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Relatório de Ensaio de Tração

Flávia Maria de Almeida Siqueira NUSP 5433617

Mariana de Paiva Azevedo Guimarães NUSP 5436259

Rafael Augusto Moreno Gonçalves NUSP 5437413

Renato Pignatari NUSP 5437389 Guilherme Salvador Veiga NUSP 5433256

PMR 2202 – Introdução à Manufatura Mecânica Escola Politécnica da Universidade de São Paulo SETEMBRO/2006

1. Introduçãopág 3
2. Objetivospág 4

Índice

3.1. Preparação do Corpo de Provapág 5
3.2. Método de Ensaiopág 5

3. Metodologia 3.3 Propriedades a serem obtidas no ensaio de tração pág 6

4. Resultadospág 9
5. Comentários e Conclusõespág 13
6. Referências Bibliográficaspág 14

7. Anexo A: Fatores de Conversão pág 15

1. Introdução

A partir de uma chapa de aço 1020 confeccionamos o corpo de prova, como será descrito com mais detalhes adiante. Realizamos em seguida o ensaio de tração, segundo a norma ASTM E8M 90a, esse ensaio plotará um gráfico de tensão-deformação que junto com cálculos matemáticos determinará as seguintes propriedades do material: módulo de elasticidade, limite de escoamento, limite de resistência mecânica, limite de ruptura, módulo de tenacidade, módulo de resiliência, alongamento total, estricção e determinação dos coeficientes da curva verdadeira.

Para que os valores obtidos no ensaio possam ser utilizados de forma comparativa, é necessário a utilização de uma norma que caracteriza as dimensões do corpo de prova e equipamentos utilizados.

2. Objetivos

Com os dados coletados na curva é possível fazer uma análise preliminar da adequação do material a um projeto, determinando entre outras coisas qual o grau de deformação dado um certo esforço estrutural, a resistência e a tensão de ruptura do dispositivo projetado. Ou seja, o grupo aprende a determinar as características de um material para que em projetos futuros possa fazer a melhor opção. O uso das máquinas, supervisionado pelos técnicos especializados, nos familiariza com o procedimento técnico do ensaio. Desde a usinagem da peça, na fresa, até o ensaio propriamente dito.

Depois do cálculo das propriedades do material, a confecção do relatório proporciona ao grupo a conclusão do projeto e a apresentação clara dos dados.

3. Metodologia

3.1. Preparação do Corpo de Prova

O material utilizado foi o aço 1020. Recebemos uma chapa metálica de espessura 1mm, a partir da qual confeccionamos o corpo de prova. Com as seguintes dimensões:

que seguem a norma ASTM E8M 90a. Instruções na norma:. Para fabricar o corpo de prova, cortamos, a principio, uma pequena chapa de dimensões 200 m x 40 m, depois fixamos esta em um dispositivo apropriado da fresadora e realizamos os cortes, com avanço 30 m/min em 175 rpm, da secção de elongamento utilizando uma broca de raio 12,5 m. Para realização do teste foi necessário ajustar o comprimento da cabeça, superfície de fixação, para 30 m adequando-o à capacidade da máquina.

3.2. Método de Ensaio

O método de ensaio segundo a teoria o corpo de prova deve ser preso pelas suas extremidades nas garras de fixação do dispositivo de testes. A máquina de ensaio de tração é projetada para alongar o corpo de prova a uma taxa constante, além de medir contínua e simultaneamente a carga instantânea aplicada e os alongamentos resultantes (usando um extensômetro). A amostra testada é deformada de maneira permanente, sendo geralmente fraturada. O resultado é registrado em um registrador gráfico na forma de carga em função do alongamento, essas características são dependentes do tamanho da amostra.

O ensaio de tração realizado por nós foi executado em aula no laboratório da disciplina como já foi citado anteriormente. Utilizou-se a máquina hidráulica de tração, um relógio e um plotter.

A máquina de ensaio de tração que tem garras para prender o corpo de prova permite que o operador varie a carga aplicada durante o ensaio. O relógio fornece o elongamento da peça em uma escala de 0.01 m. Os valores extraídos do relógio serão tratados mais adiante. O plotter nos fornece a curva que servirá mais adiante para realizar todos os cálculos e atingir os nossos objetivos previamente citados.

