A meditação antroposófica e exercícios colaterais

A meditação antroposófica e exercícios colaterais

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A MEDITAÇÃO ANTROPOSÓFICA E EXERCÍCIOS COLATERAIS

  1. Controle do pensamento. Trata-se de se concentrar o pensamento em algo bem simples do mundo real, podendo ser um objeto como um lápis, um alfinete, um sapato, etc. Deve-se pensar em tudo o que diz respeito ao objeto escolhido, e evitar todo o pensamento que não diga respeito direto ao mesmo. Steiner cita que se pode enfocar aspectos como quais as partes que compõem o objeto, as formas do mesmo, os materiais de que é feito, quando o objeto foi inventado, seus usos, etc., e recomenda particularmente que se faça esse exercício sobre objetos artificiais, que são fruto do pensamento humano e podem ser totalmente compreendidos. Quem pratica esse exercício percebe como nosso pensamento tem asas, querendo voar por paragens que não pretendíamos visitar. É necessário continuamente forçá-lo a voltar ao tema central escolhido.

  2. Controle da vontade. Trata-se de tomar uma decisão de realizar algo fisicamente, e cumpri-la. Assim, em lugar de se ser dirigido por eventos exteriores, executa-se algo por decisão exclusivamente própria. Para isso, é importante escolher uma ação que não tenha nada com a vida normal. Um bom exercício, segundo Steiner, é decidir-se executar no dia seguinte uma ação trivial; podemos citar, nesse sentido, ações como rodar um anel no dedo, ou o relógio no pulso, ou olhar para as núvens, ficar nas pontas dos pés, etc. Esse exercício deve ser feito sempre em momentos determinados do dia, tais como uma certa hora (não é preciso ser exato ao minuto), logo ao acordar, antes de uma refeição, ao abrir a porta de casa, etc.

  3. Serenidade nos sentimentos (eqüanimidade). É importante para a meditação posterior que a alma adquira serenidade, tornando-se soberana em relação ao prazer e à dor. Não se trata de não se sentir sentimentos profundos, mas sim que eles não nos coloquem fora de controle. Steiner denomina a isso "domínio da expressão do sentimento". Isto é, devemos ter sentimentos, mas não deixar que eles nos "tenham". Exemplos de perda de controle são entrar-se em desespero, chorando copiosamente, ou ficar fora de si de alegria. Mas também é importante evitar sentimentos ligados à futilidade, raiva, etc. Trata-se de se conscientizar dos próprios sentimentos, devendo ser praticado sempre que tais manifestações possam ocorrer.

  4. Positividade. Trata-se de encontrar em qualquer situação o que é belo ou bom, no meio do que é mais feio ou maldoso. De fato, não há praticamente nada no mundo que seja 100% feio ou mau. Steiner chama a atenção para não se cair em falta de discernimento, confundindo o mau com o bom, e sim reconhecer que sempre há um lado bom em tudo, por menor que esse lado seja.

  5. Abertura (receptividade) e imparcialidade. Deve-se sempre estar aberto a todas as novidades, por mais absurdas que possam parecer. A atitude correta é dizer-se "parece estranho, mas vou investigar", eliminando-se preconceitos. Steiner diz que é possível sempre aprender-se algo de novo "de cada sopro de ar, de cada folha". Não se deve ignorar experiências passadas; por outro lado, deve-se sempre estar pronto a adquirir novas experiências.

  6. Harmonização. Os 5 exercícios anteriores devem ser praticados adicionando-se um a um paulatinamente; cada novo exercício deve ficar em destaque, sem que se abandonem os anteriores. Quando eles tornarem-se parte do dia-a-dia do praticante, deve-se procurar produzir um equilíbrio entre eles, a fim de que passem a fazer parte de nossa própria natureza.

