Uso do fluxo de caixa como ferramenta de gestão financeira avaliação da liquidez, equilíbrio de entradas e saídas de recursos e avaliação de empresas

Uso do fluxo de caixa como ferramenta de gestão financeira avaliação da liquidez,...

(Parte 1 de 6)

FLORIANÓPOLIS - SC JUNHO/1999 i LILIANE DALBELLO

Dissertação apresentada à UFSC-

Universidade Federal de Santa Catarina, para a obtenção do título de Mestre em Engenharia de Produção, com concentração na área de Engenharia de Avaliação e

Inovação Tecnológica

FLORIANÓPOLIS -SC JUNHO/1999

Dissertação julgada adequada para a obtenção do título de “Mestre” em

Engenharia, especialidade em Engenharia de Produção, na área de Engenharia de Avaliação e Inovação Tecnológica e aprovada em sua forma final pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

Florianópolis, em 08 de Junho de 1999

Prof. Ricardo Miranda Barcia, PhD. Coordenador

_ Prof. Emílio Araújo Menezes, Dr.

Orientador

_ Prof. Valter Saurin, Dr.

_ Prof. Antônio Diomário de Queiroz, Dr.

_ Prof. José Angelo Nicácio, Doutorando.

A Deus, pela vida. Aos meus pais e irmãos, pelo apoio.

Ao Nicácio, pelo carinho e compreensão.

Ao Prof. Dr. Emílio Araújo Menezes, por acolher-me na comunidade científica.

v AGRADECIMENTOS

A realização deste estudo não seria possível sem a generosa e cordial colaboração de várias pessoas com as quais gostaria de dividir os méritos dos resultados apresentados neste trabalho. Agradecimentos em especial: Ao Professor Doutor Emílio Araújo Menezes, pela confiança e apoio na orientação deste trabalho, pessoa que passei a respeitar e admirar pela maneira como conduz a sua missão de professor e cientista.

Ao Programa de Bolsa de Estudos CAPES/PICD/ACAFE, pelo apoio financeiro, o qual me possibilitou a dedicação exclusiva à pós-graduação e à elaboração desta dissertação.

A todo corpo docente e discente do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da UFSC, pelas trocas de experiências e idéias que contribuíram para meu aprimoramento intelectual, profissional e pessoal. Aos Professores doutores membros da Banca Examinadora, que aceitaram contribuir para o melhoramento deste trabalho.

Ao corpo docente e discente da Universidade do Contestado – UnC, pelo apoio e incentivo recebidos para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da carreira como professora pesquisadora. Ao Prof. Gaston Mario Cazamajou Bojarski, pela confiança e apoio à formação de professores mestres e doutores em nossa Universidade.

Ao Prof. Salvador de Maio Neto e ao Prof. João Mário Groscopp, coordenadores do Curso de Administração de Empresas e de Ciências Contábeis da

UnC. Ao José Angelo Nicácio pelos incentivos passados através de sua responsabilidade e empenho nas atividades como professor pesquisador.

A Cristiana e a todos os amigos que direta ou indiretamente colaboraram para a realização deste trabalho.

LISTA DE ILUSTRAÇÕESix
RESUMOxi
ABSTRACTxii
1 INTRODUÇÃO1
1.2 JUSTIFICATIVA3
1.3 OBJETIVOS5
1.4 PROBLEMATIZAÇÃO6
1.5 HIPÓTESES7
1.6 METODOLOGIA7
1.7 LIMITAÇÕES8
1.8 ESTRUTURA8
2LIQUIDEZ: PONTO RELEVANTE NAS DECISÕES FINANCEIRAS10
2.1 INTRODUÇÃO10
2.2 DEFINIÇÃO DE LIQUIDEZ10
2.2.1 Sistema de Funções da Liquidez1
2.2.2 Temporalidade do Sistema da Liquidez1
2.2.3 Liquidez Nominal e Liquidez Efetiva12
2.2.4 Liquidez Estática e Liquidez Dinâmica15
EXERCÍCIO16
2.3.1Eficácia e Defesa Contra a Ineficácia da Liquidez17
2.3.2 Causas da Falta de Recursos na Empresa18
2.3.3 Equilíbri o Financeiro das Empresas19

