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Curso de PAISAGISMO

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1 – A VEGETAÇÃO 1.1 – Componentes vegetais 1.2 – Noções básicas de botânica 1.2.1 – Taxonomia 1.2.2 – Flores 1.2.2.1 – Formação do óvulo 1.2.2.2 – Tipos de óvulo 1.2.2.3 – Tipos de flores 1.2.2.4 – Diagrama floral 1.2.2.5 – Fórmula floral 1.2.3 – Folhas 1.2.3.1 – Folhas simples e compostas 1.2.3.2 – Folha completa 1.2.3.3 – Tipos de folha 1.2.3.4 – Heterofilia 1.2.3.5 – Folhas modificadas 1.2.3.6 – Anatomia das folhas 1.2.4 – Caule 1.2.4.1 – Caules aéreos 1.2.4.2 – Caules subterrâneos 1.2.4.3 – Caules aquáticos 1.3 – Plantas usadas em paisagismo 1.3.1 – As herbáceas 1.3.2 – As arbustivas 1.3.3 – As árvores 1.3.4 – As palmeiras 1.4 – Plantas ornamentais tóxicas

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1.5 – Vegetação de interiores 1.6 – Frutíferos temperos e ervas medicinais. 1.7 – Vasos e jardineiras

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A vegetação Embora nosso ponto de referência seja a vegetação, considera-se sempre que ela se apresenta associada a outros elementos naturais (solos, rochas e água) e processados (edificações, muros, muretas, pavimentos, pontes, etc.), na organização da paisagem.

A natureza, na sua simplicidade, emprega somente quatro elementos na composição de seus cenários: o terreno, as vegetações, a água e as rochas. O homem introduziu um quinto: as edificações. A beleza e o caráter de uma paisagem dependem, portanto, das variações dadas nas formas, nas dimensões, nas cores e nas posições desses elementos. “Não existem plantas feias. Existem plantas bem ou mal aproveitadas, segundo as qualidades que melhor adaptem aos nossos propósitos.”

A distribuição dos elementos vegetais, sua composição e seleção das espécies devem ser feitas de maneira integrada à concepção global do processo do projeto do espaço livre. Deve-se considerar a vegetação como uma das organizadoras do espaço, procurando tirar partido de suas potencialidades plásticas e arquitetônicas.

Componentes vegetais Cada pessoa tem seu jeito próprio de ser, que se manifesta na maneira de vestir, de se alimentar e em outras ações cotidianas. Da mesma forma, existem gostos peculiares quanto ao emprego da vegetação, quer em interiores, em jardins, praças ou parques.

No desenvolvimento de um projeto paisagístico, a utilização de determinadas espécies, conforme preferências pessoais e arranjadas das mais diversas maneiras, podem nos conduzir a resultados surpreendentes, graças à grande diversidade da nossa flora.

Apesar do grande número de espécies, aproveita-se pouco do potencial florístico regional, isto é, tem-se ainda pouco apreço pela flora local.

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Entretanto, à medida que se vai conhecendo as plantas dão-se conta da sua importância, das suas diferentes utilizações e então, as atitudes se modificam.

O conhecimento, a perfeita interação e composição entre os diversos elementos vegetais conduzem a um resultado que vai desde o exótico ao natural. Lamentavelmente, muitas espécies de plantas têm sido esquecidas, pois foram paulatinamente sendo substituídas por plantas “da moda”.

O que se pretende, ao selecionar várias espécies, entre os diversos componentes vegetais, é um aspecto de floração, apresentam destaque nas folhas, troncos, frutos, ramos e sementes.

Noções básicas de botânica A palavra botânica é originada da palavra grega “botane”, que quer dizer: patos, planta. É tão antiga quanto à própria humanidade; não como ciência, mas em forma de observações sobre a aparência das plantas conforme descrito na introdução desta apostila.

Minuciosas descrições podem ser encontradas no “Livro dos Mortos”, dos antigos cadáveres. No “Livro dos Mortos”, descrições sobre propriedades medicinais das plantas. Como ciência, a botânica inicia-se a partir da classificação, por Aristóteles e Teofrasto (384 – 283 a.C.), das plantas em Arbóreas, Arbustivas e Herbáceas, usada até o final da Idade Média. As grandes viagens, por parte dos povos europeus, e a descoberta de novos continentes, enriqueceram as coleções botânicas.

Daí a necessidade premente de organizá-las para o melhor entendimento do Reino Vegetal. Foi então que o sistema ganhou impulso, com Karl Von Linée (1707 – 1775). Ele classificou as plantas baseando-se na morfologia da flor. Sistema que, com alguns melhoramentos, é usado até hoje.

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Taxonomia É a parte da botânica que divide ou agrupa as plantas em diferentes unidades, dando nomes às plantas de acordo com sua ocupação hierárquica. Tomemos como exemplo o Pau-Brasil:

FiloVegetal
Família Leguminosae

Divisão Angiospermae Classe Dicotiledoneae Ordem Rosales

Gênero Caesalpinia Espécie echinata

Flores Informações gerais sobre o óvulo

O óvulo, que é uma das principais conquistas evolutivas do Reino Vegetal, surgiu com o aparecimento da flor. Além de produzir um gameta feminino dentro de uma estrutura protetora, ao se transformar na semente, cria um ambiente protegido onde o embrião pode sobreviver durante longos períodos esperando condições favoráveis para a germinação. E, quando esta acontece, proporciona as reservas nutritivas necessárias para que a plântula possa iniciar o seu crescimento.

Formação do óvulo

Nas Angiospermas, o óvulo ou os óvulos, começam a se formar no interior do ovário, a partir da placenta.

1 - No início é um pequeno calombo dentro do qual há uma célula grande, diplóide, denominada "célula mãe de megasporo".

2 - A célula mãe sofre meiose e forma quatro megasporos haplóides.

3 - Dos quatro megasporos três degeneram e sobra apenas um.

4 - O núcleo do megasporo se divide por mitose formando oito núcleos haplóides.

5 - Os oito núcleos originam as sete células que formam o saco embrionário: a oosfera, as sinérgides, as antipodas e uma grande célula central - o mesocisto - com dois núcleos (núcleos polares).

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Veja a descrição do óvulo abaixo:

Tegumento - ou casca, formado por duas camadas de células: a primina(mais externa) e a secundina (interna).

Nucela - tecido nutritivo do óvulo das Angiospermas que envolvem o saco embrionário.

Saco embrionário - formado pela meiose de uma célula mãe inicial e composto, em muitos casos, por sete células haplóides: a oosfera, duas sinérgides, três antipodas e uma grande célula central, o mesocisto, com dois núcleos (núcleos polares). É a parte fértil do óvulo.

Funículo - é o pedúnculo que liga o óvulo (e mais tarde a semente) à placenta.

Hilo - porção terminal do funículo. É o lugar por onde, mais tarde, a semente se destacará do fruto.

Chalaza - parte basal da nucela que se liga ao funículo através do hilo.

Micrópila - pequena abertura na extremidade superior do óvulo. Geralmente é por ela que penetra o tubo polínico.

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Placenta - local na parede do ovário onde o óvulo se fixa e por onde, mais tarde, a semente se liga ao fruto.

Tipos de óvulo

Ortótropo - é o óvulo em que o hilo a chalaza e a micrópila estão em uma mesma linha reta

Anátropo - é o óvulo cujo eixo principal é curvo e a micrópila fica virada para a placenta.

Campilótropo - é o óvulo recurvado em que a micrópila e a chalaza se aproximam em um mesmo plano horizontal.

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Tipos de flores em relação à posição do ovário

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