Esses exercícios devem preceder e, posteriormente, acompanhar os de meditação propriamente dita. Para ilustrar a meditação tipicamente antroposófica, vamos dar três exemplos; os dois primeiros são do tipo imaginativo e o terceiro do tipo auditivo.

c) Meditação de textos. Trata-se de repetir-se interiormente, com absoluta concentração (como no exercício colateral 1 acima – a diferença é que nesse último caso concentra-se mentalmente sobre um objeto do mundo real) um texto que contenha algo de espiritual que, idealmente, deve ser compreendido. Vários versos de Rudolf Steiner prestam-se muito bem para isso. Fundamental nesses exercícios é deixar o texto ressoar interiormente, sentindo-se os sons das palavras e acompanhando os pensamentos com sentimentos. Damos, abaixo, um desses versos dados por ele (do volume da obra completa GA 245, nossa tradução; note-se que o verbo ruhen significa "repousar", "descansar"; traduzimos por "acalmar-se" pois, como foi dito logo após a enumeração dos exercícios colaterais, a calma interior é um requisito fundamental no auto-desenvolvimento, e não provém do mundo exterior).

In den reinen Strahlen des LichtesErglänzt die Gottheit der WeltIn der reinen Liebe zu allen WesenStrahlt die Göttlichkeit meiner SeeleIch ruheIn der Gottheit der WeltIch werde mich selbst finden In der Gottheit der Welt

Nos raios puros da luzResplandece a divindade do universoNo amor puro para com todos os seresIrradia a natureza divina de minha almaEu acalmo-me Na divindade do universoEu vou encontrar-me Na divindade do universo

EXEMPLOS DE MEDITAÇÃO

"Imagine uma flor de lótus acima de sua cabeça, várias polegadas acima, com a virtude no seu centro e com o conhecimento como caule. As oito pétalas do lótus são os oito poderes do iogue. Na parte interna, os estames e pistilos representam a renúncia. Se o iogue renunciar aos poderes exteriores ele conseguirá a salvação. Assim, as oito pétalas da flor de lótus são os oito poderes, mas os estames e os pistilos são a renúncia extrema, a renúncia de todos estes poderes. Dentro da flor de lótus imagine o Ser Dourado, o Todo Poderoso, o Intangível, Aquele cujo nome é Om, o Inexprimível, rodeado por refulgente luz. Medite nisto.Outra meditação é sugerida: Pense num espaço em seu próprio coração e que nesse espaço uma chama está queimando. Pense nesta chama como sendo sua própria alma e que dentro desta chama existe uma luz refulgente que é a Alma de sua alma, Deus. Medite sobre isto, no seu próprio coração."

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Dentro de você existe um silêncio e um santuário aos quais pode se retirar a qualquer momento e ser você mesmo.

 Hermann Hesse, Sidarta

Meditação atenciosa

Trata-se se uma técnica simples de desencadear um estado de relaxamento profundo de corpo e mente. À medida que a mente se aquieta  e permanece desperta  você vai se beneficiar de um estado de consciência mais profundo e tranqüilo.

  1. Antes de começar, encontre um local silencioso em que não vá ser perturbado.

  2. Sente-se e feche os olhos.

  3. Concentre-se na respiração, mas inspire e expire normalmente. Não tente controlar ou alterar a respiração deliberadamente. Apenas observe.

  4. Ao observar a respiração, vai ver que ela muda. Haverá variações na velocidade, no ritmo e na profundidade, e pode ser que ela pare por um momento. Não tente provocar nenhuma alteração. Novamente, apenas observe.

  5. Pode ser que você se desconcentre de vez em quando, pensando em outras coisas ou prestando atenção aos ruídos externos. Se isso acontecer, desvie a atenção para a respiração.

  6. Se durante a meditação você perceber que está se concentrando em algum sentimento ou expectativa, simplesmente volte a prestar atenção na respiração.

  7. Pratique esta técnica durante quinze minutos. Ao final, mantenha os olhos fechados e permaneça relaxado por dois ou três minutos. Saia do estado de meditação gradualmente, abra os olhos e assuma sua rotina.

DICAS PARA A PRÁTICA

A prática da meditação, embora simples, requer bastante disciplina e regularidade. Abaixo estão algumas dicas de como iniciar sua prática de meditação.

  • Escolha um lugar sereno onde você possa sentar-se de maneira confortável e com a coluna ereta. Pode ser numa cadeira ou no chão com as pernas cruzadas. Sentar-se sobre uma pequena almofada ajuda a manter as costas eretas. Use roupas que não apertem nem incomodem.

  • Acender um incenso ou colocar uma música bem suave pode ajudar a criar um clima de tranqüilidade no início. Depois de algum tempo, pode ser que você prefira dispensá-los.

