centro cirirgico

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(Parte 1 de 2)

Introdução

Este trabalho contém informações sobre os cuidados pré e pós-operatórios de algumas cirurgias comuns em nossa região.

Apendicectomia

É a retirada do apêndice vermiforme.

Pré-operatório:

  • Manter o paciente em repouso e jejum absoluto;

  • Fazer higienização completa;

  • Verificar sinais vitais;

  • Observar a ocorrência de náuseas e vômitos;

  • Corrigir os desequilíbrios hidroelétroliticos e outros distúrbios sistêmicos;

  • Administrar antibioticoterapia;

  • Proceder a sondagem nasogástrica para aspiração sempre que houver sinais der peritonite ou de toxemia e que indiquem possibilidade de íleo pós-operatorio;

  • Fazer tricotomia da região abdominal;

  • Não usar laxativos e só fazer clister se houver prescrição médica, caso em que deverá ser administrado muito lentamente;

  • Medir a temperatura retal e axilar, o que servirá como meio diagnóstico, já que em condições normais a temperatura retal é 2º acima da temperatura axilar (se a diferença entre as duas for maior, com aumento da temperatura retal, cresce as suspeitas de apendicite ou mesmo de peritonite generalizada);

Pós-operatório:

  • Fazer controle da diurese;

  • Manter o paciente em decúbito dorsal horizontal, com a cabeça lateralizada, passando para fowler assim que o paciente se recuperar da anestesia;

  • Observar continuamente o funcionamento adequado dos tubos de drenagem (drenos de Penrose ou tubulares), se houver, verificando volume e demais características do material drenado, com especial atenção para o aparecimento de fezes no líquido drenado ou nas gazes do curativo ( qualquer anormalidade deve ser comunicada ao cirurgião);

  • Fazer deambulação precoce;

  • Verificar sinais vitais e observar os sinais de choque;

  • Oferecer alimentação líquida após o retorno do peristaltismo;

Histerectomia

É a remoção parcial ou total do útero.

Pré-operatório:

  • Estimular a ingestão de líquidos;

  • Observar e anotar a aceitação da dieta;

  • Orientar sobre a coleta de urina para exames;

  • Prepara psicologicamente a paciente, afinal, ela poderá apresentar-se muito sensível, triste pela perda da capacidade reprodutora;

  • Fazer enteróclise na noite da véspera do ato cirúrgico;

  • Manter jejum de 8 hr;

  • Fazer tricotomia na região abdominal, pubiana e perineal;

  • Verificar sinais vitais;

  • Orientar a paciente para urinar 30 minutos antes de ser encaminhada para o centro cirúrgico;

Pós-operatório:

  • Observar sinais de choque;

  • Observar e anotar se há sangramento na incisão cirúrgica ou por via vaginal;

  • Fazer controle da diurese;

  • Fazer curativo perineal três vezes ao dia, ou de acordo com a necessidade;

  • Verificar os sinais vitais rigorosamente;

  • Estimular mudanças de decúbito e exercícios com os MMII.

  • Fazer deambulação precoce;

  • Oferecer a dieta e anotar a aceitação, após o retorno do peristaltismo;

  • Nas pacientes com sonda vesical, fazer clampeamento dela nas 24 hr que antecedem a sua retirada, para prevenir alterações nas eliminações urinárias;

  • Aliviar a dor;

  • Assistir psicologicamente;

OFERECTOMIA e SALPINGECTOMIA:

Salpingectomia é a remoção cirúrgica das trompas.

Ooforectomia é a remoção cirúrgica dos ovários.

Pré-operatório:

  • Colher urina para exame;

  • Estar atento às queixas de dor e distensão abdominal;

  • Verificar sinais vitais;

  • Manter jejum de 8 hr;

  • Fazer tricotomia na região pélvica, inguinal e pubiana;

  • Assistir psicologicamente;

Pós-operatório:

  • Verificar os sinais vitais de 2/2 hr, por 10 hr, e espaçar para 4 hr, se os sinais estiverem normalizados;

  • Observar sinais de choque;

  • Manter corretos os gotejamentos das infusões venosas;

  • Fazer controle da diurese;

  • Estimular mudanças de decúbito;

  • Observar ocorrências de sangramento no curativo;

  • Fazer deambulação precoce;

  • Oferecer dieta pastosa após o retorno do peristaltismo;

Mastectomia

É a remoção parcial ou total da mama e dos músculos peitorais, do tecido adiposo e dos linfonodos axilares.

