Mitologia grega

Mitologia grega

(Parte 1 de 2)

Cláudia Santos TeixeiraRGM: 9917-1 Cleide de Jesus RamalhoRGM: 10368-3 Karla RufinoRGM: 7927-8

São Paulo - SP / 2006

Cláudia Santos TeixeiraRGM: 9917-1 Cleide de Jesus RamalhoRGM: 10368-3 Karla RufinoRGM: 7927-8

Trabalho de aproveitamento da disciplina Introdução à Filosofia do Curso de Pedagogia da Universidade

Cruzeiro do Sul – UNICSUL 1º E – Noturno Profª Paula Leonardi

INTRODUÇÃO 04 COMO ENTENDER A MITOLOGIA GREGA04 MITOLOGIA 05 O MUNDO DELES É DE TODOS06 A LITERATURA GREGA06 HISTÓRIA DA GRÉCIA06 A RELIGIÃO GREGA07 NARRATIVAS DIVINAS 07 DO CAOS À CORTE08 DEUSES E HERÓIS10 HERÓIS HOMÉRICOS10 ZEUS 1 CONCLUSÃO 13 BIBLIOGRAFIA 14

Neste trabalho mostraremos que, os gregos criaram vários mitos para poder passar mensagens para as pessoas e também com o objetivo de preservar a memória histórica de seu povo. Há três mil anos, não havia explicações científicas para grande parte dos fenômenos da natureza ou para os acontecimentos históricos. Para buscar um significado para os fatos políticos, econômicos e sociais, os gregos criaram uma série de histórias, de origem imaginativa, que eram transmitidas através da literatura oral.

Grande parte destas lendas e mitos chegou até os dias atuais e são importantes fontes de informações para entendermos a história da civilização da Grécia Antiga.

São histórias riquíssimas em dados psicológicos, econômicos, materiais, artísticos, políticos e culturais.

Os gregos antigos enxergavam vida em quase tudo que os cercavam, e buscavam explicações para tudo. A imaginação fértil deste povo criou personagens e figuras mitológicas como Heróis, deuses, ninfas, titãs e centauros que habitavam o mundo material, influenciando em suas vidas. Bastava ler o sinais da natureza, para conseguir atingir seus objetivos. A pitonisa, espécie de sacerdotisa, era uma importante personagem neste contexto. Os gregos a consultavam em seus oráculos para saber sobre coisas que estavam acontecendo, esta por sua vez buscava explicações mitológicas para os acontecimentos.

Agradar uma divindade era condição fundamental para atingir bons resultados na vida material.

Hoje, a maioria das pessoas que se debruça sobre a Mitologia Grega, que por curiosidade, por dever intelectual ou até mesmo por prazer em conhece-la, raros aqueles que retomam a leitura dos mitos tal como era sua origem.

A maioria permite-se conhecer somente fragmentos desconexos e apenas interpretações vinculadas ao conhecimento mais superficial das teorias mais populares. A mitologia e o conhecimento dos mitos vincula-se ao conhecimentos de temas e formas simbólicas que dizem respeito à conflitos e motivações essenciais para o entendimento do Homem Ocidental.

Os poetas da Grécia Antiga nos deixaram uma mostra riquíssima dos conflitos humanos, pois as narrativas mitológicas não se subordinavam a julgamentos de valores, ainda que vinculadas às noções de ordem e ética daquele período.

A liberdade poética nos permite conhecer algo de muito específico do homem grego da antiguidade e também conhecer elementos determinantes do homem contemporâneo.

Pensar os mitos gregos, significa pensar um prisma triangular, pensar nas três faces do prisma é pensar em Religião, Arte e História, formando um todo único e indivisível.

-Se olharmos a face Religião, será inevitável vermos seu desdobramento na

História e na Arte.

-Se olharmos a face Arte, será inevitável vermos seu desdobramento na

Religião e na História.