SUMÁRIO 2.3INTERAÇÃO ENTRE OS SISTEMAS BÁSICOS DA LIQUIDEZ E DO RESULTADO DO

na Liquidez20
2.3.4.1 Fatores Internos20
2.3.4.2 Fatores Externos2
2.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS26

2.3.4Alterações nos Fatores Internos e Fatores Externos da Empresa que Causam Repercussão

DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONVENCIONAIS28
3.1 INTRODUÇÃO28
3.1.1Diversidade das Normas Contábeis no Mercado Globalizado29
3.2A NECESSIDADE DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO FINANCEIRO NA EMPRESA30
3.3CONCEITO E OBJETIVOS DE CAIXA NO CONTEXTO FINANCEIRO32
3.3.1 Administração Eficiente de Caixa3

3A RELEVÂNCIA DA DEMONSTRAÇÃO DE FLUXO DE CAIXA ENTRE AS

FLUXO DE CAIXA35
3.4.1.Reconhecimento do Fluxo de Caixa pela FASB e o Projeto de Substituição no Brasil37

3.4A RELAÇÃO ENTRE AS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONVENCIONAIS E O 3.4.0.1Descrições da Classificação das Atividades do Fluxo de Caixa em Atividades Operacionais, Atividades

de Investimentos e Atividades de Financiamentos38
DE CAIXA42
3.5.1 Propósito da Demonstração do Fluxo de Caixa4
3.5.2 Preparação da Demonstração de Fluxo de Caixa4
3.5.3 Utilidade da Demonstração de Fluxo de Caixa45

vii

EMPRESAS51
4.1 INTRODUÇÃO51
4.2ALGUNS PROBLEMAS DA DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS52
4.2.1Diferenças, Ligações, Vantagens e Desvantagens Entre Fluxo de Caixa e a DOAR52

4OS INSTRUMENTOS CONTÁBEIS PARA DETERMINAÇÃO DA LIQUIDEZ DAS

RELACIONADOS COM A LIQUIDEZ5
4.3.1 Análise de Indicadores por Índices56
4.3.1.1 Comentários sobre o índices Financeiros58
4.4 CONSIDERAÇÕES FINAIS64

4.3CONSIDERAÇÕES SOBRE ANÁLISE DE INDICADORES FINANCEIROS

FLUXOS DE CAIXA6
5.1 INTRODUÇÃO6
5.2FLUXO DE CAIXA E SUAS FUNÇÕES DE PLANEJAMENTO E CONTROLE67
5.3MÉTODOS DE APURAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA OPERACIONAL69
5.3.1 Métodos de Fluxos de Caixa Operacionais72
5.3.2A Origem do Fluxo de Caixa Líquido: Fluxo de Caixa Operacional76
5.4.1Relevância do Fluxo de Caixa nas Decisões de Investimento80
5.4.2Considerações Sobre o Modelo de Fluxo de Caixa Descontado e sua Aceitação no Mercado81
5.4.3Situações Onde o Fluxo de Caixa Descontado Necessita Adaptações81
5.4.4Modelo do Fluxo de Caixa Descontado (Discounted Cash Flow – DFC)84
5.4.4.1Fluxo de Caixa do Acionista e Fluxo de Caixa da Empresa84
5.4.4.2 Fluxo de Caixa do Acionista Versus Lucro Líquido87
5.5MODELO DO FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO DO ACIONISTA89
5.5.1Fórmula do Fluxo de Caixa Líquido do Acionista:89
5.6MODELO DO FLUXO DE CAIXA LÍQUIDO DA EMPRESA90
5.6.1Fórmula do Fluxo de Caixa Líquido da Empresa91
5.6.2Modelo de Avaliação do Fluxo de Caixa Líquido da Empresa92
5.6.3Fluxo de Caixa Líquido do Acionista X Fluxo de Caixa Líquido da Empresa94
5.7.1Através dos Direcionadores de Valor se Atingem os Fatores Críticos de Sucesso97
5.7.2 Dados Históricos das Empresas Para Alternativas Futuras9
5.7.3 Indicações Para Projeção do Balanço100
5.7.4 Avaliação da Posição Estratégica da Empresa101
5.8MÉTODO PARA ESTIMATIVA DO VALOR DA EMPRESA102

