A vida Secreta das Plantas

A vida Secreta das Plantas

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1936 publicou O fenômeno da vida: uma interpretação radielétrica. Resultado de uma vida inteira de pesquisas, esse livro apresenta a evidência de que o organismo vivo está especialmente adaptado para a formação, a acumulação e o uso da energia elétrica, cuja gênese, segundo Crile, reside em fornalhas ou unidades protoplasmáticas ultramicroscópicas às quais chamou de "radiogênios".

Tres anos antes da publicação de seu livro, Crile, falando perante o Congresso do Colégio Americano de Cirurgiões, assinalou que seria possível a especialistas treinados em radiodiagnósticos, no futuro, detectar a presença de uma doença antes mesmo de ela manifestar por sinais exteriores. Por seus esforços, Crile foi ridicularizado não só por colegas médicos como também por biólogos que o acusaram de não ter um conhecimento sólido da literatura científica a respeito.

Os efeitos da energia eletromagnética sobre as células vivas, quer saudáveis, quer malsãs, que para a maioria dos médicos e pesquisadores, entre eles incluídos os cancerologistas, ainda são um problema grave, seriam finalmente revelados pela mágica da fotografia com efeito de aceleração. Por crescerem em ritmo muito pouco acelerado, a maioria das plantas parece tão imutável à visão humana como se estivessem petrificadas. Só ao observarmos as plantas a intervalos de várias horas ou, melhor ainda, de vários dias, podemos notar que elas são muito diferentes das flores e arbustinhos de plástico que já se tornaram de praxe nas lojas especializadas do mundo inteiro.

Em 1927, um adolescente de Illinois, vendo os botões de uma grande macieira no quintal de sua casa e imaginando as flores nas quais se

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— 9 — converteriam, teve a idéia de fotografá-los numa sequência regular para acompanhar pela imagem todo o desenrolar do processo.

Assim começou a carreira do John Nash Ott, cujo interesse pioneiro pela fotografia com efeito de aceleração o levou a desvendar novos mistérios no reino das plantas.

Para realizar suas experiências com variedades exóticas, Ott construiu uma pequena estufa, onde logo percebeu que cada planta lhe propunha problemas tão complexos quanto os que diferentes tribos propõem a um antropólogo. Muitas delas pareciam comportar-se como prime donne temperamentais com graves perturbações psicológicas. Pouco a pouco, à medida que ele se aconselhava com botânicos de universidades e pesquisadores científicos pertencentes aos quadros de grandes companhias, tornavamse claras as causas biológicas do esdrúxulo comportamento de suas plantas: elas eram extremamente sensitivas não apenas à luz e à temperatura, mas também aos raios X, ultravioleta e de televisão.

As descobertas de Ott sobre luz e temperatura podem conduzir à explicação de muitos mistérios botânicos, o menor dos quais, decerto, não há de ser o tamanho gigantesco de plantas que crescem nas montanhas da África Central.

Há mais de trinta anos, o autor inglês Patrick Synge, em seu livro Plantas com personalidade, sugeria que, embora ninguém ainda tivesse sido capaz de formular uma teoria satisfatória sobre a origem do gigantismo nas plantas, ele talvez decorresse de um acúmulo de condições ambientais peculiares, quais sejam, uma temperatura baixa mas relativamente constante, um elevado índice de umidade e uma forte intensidade de luz ultravioleta, devida tanto à altitude quanto à localização equatorial.

Nos alpes a vegetação montanhosa tende ao nanismo, mas na cadeia da Lua, ou Ruwenzoni, como os africanos a chamam, Synge encontrou urzes "tão majestosas como grandes árvores" e balsaminas ou beijos-defrade com flores de 5 centímetros de diâmetro.

No monte Elgon, um vulcão extinto que se ergue a 4200 metros na fronteira entre o Quênia e Uganda, documentou a existência de lobélias, plantas de flor azul que na Inglaterra têm um porte muito modesto, crescendo até quase 9 metros, como "monumentais obeliscos de azul e verde". Fotografou-as semicobertas pela neve e com pingentes de gelo nas extremidades das folhas. Levadas para a Inglaterra, as mesmas plantas não sobreviveram porém ao ar livre, nem mesmo nos invernos amenos de Surrey.

A idéia de Synge corre paralela à hipótese, formulada pelo químico francês Pierre Berthelot, de que é a presença contínua de eletricidade nas elevações alpinas que se responsabiliza pelo verdor das plantas aí crescendo em solo pobre. Caso as condições enumeradas por Synge sejam algum dia simuladas por pesquisadores, pode ocorrer que as plantas gigantes de que fala venham a ser criadas com êxito ao nível do mar.