  • Evite meditar quando estiver com sono ou muito cansado. Você se sentirá frustrado por não conseguir se concentrar e desanimará de sua prática diária. Um bom horário para meditar é pela manhã, quando estamos mais tranqüilos e descansados. Porém, isso também é individualizável. Se você sentir que consegue melhores resultados à noite, escolha esse horário.

  • Comece com dez minutos diários. Coloque um relógio para despertar após esse tempo, assim sua mente não poderá sabotá-lo fazendo-o acreditar que já se passaram muito mais que dez minutos.

  • Não se mova durante esse tempo. O corpo é como um pote e a mente é a água dentro dele. Mover o recipiente faz com que a água também se mova e, lembre-se, o que você quer é que sua mente permaneça quieta e imóvel.

  • A atenção deve estar voltada para o objeto da meditação (a respiração, um símbolo, etc.) sem que isso necessite de grandes esforços. Caso você disperse, reconduza sua atenção suavemente ao objeto escolhido.

  • Qualquer coisa que aconteça estará bem. Se houver um monte de pensamentos desfilando pela sua cabeça, se você tiver vontade de chorar ou de rir, se você achar que nunca vai conseguir se concentrar, tudo bem. Apenas continue sentado e, sempre que possível, volte a sua atenção para o objeto sobre o qual está meditando.

EXERCÍCIOS DE MEDITAÇÃO

  1. Um dos exercícios mais simples é observar a respiração. Sinta o ar entrando e saíndo pelas narinas. Acompanhe seu caminho por todo o corpo. Repare nos movimentos da barriga, do peito. Veja se há movimentos ou sensações na pelve, pernas, cabeça, etc. Esteja com o ar o tempo todo.

  2. Quando estiver em contato com a natureza, sente-se diante de uma paisagem e observe-a. Ouça os sons, veja as cores, sinta os aromas mas não fique dando nome às coisas ou analisando-as: "esse cheiro deve ser daquela flor", "como é bonita a forma daquela montanha", "o som desses passarinhos me deixa tão relaxado...". Apenas ouça, veja e sinta sem criar frases na sua mente, sem ficar tagarelando internamente.

  3. Sente-se diante de uma janela e deixe que a claridade invada seu corpo. Sinta a luz penetrando pelo alto de sua cabeça e fluíndo por todo o corpo. Mantenha sua atenção nesse fluxo.

  4. Repita o mantra OM durante todo o tempo da sua meditação. Mantras são sons que trazem uma determinada qualidade de energia para quem os vocaliza. O mantra OM é um dos mais antigos do hinduísmo e sua qualidade é o equilíbrio e a serenidade. Ele nos traz energia e ajuda a clarear a mente.

  5. Olhe atentamente para um símbolo ou um objeto que lhe chame a atenção naturalmente. Pode ser um desenho, uma estatueta, um yantra (diagramas cósmicos do hinduísmo), etc. No Yoga, usamos o simbolo do OM para meditar (veja o desenho ao lado). Olhe para esse símbolo e envolva-se com ele. Observe-o atentamente até que você possa mantê-lo com clareza na sua mente, mesmo de olhos fechados.

  6. Sente-se em silêncio e preste atenção a cada som que surgir ao seu redor. Ouça tudo ao mesmo tempo. Não se detenha em nenhum deles. Nenhum é mais importante do que os outros, nenhum é melhor ou mais agradável. Não julgue, apenas ouça. Evite relacioná-los com os objetos ou seres que os produzem. Permita-se ouvir o som puro e perceber sua qualidade intrínseca.

  7. Você pode meditar com as cores também. Pergunte ao seu corpo de qual cor ele necessita para estar em harmonia. Aceite qualquer cor que lhe venha à mente. Imagine um grande jorro de luz dessa cor fluindo sobre você ou mergulhe num oceano tingido com a cor escolhida. Não se preocupe em "ver" a cor, você pode apenas sentí-la com seus sentidos interiores.

  8. Observe seus pensamentos e tente perceber o espaço que existe entre um e outro. Mesmo numa mente completamente confusa, os pensamentos surgem e desaparecem deixando um breve espaço entre si. Descubra esse espaço, nem que seja apenas um segundo. Observe-o e você vai perceber que ele começará a se ampliar. Ao penetrar nesse espaço em branco, você estará além da mente.