5.8.1Desenvolvimento das Operações de Fluxos de Caixa Descontado para Estimar o Valor da

Empresa103
5.9 CONSIDERAÇÕES FINAIS105

6APLICAÇÃO DA METODOLOGIA PROPOSTA PARA A AVALIAÇÃO DA LIQUIDEZ

CAIXA DESCONTADOS106
6.1 INTRODUÇÃO106
RESULTADOS110
6.2.1 Premissas Econômico-financeiras113
6.2.2 Projeção dos Resultados118
6.2.1.1 Lucro Antes de Juros e IR (LAJIR) Projetado119

6.2PRIMEIRA ETAPA: SELEÇÃO DE PREMISSAS PARA A PROJEÇÃO DE

FCLE119
6.4TERCEIRA ETAPA: ESTIMATIVA DAS TAXAS DE DESCONTO DO FCLE120
6.4.1Valor de Mercado do Capital de Terceiros e de Capital Próprio120
6.4.2 Estimativa das Taxas d e Desconto122
6.4.2.1Estimativa da Taxa de Desconto do Capital de Terceiros122
6.4.2.2 Estimativa da taxa de Desconto do Capital Próprio122
6.4.3 Cálculo do Custo Médio Ponderado de Capital123

viii

EMPRESA125
6.7SEXTA ETAPA: CÁLCULO DO FLUXO DE CAIXA DO ACIONISTA-FCLA126
6.7.1Cálculo do FCLA-Fluxo de Caixa do Acionista (associado)127

6.6QUINTA ETAPA: AJUSTES APLICADOS AO VALOR POTENCIAL DE MERCADO DA 6.8SÉTIMA ETAPA: ADAPTAÇÃO DO MODELO DE FLUXO DE CAIXA DESCONTADO

VISANDO A LIQUIDEZ129
de Caixa129
6.8.1.1 Operações de Fluxos de Caixa129
6.9 OITAVA ETAPA: VALOR RESIDUAL131
6.9.1 Estimativa do Valor Residual132
CAIXA DESCONTADO COM BASE NOS DIRECIONADORES DE VALOR133

6.8.1Desenvolvimento das Operações de Fluxos de Caixa para Estimar a Capacidade de Geração 6.10NONA ETAPA: ESTIMATIVA DO VALOR DA EMPRESA ATRAVÉS DO FLUXO DE

ATIVIDADES DE INVESTIMENTO E DAS ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO135

6.11DÉCIMA ETAPA: FLUXO DE CAIXA DAS ATIVIDADES OPERACIONAIS, DAS 6.12DÉCIMA PRIMEIRA ETAPA: ANÁLISE RETROSPECTIVA ATRAVÉS DOS ÍNDICES

ECONÔMICO-FINANCEIROS137
6.12.1 Cálculo dos Índices de Liquidez137
6.12.1.1 Comentários sobre Liquidez137
6.12.2 Cálculo dos Índices de En dividamento138
6.12.2.1 Comentários sobre o Endividamento138
6.12.3 Cálculo dos Índices de Atividade138
6.12.3.1 Comentários sobre Capital de Giro139
6.12.4 Cálculo dos Índices de Rentabilidade139
6.12.4.1 Comentários sobre Rentabilidade139
6.12.5 Termômetro de Kanitz: Como Prever falências140
6.12.5.1 Comentários sobre o Termômetro de Kanitz140
6.13 CONSIDERAÇÕES FINAIS140
7 CONCLUSÕES147
7.1. RECOMENDAÇÕES PARA FUTUROS TRABALHOS150
8 REFERÊNCIAS BIBLIO GRÁFICAS151
8.1. BIBLIOGRAFIAS CONSULTADAS154
ANEXO 01 Informações para as Projeções160
ANEXO 02 Demonstrações Projetadas para 15 Anos161
ANEXO 03 Cálculo do FCLE162
ANEXO 04 Cálculo do PMPC163
ANEXO 05 Cálculo do Fluxo de Caixa Operacional164
ANEXO 06 Cálculo do FCLA165
ANEXO 07 Estimativa dos Direcionadores de Valores166
ANEXO 08 Fluxo de Caixa das Operações167
ANEXO 09 Valor Residual168