As experiências de Ott com a fotografia com efeito de aceleração levaram-no à descoberta de que diferentes comprimentos de onda da

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— 10 — luz têm um efeito fundamental sobre a fotossíntese, o processo pelo qual as plantas verdes convertem a luz na energia química, sintetizando assim compostos orgânicos a partir de inorgânicos, transformando o dióxido de carbono e a água em carboidratos, com a liberação de oxigênio. Para atacar esse problema, ele passou meses montando o equipamento que lhe permitiu tirar microfotografias do fluxo do protoplasma nas células da elódea canadense, enquanto a planta era estimulada pela luz solar direta e não filtrada. Expostos aos raios solares, os chamados cloroplastos, corpúsculos que contêm clorofila e são os principais agentes da fotosíntese, fluíam de maneira ordenada pela periferia das células oblongas. Mas, quando os raios ultravioleta eram eliminados por um filtro, alguns cloroplastos se desvinculavam do fluxo e davam origem a padrões diferentes, como se se amontoassem nos cantos. Sua ação era retardada ainda mais pela eliminação total das cores do espectro situadas entre o fim do azul e o vermelho.

Particularmente fascinante para Ott era o fato de, no fim do dia, todos os cloroplastos diminuírem seu ritmo e afinal pararem, independentemente da intensidade de sua exposição à luz artificial. Só no dia seguinte, quando o sol se erguia, eles retomavam o fluxo do padrão costumeiro.

Ott compreendeu que, se os princípios básicos da fotoquímica, tal como aplicados à fotossíntese das plantas, tivessem correspondentes no mundo animal, várias frequências de luz - como de há muito é sustentado pelos proponentes da colorterapia - poderiam afetar o bem-estar físico do homem, exercendo sobre a química do corpo uma ação similar à de certas drogas sobre perturbações nervosas e mentais.

Um artigo na revista Time, em 1964, incitou-o a pesquisar os efeitos das radiações de televisão sobre as plantas e os seres humanos. Segundo esse artigo, um grupo de trinta crianças, estudadas por dois médicos da Força Aérea norte-americana, manifestou sintomas de nervosismo, fadiga contínua, insônia, vômito e dor de cabeça de algum modo relacionados ao fato de assistirem a televisão durante períodos de três a seis horas, nos dias úteis, e de doze a vinte horas, nos fins de semana. Os médicos haviam concluído que os problemas decorriam da prolongada inatividade das crianças diante do aparelho, mas Ott quis saber se não entrava também em causa algum tipo de radiação, particularmente a dos raios X, que no espectro energético estão além dos ultravioleta.

Para testar essa idéia, cobriu a tela de um aparelho de tevê em cores, até o meio, com uma finíssima lâmina de chumbo usada normalmente para bloquear os raios X; sobre a outra metade, pôs uma máscara de papel preto de fotografia, capaz de interceptar a luz visível e a ultravioleta, mas permitindo a passagem de outras frequências eletromagnéticas.

Diante de cada metade da tela, Ott pôs tres vasos, cada qual contendo um embrião de feijão. Como referência, seis outros vasos, também com mudinhas de feijão, foram colocados ao ar livre, a 15 metros da estufa onde estava o aparelho de televisão.

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No fim de tres semanas, tanto as mudas protegidas por chumbo quanto as referências tinham chegado à altura de 15 centímetros e pareciam saudáveis e normais. Mas as restantes, escudadas apenas no papel de fotografia, denotavam um crescimento retorcido, decorrência das radiações tóxicas. Em alguns casos, as raízes pareciam alongar-se incongruentemente para fora da terra. Que não poderiam as radiações de televisão fazer das crianças, já que de simples mudinhas de feijão faziam monstros?

Muitos anos depois, discutindo com cientistas espaciais o assunto, Ott foi informado de que o crescimento radicular anômalo de suas mudas de feijão expostas à radiação tinha certa analogia com o de mudas de trigo a bordo de uma biocápsula espacial, onde se atribuíra o fenômeno à ausência de gravidade. Alguns desses cientistas se interessaram pela idéia de que talvez não fosse a falta de peso, mas sim a radiação generalizada de uma energia não específica, o que impunha às raízes um desenvolvimento esdrúxulo.

Como a radiação generalizada proveniente do zênite, o ponto imaginário bem acima do observador, atravessa menores porções da atmosfera terrestre e, por conseguinte, é mais poderosa que a partida de quaisquer outros ângulos, Ott acha que é justamente para evitar essa radiação direta sobre elas que as raízes das plantas penetram pela terra adentro.

Experiências parecidas demonstraram que ratos-brancos, expostos à mesma radiação causadora da distorção nos feijões, tornaram-se de início hiperativos e agressivos, depois progressivamente letárgicos, a tal ponto que enfim foi preciso cutucálos para que se mexessem nas gaiolas.

