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Índice

  1. Introdução

A palavra vem do francês: maquillage. Em português: maquilagem.Palavra adotada: maquiagem.

A história da maquiagem começa no antigo Egito. Os primeiros registros deste hábito mostram que os faraós usavam maquiagem nos olhos como uma espécie de proteção para evitar que olhassem diretamente para Rá, o Deus–Sol. Mais tarde, o Kohl, carvão misturado com óleo vegetal e gordura animal, apareceu no antigo Egito e era utilizado por homens, mulheres e crianças para proteger os olhos contra infecções e formar uma barreira contra os raios solares. É nesse ponto da história que a maquiagem ganha à conotação que tem hoje: as mulheres de Tebas ficaram famosas por sua beleza e por seus olhos maquiados e Cleópatra teve papel importante ao representar o ideal de beleza daqueles tempos, a rainha do Egito banhava-se em leite de cabra, usava máscaras faciais com argila e maquiava seus olhos com o pó de Khol.

Na Roma antiga, o uso de maquiagem e cosméticos passou a ser usado também como forma de artifício com o objetivo de seduzir. As mulheres romanas usavam máscaras noturnas, feitas com ingredientes como farinha de favas, miolo de pão e leite de jumenta para melhorar e clarear a pele.

O uso dos cosméticos como camuflagem tornou-se popular nos anos de 1600. Esse tipo de disfarce era feito com seda preta ou pedaços de veludo em forma de estrelas, luas e corações, usados para cobrir cicatrizes faciais permanentes deixadas no rosto daqueles que sobreviveram à varíola epidêmica na Europa. Caixas de metal com espelho na capa guardavam estes remendos de pano e eram levadas para todo lugar, para se ter uma substituição à mão, em caso de necessidade de retoque. Essas caixas deram origem ao que hoje é usado com o nome de pó compacto.

O uso destas “tatuagens de pano” desenvolveu até uma linguagem não-oral: um remendo próximo da boca de uma mulher sinalizava flerte, um colocado na bochecha direita mostrava que ela era casada, e quando uma mulher aparecia com algum remendo no canto do olho anunciava paixão ardente.

Com a descoberta da vacina contra varíola, as caixas de remendos tornaram-se desnecessárias e a maquiagem evoluiu para a aplicação de pó e bases faciais.

No final do século XVIII, o puritanismo identificou a maquiagem como objeto de sedução e as mulheres que usavam sofriam as mesmas penalidades das que eram acusadas de bruxaria. Apesar da postura radical da igreja e dos rígidos costumes da época, a vaidade acabou vencendo e o uso dos cosméticos e dos perfumes foi rapidamente absorvido pela sociedade como substituição até de uma higiene pessoal mais freqüente.

A maquiagem evoluiu. Hoje, ela é considerada indispensável na vida das mulheres no quesito vaidade atuando como aliada contra problemas dermatológicos como o vitiligo, por exemplo, que é uma afecção freqüente caracterizada pela perda parcial ou completa dos melanócitos produtores de pigmentos na epiderme, onde a maquiagem pode dar uma aparência de pele pigmentada ou “camuflar” as manchas características do vitiligo. O presente trabalho visa elaborar uma maquiagem (BASE) que além de deixar a pele mais uniforme e natural, que auxilie na “camuflagem” do vitiligo.

  1. Composição Quali e Quantitativa do produto

Componentes

Proporção (p/p%)

Tween 60

0,5

Estearato de Glicerila

2,5

Óleo de Amêndoas

5,0

Miristato de isopropila

2,0

Crodalan IPL

2,5

Água Destilada

q.s.p.100

Propilenoglicol

5,0

Carbopol 940

0,8

Dióxido de Titânio

5,0

Talco

4,8

Alantoína

0,2

Phenoben

1,0

Essência

q.s. para ter odor agradável

Óxido de ferro

q.s. para ter um tom adequado

Estearato de Trietanolamina (TEA)

2,5

  1. Estudo Crítico de todos os elementos.

3.1 TWEEN 60

Nome Comercial: Polissorbato(Tween)60

Nome Químico: Monoestearato de polioxietileno(20) sorbitano

Nome INCI:

Solubilidade: Solúvel em água

pH:

PF: 21,10C

PE: 1000C

Estabilidade: Estável em condições normais de uso

Origem e Fornecedor: Unigema; Croda Inc; MP Biomedicals; Acros Organic; ICN Biomedical

3.2ESTEARATO DE GLICERILA

Nome comercial: Cerasynt Q (ISP, VanDick); Cutina KD 16 (Henkel Brasil), Dermalcare GMS/SE (Rhodia), Dhaykol –GME-S (Dhaymer’s), Dragorin GMS O/A A.E. 2/008475 (Dragoco); Emuldan HÁ 32/S3 (Grindsted); Estol GMSse 1462 (Unichema); Finester GMS-AE (Arex), Finester MEG-AE (Arex); Fongragen GME-AE (Hoechst), Lipal GMS-AE (Aquatec); Lipestrol 241-S (Brasfonta), Lipo GMS-470 (Lipo); Mazol GMSD K (PPG); Quimulsin EG-S(Quiminasa).

Nome químico: Estearato de estearamidopropildimetilamina

Nome INCI:

Solubilidade: solúvel em etanol quente (95%), éter, clorofórmio, acetona quente, óleo mineral e óleos fixos. Praticamente insolúvel em água, mas rapidamente dispersável em água quente com um agente aniônico ou catiônico.

pH:

PF: 55-60ºC

PE:

Estabilidade: O valor ácido aumenta se o estearato for armazenado em temperaturas amenas, devido à saponificação do éster com pequenas quantidades de água. Antioxidantes eficazes podem ser adicionados como o hidroxitolueno butilado e o propilgalato. O composto deve ser armazenado em um recipiente fortemente lacrado, resistente à luz e em uma temperatura mais baixa.

3.3 MIRISTATO DE ISOPROPILA

Nomes Comerciais: Miristato de isopropila

Nome Químico: Miristato de isopropila

Nome INCI: Isopropyl Myristate

Solubilidade: Insolúvel em água

pH:

PF: 120C

PE: >1500C

Estabilidade: Estável nas condições normais de uso

Origem e Fornecedor:

3.4 ÓLEO DE AMÊNDOAS

Nomes Comerciais:

Nome Químico:

Nome INCI:

Solubilidade:

pH:

PF:

PE:

Estabilidade:

Origem e fornecedor:

3.5 ALANTOÍNA

Nome Comercial:

Nome químico: (2,5-dioxo-4-imidazolidinil) uréia

Solubilidade:

Nome INCI:

pH:

PF: 239 °C

PE:

Estabilidade: Estável em condições normais de uso e transporte

Origem e fornecedor:

3.6 DIÓXIDO DE TITÂNIO

Nome Comercial: Branco Puricolor PWH6; dióxido de titânio 2559; dióxido de titânio A-HP-328

Nome químico: Dióxido de Titânio

Nome INCI: Titanium Dioxide

Solubilidade: Insolúvel em água

pH: ca.7

PF:>10000C

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