curso Conserto de Auto Falante

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Recondicionamento de Alto falante

Os primeiros alto-falantes surgiram entre 1924 e 1925, como equipamento capaz de ampliar o som produzido pelos fonógrafos elétricos primitivos. Os diminutos movimentos comunicados à agulha, quando de sua passagem pelo sulco do disco, eram transformados em sinais elétricos que precisavam ser reconvertidos em vibrações mecânicas. E essa função não podia ser exercida pelas cornetas acústicas dos fonógrafos mecânicos. Surgiu, assim, o alto-falante de bobina móvel, desenvolvido pelos norte-americanos. A simplicidade de sua construção e a boa qualidade de reprodução sonora possibilitadas pelo novo dispositivo fez com que ele permanecesse praticamente inalterado até hoje.

Neste curso você aprendera de forma fácil, rápida e objetiva a recuperar seus próprios Alto falantes, tornando-o apto para uso novamente.

Em nosso mercado já existem peças para a recuperação de altos falantes, por isso as matérias para a execução do recondicionamento e encontrado facilmente.

Alem de consertos para uso próprio, também pode ser preenchida uma lacuna em nosso mercado quando se fala em recondicionar alto falante, já que nosso mercado e bem carente com relação a esse tipo de serviço.

O Recondicionamento de alto falante e igual para qualquer um, já que a base não se modifica, pode ter qualquer formato, circular ou não.

1. Funcionamento de um alto falante 2. Materiais necessários 3. Esquemas para recondicionamento 4. Limpeza do alto-falante 5. Limpeza da carcaça 6. Recondicionamento geral de alto falante

6.1 Colocação da Bobina

6.2 Centrando o Cone 6.3 Fixando Cordoalha 6.4 Fixando a Bobina 6.5 Fixando a Centragem 6.6 Fixando o Cone

6.7 Colagem da Central 7. Testes e Acabamento 7.1 Fixando o Protetor 8. Pequenos reparos

8.1 Troca de terminais duplos 8.2Cones quebrados 8.3 Furo na suspensão 8.4 Fio da bobina partido

9. Reaproveitando Bobinas

10. Reformando um Spider Nitro 12 PL com imã solto

1.1. Compensa financeiramente, dá bons resultados, qualidade, etcTens alguma dica sobre o assunto, como
era maior, usava 3/4 do papel, e era enrolada duas vezes

1. Duvidas Mais Freqüente: fazer? 1.2. Qual a cola ideal para montar os falantes? 1.3. Qual a dica para centrar corretamente a bobina? 1.4. Pode-se usar pequena quantidade de lubrificante no gap? 1.5. A troca do protetor de alumínio por um de papelão reforça o grave ou simplesmente funciona como um filtro passa baixo? 1.6.Inverter o protetor (o lado convexo pelo côncavo) de papelão acarreta que tipo de mudanças acústicas? 1.7. Que ''material'' deve ser utilizado para impermeabilizar o cone comum e protetor (ambos papelão) 1.8. Como a resposta do falante poderia ser modificada em função do cone comum e apos a aplicação deste 'liquido'? 1.9. Qual verniz ou esmalte poderia utilizar nos cones dos falantes sem que os mesmos fossem degradados (uma proteção inerte)? 1.10. A colocação de duas centragens (uma alta sobre uma média) em falantes de 15 “além de manter a bobina bem centralizada e elevar a compliancia do conjunto também diminui a resposta em freqüência”. 1.1. Em todos os casos de recuperação de falantes, a modificação do estado original implica em um falante menos confiável? 1.12. Para um falante com bobina longa, o correto não seria deixar o anel superior exatamente no centro da bobina? 1.13. Fui comprar a bobina, e pedi a mulher à mesma que havia levado, chegando em casa, notei que a bobina 1.14.Coloquei então no ímã e vi, já centralizada, que sobrava 1/3 da bobina para fora, achei estranho, já que o livro me fala que tem que ficar rente ao ímã, não sobrando nada para fora do nível do ímã. 1.15. Seria possível trocar apenas as bordas, aproveitando o cone e a centragem? 1.16. Em alguns casos de protetor papelão é possível usar cola branca (escolar) ou cola transparente

