Cartilha da Internet

Cartilha da Internet

(Parte 1 de 4)

GVT em parceria com o CDI Apresentam:

-Introdução3
as crianças?5

-Computadores são bons para

lhar experiências6

-Incentive a criança a comparti-

estranhos7

-Nunca fale com

instantâneos8

- Chats e comunicadores

gosta!9
-Blog10
-Per-To-Peer P2P1
-Bullying, o que é?12
-Bom senso sempre!15
-Segurança é
fundamental16

-Respeito é bom e todo mundo

relacionamento18

-Cuidado com sites de

de aula24

-Como usar a cartilha em sala

professores25

-Sites bacanas para

seu filho27
-Como pesquisar na internet
28

-Para navegar e se divertir com

Internet

Não há porque ter medo da

internet20

-Como denunciar o mau uso da

o bem21
-Doações2
-Dicas para professores23
-Desvendando a internet29
-Educando GVT36
37
-Histórias em quadrinhos38

-Como usar a internet para fazer -CDI- Mais que computadores 2

Crianças são crianças, mas o mundo atual torna cada vez mais prematura a idade adulta. Por isso, a preocupação de pais e professores em preservar a infância de filhos e alunos. Nessa tentativa, o conteúdo sem censura da internet pode parecer a muitos uma ameaça à inocência e à segurança da garotada.

Há na internet todo tipo de informação de cunho reprovável. Violência, pornografia, apologia ao racismo.

Mas a rede também reúne grande parcela do conhecimento humano, com acesso livre e democrático. E como todo meio de comunicação, sua utilização demanda cautela e capacidade analítica do espectador em relação ao conteúdo .Não há porque ter medo da

Pais e professores são os responsáveis por ajudar as crianças a entender como funciona a rede e a selecionar os conteúdos acessados.

As informações reunidas neste manual são uma ferramenta de apoio na tarefa de guiar as crianças nesse emocionante mundo de descobertas. Da coletânea de sugestões reunidas aqui, destacamos a mais importante: é preciso ouvir as crianças, estabelecer um diálogo com elas e respeitar suas necessidades e receios.

Os Autores

Internet é um excelente ambiente para as crianças aprenderem, conversarem com os amigos e pesquisarem. Para o pesquisador norte-americano Steven Jonhson, o computador e a internet, além de conter muitas informações científicas e culturais, estimulam capacidades cognitivas importantes. Isso porque o PC (Personal Computer ou Computador Pessoal) tem uma estrutura de manipulação de informações multitarefa, que instiga o usuário a explorar o ambiente através do mouse. Johnson acredita, e não está sozinho, que o entretenimento eletrônico de hoje está deixando nossas crianças mais inteligentes.

No entanto, um estudo realizado pela London School of Economics and Political Science (LSE) – Escola de Londres de Economia e Ciência Política – mostrou que pais excluídos digitais (aqueles que não usam ou não sabem usar o computador) prejudicam a possibilidade dos filhos aprenderem a usufruir dessa nova tecnologia. O levantamento mostrou que tais pais não sabem orientar seus filhos nessa área e são muito preocupados em inibir o acesso à pornografia disponível na rede.

A pesquisa revelou que 75% dos entrevistados esperam que a escola oriente seus filhos quanto ao uso da internet, o que terceiriza a responsabilidade para os professores. É preciso dizer que o receio dos pais tem fundamento. Assim como o mundo real, o mundo virtual oferece perigos. Por isso, é importante estabelecer certas regras para que as crianças e os adolescentes utilizem a web de forma saudável, responsável e segura.

Confira as nossas dicas. Caso encontre palavras novas ao longo do texto, fique tranqüilo – ao final da cartilha há uma lista de termos usuais da internet com uma breve explicação sobre cada um. Consulte essa seção sempre que necessário.

Sempre que possível, navegue com ela, compartilhe o aprendizado e mostre o que você acha interessante. O computador é uma máquina criada para uso individual, porém nada impede que essa experiência seja coletiva. Na realidade, um dos maiores benefícios trazidos pela internet é a criação de novas formas de interação humana.

