(Parte 1 de 2)



FACULDADE DE ENGENHARIA DE GUARATINGUETÁ

Alumínio

C

06003-6

06013-6

06015-6

06049-6

06142-6

omponentes do grupo:

Adriele Maróstica

Ana Beatriz Lucente

Ana Paula Costa

Erika Santana

Natassia Batista

ÍNDICE

1. Introdução .........................................................................................................2

1.1 Histórico ..............................................................................................2

1.2 Destaque socioeconômico ...................................................................2

1.3 Produção Mundial ...............................................................................3

2. Principais reservas minerais no Brasil e no mundo ..........................................4

2.1 Alumínio .............................................................................................4

2.2 Bauxita ..............................................................................................4

2.3 Reservas no mundo .............................................................................5

2.4 Reservas no Brasil ..............................................................................5

3. Produtores Brasileiros ............ .........................................................................6

4. Mercado Consumidor .......................................................................................7

5. Métodos de extração .........................................................................................8

6. Processamento mineral .....................................................................................8

7. Refino ...............................................................................................................10

8. Considerações finais .........................................................................................11

9. Referências bibliográficas ................................................................................11

1. Introdução

    1. Histórico

Há mais de sete mil anos, os ceramistas da Pérsia fabricavam vasos de barro com óxido de alumínio (conhecido atualmente como alumina) e, trinta séculos mais tarde, os egípcios e babilônicos utilizavam outro composto similar em seus cosméticos e produtos medicinais. No entanto, a real existência e funcionalidade do alumínio ainda eram desconhecidas. Os rumores eram de que o alumínio fosse proveniente de colisões de átomos de hidrogênio durante a formação do sistema solar. A história do alumínio, porém, é recente. Em 1808, o químico inglês Humphrey Davy finalmente conseguiu provar a existência do alumínio e, pouco tempo depois, Hans Oersted, físico alemão, conseguiu produzir pequenas quantidades do metal. Em 1869, um grande avanço na produção permitiu que o custo baixasse de US$ 545 para US$ 17 o grama, quase o mesmo valor da prata. Nesta época, o alumínio decorou até a mesa da corte francesa, a coroa do rei da Dinamarca e a capa do Monumento de Washington.

Começou, então, a existir a necessidade de ter uma grande quantidade de produção a um preço muito baixo para que o alumínio pudesse ser um metal de primeira categoria. Em 1880, ele era considerado semiprecioso, mais raro que a prata.

Então, o professor americano Frank Jewett mostrou aos seus alunos do Oberlin College, de Ohio, um pequeno pedaço de alumínio e afirmou diante de todos que quem conseguisse, de alguma forma, explorar o metal ficaria rico. Um de seus estudantes, Charles Martin Hall, que vinha realizando experiências em um laboratório improvisado desde os 12 anos de idade, continuou suas pesquisas depois de formado e aprendeu a fazer óxido de alumínio: a alumina.

Em 1886, Hall colocou em um recipiente certa quantidade de criolita com alumina e passou uma corrente elétrica. O resultado foi uma massa congelada, que ele trabalhou com um martelo. Várias partículas de alumínio se formaram, dando origem a um dos metais mais utilizados na história.

1.2 Destaque socioeconômico

O alumínio, apesar de ser o terceiro elemento mais abundante na crosta terrestre, é o metal mais jovem usado em escala industrial. Mesmo utilizado milênios antes de Cristo, o alumínio começou a ser produzido comercialmente há cerca de 150 anos. Sua produção atual supera a soma de todos os outros metais não ferrosos. Esses dados já mostram a importância do alumínio para a nossa sociedade. Antes de ser descoberto como metal isolado, o alumínio acompanhou a evolução das civilizações. Sua cronologia mostra que, mesmo nas civilizações mais antigas, o metal dava um tom de modernidade esofisticação aos mais diferentes artefatos.

O rápido e notável crescimento da importância do alumínio na indústria é resultado de uma série de fatores:

- É um metal que possui excelente combinação de propriedades úteis, resultando numa adequabilidade técnica para um campo vasto de aplicações em engenharia;

- Pode ser facilmente transformado por meio de todos processos metalúrgicos normais, tornando-se assim, viável à indústria manufatureira em qualquer forma necessária;

- Em laboratórios acadêmicos, a indústria do alumínio e seus próprios usuários têm desenvolvido novas pesquisas, técnicas de fabricação, de soldagem e de acabamento, o que tem levado a um conhecimento maior de técnicas de engenharia deste metal, fazendo com que seja considerado um material de fácil aplicação;

- A livre divulgação da indústria sobre recomendações aos usuários e potenciais de uso do alumínio, o que foi muito importante para sua aceitação geral.

Desde que foi obtido em escala industrial, o alumínio vem ocupando novos mercados.

Os principais setores que, atualmente, consomem alumínio, são:

  • Bens de consumo;

  • Transporte;

  • Construção Civil;

  • Embalagens;

  • Indústria Elétrica;

  • Outros setores.

