Apostila de C da UFMG

Apostila de C da UFMG

(Parte 1 de 5)

1 Universidade Federal de Minas Gerais

Curso de Linguagem C1
UFMG1
Universidade Federal de Minas Gerais1
http://w.ead.e.ufmg.br/cursos/C/)4
Aula 1 - INTRODUÇÃO5
AULA 2 - Primeiros Passos6
O C é "Case Sensitive"6
Introdução às Funções8
Introdução Básica às Entradas e Saídas1
Introdução a Alguns Comandos de Controle de Fluxo15
Palavras Reservadas do C18
AULA 3 - VARIÁVEIS, CONSTANTES, OPERADORES E EXPRESSÕES19
Nomes de Variáveis19
Dicas quanto aos nomes de variáveis19
Os Tipos do C19
Declaração e Inicialização de Variáveis20
Operadores Aritméticos e de Atribuição24
Operadores Relacionais e Lógicos26
- Operadores Lógicos Bit a Bit28
Expressões29
- Expressões que Podem ser Abreviadas29
- Tabela de Precedências do C30
Modeladores (Casts)31
Aula 4 - ESTRUTURAS DE CONTROLE DE FLUXO32
O Comando if32
- O Operador ?35
O Comando switch36
O Comando for38
O Comando while40
O Comando do-while41
O Comando break42
O Comando goto4
AULA 5 - MATRIZES E STRINGS46
Vetores46
Strings47
Matrizes51
AULA 6 PONTEIROS54
Declarando e Utilizando Ponteiros54
Ponteiros e Vetores58
Inicializando Ponteiros62
Ponteiros para Ponteiros63
Cuidados a Serem Tomados ao se Usar Ponteiros64
A Função65
O Comando return65
Protótipos de Funções67
O Tipo void68
Arquivos-Cabeçalhos69
Escopo de Variáveis71
Passagem de parâmetros por valor e passagem por referência73
Vetores como Argumentos de Funções75
Os Argumentos argc e argv75
Recursividade7
Outras Questões7
AULA 8 - DIRETIVAS DE COMPILAÇÃO78
As Diretivas de Compilação78
A Diretiva include78
As Diretivas ifdef e endif81
A Diretiva ifndef82
A Diretiva if82
A Diretiva else82
A Diretiva elif83
Introdução84
Lendo e Escrevendo Caracteres84
Lendo e Escrevendo Strings85
Entrada e Saída Formatada86
Abrindo e Fechando um Arquivo90
Lendo e Escrevendo Caracteres em Arquivos92
Outros Comandos de Acesso a Arquivos95
Fluxos Padrão9
AULA 10 - Tipos de Dados Avançados101
Modificadores de Acesso101
Conversão de Tipos104
Modificadores de Funções105
Ponteiros para Funções105
Alocação Dinâmica107
Alocação Dinâmica de Vetores e Matrizes112
AULA 1 - Tipos de Dados Definidos Pelo Usuário15
Estruturas - Primeira parte115
Estruturas - Segunda parte118
Declaração Union121
Enumerações123
O Comando sizeof124
- O Comando typedef125

Esta apostila foi elaborada com o conteúdo do site do

Curso de Linguagem C da UFMG ( site - http://www.ead.e.ufmg.br/cursos/C/

Esta versão .doc foi elaborada por Henrique José dos Santos (Eng@ da Computação, UNISANTOS, Santos-SP)

Este curso foi implementado na UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais pelo Núcleo de Ensino à Distância da Escola de

Engenharia - fazendo parte de um projeto apoiado pela Pró-Reitoria de Graduação da UFMG, através do programa PROGRAD97/FUNDOFUNDEP. O curso é oferecido regularmente, a cada semestre, desde

1997. Na nossa página de inscrições você pode verificar o número de participantes em cada edição. Desde sua primeira edição, o curso tem sido oferecido gratuitamente e não oferece certificados de conclusão. Ou seja, você deve fazer este curso se estiver interessado em seu aprimoramento pessoal.

Quem originalmente escreveu o curso de C foi o aluno de graduação em Engenharia Elétrica, Daniel Balparda de Carvalho. Algumas modificações foram introduzidas pela aluna de doutorado

Ana Liddy Cenni de Castro Magalhães e pelo aluno de graduação em

Engenharia Elétrica, Ebenezer Silva Oliveira. Posteriormente,

Guilherme Neves Cavalieri, também aluno de graduação em Engenharia Elétrica, modificou as páginas, de forma a facilitar a navegação e utilização do curso. Atualmente ele é mantido pelo professor Renato Cardoso Mesquita.

Aula 1 - INTRODUÇÃO

Vamos, neste curso, aprender os conceitos básicos da linguagem de programação C a qual tem se tornado cada dia mais popular, devido à sua versatilidade e ao seu poder. Uma das grandes vantagens do C é que ele possui tanto características de "alto nível" quanto de "baixo nível".