Há pouco tempo, a relação interpessoal era baseada no convívio social, no uso do telefone e do correio. Hoje é possível estar no trabalho redigindo um relatório ou atendendo um cliente ao mesmo tempo em que se conversa com outra pessoa em tempo real via comunicador instantâneo.

Porém, compartilhar a experiência da navegação do seu filho ou aluno não pode virar invasão de privacidade. Respeite o direito da criança de ter conversas sigilosas com os amigos. Antes de mais nada, comece aprendendo a utilizar a internet. Peça ajuda do seu filho ou aluno. A troca de informações sobre o assunto gera cumplicidade e estimula a auto-estima da criança. Se nem o pai (ou professor) nem o filho (ou aluno) sabem usar a internet, o melhor caminho é aprender juntos. No final dessa publicação há uma lista de sites sugeridos para pais, professores, crianças e adolescentes. Visite-os, explore os links de cada página. Não tenha medo de danificar o computador. É bastante difícil causar danos permanentes na máquina apenas utilizando-a. Se há arquivos importantes no PC, salve-os num disquete ou CD para prevenir que sejam perdidos.

O que pode acontecer (e aqui explicamos como evitar) é a contaminação do computador por vírus e outras pragas virtuais.

Caso isso ocorra, o PC pode precisar ter seu disco rígido formatado e os programas reinstalados. Mas provavelmente você poderá utilizá-lo normalmente.

ESTRANHOS

Esse velho conselho é mais atual do que nunca na internet. A informalidade das conversas na rede pode fazer com que a criança (e até mesmo o adulto) sinta-se seguro para revelar informações pessoais para estranhos. Não se deve fazer isso na vida real. Não se deve fazer isso na vida virtual. Quantas vezes já nos decepcionamos com nossos amigos da escola ou da vizinhança? Num bate-papo na internet é muito mais difícil avaliar como alguém realmente é. As palavras estão lá, mas sem expressões faciais, o tom de voz e todos aqueles elementos que analisamos durante uma conversa. Não podemos nos expor demais na internet porque nossos dados pessoais podem ser utilizados de formas negativas.

Alguns cuidados básicos ajudam a evitar surpresas desagradáveis:

- Oriente seu filho a não fornecer para estranhos informações como endereço, telefone, nome da escola em que estuda, RG, CPF.

- Mostre a ele que é desnecessário publicar fotos e imagens com dados pessoais, como placas de veículos ou ponto de referência de endereço.

- Se a criança ou adolescente conheceu alguém na internet e agora quer conhecê-lo pessoalmente, sugira alguns cuidados:

- Marcar o encontro num lugar público e seguro, como um Shopping Center.

- Ir acompanhado por um amigo, parente ou alguém a quem possa recorrer em caso de problemas.

- Avisar outras pessoas sobre o encontro, informando local e horário.

Boa parte do tempo na internet é dedicada à comunicação com outras pessoas. Segundo levantamento do Núcleo de Informações e Coordenação do Ponto Br, órgão do Comitê Gestor da Internet, os usuários da Rede consomem mais de 70% do tempo de conexão para mandar e receber emails. A parcela restante é dedicada a chats e mensagens instantâneas.

Há vários recursos que permitem conversar via texto, vídeo e som. O mais conhecido é o chat, oferecido por portais como o POP. Para usar um chat, em geral, não é preciso se cadastrar ou instalar programas específicos. Basta criar um nickname (apelido), escolher uma sala e entrar.

Já os comunicadores instantâneos, como o MSN e o ICQ, são programas que permitem cadastrar uma lista de amigos para conversar com eles em tempo real.

É possível saber quem está online ou não. Alguns programas suportam o uso de vídeo e som. O risco nesse tipo de recurso é que costumam ser usados para disseminar vírus e outras pragas virtuais. Por isso é importante orientar crianças e adolescentes a nunca adicionar desconhecidos à lista de contatos. Também é importante não aceitar arquivos que não foram solicitados. Muitas vezes, programas maliciosos distribuem arquivos contaminados como se estivessem sendo enviados por pessoas conhecidas. Se o computador de uma pessoa está infectado, ele poderá começar a enviar mensagens estranhas via e-mail e comunicador instantâneo. Por isso, se você receber alguma mensagem diferente de alguém que conhece, desconfie e avise a pessoa de que o micro dela pode estar contaminado.