-Se olharmos a face História, será inevitável vermos seu desdobramento na Arte e Religião.

Conhecer os mitos é o estudo do conhecimento da resposta simbólica do homem diante da natureza interna e externa à sua psique, os mitos são narrativas que tratam da permanência e da impermanência dos homens, de sua origem e de sua passagem na terra.

É para nós um ato de auto conhecimento, aquilo que os gregos de 2000 a 1000 anos antes de Cristo formularam em narrativas como respostas simbólicas aos seus desconfortos sociais e existenciais, os mitos gregos falam do mundo humano, do desconforto do homem contemporâneo.

A literatura e as artes Gregas que nos apresentam os mitos apresentam também, a imitação a recriação da realidade na obra de arte através do realismo visual-formal (MIMESE).

O desenvolvimento da arte ocidental nos 25 séculos após o apogeu da arte grega ( V aC ) é um desfile de aproximações e recusas do realismo visual e o conceito de mimese.

A história da Grécia no século XI ao século I aC., registra o nascimento dos principais elementos que caracterizam o homem contemporâneo. -A polis

-A política

-A filosofia

-A curiosidade científica

Trazem todo pano de fundo que permite o desenvolvimento do cristianismo. A significação mítica e mística de Zeus, Apolo e Prometeu assemelha-se a do

Cristo, que é o centro da religião ocidental dos nossos dias.

Conhecer os mitos gregos, significa conhecermos o nosso mundo, a nossa sociedade e o homem contemporâneo. Não é por acaso que os grandes pensadores, que desenvolveram teorias que nos ajudam a compreender o Homem Moderno e Contemporâneo, beberam da fonte da Mitologia Grega.

Os mitos são tão antigos quanto os homens. Os mitos criaram as culturas, foi através das narrativas repetidas em torno de uma fogueira por xamãs de tribos primitivas ou cantadas por poetas nas cortes dos nobres gregos ou nas praças das polis como Tebas, Corinto ou Atenas.

Essas narrativas ligam o homem aos divino, o divino à terra, o homem à terra, o homem ao homem, os deuses ao tempo, o presente ao futuro, o futuro ao passado e o homem ao passado e ao futuro.

Acredita-se que a gestação dos mitos gregos tenha acontecido em torno de três mil anos antes de Cristo e que tenha resistido e migrado oralmente até o século VIII a.C., quando temos o aparecimento da escrita ( alfabeto ) na cultura grega e conseqüentemente da possibilidade de conhecermos o primeiro grande poeta, Homero.

Homero era um poeta que vivia nas cortes, praças e se apresentava com sua lira, nunca teve a intenção de sistematizar a religião ou ordenar o panteão grego.

Os poetas gregos podiam tratar livremente dos episódios que envolviam os deuses. O sucesso ou fracasso de suas obras dependia da aceitação popular que tivessem e não necessariamente de qualquer coerência ou linearidade religiosa. Ao contrário da religião católica, na qual os fiéis não podem sequer interpretar os textos bíblicos.

Homero, narra duas grandes aventuras em que os atores e agentes são humanos, vivendo dramas humanos sob a interferência dos deuses, podendo destacar A ILÍADA – Trata do cerco que os gregos fizeram à cidade de Tróia ( ìlion), pois o príncipe troiano Paris raptou a esposa do rei Grego Menelau – esse é o plano terreno dos acontecimentos. No plano divino, temos as posições e interferências dos deuses em relação aos acontecimentos na terra. Há deuses que protegem os gregos e deuses que lutam pelos troianos e que também combatem entre si durante os 10 anos de duração do cerco. Homero apresenta e caracteriza os deuses gregos de acordo com a tradição oral que recebera do passado cultural da Grécia e das necessidades narrativas de seu poema.

Outra importantíssima fonte de conhecimento das narrativas míticas é o poeta

Hesíodo. No século VII a C., propõe – se a sistematizar os mitos e a ordenar o panteão grego.