O OBSERVADOR PASSIVO

Existem centenas, talvez milhares, de técnicas de meditação. Cada um deve descobrir a que melhor combina consigo e a que produz melhores resultados. Alguns preferem meditar com mantras, muitos gostam de observar a respiração e outros usam imagens ou símbolos. Porém, o que essas técnicas têm em comum é o fato de despertarem o observador passivo.

Eu chamo de observador passivo aquela parte nossa que se mantém distante da turbulência da nossa vida diária. Ele é como um sábio que olha o vilarejo do alto de uma colina. Ele vê as pessoas correndo de um lado para outro, as crianças brincando, um cachorro procurando comida, alguém morrendo, um bebê nascendo, a geada queimando a colheita e nada disso o afeta. Ele permanece sentado no alto de seu monte, eqüânime, pois sabe que a dor ou a alegria brotam da mesma fonte e nenhuma delas é permanente. O observador passivo sabe que a verdadeira felicidade pertence ao Eu-Superior e que quando estamos conscientes dele, nada mais nos afeta.

Mas ele também é um grande professor. Se você ficar com alguém 24 horas por dia observando como ele come, como se veste, como fala e age, como dorme, no final de uma semana você conhecerá muito dessa pessoa. Assim, se nos observarmos tempo suficiente, aprenderemos muito a nosso respeito. Aprenderemos como é que funcionamos, como agem nossos pensamentos e sentimentos, como eles influenciam nossas escolhas, etc. Quando desenvolvemos o observador passivo, podemos olhar de longe a paisagem de nossa vida e encarar os desafios que ela nos propõe com insenção de ânimos, sem deixar que o emocional nuble nossa percepção. É por isso que é tão fácil aconselhar um amigo com problemas. Como não estamos envolvidos emocionalmente, temos uma visão panorâmica da situação e podemos perceber as falhas e as possibilidades que ele não vê. Quando olhamos as coisas com uma certa distância, entendemos o contexto e os motivos por trás dos fatos. E, com essa compreensão, podemos encontrar saídas criativas, podemos ver portas onde antes parecia existir apenas muros.

A TÉCNICA

  1. Sente-se confortavelmente e faça algumas respirações profundas.

  2. Comece a observar os pensamentos que lhe chegam. Tome consciência deles e deixe que sumam em seguida. Não os evite nem os incentive.

  3. Não dê continuidade a nenhum pensamento. A tendência da mente é fazer associações. Quando vem o pensamento "preciso pagar uma conta no banco" a mente dá continuidade: "será que tenho dinheiro suficiente? Se não tiver, posso pedir emprestado ao fulano. Caso ele não possa emprestar...". E assim vai. Portanto, corte o fio antes que toda a meada se desenrole.

  4. Tente ver cada pensamento como um quadro estático, como uma cena de um grande video-clip que não merece muita atenção.

  5. A mente está representando uma grande peça diante de você. Mas você não é o protagonista. Você é apenas o expectador. Portanto não se envolva.

  6. Caso haja uma grande confusão de pensamentos fluindo, apenas "olhe" essa confusão. Não tente controlar seus pensamentos, deixe que eles venham da maneira que vierem.

  7. Não espere nada de especial da sua meditação: fogos de artifício explodindo diante de você, deuses e iluminados desfilando, flores de lótus ou luzes maravilhosas. As imagens que surgem podem ser apenas produto da atividade mental, truques da mente para distraí-lo. Portanto, continue apenas observando como outro pensamento qualquer. Não se envolva com a beleza ou beatitude delas. Se elas forem mais que um produto da mente, você saberá.

  8. Com a prática contínua você será capaz de manter a mente em branco e ouvir a voz de sua intuição que também é um atributo do observador passivo.

Meditação hinduísta 1. Sente-se em uma cadeira, com a coluna alinhada e pés bem apoiados no solo. Se preferir sentar no chão, fique com as pernas cruzadas, em posição de lótus. 2. Deixe a respiração bem tranqüila, os olhos abertos e pense: "Eu focalizo a atenção no que está acontecendo em meu mundo interior". 3. Perceba que muitos pensamentos passam pela mente e que você tem o poder de escolher os melhores e dispensar os ruins. Pense: "Eu escolho o pensamento de paz". 4. Visualize um ponto de luz no centro da testa, entre as sobrancelhas. Pense: "Sinto que sou um ser de luz e paz". 5. Preste atenção em como sua mente está calma e saboreie esse momento. Pense: "Deus também é um ponto de luz. Sinto a paz e o amor Dele chegando a mim. Absorvo essa paz e irradio-a para o mundo". 6. Fique alguns momentos apreciando a experiência e volte lentamente sua atenção para o que está a sua volta.

