centro cirirgico

centro cirirgico

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Pós-operatório:

  • Observar os sinais vitais;

  • Manter decúbito dorsal inicialmente e, após a normalização dos sinais vitais, colocar em semi-Fowler;

  • Fazer controle da diurese;

  • Manter sonda nasogástrica aberta e anotar volume e aspecto das drenagens; aspirar se necessário.

  • Observar sangramentos pelo curativo abdominal;

  • Estimular exercícios respiratórios;

  • Fazer movimentos passivos com os MMII e, após cessarem os efeitos anestésicos, estimular os ativos;

    • Endoscopia

É a inspeção e a manipulação de tecidos e órgãos através de um aparelho flexível, cuja base óptica são fibras de vidro.

Pré-operatório:

  • Jejum de 12 hr;

  • Anotar o efeito do pré-anestésico (administrar 50 min. antes da cirurgia);

  • Orientar para urinar 30 min. antes da cirurgia; (evitar lesão da bexiga)

  • Se necessário na noite que antecede a cirurgia, fazer enteróclise (evitar distensão abdominal e perfuração intestinal)

Pós-operatório:

  • Verificar rigorosamente os sinais vitais;

  • Observar e anotar os sinais e sintomas de hemorragia;

  • Promover hidratação venosa e oral, tal como programado;

  • Estimular a deambulação precoce;

  • Inspecionar o abdômen (observar ocorrência de distensão);

Hérnia Inguinal

Correção laparoscópica da hérnia inguinal é uma técnica recente que através de pequenos orifícios no abdômen corrige as aberturas (hérnias) através dos músculos que se formam dando saída, por debaixo da pele, do conteúdo abdominal. Este novo método pode oferecer além de um retorno mais rápido as atividades habituais como também em alguns casos menor dor no pós-operatório.

A primeira, ou tradicional, é feita de fora para dentro, ou seja, é realizado um corte na parede abdominal e corrigido o defeito da parede abdominal com pontos , fechando o "buraco" por onde as vísceras anteriormente saíam. Esta técnica pode ser realizada com anestesia local ou peri-dural (na espinha dorsal)

A segunda é por via videolaparoscópica. Neste método o orifício da hérnia é corrigido de dentro para fora, sem cortar a pele sobre a hérnia. Através de pequenos orifícios (3 ou 4) de aproximadamente 0,3 ou 0,5 cm são introduzidas cânulas para entrar na cavidade abdominal e fazer a cirurgia através de um monitor de vídeo. A hérnia é identificada e ressecada. Então é posicionada uma tela sobre o defeito da parede abdominal e é fechada a porção exposta.  Esta cirurgia é realizada com anestesia geral.

Pré-operatório:

  • Fazer tricotomia da região a ser operada, no caso da hérnia inguinal: - perineal até o terço superior da coxa;

  • O jejum, pelo menos 12 horas antes da cirurgia;

  • Um banho na noite da véspera ou na manhã da cirurgia.

  • Alguns exames pré-operatórios são necessários.

Pós-operatório:

  • Manter o paciente em decúbito dorsal;

  • Orientar o paciente a imobilizar a área operada com as mãos, sempre que tossir ou espirrar, para proteger o local;

  • Colocar suspensório escrotal para prevenir ou aliviar o edema;

  • Monitorizar o paciente até ser liberado para o quarto.

  • Em 24 a 48 horas o local da cirurgia poderá ficar uma pouco inchado.

  • Evitar esforços físicos pelo período de duas semanas. Após este tempo deverá voltar progressivamente as suas atividades habituais.

  • Se o edema persistir por mais de 2 dias o cirurgião deverá ser avisado.

  • Controlar sinais vitais;

Colpoperíneoplastia

É o reparo da parede vaginal anterior (colporrafia anterior) e da parede posterior (colporrafia posterior ou perineorrafia).

  • COLPORRAFIA ANTERIOR

Uma cistocele ou uretrocele é comumente tratada por meio de uma colporrafia anterior, desde que não se deseje ter mais filhos. Essa operação visa reconstituir a anatomia normal da área, até onde for possível.

Abordada através da vulva, a cérvix é abaixada, é aberta a parede vaginal anterior sobre a cistocele, e se o útero estiver com tendência a prolapso para baixo também, são encurtados os ligamentos uterossacral e cervicotransversal. Do contrário, a protrusão da cistocele ou uretrocele é movimentada, depois obliterada e apoiada em uma posição mais normal apertando-se e suturando-se a fáscia disponível, tal como os ligamentos pubocervicais, e a fáscia sobre a bexiga. A posição da uretra e da bexiga, e o nível do colo da bexiga são revistos para assegurar que a continência seja garantida. Por último, é incisada uma faixa longitudinal e em forma de diamante da vagina alongada, sendo esta fechada.

