Curso de Paisagismo1

Curso de Paisagismo1

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Programa de Educação Continuada a Distância

Curso de Paisagismo

Aluno:

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Curso de Paisagismo

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1 – Solos 1.1 – Tipos de sol 1.1.1 - Solo argiloso 1.1.2 - Solo franco 1.1.3 - Solo arenoso 1.1.4 - Solo orgânico ou humoso 1.2 – Análise e correção do solo 1.2.1 - Técnica de coleta 1.2.2 – Acidez 1.2.2.1 – Causas da acidez 1.2.2.2 – Efeitos maléficos da acidez 1.3 – Manejo do solo 1.3.1 – Argiloso 1.3.2 – Arenoso 1.3.3 – Orgânico ou humoso 1.4 – Irrigação e drenagem 1.4.1 – Irrigação 1.4.1.1 – Tipos de irrigação 1.4.1.2 – Controle e manejo da irrigação 1.4.1.3 – Avaliação dos sistemas de irrigação 1.4.2 – Drenagem 1.5 – Preparação do solo 1.5.1 – Nutrientes do solo 1.5.1.1 – Macronutrientes 1.5.1.2 – Micronutrientes 1.5.2 – Adubação 1.5.2.1 – Adubação química 1.5.2.2 - Adubação verde 1.5.3 – Calagem

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1.5.4 – Aeração do solo 1.6 – Substratos 1.6.1 – Aspectos físicos 1.6.2 – Substratos para cultivo

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Solos

Solo, do ponto de vista agrícola, é uma mistura de materiais minerais e orgânicos da superfície da terra que serve de ambiente para o crescimento das plantas.

O solo, como um fator da produção agrícola, possui duas características básicas que revelam o seu valor agronômico: fertilidade e produtividade.

O termo fertilidade refere-se à capacidade de um solo para fornecer nutrientes às plantas em quantidades adequadas e proporções convenientes.

Assim, a fertilidade de um solo pode ser conduzida a condições ideais pela intervenção do homem, através das práticas de calagem e adubação fundamentada em bases científicas.

A produtividade está relacionada com a capacidade de um solo em proporcionar rendimento às culturas, podendo apenas ser melhorada pela intervenção do homem, como por exemplo, pela incorporação de matéria orgânica em solo pobre nesse componente. A matéria orgânica, melhorando a estrutura do solo, facilita as condições de desenvolvimento das raízes das plantas, permitindo, portanto, a exploração de maior volume de solo. Há fatores que caracterizam um solo de alta produtividade, como:

• Água disponível suficiente para o bom crescimento dos vegetais;

• Quantidade adequada de matéria orgânica decomposta;

• pH adequado;

Os solos possuem quatro componentes principais: matéria mineral, matéria orgânica, água e ar.

Da proporção entre eles extremamente variável, depende da produtividade do solo. O gráfico abaixo representa a composição em volume de um solo que apresenta boas condições para crescimento das plantas.

AR25% ORGÂNICA 5%

MINERAL 45%

Tipos de solo Diferentes tipos de rochas originam diversos tipos de solos, pode-se então dizer que temos como solo os seguintes:

Solo argiloso: é um solo cujo maior constituinte é a argila e que, ao ser moldada, forma um aglomerado elástico que, mesmo jogado ao chão, não se desfaz.

Solo franco: é aquele tipo de solo em que existe equilíbrio entre os componentes.

Solo arenoso: predomina a areia em sua constituição e, quando amassado com a mão, não se aglomera.

Solo orgânico ou humoso: é aquele com alto teor de matéria orgânica (MO), escuro esponjoso e cheio de restos vegetais.

Análise e correção do solo

Em agricultura, muitos fatores influenciam a produção obtida (clima, cultura, solo, nível de manejo, etc.), porém safras maiores somente podem ser obtidas quando as plantas são bem supridas de nutrientes. O aumento da fertilidade do solo é geralmente alcançado pelo emprego de fertilizantes apropriados. Naturalmente, boas sementes e

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7 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados a seus respectivos autores boas práticas de manejo são indispensáveis na obtenção de maior aproveitamento da fertilização.

As análises de solo são capazes de fornecer dados úteis e dão uma boa orientação para a aplicação de fertilizante e calcário. Alguns dos objetivos mais importantes da análise do solo são:

Agrupar os solos em classes com a finalidade de sugerir a aplicação de fertilizantes e calagem;

Predizer à probabilidade de obter uma reação lucrativa a aplicação de nutrientes para a planta;

Ajudar a avaliar a produtividade do solo; Determinar condições específicas de solos que passam a ser melhoradas com a adição de corretivos ou práticas culturais.

Atualmente, a maior utilização das análises de solo é no sentido da orientação no emprego de fertilizantes e calagens. Pela análise do solo ficamos conhecendo o estado atual da fertilidade de um solo e, auxiliados pelos conhecimentos da experimentação agronômica, podemos diagnosticar e recomendar as práticas de fertilização e calagem que visem o aumento da produção por unidade de área.

A análise química de solo tem grande valor, notadamente quando os métodos se combinam com as respostas das culturas à adição de nutrientes, ou seja, a fidedignidade de qualquer análise química para fins de fertilidade depende dos dados obtidos, que mostram a relação entre os resultados de análise e os resultados dos experimentos no campo.

As culturas, para produzir boas colheitas, retiram do solo grandes quantidades de

N, P2O5, K2O e outros nutrientes.

Após sucessivos cultivos, o rendimento (produtividade) das culturas diminuiu muito devido a modificação na fertilidade do solo, ou seja, houve decréscimo nos teores de matéria orgânica, nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, etc. A análise de amostras de solo pode ser feita para determinar a quantidade total de um elemento no solo ou para obter a quantidade de um elemento que é solúvel em algum reagente, como soluções ácidas fracas ou soluções salinas.

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As análises de solo são comumente e amplamente usadas com o objetivo de estimar as necessidades de calagem e dos três macronutrientes essenciais: nitrogênio fósforo e potássio.

Técnica de coleta A tomada de amostras de solo deve ser feita com bastante antecedência da época do preparo do solo e plantio, pois, assim, haverá suficiente tempo para o laboratório analisar as amostras e para que as recomendações de fertilização cheguem ao lavrador com tempo para fazer suas compras de calcário e fertilizante sem os atropelos que lhe podem acarretar prejuízos.

A retirada de amostras de terra de uma área deve obedecer a certo critério, a fim de que os resultados analíticos obtidos representem valores médios da área analisada. A interpretação dos resultados analíticos e a recomendação de fertilização e calagem serão muito mais eficazes quando a amostragem for efetuada por um sistema conveniente e consciente.

Na retirada de amostras de solo, com vistas à fertilidade, o interesse é pela camada que normalmente é alterada pela aração e adição de fertilizantes representada pelos 20 cm mais superficiais do solo, em profundidade.

Solos diferentes na aparência, no desenvolvimento que propiciam às plantas ou no seu histórico, isto é, se anteriormente sofreram calagens, se foram fertilizados e com que plantas foram cultivadas, devem ser amostrados separadamente, desde que suas áreas sejam de ordem tal que possam ser fertilizadas separadamente. Ao amostrar solos fertilizados anteriormente, deve-se tomar cuidado para não retirar amostras sobre as linhas onde foram aplicados os fertilizantes.

Não se devem retirar amostras de antigos caminhos e de locais próximos a residências, galpões, estradas, formigueiros e depósitos de fertilizantes, nem retirá-las quando o terreno estiver encharcado.

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