Meditação budista tibetana 1. Comece pensando: "Assim como eu quero ser feliz e evitar o sofrimento, os outros seres também querem a felicidade". 2. Lembre-se dos seres vivos a seu redor - família, amigos, animais. Todos querem ser felizes. 3. Surgirá uma forte sensação de que todos são iguais, querem a mesma coisa e são irmãos. 4. Quando essa sensação surgir, procure concentrar-se nela sem distrações. Quanto mais familiarizar a mente com essa idéia, mais calma e tranqüila ela se tornará.

Meditação zen-budista 1. Em um local agradável, alinhe a coluna, firme os pés no chão e afaste ligeiramente as pernas, sem travar os joelhos. 2. Respire esvaziando bem o pulmão, soltando todo o ar pela boca várias vezes. 3. Depois, lentamente, caminhe com passos miúdos. Inspire e dê mais um passo (do tamanho da metade de seu pé). Expire e avance da mesma forma. 4. Sinta o chão sob os pés, a brisa no rosto, as áreas de luz e de sombra a seu redor. 5. Perceba que às vezes você pensa ou não pensa. Se se distrair, volte a prestar atenção. 6. Sinta que sua mente está em paz e, lentamente, volte a caminhar normalmente.

Meditação para dormir bem 1. Sente-se em um ambiente tranqüilo, com as luzes apagadas. Deite, feche os olhos e preste atenção em seu corpo. 2. Perceba cada ponto de tensão. Comece por cabeça, pescoço, ombros e vá descendo e relaxando ponto a ponto. 3. Observe o ritmo da respiração e vá fazendo com que ela aconteça na altura do abdômen e não no tórax. Isso melhora a oxigenação e libera emoções contidas. Relaxe, até dormir. Recomendações:Vá para o quarto apenas quando já estiver com sono. Faça esse exercício todas as noites, durante 15 minutos.

Meditação cristã1. Procure um lugar silencioso. 2. Faça uma leitura de um fato importante em sua vida do dia, do mês, do ano. Nesse balanço, procure se lembrar das pessoas e das crises. 3. Escolha e leia um trecho da Bíblia a cada dia. 4. Concentre-se em uma palavra ou frase, compreendendo o sentimento e o sentido profundo de cada mensagem. 5. A seguir, fique em frente a uma imagem bonita (paisagem ao ar livre ou diante de uma bela foto) para de novo prestar atenção no silêncio.

Técnica Iogue 

Por: Wagner Borges

Essa é uma antiga prática projetiva iogue que me foi passada por um amparador hindu. Ela também estabiliza a mente e acalma as emoções, além de vivificar energeticamente as glândulas pineal e hipófise*, os nádis** e o chacra frontal. Seu princípio básico está assentado na visualização criativa a serviço da consciência. A figura da lua (em sânscrito: "soma" ou "chandra") é usada para manter o foco da concentração bem estável, como uma ponte vibratória entre a base da nuca (um dos pontos focais do cordão de prata no psicossoma) e o chacra frontal.

PROCEDIMENTOS:

Parte inicial: Sentado confortavelmente e de olhos fechados.

1. Eleve os pensamentos e sentimentos ao Grande Arquiteto do Universo.

2. Manifeste profunda vontade de evoluir e ser útil à vida.

3. Pense no bem de todos os seres do universo.

4. Lembre-se dos amparadores e procure cooperar com eles a favor de todos os objetivos sadios.

5. Tenha plena confiança em você mesmo e lembre-se de que você é LUZ!

6. Leve a atenção para a base da nuca e visualize ali interpenetrada uma meia-lua branquinha fluorescente (a meia-lua está na posição horizontal em relação a você). Fique assim por cerca de um minuto.

7. A seguir, visualize interpenetrada no centro de sua testa uma linda lua cheia bem branquinha fluorescente. Fique assim por um minuto.

