Instalações Prediais Apo

Instalações Prediais Apo

(Parte 1 de 4)

ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Departamento de Engenharia de Energia e Automação Elétricas

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS Código: PR1

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS PREDIAIS02
1. OBJETIVOS02
2. ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS INSTALAÇÕES PREDIAIS02
3. TIPOS DE INSTALAÇÕES PREDIAIS E MATERIAIS UTILIZADOS07
3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS07
3.2 INSTALAÇÕES EMBUTIDAS10
3.3 OUTROS TIPOS DE INSTALAÇÃO19
4. DIAGRAMA UNIFILAR23
4.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS23
4.2 CIRCUITO ELÉTRICO23
4.3 CIRCUITO FÍSICO25
4.4 SIMBOLOGIA26
4.5 TIPOS DE COMANDO28
5. PROJETO DE INSTALAÇÕES PREDIAIS3
5.1 NORMAS E SÍMBOLOS3
5.2 COMPOSIÇÃO DE UM PROJETO3
5.3 ETAPAS DO PROJETO35
6. LOCAÇÃO DOS PONTOS DE CONSUMO37
6.1 PONTOS DE LUZ37
6.2 TOMADAS37
6.3 INTERRUPTORES38
7. TRAÇADO E DIAGRAMA UNIFILAR38
7.1 CRITÉRIOS GERAIS38
7.2 CARGAS DOS PONTOS39
7.3 DIVISÃO DOS CIRCUITOS42
8.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS43
8.2 DIMENSIONAMENTO DE CIRCUITOS PARCIAIS (TERMINAIS)4
8.3 DIMENSIONAMENTO DE ALIMENTADORES46
8.4 VERIFICAÇÃO DA QUEDA DE TENSÃO49
9. DIMENSIONAMENTO DA PROTEÇÃO52
9.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS52
10. DIMENSIONAMENTO DOS ELETRODUTOS53

8. DIMENSIONAMENTO DOS CIRCUITOS PARCIAIS (OU TERMINAIS) E DE ALIMENTADORES.43 1

1. OBJETIVOS São objetivos deste texto os seguintes tópicos:

• Conhecimento de materiais utilizados em instalações elétricas prediais; • Familiarização com normas de projeto;

• Representação da instalação através de simbologia adequada;

• Correspondência da instalação física e diagrama unifilar;

• Identificação de falhas de projeto e de execução e de suas consequências.

Em sequência são apresentadas as principais etapas de um projeto de instalações elétricas prediais.

2. ELEMENTOS CONSTITUINTES DAS INSTALAÇÕES PREDIAIS

Toda instalação elétrica predial é constituída de uma série de componentes os quais, de um modo geral, estão representados pelo diagrama de blocos da figura 2.1, onde se observa:

Concessionária Entrada e Medição

Dispositivo de proteção e comando

Alimentador Quadro de Distribuição

Circuitos Parciais

Circuitos Parciais

Circuitos Parciais

Circuitos Parciais

Figura 2.1 - Diagrama de blocos de uma instalação 2 a) Entrada e Medição

Entrada é definida como sendo a parte da instalação compreendida entre o “ponto de entrega” da concessionária e o equipamento de medição; entendendo-se por ponto de entrega o ponto de junção das linhas da concessionária e a instalação da residência, fisicamente situado na intersecção das linhas elétricas com a divisa do terreno. Existem as seguintes modalidades de entrada:

• entrada aérea, em zona de distribuição aérea. • entrada subterrânea em zona de distribuição subterrânea.

• entrada subterrânea em zona de distribuição aérea (futura zona subterrânea).

Medição é constituida pelo medidor de energia elétrica, que se destina a computar a quantidade de energia elétrica consumida pela instalação.

A execução da Entrada e da Medição deve ser feita em conformidade com as regras e normas estabelecidas pela concessionária local de energia elétrica.

b) Dispositivo de Seccionamento, Proteção/Comando e Alimentador

A medição é sempre executada o mais próximo possível do ponto de entrega, portanto, a fim de se levar a energia aos pontos de utilização deve-se lançar mão de uma linha que interligará o quadro de medição ao quadro de distribuição dos circuitos do consumidor. A essa linha dá-se o nome de “alimentador”. A proteção desse alimentador contra sobrecargas, bem como a interrupção do fornecimento de energia, pode ser efetuada através de um dispositivo adequado, como por exemplo: uma chave de faca com fusiveis ou um disjuntor com elemento de proteção térmica e eletromagnética.

c) Quadro de Distribuição

O quadro de distribuição destina-se a receber o alimentador e por meio de barramento conveniente, alimentar os dispositivos de proteção e de comando dos diversos circuitos parciais da residência.

As figuras 2.2 e 2.3 apresentam esquemas típicos de quadros, ressaltando-se que chaves e fusíveis podem ser substituídos por disjuntores eletromagnéticos, e em nenhuma hipótese deve-se colocar fusíveis ou disjuntores eletromagnéticos no neutro. Nota-se que é permitido que o quadro de seccionamento não apresente dispositivo geral de proteção quando o alimentador é exclusivo.

neut ro fases

Diagrama trifilarDiagrama unifilar

Figura 2.2 - Quadro de seccionamento trifásico com neutro alimentação

Circuito 1

Circuito 2 Diagrama Trifilar

Diagrama Unifilar

Figura 2.3 - Quadro de distribuição d) Circuitos Parciais

Numa instalação elétrica a confiabilidade está diretamente relacionada com o número de circuitos parciais que a compõem, senão vejamos:

• Se ligarmos todas as cargas em um só circuito, teremos a instalação mais econômica possível, em compensação, um defeito em qualquer carga ou local, colocará toda a instalação indisponível.

• Por outro lado, se ligarmos cada uma das cargas em um circuito independente, teríamos o maior nível de confiabilidade possível, porém o custo da instalação seria o mais caro.

O ponto de equilíbrio é dividir o suprimento das cargas em vários circuitos parciais, obedecendo alguns critérios:

• Circuitos independentes para iluminação e tomadas.

• Cargas de maior potência em circuitos independentes, por exemplo: fogão elétrico, chuveiros, torneiras elétricas, ar condicionado, etc. A norma NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, recomenda que cargas com corrente nominal acima de 10 A tenham circuitos independentes.

• Usualmente, em instalações residenciais, limita-se a potência instalada em iluminação e tomadas em 1500 W, pois isto permite, via de regra, a utilização de condutor de 1,5 mm2.

A figura 2.4 ilustra, com um exemplo, a divisão de uma instalação em circuitos parciais.

Fase 1Fase 2Neutro iluminações 1 chuveiro 1 iluminações 2 tomadas 1 chuveiro 2 tomadas 2

Figura 2.4 - Circuitos parciais em uma instalação

UTILIZADOS

3. TIPOS DE INSTALAÇÕES PREDIAIS E MATERIAIS

3.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

Uma instalação elétrica é composta basicamente de uma rede de fios condutores e demais equipamentos que suportam e permitem a proteção e o acionamento dessa rede para suprir as cargas.

Salvo aplicações particulares, os fios condutores devem ser de cobre e com isolação de natureza plástica, para no mínimo 600 V.

(Parte 1 de 4)

Comentários