Osteonecrose

A Osteonecrose é um problema que acomete os vasos sangüíneos ósseos, também chamada de Necrose Asséptica Óssea, Necrose Avascular, Osteonecrose asséptica, dentre outras. Esse problema ocorre com mais freqüência nas cabeças Femorais e Umerais, sem descartar a hipótese de aparecer em outras partes do corpo como joelho e maxilar.

Existem relatos que pelo menos 5% de incidência de Osteonecrose ocorre depois de transplante renal, embora exista diversas causas onde as mais comuns são devido à artrite reumática, transplante de órgãos, radiação contra tratamento de câncer, alcoolismo e até mesmo sem causa definida. Tem havido relato de pacientes portadores de HIV também desenvolverem o problema, bem como traumatismos que afetem a circulação local também podem ocasionar Osteonecrose. Parece haver concordância entre muitos autores de que existe uma grande incidência de alguma anormalidade do sistema de coagulação sobreposta às causas mais conhecidas. Tal fato tem levado alguns centros especializados em Osteonecrose a recomendarem exames para verificação de coagulação em portadores dessa doença. As causas não estão bem estabelecidas, mas acredita-se que haja a ocorrência de oclusão venosa ocasionada por algum "gatilho", que leva aquela parte do osso à morte por isquemia. Ocorrem cerca de 10.000 a 20.000 novos casos anuais de Osteonecrose somente nos Estados Unidos, afetando a população em sua fase mais produtiva.

A Osteonecrose em crianças e adolescentes é chamada também de doença de Legg-Perthes é devida a uma oclusão vascular, em locais cuja a vascularização é pobre. Começa devagar, com dores na articulação afetada, estalos e diminuição na amplitude de movimentos. Somente com Ressonância Magnética o diagnóstico pode ser feito precocemente.

Tratamentos

Diversas técnicas têm sido apresentadas para o tratamento de Osteonecrose, a maioria delas cirúrgicas, em caso não obter o resultado desejado, é feita então a colocação de prótese total, mesmo esta tendo diversas técnicas, materiais e variadas taxas de revisão. Cabe ao médico informar as diversas alternativas existentes e, junto com o paciente, definir o melhor procedimento. É extremamente importante o diagnóstico precoce da osteonecrose, uma vez que os prognósticos são melhores quando a intervenção é feita antes do colapso total da área atingida, pois neste caso, resta apenas a solução de colocação de prótese. Outras técnicas menos invasivas para osteonecrose em fase inicial estão sob pesquisa , sem ainda uma aceitação universal, tais como terapia de oxigenação hiperbárica, campos eletromagnéticos pulsáteis, ultrasom, lovastatina, dentre outras.

Osteonecrose da Cabeça Femoral

 A osteonecrose da cabeça femoral continua a ser um enorme desafio para o cirurgião ortopédico. Trata-se de uma entidade clínica relativamente comum, que não representa uma doença, e sim o resultado da diminuição do fluxo sangüíneo na cabeça femoral, conseqüentemente à atuação de inúmeros fatores causais, e que na maioria dos casos desarranja a arquitetura trabecular, levando ao colapso subcondral e à artrose secundária.           Inicialmente a denominação de necrose asséptica foi utilizada como meio de distingui-la das infecções ósseas. Outros termos encontrados são necrose avascular e osteonecrose da cabeça femoral, atualmente o mais aceito.

Até a segunda metade do século passado muito pouco se conhecia sobre o assunto. A ampliação deste conhecimento se deve ao fato de que o número de casos relatados aumenta a cada ano, chegando a 20 mil novos casos por ano nos EUA. Cerca de 10% de todas as artroplastias totais do quadril são executados em decorrência da ONCF. O sexo masculino é o mais afetado, numa proporção de 4:1; aproximadamente 50% acometem o quadril oposto e a idade média dos pacientes está entre 30 e 50 anos. Em 10% a 20% dos casos não é possível determinar a causa.

Osteonecrose da Cabeça Umeral

A osteonecrose da cabeça do úmero é uma doença incomum e poucos são os relatos na literatura a respeito de sua história natural e seu tratamento os atuais conhecimentos são baseados em estudos prévios sobre a lesão na cabeça do fêmur, local em que essa doença é mais freqüente.

É uma doença que, eventualmente, não causa sintomas incapacitantes, pois o ombro não é uma articulação de carga e pode tolerar melhor as deformidades da superfície articular.

Além disso, os movimentos da cintura escapular não dependem apenas da articulação glenoumeral, mas também das articulações escápulo-torácica, esternoclavicular e acromioclavicular, que trabalham de forma sincrônica.

Por isso, uma eventual sobrecarga na articulação glenoumeral é absorvida por essas outras articulações, havendo melhor distribuição das forças.

Quando sintomática, a queixa desses pacientes é de dor, não localizada, que ocorre mesmo em repouso e tende a aumentar com a atividade, podendo com o decorrer da doença evoluir com limitação do movimento articular.

A osteonecrose irá ocorrer em conseqüência de uma lesão na circulação responsável pela nutrição da cabeça do úmero. As etiologias geralmente relacionadas, quando podem ser determinadas, são: fraturas, luxações do úmero proximal, uso de esteróides, hemoglobinopatias, doença de Gaucher, etilismo crônico.

Introdução

O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma patologia óssea não muito conhecida, a Osteonecrose que é um problema que acomete os vasos sangüíneos ósseos, aqui será explicado o que é a doença, quais os sintomas e tratamentos, e as pesquisas realizadas por profissionais da área em busca de uma solução para tal doença. Alem de mostrar também sobre a Osteonecrose da Cabeça Femoral e a Osteonecrose da Cabeça Umeral.

Conclusão

O trabalho mostrou o que é a Osteonecrose, uma patologia óssea que poderá ser adquirida após uma lesão, fraturas, transplantes renais, uso de esteróides dentre outras causas. Para tratar tal patologia, é necessário que cirurgias sejam realizadas e se não obtiver a cura, é precisa que utilize prótese.

Assim, consegui expandir meus conhecimentos em relação ao tema da pesquisa, tornando-o assim, de extrema importância para nossa vida acadêmica e profissional.

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