8. Visualize quatro raios coloridos (são como faixas coloridas, lembrando um arco-íris, só que com quatro cores apenas; escolha as cores que gostar mais), convergindo ao mesmo tempo da meia-lua para o centro do lua cheia (isto é, atravessando o interior da cabeça, de um ponto a outro). Esses raios coloridos são pacíficos e seu fluxo na direção da lua cheia é contínuo. Fique assim por cerca de uns quatro minutos.

Segunda parte: Deite em decúbito dorsal.

9. Pense nas palavras "PAZ E LUZ" vibrando mentalmente dentro de sua testa.

10. Lembre-se de que você é uma consciência extra física, imortal, temporariamente conectada ao plano físico.

11. Relaxe e peça mentalmente ao amparador que oriente-o durante o sono/projeção.

12. Essa prática dilata consideravelmente o chacra frontal (ballonement do chacra). Em função disso, poderão ocorrer algumas repercussões, tais como: pulsações energéticas na testa, clarões internos na testa, formigamento, entumescimento energético da testa, percepções clarividentes fugazes, clarividência viajora, etc.

13. Por favor, faça essa prática com constância e observe seus efeitos a médio prazo. Se possível, leia algum texto inspirador antes e coloque uma música suave, "viajante", para relaxá-lo mais ainda.

14. O amparador hindu que sugeriu-me essa prática é um "expert" em projeção e manipulação de bioenergias. Em outras palavras: é um craque no assunto!

15. Uma coisa é óbvia: não há nenhuma prática espiritual baseada na preguiça. Se você espera resultados miraculosos em uma prática assim, pode desisitir. Tudo demanda tempo e esforço de aprendizagem.

16. Se você é leviano e tem alguma má intencão para com os outros, cuidado! Os assediadores espirituais adoram pessoas assim. Ou melhor, eles se nutrem vibratoriamente de pessoas assim.

A essa altura, não custa nada lembrar daquele velho chavão espiritualista: "SEMELHANTE ATRAI SEMELHANTE!

17. Finalizo essas linhas lembrando das palavras do mestre russo Ouspensky: "Pensem bem sobre a vida em geral. Pensem sobre as massas de pessoas cegas e adormecidas, sem qualquer oportunidade no mundo de se tornarem outra coisa. Pensem em si mesmos e compreendam quantas oportunidades tiveram e quantas já perderam e continuam perdendo diariamente. Pensem sobre a morte. Não sabem quanto tempo ainda lhes resta..."

* Glândulas pineal (epífise) e hipófise (pituitária): São as duas principais glândulas do sistema endócrino. Estão situadas dentro da cabeça, logo abaixo (pineal) e a frente (hipófise) dos hemisférios cerebrais. Estão relacionadas energeticamente aos chacras coronário e frontal e têm grande influência em vários fenômenos parapsíquicos.

** Nádis (do sânscrito): São os condutos energéticos sutis que transportam o prana (força vital, energia) pelo sistema dos chacras. Os principais nádis são os três que correm ao longo da coluna vertebral e que tem a ver com o despertar da kundalini: Ida, pingala e sushumna.

Prática Criativa de Contentamento e Relaxamento

Por: Wagner Borges

Chacra Coronário: A rosa e a estrela no lago da paz

Caro leitor e estudante das lides espirituais, Por favor, eleve os seus pensamentos ao Senhor da Vida. Com humildade e respeito, sintonize o coração nas moradas do Pai Celestial. Abra a consciência ao influxo das energias superiores... Solte-se nas ondas do Amor Incondicional...

Leve a atenção ao meio do alto da cabeça (chacra coronário). Visualize nesse ponto um pequeno lago de águas cristalinas. Por alguns instantes, apenas mantenha a atenção no laguinho. Em seguida, visualize uma estrela brilhante (de cinco pontas) emergindo da água. Com a estrela pairando sobre sua cabeça, visualize o seu reflexo na água. Fique assim por alguns minutos, apenas relaxando a mente nessa imagem plácida.

Na seqüência, visualize um botão de rosa branca emergindo das águas. Suavemente, as pétalas da flor vão se abrindo, sob a luz da estrela acima. Parece que a flor respira o brilho estelar... e desabrocha contente no brilho. Agora, imagine que você é a flor que se abre, e que a estrela é o seu amparador. Pense na ajuda invisível que você recebe, e agradeça!