ANEXO 10 Demonstração do Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais, das Atividades de Investimentos e das Atividades de Financiamentos ...............................................................169 ix LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 01 – Desequilíbrio financeiro20
Figura 02 – Ciclo de caixa34
e de financiamento com as demonstrações contábeis41
Figura 04 – Diagrama geral do fluxo de caixa49
Figura 05 – Rede de valores ao acionista9
Quadro 01 – Liquidez estática e liquidez dinâmica16
Quadro 02 – Fluxos da liquidez25
Quadro 03 – Resumo sobre os índices financeiros57
Quadro 04 – Origens e aplicações de recursos69
Quadro 05 – Capacidade interna de caixa71
Quadro 06 – Fluxo de caixa - método direto segundo FASB 9573
Quadro 07 - Fluxo de caixa - método indireto segundo FASB 9574
Quadro 08 – Decisão de novos investimentos75
Quadro 09 – Fluxo de caixa incremental76
Quadro 10 – Fluxo de caixa das operações76
Quadro 1 – Fluxo de Caixa líquido7
Quadro 12 – Exemplo de FCLE86
Quadro 13 – Esquema para o cálculo do FCLA89
Quadro 14 - Esquema para o cálculo do FCLE91
Quadro 15 – Direcionadores de valor da empresa96

Figura 03 - Interligação entre as atividades operacionais, de investimento Quadro 16 – Fórmula do fluxo de caixa descontado baseado nos direcionadores

de valor104
Quadro 17 – Valor do pleito e destinação dos recursos1
Quadro 18 – Composição da receita da empresa113
Quadro 19 – Premissas como base de informações116
Quadro 20 – LAJIR projetado119
Quadro 21 – FCLE projetado120
Quadro 2 – Capital de terceiros na empresa120
Quadro 23 – Amortização da dívida121

Quadro 24 – Custo médio ponderado de capital............................................................124

Quadro 25 – Cálculo do FCLE descontado pelo CMPC124
Quadro 26 – Valor potencial de mercado de capital próprio125
Quadro 27 – Projeção do fluxo de caixa operacional127
Quadro 28 – FCLA descontado pela taxa de retorno esperada pelos acionistas128
Quadro 29 – Fluxo de caixa descontado130
Quadro 30 – Valor residual133
Quadro 32 – Fluxo de caixa por atividades136
Quadro 3 – Índice de liquidez137
Quadro 34 – Índice de endividamento138
Quadro 35 – Índice de atividade138
Quadro 36 – Índice de rentabilidade139
Quadro 37 – Termômetro de Kanitz140

Quadro 31 – Valor presente do fluxo de caixa baseado nos direcionadores de valor...133 Quadro 38 – Cenários dos FCLA..................................................................................143

