraw- Hill. 2.3 – SIMONSEN, M.H. Microeconomia. Vol.1. Editora FGV.

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Objetivo: explicar e prever o comportamento de um agente econômico, criando uma função que retrata este comportamento. Hipótese Central: O agente econômico, com base em algumas hipóteses, procura fazer o melhor para si.

I.1 – ESCOLHA ÓTIMA NO CONSUMO

Hipótese Central: O consumidor conhece o seu limite orçamentário e com base nele escolhe consumir a melhor cesta de bens. Melhor - a que dá a máxima satisfação Cesta de bens - tudo que o consumidor compra em um certo período de tempo

I.1.1 - CONJUNTO ORÇAMENTÁRIO 1 – Definição e Hipóteses

Definição: conjunto orçamentário do consumidor é composto dos preços dos bens (Px, Py, ...Pz) e da renda nominal ( R ) do consumidor.

Hipóteses: a)Cesta com apenas 2 bens X e Y, apenas por comodidade gráfica; b)Px, Py e R são constantes para o consumidor (pré fixadas), o consumidor não tem como influenciar essas variáveis; e c)Em R estão incluídas todas as possíveis fontes de renda do consumidor.

2 - Linha Orçamentária – LO (Teto de Consumo)

Definição - Retrata as cestas de bens que esgotam a renda do consumidor. Limite superior dos gastos.

Algebricamente:

Px.X + Py.Y = R, onde: Px.X - Gasto com o bem X Py.Y - Gasto com o bem Y com algum algebrismo chega-se: Y = R/Py – (Px/Py)X, ou seja, uma equação com cinco variáveis desconhecidas (X, Y, Px, Py e R). Como por hipótese Px =

Px0, Py = Py0 e R = R0, tem-se:

Y = R0/Py0 – (Px0/Py0)X. Agora uma equação com apenas duas variáveis desconhecidas (X e Y), e que nos mostra todas a s combinações de X e Y que esgotam a renda R0 do consumidor.

Graficamente:

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Exercícios: a - O que retrata R / Px e R / Py. R. R / Px - Retrata o consumo máximo do bem X, quando Y = 0, ou seja, quando toda a renda é gasta em X. R /Py - Retrata o consumo máximo do bem Y, quando X = 0, ou seja, quando toda a renda é gasta em Y. b – Marque em um gráfico as cestas de bens que esgotam a renda do consumidor, que não esgotam e impossíveis.

c - Trace a linha orçamentária (LO) usando os seguintes dados: Py = Px = $10 e R = $1000 d – O que retrata Px/Py (preço relativo dos bens – PRb) Resp.: Quantas unidades de Y o consumidor tem que abrir mão para comprar 1 unidade a mais de X

Exemplos: Pc = Preço de uma camisa = $30 e Po = Preço de um par de óculos = $150 PRc = ($30 / un. c) / ($150 / un. o) PRc = ($30/um c).(un. o /$ 150) – dividir é o mesmo do que multiplicar pelo inverso PRc = 0,2 un. o / un. c Conclusão: Tenho que abrir mão de 20% de um par de óculos para comprar 1 unidade a mais de camisa.

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PRo = 5 un. de c / un. de o Conclusão: Tenho que abrir mão de 5 unidades de camisa para comprar 1 par de óculos a mais.

Exemplos: PRx = Px / Py = 2 (abrir mão de 2 unidades de Y para obter 1 unidade a mais de X) PRx = Px/Py = 0,01 (1% de un. de Y para compra 1 unidade a mais de X) PRx = Px/Py = 1 (abrir mão de 1unidade de Y para obter 1 unidade a mais de X)

Prova do significado do PRb:

Onde: X1 = X0 + ∆X e Y1 = Y0 + ∆Y Substituindo em (2):

-∆Y/∆X = Px/Py Obs.: (-) significa que as quantidades andam em sentidos contrários e - Trace a linha orçamentária usando os seguintes dados: R = $1.0, Px = $10 e Py = $20

X/t f – Com base nas informações acima responda: f.1 - Qual o consumo máximo do bem X ? R - 100 un. do bem X f.2 - Qual o consumo máximo do bem Y? R - 50 un. do bem Y f.3 - Qual é o preço relativo?

PR = Px / Py ⇒ PR = $10 /$20 = 0,5 f.4 – O que retrata o número calculado no item f.3 ?

3 – Fatores de Deslocamento da Linha Orçamentária Fatores de deslocamento: variações em Px e/ou Py e/ou R

3.1 – Variação em R, tudo o mais constante (∆R ≠ 0) – deslocamentos paralelos da LO.

Exemplo: Estudar o efeito de um acréscimo da renda nominal do consumidor de $ 500 (de $1000 para $1500) sobre a LO, sendo Px = $10 e Py = $10

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Conclusão: se R↑ ⇒ LO se desloca paralelamente para fora (positivo) se R↓ ⇒ LO se desloca paralelamente para dentro (negativo)

3.2 – Variação em Px, tudo o mais constante (∆Px ≠ 0) – deslocamentos não paralelos da LO.

Exemplo: Estudar o efeito de um decréscimo no preço de X (de $10 para $8) sobre a LO, sendo R = $1000 e Py = $10

X/t Conclusão: deslocamentos ao longo do eixo do X, com o consumo máximo de Y constante.

3.3 – Variação em Py, tudo o mais constante (∆Py ≠ 0) – deslocamentos não paralelos da LO. Exemplo:

Estudar o efeito de um acréscimo no preço de Y (de $20 para $2,50) sobre a LO, sendo R = $1000 e Px = $10.

Conclusão: deslocamentos ao longo do eixo do Y, com o consumo máximo de X constante.

Exercícios: a - O que retrata a LO ?

Prof. Gilberto Hissa 8 b - O que acontecerá com LO quando os preços e a renda forem multiplicados por uma constante c ? c - O que acontece com a LO quando a quantidade de X aumenta? d - O que acontecerá com a linha orçamentária quando:

d.1 - ∆R ≠ 0, TMC d.2 - ∆Px ≠ 0, TMC d.3 - ∆Py ≠ 0, TMC

OBS.: Numeraire - O preço numerário é o preço que serve de unidade de medida dos outros preços e renda. Sendo Py o numeraire, então: (Px /Py)X + (Py/Py)Y = R/Py (Px / Py)X + 1Y = R / Py Y = R/PY – (Px/Py)X

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