Imagine o quanto você é amado pelo amigo espiritual, e fique contente. Você não está sozinho em meio às provas da carne... há uma estrela logo acima. Às vezes, você duvida disso, mas a estrela continua ali... e no silêncio, lhe beija! Ah, quantas vezes você blasfemou e se queixou... e no silêncio, alguém lhe abraçou! Quantas vezes você chorou... e no silêncio, alguém orava por você! E agora, aí está você, uma flor desabrochando... e no silêncio, acima, a estrela... E algures, no centro da imensidão da vida, O Pai Celestial ri por entre as estrelas. Ele sabe que você, a rosa, e o amparador extrafísico, a estrela, estão aprendendo. A interação dos dois, mesmo entre planos diferentes, equilibra a ambos. E a vida sai ganhando, pois, com vocês juntos, há mais brilho no ar. Você-rosa e o amparador-estrela são irmãos!

Portanto, desabroche feliz e agradeça a estrela pela presença sutil e amparadora. No lótus das mil pétalas, você se abre à Luz... e no silêncio, acima, a estrela... E muito acima, por entre as estrelas, no silêncio sideral, o sorriso do Pai Celestial.

Técnica da Bola Dourada 

Por: Wagner Borges

Exercício bem simples e que pode melhorar o nível energético e espiritual. 

Está visualização é para proteção espiritual.

1. De olhos fechados e pensamentos elevados, visualize uma bola de luz dourada flutuando por cima de sua cabeça. Ela está centralizada na direção do meio do alto da cabeça (onde no campo energético situa-se o chacra coronário), suspensa cerca de 10 centímetros. Visualize-a como se fosse de ouro bem quente, brilhante.

2. A seguir, imagine que o calor e a luz dessa esfera dourada irradiam de cima para baixo, para dentro de sua cabeça. Energias douradas em cascata jorrando da esfera para dentro do seu crânio e enchendo o cérebro de luz.

Ao mesmo tempo, pense que estas energias estão limpando a sua mente de formas-pensamento destrutivas e "lavando com ouro brilhante" qualquer clima negativista.

3. Faça isso por cerca de três minutos e observe como faz bem!...

4. Esta prática melhora sua auto-estima, corta pensamentos intrusos, melhora o ânimo psicofísico e eleva o padrão vibracional da aura e dos chacras. É excelente para aumentar a confiança e faz a energia circular pelos nádis (condutos energéticos sutis que transportam as energias pela coluna e irrigam o corpo energético).

Com o tempo e a prática, torna-se uma ferramenta excelente para estabilizar a consciência em sintonias mais elevadas.

5. Quando sentir um clima esquisito no carro ou em outra condução, basta visualizar a esfera dourada flutuando sobre o veículo por alguns instantes.

6. No caso de estar ajudando alguém mentalmente, pode-se visualizar a esfera dourada sobre a pessoa em questão e jorrar uma cascata de luz dourada sobre ela.

7. Fica desnecessário dizer aqui, que essa prática destina-se a objetivos benéficos. Por isso, não custa nada erguer os pensamentos e abrir o coração enquanto pratica. Como diz um antigo ditado hermético: "QUEM QUER MAIS LUZ, QUE SEJA LUZ!

http://an.locaweb.com.br/Webindependente/PSE/principal/pse.htm

Visualização para Limpeza Bioenergética 

Por: Wagner Borges

1) Visualize um tubo de energia violeta entrando pelo alto da sua cabeça e atravessando todo o seu corpo por alguns minutos. O violeta é uma cor de alta transformação e por isso dissolve cargas energéticas pesadas.

 2) Visualize um bola de luz dourada flutuando cerca de uns 40 cm acima da sua cabeça. Faça a energia dourada fluir dessa bola para dentro da sua cabeça e imagine muito calor dissolvendo formas mentais negativas. Ao mesmo tempo pense em coisas positivas

 3) Visualize uma luz rosa dentro do seu peito e ao mesmo tempo uma luz azul pulsando no centro da sua testa. Procure pensar nesses dois pontos ao mesmo tempo: testa e peito com essas energias pulsando ao mesmo tempo. E não se esqueça de erguer os pensamentos e abrir o coração na frequência de coisas positivas. Pense em algum mestre que você goste: Jesus, Buda, Krishna ou qualquer outro e entre numa sintonia superior de proteção. O importante é encher de luz os pensamentos, sentimentos e ações

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