Este trabalho apresenta a adaptação dos modelos de fluxos de caixa descontados para uma cooperativa agropecuária, com o objetivo de estimar a liquidez futura da mesma a fim de possibilitar a tomada de decisão de se obter um alto financiamento para a reestruturação da cooperativa. O tema parte da importância do fluxo de caixa como instrumento de gerenciamento financeiro, onde melhor evidencia a estimativa da liquidez como ponto relevante na tomada de decisões, comparado a restrita avaliação feita pela demonstração do resultado do exercício onde utiliza o princípio da competência, não o de caixa e com a demonstração das origens e aplicações de recursos que tem um conceito abstrato de capital circulante líquido e até mesmo os próprios índices econômico-financeiros baseados em dados passados, partindo do pressuposto que a empresa será liquidada. Para tal, buscou-se referencial teórico visando descrever os seguintes métodos de fluxo de caixa: fluxo de caixa líquido do acionista, fluxo de caixa líquido da empresa, fluxo de caixa das atividades operacionais, das atividades de investimentos e das atividades de financiamentos e o fluxo de caixa descontado com base em direcionadores de valor. Uma vez estimados os fluxos de caixa, procurou-se adaptar o custo médio ponderado de capital para a cooperativa a fim de utilizá-lo como taxa de desconto dos fluxos de caixa. Ao final do estudo constatou-se que o fluxo de caixa é o instrumento que permite estimar as operações a serem realizadas pela empresa, facilitando a análise e decisão de comprometer recursos financeiros, de selecionar o uso das linhas de crédito menos onerosas, de determinar o quanto a organização dispõe de capitais próprios, bem como utilizar as disponibilidades da melhor forma. Foram projetados para 15 anos os resultados e a capacidade de geração de caixa da cooperativa, a fim de saber se a empresa teria condições de pagar o financiamento a longo prazo para sua revitalização. Para tal, foi preciso projetar as vendas com os respectivos custos, montar a demonstração do resultado do exercício e o balanço patrimonial projetados, construindo um sistema interligado com o fluxo de caixa. Através dos números apresentados pelos fluxos de caixa pode-se concluir que a empresa por si só não teria, no final da projeção para 15 anos, a capacidade de pagamento, ou seja, a liquidez para cumprir com a obrigação do financiamento e continuar gerando caixa. Com isso tornou-se necessária, desde já, uma tomada de decisão para ampliar seus recursos como uma fusão com outra cooperativa e através do fluxo de caixa com base nos direcionadores de valores, mudar a situação da cooperativa mostrando viabilidade para a aprovação do projeto de reetruturação da cooperativa o que ficaria inviável se analisado apenas pela análise retrospectiva onde parte da hipótese estática sendo que a capacidade de pagamento é dinâmica. Assim, o fluxo de caixa obriga as empresas a planejarem e controlarem todas as suas atividades operacionais e nãooperacionais tornando-se organizadas e com maior chance de sucesso.

xii

This work presents the adaptation of the models discounted of cash flows for an agricultural cooperative, with the objective of estimate the future liquidity of the same in order to facilitate the taking of decision of obtaining a high financing for the restructuring of the cooperative. The theme part of the importance of the cash flow as instrument of financial management, where best evidences the estimate of the liquidity as important point in the taking of decisions, compared the restricted evaluation done by the demonstration of the result of the exercise where uses the way of the competence, not the one of cash and with the demonstration of the origins and applications of resources that has an abstract concept of capital circulating liquid and even the own economic-financial indexes based on having information last, leaving of the presupposition that the company will be liquidated. For such, theoretical referential was looked for seeking to describe the following cash flow methods: the shareholder's liquid cash flow, liquid cash flow of the company, cash flow of the operational activities, of the activities of investments and of the activities of financing and the discounted cash flow with base in value drivers. Once estimate the cash flows, tried to adapt the pondered medium cost of capital for the cooperative in order to use it as rate of discount of the cash flows. At the end of the study it was verified that the cash flow is the instrument that allows to estimate the operations they be she accomplished by the company, facilitating the analysis and decision of committing financial resources, of selecting the use of the less onerous credit lines, of determining the as the organization has own capitals, as well as to use the readiness in the best way. Were projected for 15 years the results and the capacity of generation of box of the cooperative, in order to know the company would have conditions of paying the long term financing for its revitalization. For such, it was precise to project the sales with the respective costs, to set up the demonstration of the result of the exercise and the projected patrimonial balance sheet, building an interlinked system with the cash flow. Through the numbers presented by the cash flows it can be concluded that the company by itself would not have, in the end of the projection for 15 years, the payment capacity, that is to say, the liquidity to execute with the obligation of the financing and to continue generating cash.

With that became necessary, at once, a taking of decision to enlarge its resources as a merger with other cooperative and through the cash flow with base in the value drivers, to change the situation of the cooperative showing viability for the approval of the project of restructuring of the cooperative that would be unviable if just analyzed by the retrospective analysis where it part of the static hypothesis and the payment capacity is dynamic. Thus, the cash flow forces the companies they plan it and they control whole its operational and no-operational activities becoming organized and with larger success chance.

Com a necessidade de produzir mais e melhor, a valores competitivos, para um mercado mais exigente são empreendidos esforços contínuos a fim de se obter, no âmbito financeiro um equilíbrio entre o fluxo de caixa decorrente de receitas e despesas, ou seja, os ingressos devem ser suficientes para cobrir os desembolsos de caixa, bem como os excedentes devem ser aplicados e os recursos necessários detectados e captados nas fontes menos onerosas à empresa. O acirramento da competitividade no mercado exige das empresas maior eficiência na gestão financeira de seus recursos, principalmente em tempos de globalização da economia, a qual vem exigindo bens e serviços das empresas, a custos e preços menores, com melhor qualidade. Isto requer do administrador financeiro tomada de decisões rápidas, eficientes e seguras, em termos de captação e aplicação de recursos financeiros à empresa.

