Apostila de PHP

Apostila de PHP

(Parte 1 de 10)

Universidade da Região da Campanha

Centro de Ciências da Economia e Informática

Curso de Informática Disciplina: Tópicos Especiais em Sistemas de Informação

Prof. Cristiano Cachapuz e Lima

1 Introdução3
2 Exemplo de Script3
3 Configuração (php.ini)5
4 Sintaxe Básica6
5 Variáveis8
6 Tipos de dados9
7 Constantes12
8 Expressões13
9 Operadores14
10 Estruturas de Controle18
1 Funções2
12 Classes e Objetos23
13 Referências24
14 Matrizes26
15 Inclusão de Arquivos27
16 Cookies28
17 Parâmetros30
18 Formulários31
19 Uploads3
20 Envio de e-mails34
21 Introdução ao MySQL35
2 Exibição35
23 Consulta e Ordenação37
24 Inclusão e Atualização38
25 Exclusão40

1 Introdução

PHP é uma sigla recursiva que significa PHP HyperText Preprocessor. O PHP é uma linguagem de código-fonte aberto, muito utilizada na Internet e especialmente criada para o desenvolvimento de aplicativos Web.

Note como isso é diferente de scripts CGI escritos em outras linguagens como Perl ou C --- ao invés de escrever um programa com um monte de comandos para imprimir HTML, você escreve um arquivo HTML com algum código inserido para fazer alguma coisa (nesse caso, imprimir um pouco de texto). O código PHP é delimitado por tags iniciais e finais que lhe permitem pular pra dentro e pra fora do “modo PHP”.

A melhor coisa em usar PHP está no fato de ele ser extremamente simples para um iniciante, mas oferece muitos recursos para o programador profissional.

Para testar scripts PHP é necessário um servidor com suporte a esta tecnologia.

Normalmente, o mais utilizado é o Apache. O banco de dados mais utilizado com os scripts PHP é o MySQL. Um exemplo de pacote pronto para execução de um ambiente Apache + PHP + MySQL é o EasyPHP (http://w.easyphp.org). Qualquer editor de textos pode ser usado para escrever os scripts PHP (ex. bloco de notas ou a ferramenta free MPS PHP Designer em http://www.mpsoftware.dk).

As páginas PHP devem ser salvas no diretório raiz do servidor. Para testes locais com o

EasyPHP, essa pasta é c:\Arquivos de programas\EasyPHP\w. Para acessar a página, deve-se abrir o browser Internet Explorer e digitar-se o nome do domínio (http://127.0.0.1) e o nome da página com extensão .php. Quando o EasyPHP está sendo executado, aparece um ícone com uma letra “e” ao lado do relógio do Windows.

2 Exemplo de Script

Para criar o primeiro exemplo, digite o seguinte código-fonte no seu editor e salve com o nome de teste.php dentro do diretório raiz do servidor.

<html> <head>

<title>Teste PHP</title>

<body>

Figura 1 – Primeiro script

No browser, digite o endereço http://127.0.0.1/teste.php e veja o resultado. Veja também o código fonte da página (Exibir Código fonte). É interessante notar que os comandos PHP não aparecem porque o servidor interpreta todos os scripts antes de enviar a página para o browser.

O que PHP pode fazer ? Qualquer coisa. O PHP é focado para ser uma linguagem de script do lado do servidor, portanto, você pode fazer qualquer coisa que outro programa CGI pode fazer, como: coletar dados de formulários, gerar páginas com conteúdo dinâmico ou enviar e receber cookies. Mas o PHP pode fazer muito mais.

Esses são os maiores campos onde os scripts PHP podem se utilizados:

• Script no lado do servidor (server-side). Este é o mais tradicional e principal campo de atuação do PHP. Você precisa de três coisas para seu trabalho. O interpretador do PHP (como CGI ou módulo), um servidor web e um browser. Basta rodar o servidor web conectado a um PHP instalado. Você pode acessar os resultados de seu programa PHP com um browser, visualizando a página PHP através do servidor web.

• Script de linha de comando. Você pode fazer um script PHP funcionar sem um servidor web ou browser. A única coisa necessária é o interpretador. Esse tipo de uso é ideal para script executados usando o cron ou o Agendador de Tarefas (no Windows). Esses scripts podem ser usados também para rotinas de processamento de texto.

• Escrevendo aplicações GUI no lado do cliente (client-side). O PHP não é (provavelmente) a melhor linguagem para produção de aplicações com interfaces em janelas, mas o PHP faz isso muito bem, e se você deseja usar alguns recursos avançados do PHP em aplicações no lado do cliente poderá utilizar o PHP-GTK para escrever esses programas. E programas escritos desta forma ainda serão independentes de plataforma. O PHP-GTK é uma extensão do PHP, não disponível na distribuição oficial. Se você está interessado no PHP-GTK, visite o site http://gtk.php.net.