Ott notou ainda que, depois de ele ter instalado a tevê em sua estufa, ratos criados num cômodo a quase 5 metros passaram a ter ninhadas de apenas um ou dois filhotes, quando a média normal era de oito a doze, e isso a despeito de haver, entre as ratazanas grávidas e o aparelho de tevê, duas paredes divisórias. Retirada a televisão, os bichos ainda levaram seis meses para voltar a procriar normalmente.

Recentemente, diante da dificuldade cada vez maior de manter a disciplina nas escolas, passou-se a dar a crianças hiperativas ou com dificuldade de concentração as chamadas drogas de modificação do comportamento, ou "pílulas da paz". A prática suscitou uma onda de controvérsias, envolvendo pais, médicos, funcionários do governo e até parlamentares. Embora essa hipótese não tenha sido aventada, Ott admite que a hiperatividade infantil - bem como as formas de letargia, incluindo o sono prolongado, de que cada vez mais se fala - possa resultar da exposição as radiações de televisão. Ele se ofereceu para repetir suas experiências, gratuitamente, para os técnicos do Laboratório Bioanalítico da RCA, mas o diretor de pesquisas não apenas recusou a oferta como também, segundo consta, declarou mais tarde: "É inadmissível que qualquer aparelho de TV emita raios nocivos".

Ott no entanto sabia que, como a radiação de uma tela de tevê está

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— 12 — contida numa faixa extremamente reduzida do espectro eletromagnético, os sistemas biológicos a ela sensíveis podem ser superestimulados por esse acúmulo de energia, tanto quanto o seriam pela luz focada numa lente de aumento. A única diferença é que, enquanto a lente concentra a luz numa só direção, a energia específica emitida pela tevê pode seguir por qualquer direção onde não encontre obstáculo. "Se a metade de um milirroentgen não basta para causar preocupação", diz, "convém então lembrar que 0,5 quilo de ouro pode também ser chamado de a metade de um milésimo de uma tonelada. E é fácil deixar-se iludir pelas vírgulas de quantidades infinitesimais, desconsiderando-se as relações que entram de fato em jogo. Uma temperatura de 26ºC é muito agradável, mas basta duplicá-la para tornar impraticável a sobrevivência da maioria das formas vivas."

A crença de Ott de que a radiação eletromagnética afeta plantas e animais das maneiras mais insuspeitas fortaleceu-se quando a Paramount Pictures o chamou a Hollywood para, com o efeito de aceleração, fotografar flores para um novo filme estrelado por Barbara Streisand e baseado no grande sucesso musical da Broadway Num dia límpido você vê para sempre. A heroína da história, entre outros poderes extra-sensoriais, tinha o de fazer as plantas crescerem ao cantar para elas. O estúdio queria que Ott começasse a trabalhar imediatamente com gerânios, rosas, iris, jacintos, tulipas e narcisos, a serem incluídos nessa parte do filme.

Para obter uma réplica tanto quanto possível fiel dos raios solares, ele aperfeiçoara um tubo fluorescente que cobria todo o espectro visível e incluía ainda o ultravioleta. Dispondo de um prazo muito curto, sabia que só teria sucesso se as plantas, ativadas por essa luz, crescessem bem. E, para seu alívio, isso aconteceu. Mas Ott notou que as plantas se davam melhor quando deixadas debaixo do centro, e não sob as extremidades dos tubos fluorescentes. Ele estava ciente de que os tubos seguiam os mesmos princípios dos raios catódicos dos aparelhos de tevê ou raios X, mas com voltagens muito mais baixas, tão baixas, de fato, que os manuais as davam por incapazes de produzir radiação nociva. Desconfiado de que os manuais pudessem estar errados, Ott colocou dois conjuntos de dez tubos paralelos, encontrando-se por uma das extremidades, de modo a haver vinte catódios em íntima associação. Testando então mudinhas de feijão em vasos, como as que usara na experiência com a tevê, surpreendeu-se ao constatar que as próximas aos raios catódicos se atrofiavam, enquanto as outras, colocadas sob o centro dos tubos ou a 3 metros de distância, pareciam normais.

Depois de várias outras experiências com feijões, Ott se convenceu de que eles são muito mais precisos para detectar vestígios de radiação do que os instrumentos destinados a esse fim atualmente disponíveis. A seu ver, isso se deve a que os aparelhos só captam uma manifestação instantânea da energia, ao passo que os sistemas biológicos ficam expostos a seus efeitos acumulados.

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O próximo problema a intrigar Ott foi a possibilidade de frequências luminosas afetarem o desenvolvimento do câncer.

Sua primeira pista para investigar uma secreta conexão entre as duas coisas surgiu quando um médico incumbido de pesquisas sobre o câncer num dos maiores hospitais de Nova York concordou em instruir quinze pacientes para que passassem a maior parte do tempo tomando sol ao ar livre, sem óculos, e evitassem as fontes de luz artificial, inclusive a televisão.