Mesmo nos períodos de liquidez e de mercado em expansão as empresas não podem descuidar da administração de seus recursos, pois esta desatenção pode afetar sua saúde financeira quando os recursos ficam mais escassos e o mercado se retrai.

Portanto, mesmo em situações normais deve existir um sistemático e rigoroso planejamento e controle sobre o fluxo de caixa.

De acordo com Assaf (1995), a atividade financeira de uma empresa requer acompanhamento permanente de seus resultados, de maneira a avaliar seu desempenho, bem como proceder aos ajustes e correções necessários. O objetivo básico da função financeira é prover a empresa de recursos de caixa suficientes de modo a respeitar os vários compromissos assumidos e promover a maximização da riqueza.

É nesse contexto que se destaca o fluxo de caixa como um instrumento que possibilita o planejamento e o controle dos recursos financeiros de uma empresa. A gestão do fluxo de caixa é indispensável ainda em todo o processo de tomada de decisões, sendo, portanto, de fundamental importância para a empresa, constituindo-se numa sinalização dos rumos financeiros dos negócios. A insuficiência de caixa pode determinar cortes de créditos, suspensão de entregas de materiais e mercadorias causando a descredibilidade junto aos clientes e ser causa de descontinuidade em suas operações; e por falta de capital de giro, recorrer a recursos de custos financeiros elevados perdendo o controle sobre seu endividamento. Com o fluxo de caixa continuamente atualizado é bem possível diagnosticar e prognosticar os objetivos máximos de liquidez e rentabilidade para um período em apreciação, de uma forma quantificada em função das metas propostas.

O diagnóstico e o planejamento da liquidez da empresa são relevantes devido ao fato de que, com liquidez a empresa apresenta maior possibilidade de atingir suas metas, tais como: garantias para adquirir novos empréstimos e financiamentos, mais credibilidade e segurança para os clientes, abertura de mercado para fornecedores, disponibilidade para os acionistas, planejamento e controle da gestão financeira e controle do capital de giro e consequentemente manter uma posição estável no atual ambiente competitivo.

As atividades de compra e venda, prazos de pagamentos e recebimentos, integram as operações de fluxo de caixa, e a partir deste, pode-se diagnosticar e planejar a liquidez.

Com a adequada formulação do fluxo de caixa obtém-se a real posição de liquidez da empresa em relação a outras e se conhecem quais as variações que provocaram as alterações na liquidez, tendo em vista as alternativas de movimentação de fundos, assim como as políticas que devem ser reorientadas para o planejamento de liquidez.

Para a gerência não basta apenas uma análise econômico-financeira que detecta desvios através de cálculos e comparações de índices, é preciso identificar as causas que provocaram tais desvios na liquidez.

O termo liquidez é difícil definir com precisão, mas para os propósitos deste trabalho será suficiente defini-lo como a capacidade que uma empresa tem de saldar seus compromissos na medida em que forem vencendo, ou seja, a capacidade de satisfazer a demanda de caixa e, por conseguinte, é um dos fatores-chave que determinam as possibilidades de êxito ou de fracasso de uma empresa.

Nas últimas décadas, poucas áreas dentro da administração das empresas mudaram tanto como a Administração da Produção, e a Contabilidade Gerencial tem acompanhado esta evolução no que diz respeito às suas informações para fins de tomada de decisões. A administração das empresas não pode se sustentar em aventuras, expondo-se aos acontecimentos incertos futuramente, sem um mínimo de planejamento e controle financeiro, pois além do controle dos recursos financeiros é necessário que se tenha uma avaliação constante dos investimentos e riscos, visando a contínua atualização de suas estratégias para adequar-se à dinâmica das mudanças do sistema produtivo. Mas há o problema de obtenção de informações confiáveis das demonstrações contábeis para calcular a previsão do fluxo de caixa, sem que haja distorções entre o planejado e o realizado.

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