Xingar ou ofender alguém é uma atitude reprovável.

Porém, o anonimato do uso da internet às vezes inspira os internautas a se comportarem virtualmente de uma forma que não se comportariam em público.

Ser mal educado parece ter menos impacto na internet do que na escola, na frente dos colegas. No entanto, o efeito de palavras e atos agressivos é o mesmo, ou até mais grave, no mundo virtual que no mundo real porque a disseminação é mais rápida e abrangente. A internet não é uma terra sem lei. Casos de jovens acusados e processados pelo que disseram na rede estão se tornando comuns em todo o mundo. Inclusive no Brasil. É importante dizer que não é a internet que estimula a violência, o racismo e outras formas de comportamento anti-social. As pessoas são como são no mundo real e no mundo virtual. Só que escondidos atrás de uma tela, alguns se tornam mais valentes. Converse com o jovem internauta a esse respeito. Mostre que comportamento reprovável é reprovável em todo lugar. Oriente-o a informar caso seja vítima de violência na rede. Caso uma situação de violência seja detectada, é possível recorrer a diversos órgãos públicos que investigam denúncias de mau uso da internet.

Weblog ou simplesmente blog é um recurso da web que permite a criação e manutenção de um diário na internet. É uma maneira fácil e barata de criar uma página virtual, já que existem centenas de serviços gratuitos na web. Os formatos básicos são texto, foto e vídeo. O primeiro, que é o mais comum, normalmente é usado pelo blogueiro para comentar assuntos de interesse como filmes, músicas e seriados, falar sobre o dia-a-dia, publicar textos e poemas. Os fotoblogs, ou blogs de foto, funcionam como um álbum de fotografias onde o usuário publica imagens próprias ou que viu em outros sites. O blog de vídeo segue a mesma lógica. Os blogs são de uso pessoal, mas têm acesso liberado para qualquer internauta. Ou seja, é preciso seguir os cuidados de sempre, como não divulgar informações pessoais.

PEER-TO-PEER P2P

Aplicações peer-to-peer (P2P) permitem compartilhar qualquer tipo de arquivo na internet. Normalmente o programa é utilizado para trocar filmes e músicas. Há dois riscos nesse tipo de aplicação. Primeiro, alguns vírus utilizam o sistema P2P para se infiltrar no computador dos usuários. Isso pode ser resolvido com um bom antivírus e um bom firewall. O segundo é relativo aos direitos autorais dos arquivos trocados nas redes P2P. É que para distribuir um filme, música ou documento é preciso ter a autorização do autor. Em geral, não é isso que acontece com filmes e músicas famosas, que são trocados entre os usuários. Isso é uma violação da lei dos direitos autorais. Hoje existem materiais que estão sob licenças de uso menos restritas e que permitem não só a troca, mas também o uso. Você pode ler mais sobre isso no site w.creativecommons.org.br. Porém, se os arquivos não tiverem autorização para divulgação, distribuí-los via rede é crime. A empresa distribuidora tem a informação sobre a licença de cada arquivo. A restrição de uso de arquivos de vídeo e música se aplica mesmo a produtos que o usuário adquiriu legalmente. Por exemplo: se o internauta possui um CD de um determinado cantor, mesmo assim ele não tem o direito de distribuir as músicas contidas nele pela internet.

O QUE É?

Bullying é como se caracterizam todas as formas de atitudes agressivas intencionais e recorrentes praticadas, sem uma motivação evidente, por crianças e adolescentes. Esse tipo de comportamento causa nas pessoas que são seu alvo humilhação, dor e angústia. O Bullying afeta estudantes, pais e professores no mundo inteiro. Segundo a Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Criança e ao Adolescente) não está restrito ao tipo de instituição: primária ou secundária, pública ou privada, rural ou urbana. Com a internet, o Bullying ganha espaço também nas comunidades virtuais aumentando ainda mais o transtorno das vítimas, já que no ambiente virtual os autores da agressão podem manter suas identidades no anonimato. A prática do Bullying é mais comum entre os meninos. Entre as meninas envolve principalmente ações de exclusão e difamação.