1.3 Produção Mundial

Hoje, os Estados Unidos e o Canadá são os maiores produtores mundiais de alumínio. Entretanto, nenhum deles possui jazidas de bauxita em seu território, dependendo exclusivamente da importação. O Brasil tem a terceira maior reserva do minério no mundo, localizada na região amazônica, perdendo apenas para Austrália e Guiné.

Reserva e Produção Mundial

Discriminação

Reservas (106 t)

Produção (103 t)

Países

2006(p)

%

2005 (r)

2006 (p)

%

Brasil(1)

3.540

10,6

22.034

22.055

12,4

Austrália

7.900

23,6

60.000

61.400

34,5

China

2.300

6,9

18.000

20.000

11,3

Guiana

900

2,7

1.500

1.500

0,8

Guiné

8.600

25,7

15.000

15.200

8,6

Índia

1.400

4,2

12.000

13.000

7,3

Jamaica

2.500

7,5

14.100

14.900

8,4

Rússia

250

0,8

6.400

7.200

4,1

Suriname

600

1,8

4.580

4.800

2,7

Venezuela

350

1,1

5.900

6.000

3,4

Outros Países

5.050

15,1

11.870

11.720

6,5

TOTAL

33.390

100,0

171.384

177.775

100,0

Fontes: DNPM-DIRIN e (usgs) U.S. Geological Survey, Mineral Commodity Summaries – 2006.

Notas: (1) Reservas bauxita: medida 1.776 milhões de t + indicada 1.124 milhões de t + inferida 640 milhões de t = 3.540 milhões de t (houve aumento das reservas inferidas da MRN); (p) dados preliminares, exceto Brasil; (r) revisado; (IAI) International Aluminium Institute; (ABAL) Associação Brasileira do Alumínio.

2. Principais reservas minerais no Brasil e no mundo

    1. Alumínio

O alumínio é o terceiro elemento mais abundante na crosta terrestre. A disponibilidade de bauxita, o minério bruto do qual é obtido o alumínio, é praticamente inesgotável.

Distribuição dos elementos

O alumínio por ser um elemento com alto potencial oxidante, não é encontrado in natura, ou seja, puro na natureza. O alumínio, metal tão amplamente usado nos dias de hoje devido a características como leveza, resistência, aparência, entre outras, é encontrado formando compostos. A principal fonte de alumínio é a bauxita.

    1. Bauxita

A bauxita é um mineral terroso e opaco, encontrado mais comumente em regiões de clima tropical e subtropical. Através dela, obtém-se alumínio.

É formada por um processo químico natural, proveniente da infiltração de água em rochas alcalinas em decomposição, e composta principalmente de óxido de alumínio, além de sílica, óxidos de ferro e titânio. A bauxita ocorre em três formas principais dependendo do número de moléculas de água de hidratação e da estrutura cristalina. As três formas estruturais da bauxita são Gibsita – Al(OH)3 –, Boemita e Diasporita – ambas AlO(OH). A diferença principal entre as duas últimas é que Diasporita tem uma estrutura cristalina diferente da Boemita, e requer temperaturas mais altas para que ocorra desidratação.

Este minério pode ser encontrado próximo à superfície com uma espessura média de 4,5 metros, coberto por solo e vegetação. Sua extração é geralmente realizada a céu aberto com o auxílio de retroescavadeiras.

Bauxita

Em média, são necessárias 4 toneladas de bauxita para se obter 1 tonelada de alumínio. A bauxita deve apresentar no mínimo 30% de alumina aproveitável para que a produção de alumínio seja economicamente viável.

Cerca de 85% de toda bauxita produzida é utilizada como minério de alumínio. Outros 10% são usados em produtos químicos, abrasivos e produtos refratários. Os 5% restantes são usados para produzir abrasivos, materiais refratários e compostos de alumínio.

    1. Reservas no mundo

A bauxita pode ser encontrada em três principais grupos climáticos: o Mediterrâneo, o Tropical e o Subtropical. A grande maioria das reservas de bauxita encontra-se na América do Sul e América Central, na Austrália e na África, mas também existem jazidas na Europa.

A Austrália é o maior produtor, com uma produção de 64 milhões em 2007, que correspondem a 33% da produção mundial, seguido da China com 17%. O Brasil é o terceiro maior produtor de bauxita com a produção em 2007 de 24 milhões de toneladas aproximadamente. Isso significa 12,6% da produção mundial, que foi de 190 milhões de toneladas. A produção Norte-Americana, que já foi muito importante 100 anos atrás, hoje é insignificante.

Principais empresas produtoras de bauxita no mundo: Comalco, Alcan, Alcoa, Rio Tinto e BHP na Austrália, Chalco na China, CVG na Guiné, MRN (Mineração Rio do Norte S.A.) no Brasil.

As reservas medidas e indicadas do minério de alumínio no Brasil alcançam 3,5 bilhões de toneladas, situando o país em terceiro lugar em relação às reservas mundiais de 32 bilhões de toneladas. As maiores reservas estão na Austrália e na Guiné.

    1. Reservas no Brasil

(Parte 1 de 2)

Comentários