Formatos de desenho

Formatos de desenho

Faculdade de Arquitetura

Departamento de Expressão Gráfica Setor Técnico

Disciplinas de desenho técnico instrumentado dos cursos de

Engenharia (ARQ 32, ARQ 3319 e ARQ 3323)

Autor: prof. Alexandre S. Rezende

Colaboradores:

Prof. Maurício Bernardes

Prof. Roberto Wanner Pires Profa. Janaína Moroni

OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo apresentar, de forma sintética, as normas e convenções usuais referentes as folhas para representação de desenhos técnicos.

Tem como finalidade servir como material de apoio para as disciplinas de Desenho Técnico (ARQ 3319, ARQ 32 e ARQ 3323) ministradas nos cursos de engenharia Civil, de Produção, de Alimentos, da Computação, de Materiais, de Minas, Elétrica, Mecânica, Metalúrgica, Química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e encontra-se a disposição para download no site das disciplinas (w.ufrgs.br/destec).

1- Normas a consultar 2- Dimensões 3- Margens 4- Configuração da folha 5- Posição de leitura 6- Dobragem 7- Selo ou legenda 8- Marcas de revisão

1. Normas a consultar

NBR 10068/87 – FOLHAS DE DESENHO LEIAUTE E DIMENSÕES NBR 10582 – CONTEÚDO DA FOLHA PARA DESENHO TÉCNICO NBR 13142 – DOBRAMENTO DE CÓPIA

2. Dimensões As normas em vigor, editadas pela ABNT adotam a seqüência “A” de folhas, partindo da folha A0 com área de aproximadamente 1,0m2. Cada folha na seqüência possui dimensão igual a metade da folha anterior – por exemplo, a folha A1 possui a metade do tamanho da folha A0, a folha A2 possui a metade do tamanho da folha A1 e assim por diante.

A seguir são apresentadas as dimensões de cada uma destas folhas e alguns desenhos explicativos.

Dimensões das folhas:

Folha Largura (m) Altura (m) A0 841 1189 A1 594 841 A2 420 594 A3 297 420 A4 210 297

3. Margens Segundo as normas em vigor, cada tamanho de folha possui determinadas dimensões para suas margens, conforme tabela a seguir.

Formato Margem esquerda (m) Demais margens (m)

A0 25 10 A1 25 10 A2 25 7 A3 25 7

Obs.: A margem esquerda sempre é maior que as demais pois é nesta margem que as folhas são furadas para fixação nas pastas ou arquivos.

4. Configuração da folha A seguir são apresentadas as diversas regiões da folha de desenho e a posição de cada um dos elementos nas mesmas.

Usualmente a região acima da legenda é reservada para marcas de revisão (vide item 8, abaixo), para observações, convenções e carimbos de aprovação de órgãos públicos.

5. Posição de leitura Como regra geral na representação e leitura de desenhos deve se observar que os mesmos possam ser lidos da base da folha de desenho ou de sua direita. As posições inversas a estas (leitura de cima para baixo ou da esquerda para a direita) são consideradas “de cabeça para baixo”. Vide desenho a seguir.

6. Dobragem A norma da ABNT (NBR 13142 – DOBRAMENTO DE CÓPIA) recomenda procedimentos para que as cópias sejam dobradas de forma que estas fiquem com dimensões, após dobradas, similares as dimensões de folhas tamanho A4. Esta padronização se faz necessária para arquivamento e armazenamento destas cópias, pois os arquivos e as pastas possuem dimensões padronizadas.

A seguir são reproduzidos os desenhos constantes na referida Norma indicando a forma que as folhas de diferentes dimensões devem ser dobradas.

7. Selo ou legenda A legenda de um desenho técnico deve conter, no mínimo, as seguintes informações:

• Designação e emblema da empresa que está elaborando o projeto ou a obra;

• Nome do responsável técnico pelo conteúdo do desenho, com sua identificação (inscrição no órgão de classe) e local para assinatura; • Local e data;

• Nome ou conteúdo do projeto;

• Conteúdo da prancha (quais desenhos estão presentes na prancha) • Escala(s) adotada(s) no desenho e unidade;

• Número da prancha;

O local em que cada uma destas informações deve ser posicionada dentro da legenda pode ser escolhido pelo projetista, devendo sempre procurar destacar mais as informações de maior relevância.

O número da prancha deve ser posicionado sempre no extremo inferior direito da legenda (vide item 7.1, a seguir).

O nome da empresa ou seu emblema usualmente são localizados na região superior esquerda da legenda.

7.1. Numeração das pranchas

Junto com o número da prancha usualmente se informa o total de pranchas do projeto – ex.: 2/9 significa: prancha 2 de um total de 9 pranchas.

Usualmente inicia-se a numeração pela prancha que contém a planta de situação e a de localização. Esta seria a prancha 1/x (onde “x” é o número total de pranchas do projeto em questão).

A(s) prancha(s) seguinte(s) será(ao) a(s) que contém a(s) planta(s) baixa(s). Se houver mais de uma planta baixa, a numeração mais baixa corresponderá a prancha que contém as plantas dos pavimentos mais baixos. Após as plantas baixas são numeradas as pranchas que contém o(s) corte(s) e, por último, a(s) fachada(s).

8. Marcas de revisão (ou tábua de revisão)

Conforme a NBR 10582, a tábua de revisão é utilizada para registrar correções, alterações e/ou acréscimos feitos no desenho. Busca registrar com clareza as informações referentes ao que foi alterado de uma versão do desenho para outra.

Deve conter, segundo a referida norma: • Designação da revisão;

• Número do lugar onde a correção foi feita;

• Informação do assunto da revisão;

• Assinatura do responsável pela revisão;

• Data da revisão.

A Tábua de revisão é posicionada sobre a legenda, possuindo o formato a seguir representado. É preenchida de baixo para cima, ou seja, a primeira revisão é registrada na linha inferior da tábua, a segunda na linha acima desta e assim por diante.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6492: representação de projetos de arquitetura. Rio de Janeiro, 1994.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10068/87: folha de desenho – leiaute e dimensões. Rio de Janeiro, 1987.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13142/9: dobramento e cópia. Rio de Janeiro, 1999.

MONTENEGRO, GILDO. Desenho Arquitetônico. São Paulo: Edgard Blücher, 1978.

SILVA, Gilberto Soares da. Curso de Desenho Técnico: para desenhistas, acadêmicos de engenharia, acadêmicos de arquitetura. Porto Alegre: Sagra: DC Luzzatto, 1993.

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