1. Funcionamento de um alto falante

Esse tipo de alto-falante consiste basicamente de um cone (o diafragma) circular ou elíptico de pouco peso, geralmente de papelão, e de um conjunto de bobina e ímã. O diafragma fica preso no chassi de metal por meio de um sistema de suspensão localizado ao redor de sua borda externa. Na parte central do cone, fica a bobina, posicionada entre os pólos de um ímã permanente e mantida nessa posição por uma segunda suspensão chamada "aranha". Ao enrolamento da bobina ligam-se os fios de saída do amplificador. Quando os sinais elétricos provenientes do amplificador passam pela bobina, produzem nela um campo magnético que varia de acordo com as vibrações de sinais. Como a bobina está sob a influência magnética do ímã permanente, ela passa a vibrar, fazendo vibrar também o cone. A vibração transmite-se ao ar, sob a forma de ondas sonoras. Assim, o som produzido pelo alto-falante nada mais é do que a turbulência ritmada do ar provocada pela vibração do diafragma.

Atendendo às exigências de reproduções cada vez mais fiéis do som original, os novos projetos passaram a considerar formas de superar os problemas causados pelo sistema de bobina móvel. Foi necessário cuidar para que o som gerado na superfície frontal do cone fosse isolado do emitido pela superfície posterior; caso contrário às ondas sonoras se cancelavam, prejudicando a reprodução dos sons graves.

Para melhorar a reprodução o alto-falante passou a ser montado em uma caixa acústica. Trata-se de uma caixa selada, revestida internamente com isolantes acústicos, de modo que a emissão sonora da superfície posterior do cone fica perfeitamente controlada. As caixas desse tipo requerem maior potência do amplificador, mas oferecem melhor resposta em baixa freqüência.

As caixas acústicas de alta qualidade possuem sempre mais de um alto-falante, para cobrir melhor toda a faixa de freqüências audíveis. As unidades pequenas (tweeters), são responsáveis pela faixa de freqüência dos sons agudos. Além do tweter, a caixa deve possuir um alto-falante de baixa freqüência (woofer), cobrindo a faixa de freqüência que vai de aproximadamente 300 a 500 Hertz, e uma unidade de freqüência intermediária, operando entre 500 Hz e 4000 Hz. Num equipamento desse tipo, o sinal que chega aos alto-falantes passa antes por um circuito divisor de freqüências (uma espécie de filtro elétrico), que distribui o espectro sonoro adequadamente entre as diversas unidades.

2. Materiais necessários

Para o Falante:

• Cone

• Aranha

• Bobina

• Cordoalha

• Calota

• Guarnição

Para colagem e fixação:

• Araudite*

• Cola Escolar

• Cola de sapateiro

• Scotchgard (Opcional)** Obs:

* O Araudite e encontrado facilmente em casa de materiais de construção, tem similares com desempenho bom, sempre e bom da uma consultada com o vendedor.

**O Scotchgard (spray) é um impermeabilizante que protege o cone contra exposição à chuva. Quando não há esse perigo, pode-se aplicar uma ou duas demãos de Cascorez extra diluído em água (50/50) com um pincel. Funciona como uma proteção contra o envelhecimento, e restaura cones antigos.

3. Esquemas para recondicionamento Figura 1

Figura 2 Figura 2

Na figura acima, as partes do falante e os materiais a serem usados:

A - União bobina/aranha/cone: Araudite B - União aranha/carcaça: Cola de Sapateiro C - Proteção da cordoalha: Araudite D - União guarnição/cone/carcaça: Cola de Sapateiro E - União calota/cone: Cola Branca G - Centralização da bobina durante a colagem: Filme de poliéster ou radiografia

4. Limpeza do alto-falante

Qualquer reparo em um alto-falante começa com uma limpeza geral, para se verificar a verdadeira condição física do alto-falante.

