Apostila de Ceratometria OWP

Apostila de Ceratometria OWP

APOSTILA DE TÉCNICAS DE CERATOMETRIA

Formatação: Escola Técnica OWP

Docente: Prof. Seir Marcus L. Borges

CERATOMETRIA

Ceratometria é o ato de medir a curvatura de face anterior de córnea. O termo vem do grego Kerato (córnea) e Metro (medir). O aparelho utilizando para essa medida é o ceratômetro ou oftalmômetro, desenvolvidos no século passado em 1855 por Helmholtz e em 1881 por Javal.

O princípio em que se baseia tal medida é a utilização da córnea como um espelho convexo e a análise das imagens por ela refletidas, virtuais, diretas e menores.

CERATÔMETROA – Há dois tipos de ceratômetros tipo Javal e tipo Helmholtz, e a diferença entre eles é a forma de duplicar e medir as imagens refletidas pela córnea. Há, atualmente uma grande confusão entre os profissionais que classificam os aparelhos pelo tipo de Mira utilizada. Para ambos os tipos de Miras.

Mede o ângulo ( variar como abrir e fechar a mira).

* Diferença placas antes de imagem.

* Mede a distancia (abrindo e fechando)

* Córnea é o espelho que reflete.

O ceratômetro é constituído de um sistema de iluminação, que projeta as miras sobre a córnea e um sistema de observação, que analisará as imagens das miras refletidas pela córnea, agora objeto.

O ceratômetro mede apenas a área central da córnea, daí a importância da centralização das imagens.

A área de córnea medida depende de sua curvatura, assim uma córnea mais plana mede uma área maior e uma córnea mais adequada mede uma área menor. O diâmetro de área medida varia entre 2,5mm e 4,0mm.

Como os medianos de córnea raramente são iguais (córneas esféricos) encontremos no ceratometria duas medidas deferentes, uma mais PLANA, com menos dioptria e maior raio, que chamamos de meridiano K, e outra mais adequada, com maior dioptria e menor raio, que denominamos K. Normal um meridiano estar distante do outro 90º (são perpendiculares) e mesmo que haja alguma variação, assim devem ser consideradas.

Quando a córnea apresenta o meridiano mais plano, isto é K na horizontal (eixo 180º) ou próximo disso a córnea é chamada a favor da regra ou com a regra. Se o meridiano K estiver na vertical (eixo 90º) ou próximo deste valor a córnea é chamada contra a regra. A maior parte das pessoas apresenta meridianos mais planos na horizontal, como resultado de condições anatômicas. A diferença da medida entre K e K’ constitui o astigmatismo de córnea (Ac) que nem sempre é igual ao astigmatismo da receita.

Em muitas pessoas encontramos astigmatismo de córnea a favor de regra, que variam entre 0,50 D e 1,00 E, que são assintomáticos e não se apresentam em receitas. São chamadas de astigmatismo fisiológico e o organismo está “preparado” para compensar.

Formas de Anotação.

Normal, medimos primeiro o meridiano mais plano, que apresentará um determinado eixo, ficando o segundo meridiano, mais adequado, com uma diferença de 90º do primeiro. Várias são as formas de anotar.

Medida: K=43,00 D K’=44,00 D

Com os eixos 180º e 90º respectiva.(córnea a favor)

1º) 43,00Dx180º

44,00x90º

2º)

3º)

4º) 43,00Dx44,00Dx90º

K x 0,00 – 1,00 x 180º

Encontramos comumente ceratômetros com 2 tipos de miras, o que apresenta um retângulo e uma pirâmide, via de regras de cores diferentes (vermelho e laranja) e o que apresenta uma circunferência com sinais de + (mais) e – (menos) em cada meridiano.

Não importa o tipo, após ajustar o aparelho para o cliente (altura, apoio de queixo, apoio de testa, orientação), a primeira coisa a ser determinada é o eixo.

Tipos de miras:

1- Ceratômetros com miras ( retângulo e pirâmide).

1º passo: Ajustar a ocular.

2º passo: Posicionar o cliente e faz-se os ajustes.

3º passo: Centralizar a linha de fé em relação ás miras.

4º passo: Determinar a posição do eixo para K e anotar.

5º passo: Ajustar a Dioptria de K e anotar.

6º passo: Girar o “canhão” 90º.

7º passo: Ajustar a dioptria de K’ e anotar.

2-

1)

2) Determinar-se o eixo fazendo coincidir as linhas horizontais da pirâmide e do retângulo.

Ex.:

3) Ajuste-se a dioptria aproximando-se a retângulo de pirâmide, no eixo, até encontrarem.

Não deve sobrar espaço entre as miras, nem podem se sobrepor.

Ex.:

Ceratômetros com mira (circunferência com sinais).

1º passo: Ajustar a ocular (pelo retículo de centralização).

2º passo: Posicionar o cliente e ajustar o aparelho.

3º passo: As circunferências os sinais duplicam-se, o eixo é determinado pela convergência ou sobreposição dos traços verticais do sinal positivo.

4º passo: Ajustado o eixo, sobrepor os sinais de – (menos) e os traços horizontais do sinal positivo.

5º passo: Anotar os valores de K, K’ e do eixo.

Obs.: Não há necessidade de girar o “canhão”.

Ceratômetro.

Ocular: * Tudo no sentido anti-horário (para eliminar a acomosdação).

* Ajuste até o 1º foco nítido.

1º passo: Ajustar a ocular, pelo retículo (no caso 2 circunferência).

Ajustar a ocular girando-a total, no sentido anti-horário, acrescentado desta forma a lente positiva que vai eliminar a acomodação.

Girar a ocular até obter a 1º imagem nítida, interrompendo então o “giro”. A ocular estará ajustada.

Se continuarmos a girar estaremos “deixando” o foco passar da retina, com a imagem continuando nítida por efeito de acomodação.

2º passo:Com as miras duplicadas vemos três circunferências e o retículo, este deve ficar centralizado na circunferência do meio.

Haverá foco para o olho, se a circunferência “central” aparecer nítida, não duplicada.

Como o olho é dinâmico e pede presença do filme lacrimal, além dos movimentos oculares do cliente, devemos ficar ajustando esse foco o tempo todo, ou pelo menos quando desfocalizar .

3º passo: Ajustar o eixo, pelo alinhamento dos traços verticais dos sinais positivos.

Para ajustar o eixo deve-se girar o “canhão”.

4º passo: Ajustado o eixo, ajusta-se a dioptria de cada meridiano, o horizontal pela superposição dos sinais negativos (-) entre as circunferências central, esquerda e a vertical pela superposição dos traços horizontais dos sinais positivos (+) encontrados entre as circunferências central e superior.

Obs.: Neste tipo de aparelho ajustamos as duas medidas (horizontal e vertical) sem necessidade de girar o canhão 90º.

5º passo: Anotam-se os resultados.

  1. Astigmatismo a favor regra – CIL x 180º (ou próx.) + à 90º.

60º

O astigmatismo pode ser 1 corneano em posição ?? residual.

2) A favor regra x contra regra.

3) Retas= 180º ou 90º x inclinado.

4) Simétricos x assimétricos.

5) Regular x irregular.

Definição de astigmatismo: Diferenças entre duas partes focais, nasce diferença curvatura da córnea.

Obs.: CIL é sempre maior que o esférico.

Ex.: +0,50-3,00 misto;

E os sinais são sempre diferentes.

Ex.: +2,00-1,75; +0,25+1,75 (transponho).

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