A TEOGÔNIA, trata do surgimento dos deuses e fixa sua narrativa poética entre o CAOS e a instalação de Zeus no Olimpo. Hesíodo apresenta divindades primordiais, o nascimento dos deuses e os episódios que levam Zeus ao poder supremo entre os imortais.

Hesíodo ainda nos legou outro poema o chamado O TRABALHO E OS DIAS que trata da vida social grega além de obras a respeito da genealogia de Deuses e Heróis.

Um elemento que caracteriza as narrativas míticas é o seu poder de resistirem igualmente pulsantes e poderosas mesmo diante de variações, contradições e passagens realmente conflitantes. Homero e Hesíodo são fontes seguras das narrativas mitológicas, mas não são as únicas. Relembrando apenas o que foi registrado em palavras, podemos citar os hinos religiosos, as lendas populares que resistiram e encontraram uma forma escrita, Platão e outros filósofos gregos que registraram, criticaram e contribuíram para a mitologia, os autores teatrais e os poemas líricos que restaram. Existem ainda as preciosas contribuições romanas para a mitologia e há ainda ilustrações de vasos, esculturas e pinturas que também nos trazem informações sobre os deuses.

O que poderíamos chamar de “história verdadeira”, há variantes mais ou menos famosas; todas as variantes são verdadeiras em si, reveladoras de uma verdade simbólica e simbolicamente válidas como respostas psíquicas do homem diante da sua natureza; e cada uma das variantes são altamente estimulantes para as mentes curiosas que as queiram interpretar.

Podemos apenas esboçar os elementos que se repetem, mais ou menos contantes em todas as variantes.

Do CAOS surgem as divindades primordiais : NIX – ÈREBO – OCEANO/TETIS-GEIA NIX : é a noite ÉREBO : mistério, escuridão da alma OCEANO E TETIS : casal primal de todas as águas, segundo Homero GEIA : terra, mãe de tudo que existe. Mãe de Urano, dos Titãs e avó dos deuses. Geia gerou Urano. URANO: Céu Geia e Urano geraram os ciclopes, os hecatonquiros e os titãs. CICLOPES : Três seres gigantescos com apenas um olho, redondo na testa. HECATONQUIROS: Três seres monstruosos de cem braços e cinqüenta cabeças. TITÃS : Seres especiais, de forma humana e poder divino, serão os primeiros senhores da terra. São dez para Homero, doze para Hesíodo. MASCULINOS : Titãns – Cronus – Jápeto – Hipérion – Crio – Ceos ( Hesíodo coloca Oceano como um titã ) FEMININO : Titânida – Reia, - Mnemósina – Teia – Temis – Febe ( Hesíodo coloca Tetis com mais uma Titânidas )

A mitologia grega não diz respeito apenas aos deuses, há também um conjunto de seres especiais, de origem híbrida ( humana e divina ) a que chamamos Heróis. Os Heróis são mortais e recebiam cultos religiosos em torno de seus “túmulos”.O culto aos heróis, pode ser grosseiramente entendido como uma evolução do primitivo culto aos mortos, aos reis ancestrais das primeira das tribos. Mitologicamente, os heróis podem ser aparentados aos deuses por parte de pai ou mãe, podem ser reis-míticos ou ainda podem ser divindades menores que encontraram seu espaço entre os heróis. Esses aparecem como pertencentes a uma única narrativa que trata de sua origem, peripécia heróica e morte, diferente dos deuses que são imortais e aparecem em diversas aventurar e narrativas.

As narrativas heróicas chegaram aos nosso dias das mais diversas fontes, desde as peças de teatro às fábulas e lendas populares, guardando sempre uma forte relação com a forma como nos foi transmitida.

Há um ciclo de narrativas heróicas que iram em torno da BUSCA DO

VELOCINO DE OURO. Apolônio de Rodes, Píndaro e Eurípedes são os autores mais importantes que trataram desse ciclo.

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