O PHP pode ser utilizado na maioria dos sistemas operacionais, incluindo Linux, várias variantes Unix (incluindo HP-UX, Solaris e OpenBSD), Microsoft Windows, Mac OS X, RISC OS, e provavelmente outros. O PHP também é suportado pela maioria dos servidores web atuais, incluindo Apache, Microsoft Internet Information Server, Personal Web Server, Netscape and iPlanet Servers, Oreilly Website Pro Server, Caudium, Xitami, OmniHTTPd, e muitos outros. O PHP pode ser configurado como módulo para a maioria dos servidores, e para os outros como um CGI comum.

Com o PHP, portanto, você tem a liberdade para escolher o sistema operacional e o servidor web. Do mesmo modo, você pode escolher entre utilizar programação estrutural ou programação orientada a objeto, ou ainda uma mistura deles. Mesmo não desenvolvendo nenhum recurso padrão de OOP (Object Oriented Programming, Programação Orientada a Objetos) na versão atual do PHP, muitas bibliotecas de código e grandes aplicações (incluindo a biblioteca PEAR) foram escritos somente utilizando OOP.

Com PHP você não está limitado a gerar somente HTML. As habilidades do PHP incluem geração de imagens, arquivos PDF e animações Flash (utilizando libswf ou Ming) criados dinamicamente. Você pode facilmente criar qualquer padrão texto, como XHTML e outros arquivos XML. O PHP pode gerar esses padrões e os salvar no sistema de arquivos, em vez de imprimi-los, formando um cache dinâmico de suas informações no lado do servidor.

Talvez a mais forte e mais significativa característica do PHP é seu suporte a uma ampla variedade de banco de dados. Escrever uma página que consulte um banco de dados é incrivelmente simples. Os seguintes bancos de dados são atualmente suportados:

Adabas D Ingres Oracle (OCI7 and OCI8) dBase InterBase Ovrimos Empress FrontBase PostgreSQL FilePro (read-only) mSQL Solid Hyperwave Direct MS-SQL Sybase IBM DB2 MySQL Velocis Informix ODBC Unix dbm

Adicionalmente, o PHP suporta ODBC (Open Database Connection, ou Padrão Aberto de Conexão com Bancos de Dados), permitindo que você utilize qualquer outro banco de dados que suporte esse padrão mundial.

O PHP também tem suporte para comunicação com outros serviços utilizando protocolos como LDAP, IMAP, SNMP, NNTP, POP3, HTTP, COM (em Windows) e incontáveis outros. Você pode abrir sockets de rede e interagir diretamente com qualquer protocolo. O PHP também suporta o intercâmbio de dados complexos WDDX, utilizado em virtualmente todas as linguagens de programação para web. Falando de comunicação, o PHP implementa a instanciação de objetos Java e os utiliza transparentemente como objetos PHP. Você ainda pode usar sua extensão CORBA para acessar objetos remotos.

O PHP é extremamente útil em recursos de processamento de texto, do POSIX

Estendido ou expressões regulares Perl até como interpretador para documentos XML. Para acessar e processar documentos XML, são suportados os padrões SAX e DOM. Você ainda pode usar nossa extensão XSLT para transformar documentos XML.

Utilizando o PHP no campo do e-commerce, você poderá usar as funções específicas para Cybescash, CyberMUT, Verysign Payflow Pro e CCVS, práticos sistemas de pagamento online.

Por último mas longe de terminar, temos também outras extensões interessantes: funções para o search engine mnoGoSearch, funções para Gateway IRC, vários utilitários de compressão (gzip, bz2), calendário e conversões de datas, tradução, etc.

3 Configuração (php.ini)

As configurações do PHP ficam armazenadas em um arquivo denominado php.ini e que é carregado cada vez que o servidor é iniciado. No Windows, ele fica na pasta c:\Windows. Exemplo:

; This is the default settings file for new PHP installations.

; By default, PHP installs itself with a configuration suitable for

; development purposes, and *NOT* for production purposes.

; For several security-oriented considerations that should be taken

; before going online with your site, please consult php.inirecommended

; and http://php.net/manual/en/security.php.

; This file controls many aspects of PHP's behavior. In order for PHP to ; read it, it must be named 'php.ini'. PHP looks for it in the current ; working directory, in the path designated by the environment variable

; PHPRC, and in the path that was defined in compile time (in that order). ; Under Windows, the compile-time path is the Windows directory. The

; path in which the php.ini file is looked for can be overridden using

; the -c argument in command line mode.

; The syntax of the file is extremely simple. Whitespace and Lines

; beginning with a semicolon are silently ignored (as you probably guessed). ; Section headers (e.g. [Foo]) are also silently ignored, even though

; they might mean something in the future.

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