O método de ensaio foi o seguinte: prendemos a pequena chapa pelas suas extremidades. Como as garras da máquina hidráulica já estão gastas, tivemos que fazer uma pequena adaptação: aplicamos um pouco de carga no corpo de prova e tentamos prendê-lo mais ainda às garras. Feito isso, marcamos pontos no papel milimetrado através do plotter para determinar a escala do diagrama que será usada mais adiante nos cálculos. O ensaio estava pronto para ser iniciado. Um integrante de nosso grupo foi aplicando carga e anotamos dados durante o comportamento elástico que mais adiante serão mostrados, depois passamos pelo regime plástico e finalmente o corpo de prova rompeu-se.

3.3 Propriedades a serem obtidas no ensaio de tração

Como já foi citado anteriormente, este projeto tem como objetivo definir algumas das características do material estudado para que estes dados possam ser usados em algum projeto futuro. Antes dos cálculos destas características, é necessário entendê-las e o que elas nos trazem. Para isso, vamos explicar sucintamente as características que serão definidas logo mais.

A partir da curva tensão-deformação (figura 3) é possível extrair uma série de informações. Comecemos pelo módulo de elasticidade. Em um ensaio de tração, a primeira parte do diagrama apresenta-se como uma reta e é chamada de fase linear. O módulo de elasticidade (D) é o coeficiente angular desta reta e também pode ser escrito como o quociente entre a tensão e a deformação. Na fase linear, o objeto não sofre deformação definitiva, pois apresenta deformação elástica. É partir de uma certa tensão que o objeto passa a apresentar um comportamento plástico implicando na deformação definitiva do material e esta tensão é chamada de tensão de escoamento (A). Depois de iniciada a fase plástica, a carga eventualmente atinge seu valor máximo e a tensão correspondente é chamada de tensão de resistência mecânica (B). Um maior estiramento da chapa é na verdade acompanhado por uma redução na carga e a fratura finalmente ocorre no ponto chamada de tensão de ruptura (C). Depois da ruptura mede-se o corpo de prova e o aumento de comprimento verificado na tração até a ruptura é chamado de alongamento total. E também pode ser calculado pelo quociente da diferença de comprimentos inicial e final e do comprimento inicial.

A tenacidade é a capacidade que o material tem de deformar-se plasticamente e também reter energia antes da ruptura. O módulo de tenacidade pode ser calculado através da área total do gráfico (figura 3).

A resiliência é a capacidade que o material tem de reter energia enquanto se deforma elasticamente e quando livre da tensão devolver esta energia. O módulo de resiliência é calculado através da área do gráfico onde ocorre o comportamento elástico.

Quando o corpo de prova é estirado, uma contração lateral ocorre e com a redução da área pode-se observar a estricção de uma certa região da chapa.

É importante lembrar que a curva de tensão-deformação de engenharia é montada considerando-se a área da secção constante, o que é uma aproximação. Na verdade com a diminuição da área de secção as tensões aplicadas no corpo de prova aumentam, desta forma pode ser necessário construir uma curva real para uma analise mais detalhada. Para isso é necessário obter certos coeficientes como explicado adiante.

4. Resultados Tabela de Medidas Experimentais

Propriedades Obtidas

Módulo de Elasticidade: É dado pela tangente do ângulo da reta de inclinação do gráfico de deformação no regime linear, E = tan(α). Logo, E = 214,634 GPa

L0 6 m Área de Secção 12,3 mm²

Regime Elástico y = 214634x - 2E-14

Tensão (MPa)

Limite de Escoamento: Determinado a partir da curva obtida no ensaio de deformação, traçando-se uma paralela àquela do regime elástico com início no ponto de deformação 0,002 e encontrando o ponto em que esta intercepta a curva.

Logo, σe = 200,017 MPa

Limite de Resistência Mecânica: Corresponde a tensão referente ao ponto máximo da curva obtida. Dado, no ponto de tensão máxima, uma cota vertical de 122 m e o fator de transformação calculado de 14,38848921 N/m, temos:

Limite de Ruptura: Corresponde a tensão referente no ponto de ruptura do corpo de prova.

Limite de Escoamento

Tensão (MPa)

Módulo de Tenacidade: Corresponde a integral da curva obtida, ou seja, a área sob esta até o ponto de fratura.

UT = (σe + σr)/2 *ξf
AssimUT = 72,5 MPa

No entanto, o módulo de tenacidade também pode ser escrito como:

Módulo de Resiliência: Corresponde a integral da curva obtida em regime elástico, ou seja, a área sob esta até o limite de escoamento.

No entanto, o módulo de resiliência também pode ser escrito como:

AssimUr = 0,0932 MPa

Ur = σe2/2E

Alongamento Total: Aumento de comprimento até o ponto de ruptura, adimensional.

Estricção: Medida do estrangulamento da secção.

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