Aspectos ambientais de uma refinaria

Aspectos ambientais de uma refinaria

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Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle

2 Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle

Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle

CURITIBA 2002

Equipe Petrobras

Petrobras / Abastecimento UNs: Repar, Regap, Replan, Refap, RPBC, Recap, SIX, Revap

3.72Coelho, Eloisia B. A. P.
C672 Curso de formação de operadores de refinaria: aspectos ambientais de
uma refinaria e respectivas formas de controle / Eloisia B. A. P. Coelho. –
Curitiba : PETROBRAS : UnicenP, 2002.
46 p. : il. color. ; 30 cm.
Financiado pelas UN: REPAR, REGAP, REPLAN, REFAP, RPBC,
RECAP, SIX, REVAP.

Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle 1. Meio ambiente. 2. Refinaria. 3. Resíduos. 4. Controle. I. Título.

Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle

Apresentação

É com grande prazer que a equipe da Petrobras recebe você. Para continuarmos buscando excelência em resultados, diferenciação em serviços e competência tecnológica, precisamos de você e de seu perfil empreendedor.

Este projeto foi realizado pela parceria estabelecida entre o

Centro Universitário Positivo (UnicenP) e a Petrobras, representada pela UN-Repar, buscando a construção dos materiais pedagógicos que auxiliarão os Cursos de Formação de Operadores de Refinaria. Estes materiais – módulos didáticos, slides de apresentação, planos de aula, gabaritos de atividades – procuram integrar os saberes técnico-práticos dos operadores com as teorias; desta forma não podem ser tomados como algo pronto e definitivo, mas sim, como um processo contínuo e permanente de aprimoramento, caracterizado pela flexibilidade exigida pelo porte e diversidade das unidades da Petrobras.

Contamos, portanto, com a sua disposição para buscar outras fontes, colocar questões aos instrutores e à turma, enfim, aprofundar seu conhecimento, capacitando-se para sua nova profissão na Petrobras.

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Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle

Sumário

CONTROLE E ATUAÇÃO DO OPERADOR7
1.1 Introdução7
1.2 Evolução dos conceitos sobre proteção ambiental7
1.3O Planeta Terra e seus Recursos Ambientais (Naturais)8
1.4 Poluição Ambiental13
1.4.1 Poluição química13
1.4.2 Poluição Térmica14
1.4.3 Poluição Radiativa14
1.4.4 Poluição Sonora15
1.4.5 Poluição Biológica15
1.5 Legislação Ambiental15
1.6 Monitoramento Ambiental18
1.7 Efluentes Atmosféricos18
1.7.1 Sistema de Contaminação do ar18
1.7.2 Contaminantes Atmosféricos19
1.7.3Aspectos atmosféricos da contaminação do ar20
1.7.4 Os efeitos da contaminação do ar2
1.8 Efluentes Hídricos24
1.8.1Principais fontes de poluição hídrica em uma refinaria24
de uma refinaria25
1.8.3 Segregação de efluentes hídricos26
1.8.4 Tratamentos Localizados26
1.8.5Estação de Tratamento de Efluentes Hídricos – ETEH27
1.8.6 Tratamentos Secundários/Terciários29
1.9 Resíduos Sólidos32
1.9.1 Introdução32
1.9.2 Resíduos Sólidos3
1.9.3 Gerenciamento de resíduos sólidos3
1.9.4 Alternativas de Disposição34

1ASPECTOS AMBIENTAIS DE UMA REFINARIA DE PETRÓLEO, FORMAS DE 1.8.2Principais contaminantes encontrados nos efluentes hídricos 1.10 Atuação do Operador .................................................................................................. 40

Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle

1Aspectos Ambientais de uma

Refinaria de Petróleo, Formas de Controle e Atuação do Operador

1.1 Introdução

O homem, hoje, mais do que nunca, deve estar atento às alterações por ele provocadas no meio ambiente. Deve preocupar-se efetivamente, quando constatar qualquer rompimento, do equilíbrio, com a natureza, perseguindo, então, soluções criativas e exeqüíveis. Assim é necessário ter sempre em mente que toda ação inteligente deve ser pensada e planejada antes de ser praticada. Toda atividade humana deve, portanto, buscar, como finalidade, o bem estar da comunidade, e, desta forma, torna-se óbvio que o conhecimento minucioso do ambiente em que vivemos constitui matéria de relevante interesse. Surge, então, à necessidade do respeito e culto à Ecologia, que deve ser posta entre as primeiras áreas no ramo das ciências.

A Ecologia estuda, entre outros assuntos, a estrutura e o desenvolvimento das comunidades em suas relações com o meio ambiente e sua conseqüente adaptação a ele. Estuda, ainda, os aspectos a partir dos quais os processos tecnológicos ou os sistemas de organização social interagem com as condições de vida do homem.

A experiência constatou que a capacidade do homem em prever as conseqüências de um empreendimento em relação ao meio ambiente, até há pouco tempo, era muito limitada. Algumas vezes, esta preocupação era relegada a um plano secundário. Como conseqüência, o avanço tecnológico, sem preocupação ecológica provocou, muito freqüentemente, a alteração dos elementos naturais, atingindo, por vezes, situações irreversíveis, aniquilandose bens essenciais à preservação da espécie. A sociedade, estruturada sobre o conceito de que os valores econômicos predominavam sobre todos os demais, começa a se modificar pela própria conscientização do homem, no sentido de que toda alteração do meio ambiente deve sempre concorrer para a melhoria das condições de vida presente e das gerações futuras.