Inicie a limpeza com um pincel retirando a poeira e outras sujeiras do alto-falante, com cuidado para não danificar o cone. Depois desta primeira limpeza faz-se a verificação dos defeitos, que podem ser desde cordoalha arrebentada, fio partido até bobina queimada que explicaremos melhor oportunamente, para efeito de demonstração vamos partir para uma limpeza completa.

5. Limpeza da carcaça

A limpeza da carcaça começa com a retirada das guarnições, para isso eu utilizo um canivete, o qual, eu retirei o fio. O processo consiste em retirar a guarnição não danificando o seu plástico. Mantendo as guarnições intactas se você precisar de alguma que não tenha no momento, pode utilizar alguma guarnição usada. Para retirar o protetor, com uma tesoura, você fura o protetor e recorta em 4 pedaços e retira mais facilmente. Começando a retirar o cone, recorte a suspensão do cone, retire a suspensão puxando com a mão, corte a cordoalha. Recorte o cone em volta da bobina e seus fios, recorte também a centragem em volta da bobina, não danifique a bobina, pois ela poderá ser reaproveitada ou servir como prova de queima. Puxe o restante da centragem que estiver na carcaça.

Agora que só restou a carcaça e o ima, comece limpando com o pincel, para retirar a poeira interna, um pano úmido completa a limpeza. Restando apenas o receptáculo do ima para ser limpo, vamos aos métodos. A poeira se retira com um compressor de ar ou com sopros bem fortes. Limalhas de metal se retira com fita adesiva (fita crepe) envolta a um plástico duro. Cola se retira com um plástico bem duro, lixa fina e muita paciência. Ferrugem dependendo da quantidade só descolando o ima e colando novamente, processo este que será explicado posteriormente, se não for muita, dá pra retirar com lixa grossa e fina. Todo o processo de limpeza do receptáculo do ima, arremata-se com fita crepe envolta em plástico.

6. Reformando geral o alto falante 6.1 Colocação da Bobina

Depois da limpeza começa a escolha das peças.A definição do tamanho da bobina consiste em medir com uma pequena régua o receptáculo da bobina, verificado o tamanho, testa-se bobinas de tamanho aproximado ate descobrir qual é o tamanho certo, tem que ficar com espaço mais ou menos igual de um lado e do outro da bobina. Algumas vezes tem-se a opção de bobinas de freqüências diferentes; Médios, graves, subgraves, agudos, etc.

6.2 Centrando o Cone

Depois se escolhe a centragem, primeiro pelo tamanho depois pela altura cuidando para não ficar baixa demais, dificultando o funcionamento do alto-falante, (centragem bate no ima).A centragem e o cone têm que formar um conjunto, sendo o encaixe perfeito quando da montagem, o cone encoste-se na centragem sem a empurrar para baixo (depois de cortado o orifício da bobina). Sobre o cone ficar encostado na centragem, isso não quer dizer que não funciona se ficar espaço entre o cone e a centragem, a ressalva é quanto ao acabamento e que tem que se fazer duas colagens, uma da bobina na centragem e outra da bobina no cone.

O conjunto entre a centragem e o cone só realiza-se quando se corta o orifício na centragem e no cone para a colocação da bobina. Nas primeiras vezes, quando você cortar os orifícios no cone e na centragem, pode ser que o conjunto não fique como você imaginou. Nessa altura só resta trocar um dos componentes, ou, os dois e tentar novamente. Com a experiência estes erros não ocorrerão mais. Uma dica é com a centragem pronta, com o orifício recortado, coloca-se o cone e verifique se o tamanho esta bom.

6.3 Fixando Cordoalha

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