Doença de chagas e seus principais vetores no brasil

Doença de chagas e seus principais vetores no brasil

(Parte 1 de 5)

Fundação Oswaldo Cruz

Programa Integrado de Doença de Chagas (PIDC) Instituto Oswaldo Cruz

Ação comemorativa do centenário de descoberta da doença de Chagas

* Laboratório de Biodiversidade Entomológica, Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz. ** Laboratório de Sistemática e Bioquímica, Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz.

Rio de Janeiro 2008

Ana Maria Argolo*

Márcio Felix*

Raquel Pacheco** Jane Costa*

DOENÇA DE CHAGAS e seus Principais Vetores no Brasil

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Saúde José Gomes Temporão

FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz Presidente Paulo Marchiori Buss

Vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico José da Rocha Carvalheiro

Vice-presidente de Desenvolvimento Institucional e Gestão do Trabalho Paulo Ernani Gadelha Vieira

Vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação Maria do Carmo Leal

Vice-presidente de Serviços de Referência e Ambiente Ary Carvalho de Miranda

Vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde Carlos Augusto Grabois Gadelha

INSTITUTO OSWALDO CRUZ Diretor Tania Cremonini de Araujo-Jorge

Vice-diretor de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico Christian Maurice Gabriel Niel

Vice-diretor de Desenvolvimento Institucional e Gestão Claude Pirmez

Vice-diretor de Ensino, Informação e Comunicação Ricardo Lourenço de Oliveira

Vice-diretor de Serviços de Referência e Coleções Científicas Elizabeth Ferreira Rangel

1 – Introdução _ 10 2 – A doença de Chagas _ 14

O que é a doença de Chagas? _ 16 Como se dá a transmissão? _ 17 Trypanosoma cruzi, o causador da doença de Chagas _ 18 Sintomas da doença _ 20 3 – Os insetos e suas características principais _ 2 4 – Como diferenciar os barbeiros dos outros percevejos _ 26 5 – Morfologia dos barbeiros _ 30

Cabeça _ 3 Tórax _ 34 Abdômen _ 34 Ovos e ninfas _ 35 6 – Biologia dos barbeiros _ 36

7 – Principais vetores de Trypanosoma cruzi no Brasil (com ênfase no "complexo brasiliensis") _ 40

"Complexo brasiliensis" _ 42 Triatoma brasiliensis brasiliensis _ 43 Triatoma brasiliensis macromelasoma _ 4 Triatoma melanica _ 4 Triatoma juazeirensis _ 46 Triatoma petrochii _ 48 Triatoma infestans _ 49 Triatoma sordida _ 50 Triatoma pseudomaculata _ 51 Panstrongylus megistus _ 52 8 – O controle e a vigilância epidemiológica _ 54 Referências _ 58 Anexo – Onde obter informações sobre doença de Chagas? _ 63

FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz6 FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz6

Doença de Chagas e seus Principais Vetores no Brasil7

Nas últimas décadas, a incidência da doença de Chagas tem apresentado significativa redução em várias regiões. Esse fato se deve ao trabalho continuado de controle dos vetores, através da aplicação sistemática de inseticidas, método que tem conseguido reduzir a taxa de infestação, chegando mesmo a controlar o principal vetor no país, Triatoma infestans, hoje restrito a apenas algumas localidades dos estados da Bahia, Piauí, Tocantins e Rio Grande do Sul.

Mas, apesar de todo o esforço realizado pelos órgãos de saúde, sempre há a possibilidade de reinfestação, inclusive com a substituição da espécie eliminada por outras. As áreas de infestação se concentram hoje principalmente na região do semi-árido brasileiro, onde duas espécies são ainda capturadas com muita freqüência: Triatoma brasiliensis, atualmente o principal vetor da doença, e Triatoma pseudomaculata. Para a primeira espécie, é apresentada uma nova abordagem taxonômica e biogeográfica, que tem implicações diretas nas medidas de controle da transmissão vetorial.

Um dos principais elementos para se controlar a doença de Chagas é a educação das populações que vivem em áreas afetadas ou sob risco. Nesse sentido, o papel do agente de saúde bem capacitado é fundamental para o sucesso das campanhas. Embora exista um grande volume de informações a respeito dos vetores e do parasito, são raras as obras destinadas ao treinamento dos agentes de saúde.

Esta publicação apresenta, em linguagem clara e objetiva, informações atualizadas sobre as formas de transmissão da doença, seus vetores, seu ciclo biológico e métodos de controle. O conteúdo está direcionado principalmente aos técnicos e profissionais que atuam no controle e na vigilância dos vetores da doença de Chagas no Brasil. Entretanto, a linguagem simples e objetiva aqui adotada permite que a obra também possa ser utilizada por pessoas que não estão familiarizadas com o assunto.

Esperamos que esta publicação contribua para o trabalho dos agentes de saúde e, indiretamente, que beneficie as populações residentes em áreas de fato ou potencialmente afetadas pela doença.

Os autores.

FIOCRUZ - Fundação Oswaldo Cruz8

O sertanejo acorda

O céu espera-o em espetáculo

Um restinho de noite ainda teima ficar,

Quer ver o dia em luz abrindo-se!

É o sol

A flor da luz

Que ora é espinho só dor...

Bem depois ele é flor!

Nessa hora ainda, o sertanejo

Olha para o céu

Acredita em dias melhores

Hoje não! Ele espera!

Encosta a enxada no chão! A semente cravada na terra

Aguadas pelo seu suor Guarda-se para mais tarde

(Parte 1 de 5)

Comentários