Apesar de ser bom, não é pré-requisito do curso um conhecimento anterior de linguagens de programação. É importante uma familiaridade com computadores. O que é importante é que você tenha vontade de aprender, dedicação ao curso e, caso esteja em uma das turmas do curso, acompanhe atentamente as discussões que ocorrem na lista de discussões do curso.

O C nasceu na década de 70. Seu inventor, Dennis Ritchie, implementou-o pela primeira vez usando um DEC PDP-1 rodando o sistema operacional UNIX. O C é derivado de uma outra linguagem: o B, criado por Ken Thompson. O B, por sua vez, veio da linguagem BCPL, inventada por Martin Richards.

Engenharia, Física, Química e outras Ciências, etcÉ bem provável que o

O C é uma linguagem de programação genérica que é utilizada para a criação de programas diversos como processadores de texto, planilhas eletrônicas, sistemas operacionais, programas de comunicação, programas para a automação industrial, gerenciadores de bancos de dados, programas de projeto assistido por computador, programas para a solução de problemas da Navegador que você está usando para ler este texto tenha sido escrito em C ou C++.

Estudaremos a estrutura do ANSI C, o C padronizado pela ANSI. Veremos ainda algumas funções comuns em compiladores para alguns sistemas operacionais. Quando não houver equivalentes para as funções em outros sistemas, apresentaremos formas alternativas de uso dos comandos.

Sugerimos que o aluno realmente use o máximo possível dos exemplos, problemas e exercícios aqui apresentados, gerando os programas executáveis com o seu compilador. Quando utilizamos o compilador aprendemos a lidar com mensagens de aviso, mensagens de erro, bugs, etc. Apenas ler os exemplos não basta. O conhecimento de uma linguagem de programação transcende o conhecimento de estruturas e funções. O C exige, além do domínio da linguagem em si, uma familiaridade com o compilador e experiência em achar "bugs" nos programas. É importante então que o leitor digite, compile e execute os exemplos apresentados.

AULA 2 - Primeiros Passos

O C é "Case Sensitive"

Vamos começar o nosso curso ressaltando um ponto de suma importância: o C é "Case Sensitive", isto é, maiúsculas e minúsculas fazem diferença. Se declarar uma variável com o nome soma ela será diferente de Soma, SOMA, SoMa ou sOmA. Da mesma maneira, os comandos do C if e for, por exemplo, só podem ser escritos em minúsculas pois senão o compilador não irá interpretá-los como sendo comandos, mas sim como variáveis.

Dois Primeiros Programas

Vejamos um primeiro programa em C:

#include <stdio.h>

int main ()

/* Um Primeiro Programa */ { printf ("Ola! Eu estou vivo!\n"); return(0); }

Compilando e executando este programa você verá que ele coloca a mensagem Ola! Eu estou vivo! na tela.

Vamos analisar o programa por partes.

possui diversos Arquivos-cabeçalho

A linha #include <stdio.h> diz ao compilador que ele deve incluir o arquivo-cabeçalho stdio.h. Neste arquivo existem declarações de funções úteis para entrada e saída de dados (std = standard, padrão em inglês; io = Input/Output, entrada e saída ==> stdio = Entrada e saída padronizadas). Toda vez que você quiser usar uma destas funções deve-se incluir este comando. O C

inclusive, ter mais de uma linha

Quando fazemos um programa, uma boa idéia é usar comentários que ajudem a elucidar o funcionamento do mesmo. No caso acima temos um comentário: /* Um Primeiro Programa */. O compilador C desconsidera qualquer coisa que esteja começando com /* e terminando com */. Um comentário pode,

A linha int main() indica que estamos definindo uma função de nome main. Todos os programas em C têm que ter uma função main, pois é esta função que será chamada quando o programa for executado. O conteúdo da função é delimitado por chaves { }. O código que estiver dentro das chaves será executado seqüencialmente quando a função for chamada. A palavra int indica que esta função retorna um inteiro. O que significa este retorno será visto posteriormente, quando estudarmos um pouco mais detalhadamente as funções do C. A última linha do programa, return(0); , indica o número inteiro que está sendo retornado pela função, no caso o número 0.

com ;
Podemos agora tentar um programa mais complicado:

A única coisa que o programa realmente faz é chamar a função printf(), passando a string (uma string é uma seqüência de caracteres, como veremos brevemente) "Ola! Eu estou vivo!\n" como argumento. É por causa do uso da função printf() pelo programa que devemos incluir o arquivo- cabeçalho stdio.h . A função printf() neste caso irá apenas colocar a string na tela do computador. O \n é uma constante chamada de constante barra invertida. No caso, o \n é a constante barra invertida de "new line" e ele é interpretado como um comando de mudança de linha, isto é, após imprimir Ola! Eu estou vivo! o cursor passará para a próxima linha. É importante observar também que os comandos do C terminam

int Dias;/* Declaracao de Variaveis */
Anos=Dias/365.25;/* Conversao Dias->Anos */