No fim do verão, o médico comunicou a Ott que, segundo a opinião unânime dos responsáveis pelo estudo, o crescimento dos tumores se mostrara estacionário em catorze dos quinze doentes submetidos ao teste.

Enquanto isso, Ott despertava o interesse de um destacado oftalmologista da Flórida, o qual, explicando-lhe que uma camada de células na retina do olho, sem função para a visão, revelava uma resposta anormal a drogas tranquilizantes, pediulhe para realizar sequências fotográficas microscópicas que facilitassem o estudo do índice da toxidez das drogas. Ott usou um microscópio com contraste de fases equipado com um conjunto de filtros coloridos que permitiu uma visibilidade perfeita do contorno e detalhes estruturais das células, sem que fosse preciso, como antes, matálas com corantes. A técnica revelou que a exposição aos comprimentos de onda da luz azul provocava uma atividade pseudopódica anormal no pigmento das células retinianas, ao passo que a luz vermelha ocasionava uma ruptura das paredes celulares. Fato mais interessante ainda é que, alimentadas as células pela adição de meios frescos de cultura à lâmina de microscópio, a divisão celular não era encorajada numa temperatura constante; mas se, durante essa adição, a temperatura era abaixada, uma divisão acelerada ocorria dentro de dezesseis horas.

Durante seu trabalho, os pesquisadores também notaram que os grânulos de pigmento no interior das células reduziam sua atividade pouco antes do crepúsculo, para só retornarem à normalidade na manhã seguinte. A impressão de Ott era a de que eles se comportavam tal como, nas células de elódea, os cloroplastos. Talvez, em seu funcionamento básico, as plantas e os animais apresentassem um número de correspondências maior que o até então imaginado.

Ott sugere que as respostas dos cloroplastos e dos grânulos de pigmento das células epiteliais retinianas possam estar "em sintonia" com a luz natural do espectro solar, que presidiu a evolução de toda a vida terrestre. "Ficaria então evidente", diz ele, "que os princípios da fotosíntese, onde a energia da luz é reconhecida como o principal fator regulador do crescimento, podem extrapor-se à vida vegetal e assumir importância idêntica na vida animal, aqui também regulando o crescimento pelo controle da atividade química e hormonal."

Na reunião de 1970 da Associação Americana para o Progresso da Ciência, o Dr. Lews W. Mayron, discutindo as pesquisas de Ott com pés de feijão e ratos expostos a radiações de tevê, afirmou categoricamente que "a radiação tem

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— 14 — sobre plantas e animais um efeito fisiológico que parece ser obtido por mediação química". Mayron também comentou as experiências de Ott quanto aos efeitos dos tubos fluorescentes, declarando: "As implicações para a saúde humana são imensas, quando se considera o uso generalizado da iluminação fluorescente em lojas, escritórios, fábricas, escolas e residências".

Graças à generosa ajuda da Fundação Evelyn Wood, Ott passou então a estudar os efeitos eventuais da televisão sobre crianças com problemas de comportamento. Com a cooperação da Sra. Arnold C. Tackett, diretora de uma escola dedicada a tais crianças em Sarasota, na Flórida, inspecionou vários aparelhos residenciais e constatou a existência de raios X em quantidades mensuráveis na maioria deles, principalmente os ligados por longos períodos e não submetidos a qualquer vistoria técnica. Os pais concordaram em deixar as crianças brincarem a maior parte do tempo ao ar livre, durante as férias de verão, e mandaram que, para assistir à televisão, elas se sentassem bem longe do aparelho.

Em novembro, já iniciado o novo período letivo, a Sra. Tacket teve a satisfação de informar que os problemas de comportamento das crianças submetidas ao novo regime haviam declinado sensivelmente.

No fim da década de 60, o Congresso norte-americano aprovou por 381 a 0 uma lei de controle da radiação. Pau Ropes, deputado pela Flórida e co-autor do projeto, concedeu a Ott a primazia "de nos ter posto no caminho para o controle da radiação dos produtos eletrônicos". Mas, para Ott, suas plantas é que merecem louvor: foram elas que lhe mostraram o caminho da luz.

Posto que os trabalho de Gurwitsch, Rahn, Crile e os proponentes da eletrocultura sustentavam unanimemente as convicções anteriores, de Galvani e Mesmer, de que todas as coisas vivas possuem propriedades elétricas ou magnéticas, era estranho ninguém ter ainda sugerido que também tivessem à volta delas os mesmos campos eletromagnéticos já aceitos no mundo da física. Pois tal foi, exatamente, a audaciosa teoria proposta por dois professores da Universidade de Yale, um deles filósofo, F. S. C. Northrop, e o outro, como Galvani, médico e anatomista, Harold Saxton Burr.

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