  • COLPORRAFIA POSTERIOR

Esse processo é usado para retocele, enterocele e reparos do períneo. Para o caso retocele, a parede posterior da vagina é aberta, a retocele é obliterada e apoiada usando-se a fáscia perirretal disponível e aproximando-se e suturando as margens medianas

dos músculos elevadores do ânus. Uma parte triangular da parede da vagina excedente e

alongada é cortada e a vagina é fechada.

Uma enterocele pode ser reparada de modo semelhante, mas nesse caso é feita a excisão do saco peritoneal da enterocele, e os ligamentos uterossacrais são suturados juntos para dar apoio.

A perineorrafia é a sutura do períneo, por exemplo, para reparar dilacerações causadas pelo parto, que pode incluir o esfíncter anal. A colpoperineorrafia é uma mistura de colporrafia posterior e perineorrafia.

Indicação:

Cistocele (descolamento da bexiga através do orifício vaginal) e retocele (profusão do reto na parede posterior vaginal.)

Pré-operatório

  • Orientar quanto às rotinas da clínica, esclarecer dúvidas, minimizar receios;

  • Colher urina para exame;

  • Fazer enteróclise na noite de véspera da cirurgia;

  • Fazer jejum de 8hrs;

  • Fazer tricotomia pubiana, perineal e do terço superior da coxa;

  • Orientar p/ esvazia a bexiga;

  • Verificar os sinais vitais;

Pós-operatório

  • Observar e anotar sangramento na região perineal, comunicando ao enfermeiro se estiver abundante ou aumentando de volume;

  • Verificar os sinais vitais rigorosamente;

  • Estar atento aos sinais de choque;

  • Controlar a diurese;

  • Irrigar a região perineal com soro fisiológico morno quatro vezes ao dias e após as evacuações;

  • Elampear a sonda vesical de 3 em 3 horas e abrir por 15 minutos no s intervalos; se houver distensão abdominal ou queixas de dor, abri-la antes desse período;

  • Estimular e acompanhar nas deambulações;

  • Oferecer dieta após o retorno do peristalimo;

  • Aliviar a dor;

  • Manter roupas de cama secas e limpas;

  • A partir do 2º dia pós-operatório, estimular exercícios perineais para fortalecer a musculatura; orientar para contrair e relaxar os glúteos, sucessivamente dez vez de hora em hora;

Traqueostomia e Traqueotomia

Traqueostomia é a inserção de um tubo de demora (cânula) na traquéia.

Traqueotomia é a abertura cirúrgica entre o 2º e o 3º anéis da traquéia.

Pré-operatório:

  • O enfermeiro deve manter-se calmo, transmitir tranqüilidade e confiança;

  • Verificar os sinais vitais;

  • Fazer tricotomia cervical anterior e facial nos homens (quando não for emergência e houver tempo);

Pós-operatório:

  • Observar rigorosamente os sinais vitais;

  • Após a estabilização dos sinais vitais, manter o leito em Fowler para facilitar as drenagens e favorecer a mecânica respiratória;

  • Aspirar as secreções traqueobrônquicas de 2 /2 hr ou quando necessário, seguindo rigorosamente a técnica asséptica;

  • Estimular a tosse para facilitar a eliminação das secreções;

  • Manter vigilância e tranqüilizar o paciente, se ele temer asfixiar-se;

  • Oferecer prancheta, lápis e papel para proporcionar a comunicação;

  • Umedecer o ambiente com nebulizadores ou borbulhadores;

  • Fazer higiene oral 4 vezes ao dia ou sempre que necessário;

  • As cânulas devem ser trocadas diariamente;

Colostomia

É a comunicação da luz do cólon com a parede abdominal.

Pré-operatório:

  • Oferecer dieta líquida e mínima em resíduo;

  • Jejum de 12 hr;

  • Fazer tricotomia abdominal e pubiana;

  • Orientar quanto aos cuidados (higienização, desodorização, troca de bolsa coletora)

Pós-operatório:

  • Observar alterações como taquicardia, cianose, dispnéia, sudorese, hipotensão, palidez;

  • Observar e anotar o aspecto e volume das eliminações;

  • Manter correto o gotejamento dos soros;

  • Promover deambulação precoce;

  • Trocar a bolsa de colostomia sempre que necessário;

  • Manter dieta líquida após o retorno do peristaltismo;

Considerações Finais

Podemos observar que todo procedimento cirúrgico envolve uma série de cuidados que devem ser feitos de forma cautelosa e de muita responsabilidade desde os procedimentos pré até os pós-operatórios, para promover conforto, segurança e boa recuperação para o bem estar do paciente.

Bibliografia

www.sitemedico.com.br

www.google.com.br

www.globo.com.br

Manual do Técnico e Auxiliar de Enfermagem

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