#include <stdio.h> int main () { float Anos; printf ("Entre com o número de dias: "); /* Entrada de Dados */ scanf ("%d",&Dias); printf ("\n\n%d dias equivalem a %f anos.\n",Dias,Anos); return(0); }

Vamos entender como o programa acima funciona. São declaradas duas variáveis chamadas Dias e Anos. A primeira é um int (inteiro) e a segunda um float (ponto flutuante). As variáveis declaradas como ponto flutuante existem para armazenar números que possuem casas decimais, como 5,1497.

na tela

É feita então uma chamada à função printf(), que coloca uma mensagem

por vírgula

Queremos agora ler um dado que será fornecido pelo usuário e colocá-lo na variável inteira Dias. Para tanto usamos a função scanf(). A string "%d" diz à função que iremos ler um inteiro. O segundo parâmetro passado à função diz que o dado lido deverá ser armazenado na variável Dias. É importante ressaltar a necessidade de se colocar um & antes do nome da variável a ser lida quando se usa a função scanf(). O motivo disto só ficará claro mais tarde. Observe que, no C, quando temos mais de um parâmetro para uma função, eles serão separados

automática entre os tipos das variáveis (veremos isto com detalhes mais tarde)

Temos então uma expressão matemática simples que atribui a Anos o valor de Dias dividido por 365.25 (365.25 é uma constante ponto flutuante 365,25). Como Anos é uma variável float o compilador fará uma conversão

A segunda chamada à função printf() tem três argumentos. A string "\n\n%d dias equivalem a %f anos.\n" diz à função para pular duas linhas, colocar um inteiro na tela, colocar a mensagem " dias equivalem a ", colocar um valor float na tela, colocar a mensagem " anos." e pular outra linha. Os outros parâmetros são as variáveis, Dias e Anos, das quais devem ser lidos os valores do inteiro e do float, respectivamente.

1 - Veja como você está. O que faz o seguinte programa?

}}

#include <stdio.h> int main() { int x; scanf("%d",&x); printf("%d",x); return(0); 2 - Compile e execute os programas desta página

Introdução às Funções

várias funções colocadas juntas

Uma função é um bloco de código de programa que pode ser usado diversas vezes em sua execução. O uso de funções permite que o programa fique mais legível, mais bem estruturado. Um programa em C consiste, no fundo, de

Abaixo o tipo mais simples de função:

#include <stdio.h> int mensagem () /* Funcao simples: so imprime Ola! */ { printf ("Ola! "); return(0); } int main () { mensagem(); printf ("Eu estou vivo!\n"); return(0); }

Este programa terá o mesmo resultado que o primeiro exemplo da seção anterior. O que ele faz é definir uma função mensagem() que coloca uma string na tela e retorna 0. Esta função é chamada a partir de main() , que, como já vimos, também é uma função. A diferença fundamental entre main e as demais funções do problema é que main é uma função especial, cujo diferencial é o fato de ser a primeira função a ser executada em um programa.

- Argumentos

Argumentos são as entradas que a função recebe. É através dos argumentos que passamos parâmetros para a função. Já vimos funções com argumentos. As funções printf() e scanf() são funções que recebem argumentos. Vamos ver um outro exemplo simples de função com argumentos:

#include <stdio.h> int square (int x) /* Calcula o quadrado de x */ { printf ("O quadrado e %d",(x*x)); return(0); } int main () { int num; printf ("Entre com um numero: "); scanf ("%d",&num); printf ("\n\n"); square(num); return(0); }

square() o valor de num na função main() permanece inalterado

Na definição de square() dizemos que a função receberá um argumento inteiro x. Quando fazemos a chamada à função, o inteiro num é passado como argumento. Há alguns pontos a observar. Em primeiro lugar temos de satisfazer aos requisitos da função quanto ao tipo e à quantidade de argumentos quando a chamamos. Apesar de existirem algumas conversões de tipo, que o C faz automaticamente, é importante ficar atento. Em segundo lugar, não é importante o nome da variável que se passa como argumento, ou seja, a variável num, ao ser passada como argumento para square() é copiada para a variável x. Dentro de square() trabalha-se apenas com x. Se mudarmos o valor de x dentro de

constantes serão copiados para a variável de entrada da função

Vamos dar um exemplo de função de mais de uma variável. Repare que, neste caso, os argumentos são separados por vírgula e que deve-se explicitar o tipo de cada um dos argumentos, um a um. Note, também, que os argumentos passados para a função não necessitam ser todos variáveis porque mesmo sendo #include <stdio.h> int mult (float a, float b,float c) /* Multiplica 3 numeros */ { printf ("%f",a*b*c); return(0); } int main () { float x,y; x=23.5; y=12.9; mult (x,y,3.87); return(0); }