Torna-se assim imperiosa, a qualquer custo, a manutenção do equilíbrio entre o homem e a natureza, como condição única de preservação e melhoria da qualidade de vida. Para tanto, deve-se agir de forma ordenada, visando controlar ou eliminar os agentes modificadores do meio ambiente. Esta filosofia de ação traduz a convicção de que a atividade industrial, bem equacionada, não é incompatível com a preservação do meio ambiente. A indústria será uma contribuição à qualidade de vida do homem, desde que orientada para tal.

Tendo em vista as presentes considerações, é primordial que o homem exercite seus conhecimentos técnicos imensos para aplicá-los em benefício de sua própria sobrevivência, pois como a natureza não é uma fonte inesgotável de riquezas, deve ser preservada permanentemente.

1.2 Evolução dos conceitos sobre proteção ambiental

No período pós-guerra, a maior preocupação era a retomada do crescimento econômico, a reconstrução dos países que sofreram grandes perdas e o suprimento de toda uma demanda reprimida de consumo da população economicamente ativa dos Estados Unidos. A consciência ecológica era ainda incipiente, priorizava-se a construção de novas indústrias.

Os aspectos ambientais podem ser dividos em quatro fases distintas.

O primeiro movimento na formação de uma consciência ambiental foi a preocupação sobre os recursos hídricos e o saneamento básico. Este estágio foi denominado de conscientização.

Somente nos anos 70, com o aumento significativo de indústrias poluidoras do ar e da água e com contaminações acidentais, o mundo começou a se preocupar com os efeitos danosos da poluição.

A Conferência de Estocolmo (1972) tratou, basicamente, do controle da poluição do

Aspectos Ambientais de uma Refinaria e Respectivas Formas de Controle ar e da água. Nesta época, surgiram, também, os primeiros organismos oficiais de controle da poluição. Já no final da década, verificou-se que, apenas com o controle da poluição, os impactos ambientais não conseguiriam ser evitados.

Na década de 80, iniciou-se a fase de planejamento ambiental, pois somente o controle da poluição gerada não era mais aceito como alternativa tecnicamente viável e acreditavase que, com um planejamento adequado, os impactos poderiam ser minimizados. Esta década foi marcada por grandes desastres ecológicos como o acidente da Union Carbide (em 84, na Índia), a explosão nuclear em Chénobil (em 86), o grande derramamento de óleo provocado pelo navio Exxon Valdez (no Alasca, em 89) e pela identificação da degradação da camada de ozônio.

O CONAMA (Conselho Nacional de

Meio Ambiente) passou a exigir o EIA (Estudo de Impacto Ambiental), como instrumento obrigatório para o licenciamento ambiental de atividades poluidoras ou modificadoras do meio ambiente, em 1986. A indústria ainda adotava, em sua maioria, uma postura reativa em todo o mundo. Começaram a surgir as ONGs (Organizações Não Governamentais) e os partidos verdes, que levantaram a bandeira ecológica e demonstraram ao mundo que somente o planejamento ambiental também não era suficiente para se prevenir impactos ambientais danosos à humanidade.

Os anos 90 trouxeram a globalização da economia e, por conseguinte, dos conceitos de gestão (por exemplo, a adoção mundial da série ISO 9000) e também a globalização dos conceitos relativos ao meio ambiente uma vez que, os aspectos ambientais podem ser globais e não apenas locais. Iniciou-se a fase do chamado gerenciamento ambiental, ou seja, da consideração da satisfação da parte interessada da sociedade, como integrante da gestão empresarial.

A conferência do Rio de Janeiro (ECO 92) trouxe o compromisso com o desenvolvimento sustentável, o tratado da Biodiversidade e o acordo para a eliminação gradual dos CFC`s.

Posteriormente, foi editada a primeira norma sobre gestão ambiental, a BS-7750, de origem britânica.

Em 1993, surgiu o Sistema Europeu de

Ecogestão e Auditorias (EMAS – Environment Management Audit Scheme) e, finalmente, em 1996, foram aprovadas no Rio de Janeiro as normas ISO 14000, representando o consenso mundial sobre gestão ambiental.

Nos dias atuais, não se admite mais que uma empresa seja administrada sem que a questão ambiental seja considerada. Quanto maior o potencial poluidor ou extrativista das atividades da organização, maior ênfase deve ser dada à questão ambiental.

O mundo vive hoje grandes problemas ambientais, que precisam ser revertidos ou contidos: –Degradação da camada de ozônio; terrâneas);

–Disposição inadequada de resíduos tóxicos e nucleares;

–Esgotamento de recursos naturais (combustíveis fósseis, água, florestas); –Lixo urbano;

–Aumento do consumo de energia. Como elementos formadores de grupos de pressão para resolução dos problemas podem ser citados:

–Clientes (já se preocupam com o potencial de danos dos produtos ao meio ambiente);

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