Centro cirurgico

Centro cirurgico

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Anestesia Local

Esta anestesia é empregada para procedimentos menores nos quais o local cirúrgico é infiltrado com um anestésico local como lidocaína ou bupivacaína. Este tipo de anestesia não envolve perda da consciência e depressão das funções vitais, produzindo perda da sensibilidade temporária, causada pela inibição da condução nervosa.

Anestesia Peridural

O anestésico é administrado no espaço peridural. Neste caso não há perfuração da duramater e nem perda liquórica. O bloqueio segmentar é produzido nas fibras sensoriais, espinhais e também nas fibras nervosas, podendo ser parcialmente bloqueadas.

Anestesia Raquidiana

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Enfermagem

Geralmente administrada ao nível da coluna lombar, obtida pelo bloqueio dos nervos espinhais do espaço subaracnóide. O anestésico é depositado junto ao líquor, ocorrendo perfuração da duramater.

Aula 04 – Administração

Algumas rotinas devem ser observadas para o bom funcionamento de um centrocirúrgico:

As cirurgias devem ser agendadas com no mínimo 24 horas de antecedência;

Confeccionar e encaminhar o mapa cirúrgico, na data anterior à da cirurgia, para o centro-cirúrgico, farmácia, CTI, laboratório, rouparia, chefia de enfermagem, banco de sangue, nutrição e diretoria técnica;

As cirurgias têm tolerância de 30 minutos para possíveis intercorrências;

Não deve ser permitido porte ou ingestão de gêneros alimentícios no interior da área crítica do centro cirúrgico (central de esterilização, central de material, salas operatórias e corredor cirúrgico);

Somente deve ser permitida a entrada de pessoas pertencentes à área de saúde, com autorização da chefia do setor e do chefe da equipe cirúrgica;

Não deve ser permitido circular pelo hospital fazendo uso do conjunto cirúrgico;

Não é aconselhável o uso do conjunto cirúrgico por cima da roupa comum;

As malas, maletas e bolsas só poderão entrar quando envoltas em sacos plásticos;

Só deve ser permitida a entrada na área crítica a pessoas devidamente paramentadas;

Não é aconselhável o uso de adereços (brincos, anéis, pulseiras, cordões etc), no interior do centro cirúrgico;

O cirurgião deve preencher completamente o boletim cirúrgico, incluindo assinaturas e carimbos dos respectivos integrantes da equipe;

Qualquer dano propositadamente causado em instrumentos e/ou aparelhos do bloco cirúrgico será de inteira responsabilidade do causador, devendo este estar ciente de que o ressarcimento do mesmo será de sua responsabilidade;

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Enfermagem

A entrada do paciente no bloco cirúrgico só deve ser permitida com a confirmação da autorização do procedimento;

Os materiais dos postos de enfermagem e CTI deverão ser encaminhados (previamente limpos) para a esterilização;

A contagem de materiais pertencentes aos postos de enfermagem e CTI deve ser feita diariamente;

As salas cirúrgicas deverão ser arrumadas, pelo menos, 15 minutos antes do horário agendado, após a confirmação da internação do paciente e a autorização da cirurgia.

Circulação Extra Corpórea

A circulação extracorpórea é utilizada em mais de 80% das cirurgias cardíacas . É uma técnica aplicada mundialmente nos casos em que o coração precisa parar de bater (cardioplegia) para que a cirurgia seja realizada. O sangue é desviado para a máquina, que faz o papel do pulmão, de oxigenar o sangue, e do coração, de bombeá-lo. Já existem equipes no mundo todo inclusive no Brasil que fazem 100% das cirurgias de revascularização do miocárdio sem usar a circulação extracorpórea. O profissional que opera a máquina de circulação extracorpórea é chamado de perfusionista.

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Enfermagem Aula 05 – Avaliação

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Enfermagem

Aula 06 – Centro de Material

A Central de Material e Esterilização (CME) é a área responsável pela limpeza e processamento de artigos e instrumentais médico-hospitalares. É na CME que se realiza o controle, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares.

A CME pode ser de três tipos, de acordo com sua dinâmica de funcionamento:

Descentralizada : utilizada até o final da década de 40, neste tipo de central cada unidade ou conjunto delas é responsável por preparar e esterilizar os materiais que utiliza;

Semi-centralizada : teve início na década de 50, cada unidade prepara seus materiais, mas os encaminha para serem esterilizados em um único local;

Centralizada: utilizada atualmente, os materiais do hospital são processados no mesmo local, ou seja, os materiais são preparados, esterilizados, distribuídos e controlados quantitativa e qualitativamente na CME.

A CME centralizada apresenta inúmeras vantagens, das quais podem-se destacar: a eficiência, a economia e a maior segurança para a equipe e para os clientes.

Expurgo

Setor responsável por receber, conferir , lavar e secar os materiais provenientes do

Centro Cirúrgico e Unidades de Internação. Os funcionários desta área utilizam EPIs (Equipamentos de proteção individual) para se protegerem de se contaminarem com sangue e fluidos corpóreos, quando lavam os instrumentais. As lavadoras ultrassônicas auxiliam na lavagem dos instrumentais através da vibração do som adicionado com solução desincrostante, promovendo uma limpeza mais eficaz e maior segurança para o funcionário.

Preparo de Materiais

Setor responsável por preparar e acondicionar os materiais. São utilizados invólucros especiais que permitam a passagem do agente esterilizante e impeçam a passagem dos microorganismos.

Preparo de Instrumentais Cirúrgicos

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Enfermagem

Setor responsável por conferir, preparar e acondicionar caixas para as diversas especialidades cirúrgicas.

Setor de Esterilização

O setor de esterilização da Central de Material e Esterilização (CME) é responsável pela esterilização dos materiais. Esta área destina-se à instalação dos equipamentos utilizados para a esterilização de materiais pelos métodos físicos e químicos.

Montagem de carrinhos para cirurgia

Setor responsável por separar os materiais a serem utilizados em uma cirurgia.

Distribuição de materiais esterilizados

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