Como não existe uma tradução na língua portuguesa capaz de expressar as várias situações de Bullying, relacionamos algumas ações que traduzem esse termo:

Agredir; amedrontar; assediar; aterrorizar; bater; chutar; discriminar; divulgar apelidos; dominar; empurrar; encarnar; excluir do grupo; fazer sofrer; ferir; gozar; humilhar; ignorar; isolar; intimidar; ofender; perseguir; sacanear; roubar; quebrar pertences; zoar, entre outros.

- Demonstra falta de vontade de ir à escola; - Sente-se mal perto da hora de sair de casa;

- Pede para trocar de escola;

- Pede sempre para ser levado à escola;

- Muda freqüentemente o trajeto entre a casa e a escola;

- Apresenta baixo rendimento escolar;

- Volta da escola, repetidamente, com roupas e materiais rasgados; - Chega muitas vezes em casa com machucados sem explicação convincente; - Parece angustiado, ansioso e deprimido;

- Tem pesadelos constantes com pedidos de “socorro” ou “me deixa”; - “Perde”, repetidas vezes, seus pertences e dinheiro.

FIQUE ATENTO

Em primeiro lugar, é preciso conversar. Saiba que ele está precisando de ajuda! Não tente ignorar a situação, mas mantenha a calma. Controlar sua própria agressividade é imprescindível. Mostre que você sabe o que está acontecendo, e procure entendê-lo, demonstre que o ama, porém demonstre também que você não aprova esse comportamento. Que isso é errado e que não deve ser repetido. Procure saber o porquê ele está agindo assim. Garanta a ele que você vai ajudá-lo. Com o consentimento dele, entre em contato com a escola, converse com professores, funcionários e amigos que possam ajudá-lo. Estabeleça limites firmes. Encoraje-o a pedir desculpas a quem possa ter agredido, pessoalmente ou por carta. Destaque coisas positivas para melhorar a sua auto-estima. Procure criar situações em que ele possa se sair bem, elogiando-o sempre que isso ocorrer.

Garanta a ele que você vai ajudá-lo. Com o consentimento dele, entre em contato com a escola, converse com professores, funcionários e amigos que possam ajudá-lo.

Umrecurso que os pais podem empregar para disciplinar o uso

Não há como determinar o tempo ideal para uma criança ficar em frente ao computador. Alguns pais se preocupam com o uso excessivo da web. Professores acreditam que o computador rouba o tempo que deveria ser dedicado aos estudos, amigos, brincadeiras, contato com a natureza e outras coisas de criança. Se você leu esse texto desde o início percebeu que o uso da internet não é, em sua essência, ruim. Porém, como tudo na vida, há a necessidade de ter bom senso para dosar o uso da rede. Mas quantas horas de uso por dia isso quer dizer? Depende do que a criança está fazendo na internet. Ela está pesquisando ou conversando num chat? Ou os dois ao mesmo tempo? O uso da internet está interferindo no tempo que o adolescente tem para estudar, ler, dormir, conversar com os pais? Ou ele consegue ter outras atividades mesmo passando diversas horas em frente ao computador? Esse limite, essa fina linha entre o uso exagerado e prejudicial do computador e o desfrute positivo dos recursos que a ferramenta oferece, é algo que deve ser construído em conjunto, por pais, filhos e professores. O que é muito para um, pode ser o ideal para outro. Há jovens que são organizados, conseguem atender a todos os seus compromissos e ainda ter tempo para brincar e conversar na internet. Outros precisam de mais tempo para realizar as tarefas trazidas da escola. A internet permite que se faça tudo ao mesmo tempo agora. Porém, a vida não é um único frisson concentrado de atividades simultâneas. Há momentos em que é preciso se concentrar. Dar à atividade que estamos realizando nossa total e completa atenção. Reconhecer esses momentos é parte do amadurecimento da criança. do computador é não instalar o equipamento no quarto ou outro local isolado da casa. Coloque-o na sala, num espaço de convivência da família. Essa pode ser uma medida impopular entre os adolescentes, mas é eficiente.

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