- Retornando valores

multiplicação. Veja:

Muitas vezes é necessário fazer com que uma função retorne um valor. As funções que vimos até aqui estavam retornando o número 0. Podemos especificar um tipo de retorno indicando-o antes do nome da função. Mas para dizer ao C o que vamos retornar precisamos da palavra reservada return. Sabendo disto fica fácil fazer uma função para multiplicar dois inteiros e que retorna o resultado da

#include <stdio.h> int prod (int x,int y) { return (x*y); } int main () { int saida; saida=prod (12,7); printf ("A saida e: %d\n",saida); return(0); }

Veja que, como prod retorna o valor de 12 multiplicado por 7, este valor pode ser usado em uma expressão qualquer. No programa fizemos a atribuição deste resultado à variável saida, que posteriormente foi impressa usando o printf. Uma observação adicional: se não especificarmos o tipo de retorno de uma função, o compilador C automaticamente suporá que este tipo é inteiro. Porém, não é uma boa prática não se especificar o valor de retorno e, neste curso, este valor será sempre especificado.

Com relação à função main, o retorno sempre será inteiro. Normalmente faremos a função main retornar um zero quando ela é executada sem qualquer tipo de erro.

Mais um exemplo de função, que agora recebe dois floats e também retorna um float::

#include <stdio.h> float prod (float x,float y) { return (x*y); } int main () { float saida; saida=prod (45.2,0.0067); printf ("A saida e: %f\n",saida); return(0); }

- Forma geral Apresentamos aqui a forma geral de uma função:

tipo_de_retorno nome_da_função (lista_de_argumentos) { código_da_função }

o valor da soma

Veja como você está. Escreva uma função que some dois inteiros e retorne

Introdução Básica às Entradas e Saídas

- Caracteres

'x', etc) como sendo variáveis de um byte (8 bits). Um bit é a menor unidade de

Os caracteres são um tipo de dado: o char. O C trata os caracteres ('a', 'b', armazenamento de informações em um computador. Os inteiros (ints) têm um número maior de bytes. Dependendo da implementação do compilador, eles podem ter 2 bytes (16 bits) ou 4 bytes (32 bits). Isto será melhor explicado na aula 3. Na linguagem C, também podemos usar um char para armazenar valores numéricos inteiros, além de usá-lo para armazenar caracteres de texto. Para indicar um caractere de texto usamos apóstrofes. Veja um exemplo de programa que usa caracteres:

#include <stdio.h> int main () { char Ch; Ch='D'; printf ("%c",Ch); return(0); }

No programa acima, %c indica que printf() deve colocar um caractere na tela. Como vimos anteriormente, um char também é usado para armazenar um número inteiro. Este número é conhecido como o código ASCII correspondente ao caractere. Veja o programa abaixo:

#include <stdio.h> int main () { char Ch; Ch='D'; printf ("%d",Ch); /* Imprime o caracter como inteiro */ return(0); }

Este programa vai imprimir o número 68 na tela, que é o código ASCII correspondente ao caractere 'D' (d maiúsculo).

Muitas vezes queremos ler um caractere fornecido pelo usuário. Para isto as funções mais usadas, quando se está trabalhando em ambiente DOS ou Windows, são getch() e getche(). Ambas retornam o caractere pressionado. getche() imprime o caractere na tela antes de retorná-lo e getch() apenas retorna o caractere pressionado sem imprimí-lo na tela. Ambas as funções podem ser encontradas no arquivo de cabeçalho conio.h. Geralmente estas funções não estão disponíveis em ambiente Unix (compiladores c e gc), pois não fazem parte do padrão ANSI. Podem ser substituídas pela função scanf(), porém sem as mesmas funcionalidades. Eis um exemplo que usa a função getch(), e seu correspondente em ambiente Unix:

#include <stdio.h>

#include <conio.h> /* Este programa usa conio.h . Se você não tiver a conio, ele não funcionará no Unix */ int main () { char Ch; Ch=getch(); printf ("Voce pressionou a tecla %c",Ch); return(0); }

Equivalente ANSI-C para o ambiente Unix do programa acima, sem usar getch(): #include <stdio.h> int main () { char Ch; scanf("%c", &Ch); printf ("Voce pressionou a tecla %c",Ch); return(0); }

A principal diferença da versão que utiliza getch() para a versão que não utiliza getch() é que no primeiro caso o usuário simplesmente aperta a tecla e o sistema lê diretamente a tecla pressionada. No segundo caso, é necessário apertar também a tecla <ENTER>. Lembre-se que, se você quiser manter a portabilidade de seus programas, não deve utilizar as funções getch e getche, pois estas não fazem parte do padrão ANSI C !!!

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