Pré-operatório:

  • Assistir psicológica e espiritualmente, afinal a retirada da mama reflete-se na feminilidade e na sexualidade da paciente, deixando-a deprimida e ansiosa;

  • Oferecer líquidos por via oral de 2/2 hr;

  • Verificar os sinais vitrais;

  • Fazer enteróclise na noite de véspera da cirurgia;

  • Fazer tricotomia da parede torácica, do terço superior do braço, da axila e da parede superior do abdome;

Pós-operatório:

  • Manter controle rigoroso dos sinais vitais de 2/2 hr, até completar 13 hr;

  • Auxiliar nas mudanças de decúbito de 2/2 hr;

  • Aliviar a dor;

  • Manter o leito em Fowler, após a normalização dos sinais vitais, para facilitar as drenagens;

  • Não trocar o curativo até o 3º pós-operatório;

  • Umedecer os lábios antes da liberação para a ingestão de líquidos e de alimentos;

  • Anotar a aceitação da dieta ou a ocorrência de náuseas e vômitos (após o retorno do peristaltismo);

  • Se houver cateter de drenagem, anotar o volume e o aspecto das secreções;

  • Orientar para elevar os braços levemente de 2/2 hr para prevenir o linfedema;

  • Manter o braço do lado operado em tipóia para evitar tensão excessiva na cicatriz cirúrgica;

  • Usar roupas largas, frouxas, que não comprimam o tórax;

  • Evitar decúbito ventral;

  • Quando houver cicatrização, auxiliar na colocação de porta-seios ou próteses, se necessário;

  • Assistir psicologicamente;

Osteotomia

É a abertura de um osso.

Pré-operatório:

  • Ter cuidado com gesso e/ou tração, se houver;

  • Auxiliar na higienização, se necessário;

  • Assistir psicologicamente, afinal a locomoção ou a apreensão de objetos estão afetadas, tornando esse paciente muito dependente;

  • Orientar e supervisionar exercícios respiratórios;

  • Estimular a ingestão hídrica;

  • Fazer a última refeição antes do ato operatório com o mínimo de resíduos;

  • Fazer jejum de 8 hr;

  • Fazer lavagem intestinal na noite de véspera, nas cirurgias de médio e de grande porte; nos lesados medulares, iniciar o preparo intestinal três dias antes da cirurgia (com laxantes, dieta mínima em resíduos e lavagem intestinal);

  • Controlar os sinais vitais;

  • Nas grandes cirurgias realizar cateterismo vesical;

  • Se houver curativo, trocá-lo antes de encaminhar o paciente ao centro cirúrgico;

  • Fazer tricotomia e escovação da região operatória;

Pós-operatório:

  • Verificar os sinais vitais;

  • Controlar a diurese;

  • Minimizar a dor (observar se a causa não é compressão do gesso, antes da administração de analgésicos);

  • Observar sangramentos nos curativos e delimitar a área com caneta, quando estiver com gesso;

  • Elevar o membro operado para reduzir o edema e aliviar a dor;

  • Estimular movimentos das áreas não afetadas;

  • Observar coloração, temperatura, edema e pulsação na extremidade da área operada;

  • Prevenir escaras;

  • Manter correto o alinhamento do corpo;

  • Auxiliar na higienização, não molhar gessos, curativos nem trações;

  • Estimular os exercícios respiratórios;

  • Oferecer a dieta após o retorno do peristaltismo;

  • Observar e anotar a freqüência e o aspecto das eliminações intestinais;

  • Manter repouso no leito (varia de dias a meses, dependendo do tipo de cirurgia e da evolução do paciente).

Prostatectomia

É a remoção cirúrgica parcial ou total da próstata.

Pré-operatório:

  • Fazer controle da diurese;

  • Observar o funcionamento da sonda vesical ou da cistostomia, quando houver, sendo que a primeira deve estar fixada na região medial da coxa e a segunda, no abdome;

  • Oferecer entre 2.500 a 3.000 ml/dia de líquidos orais para corrigir e prevenir a desidratação e controlar a azotemia (acúmulo de catabólitos no sangue), exceto nos pacientes com insuficiência cardiovascular;

  • Excluir o fumo e fazer exercícios respiratórios;

  • Auxiliar na colocação de meias antiembólicas, quando indicado (prevenção de complicações circulatórias devido a posição de litotomia no transoperatório).

  • Fazer jejum de 8 hr;

  • Fazer enteróclise para prevenir o esforço evacuatório pós-operatório, que favorece a ocorrência de hemorragia.

  • Nas técnicas por via uretral tricotomizar a região pubiana, e nas abdominais acrescer a região abdominal e pélvica;

Pós-operatório:

  • Observar os sinais de hipovolemia: hipotensão, sudorese, palidez, taquicardia;

  • Observar e anotar o aspecto externo dos curativos (nas técnicas abdominais ou pélvicas). O curativo deverá ser trocado pelo enfermeiro;

  • Manter o gotejamento rápido da irrigação vesical (+ ou- 70 gts./min.) trocar os frascos dos líquidos irrigadores (água destilada ou soro fisiológico), anotar em gráfico especial para irrigação vesical as entradas e as saídas e o aspecto de drenagem;

  • Fazer movimentos passivos nos MMII de hora em hora até passarem os efeitos anestésicos e depois estimular exercícios ativos;

  • Evitar a deambulação no pré-operatório para prevenir ocorrência de hemorragias;

  • Aliviar a dor, pois o aumento da pressão venosa estimula os sangramentos;

  • Iniciar a alimentação oral após o retorno do peristaltismo; observar e anotar a aceitação;

  • Orientar o paciente a não sentar por longos períodos para prevenir o aumento da pressão intra-abdominal e, consequentemente, os sangramentos;

  • Verificar sinais vitais;

  • Estimular a ingestão hídrica;

  • Estimular os exercícios respiratórios;

Postectomia

É a retirada do prepúcio peniano.

Pré-operatório:

  • Fazer jejum de 8 hr (quando a anestesia for geral)

  • Fazer tricotomia pubiana nos homens adultos ou com pêlos na região;

  • Fazer higienização completa;

  • Orientar para esvaziar a bexiga 30 min. antes da cirurgia;

  • Verificar os sinais vitais;

Pós-operatório:

  • Verificar os sinais vitais;

  • Observar se há sangramento e edema na região operada;

  • Aliviar a dor;

  • Manter a região peniana suspensa;

  • Em casos de sangramento, colocar bolsa de gelo;

  • Controlar diurese;

  • Fazer deambulação precoce;

Colecistectomia

É a remoção da vesícula biliar.

Pré-operatório:

  • Oferecer dietas ricas em carboidratos e proteínas para favorecerem a cicatrização e prevenir a lesão hepática;

  • Estimular a ingestão hídrica;

  • Orientar e supervisionar os exercícios respiratórios;

  • Manter jejum de 8 hr;

  • Fazer enteróclise na noite de véspera da cirurgia;

  • Fazer tricotomia dos mamilos à região infra-umbilical e axilar; fazer escovação da região operatória;

Pós-operatório:

  • Manter decúbito dorsal até a normalização da pressão arterial e depois manter Fowler;

  • Verificar os sinais vitais;

  • Observar sinais de choque;

  • Observar e anotar o estado dos curativos; estar atento nos casos de sangramento;

  • Fazer controle da diurese;

  • Se o paciente estiver com sonda nasogástrica, aspirá-la de 2/2 hr, anotar as drenagens;

  • Estimular os exercícios respiratórios;

  • Retornar as dietas após a normalização do peristaltismo, aproximadamente 48 hr após o ato cirúrgico;

Jejunostomia

É a comunicação cirúrgica do jejuno com o plano cutâneo da parede abdominal.

Pré-operatório:

  • Manter dieta líquida e mínima em resíduos, anotar a aceitação;

  • Verificar os sinais vitais;

  • Anotar a freqüência e o aspecto das evacuações;

  • Manter jejum de 12 hr;

  • Fazer enteróclise até que a água saia limpa;

  • Fazer tricotomia nas regiões axilar, abdominal e pubiana;

Pós-operatório:

  • Conectar as sondas aos tubos de drenagem (látex ou equipos) e adaptar ao frasco coletor, manter aberta no POI ou até quando necessário; anotar o volume e o aspecto das drenagens;

  • Após o retorno do peristaltismo, fechar a sonda e iniciar irrigação, intercalada e gota a gota, com soro fisiológico e glicosado; observar e seguir rigorosamente o esquema estabelecido pelo nutricionista ou cirurgião;

  • Estar atento a ocorrências de diarréia e distensão abdominal;

  • Manter os frascos de alimentos na altura do jejuno; ministrar lenta e continuamente as dietas, enquanto mornas; agitá-las antes da administração;

  • Pesar diariamente e no mesmo horário;

Hemorroidectomia

É a ressecção das dilatações varicosas anorretais.

Pré-operatório:

  • Última refeição pobre em resíduos;

  • Enteróclise na noite de véspera da cirurgia;

  • Tricotomia perineal e perianal 1 hr antes da cirurgia;

  • Jejum de 8 hr;

Pós-operatório:

  • Aliviar a dor; normalmente ela é intensa nessa cirurgia e traz bastante desconforto;

  • Controlar os sinais vitais;

  • Fazer controle da diurese; assistir psicologicamente o paciente para que ele não tema a dor ao urinar e não venha apresentar retenção urinaria;

  • Observar a ocorrência de sangramento pela região anal;

  • Fazer banho de assento com água morna, a partir do 1º PO, três vezes ao dia;

  • Após o retorno do peristaltismo, fornecer dietas ricas em resíduos, para facilitarem as evacuações;

  • Anotar a freqüência e o aspecto das eliminações intestinais;

  • Estimular a deambulação;

  • Orientar o paciente para manter-se em decúbito nas posições lateral ou ventral e evitar sentar; não usar papel higiênico, mas lavar-se após as evacuações; estabelecer horário para as eliminações intestinais; ingerir bastante líquido.

Esplenectomia

É a exérese cirúrgica do baço.

Pré-operatório:

  • Controlar os sinais vitais;

  • Fazer jejum de 8 hr;

  • Fazer enteróclise após a última refeição que antecede o ato operatório;

  • Fazer tricotomia torácica, abdominal e pubiana; fazer a escovação da área operatória;

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