Intercambio Interamericano; Conexão e Fragmentação: America do Sul, Antártida e Austrália; Isolamento de Madagascar

Intercambio Interamericano; Conexão e Fragmentação: America do Sul, Antártida e...

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS – CCAA

CAMPUS IV

CURSO: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

DISCIPLINA: ZOOLOGIA DE VERTEBRADOS

Pesquisa:

Intercambio Interamericano; Conexão e Fragmentação: America do Sul, Antártida e Austrália; Isolamento de Madagascar

Graduandos:

Layo Araújo

Joyce Lais

Chapadinha – MA

06/2010

1. Intercambio Interamericano

Os movimentos das placas tectônicas são responsáveis pela fragmentação, coalescencia e refragmentação dos continentes, que ocorreram durante a história da Terra. Quando os continentes se moviam em direção aos pólos, eles levavam organismos para climas mais frios. Quando os continentes já separados colidiam, as floras e faunas terrestres que evoluíram isolamento misturavam-se e as populações de organismos marinhos eram separadas. Um exemplo recente deste fenômeno é a união entre as Américas do Norte e do Sul mais ou menos há 2,5 milhões de anos. As faunas e floras dos dois continentes misturaram-se, motivo pelo qual nos Texas ocorrem tatus (originados na América do Sul) e na Argentina veados (originados na América do Norte). Em contraste, os organismos marinhos originalmente encontrados no mar entre as Américas do Norte e do Sul, que eram idênticos há 3 milhões de anos, evoluíram em isolamento desde que a ponte terrestre se formou e hoje são bastante diferentes entre si (POUGH et al., 2003).

Os eqüídeos são considerados excelentes indicadores paleoambientais e bioestratigráficos, devido a sua evolução e radiação adaptativa no hemisfério Norte. Originaram-se na América do Norte, no Eoceno, e adentraram na América do Sul em torno do limite Plio-Pleistoceno, posteriormente ao levantamento do istmo do Panamá, em torno de 2,5 Ma, desaparecendo no limite Pleistoceno-Holoceno. Na América do Sul é possível identificar dois gêneros de eqüídeos: Hippidion e Equus. reconhecem três espécies para Hippidion (H. principale, H. devillei e H. saldiasi), e cinco espécies para Equus (E. (Amerhippus.) andium, E. (A.) insulatus, E. (A.) neogeus, E. (A.) santaeelenae e E. (A.) lasallei) (SCHERER e ROSA., 2003).

O gênero Hippidion é endêmico da América do Sul, tendo seu primeiro registro, do ponto de vista estratigráfico, em sedimentos onde a fauna de mamíferos é atribuída à Idade Mamífera Terrestre da América do Sul Uquiense (Plioceno Superior), estendendo-se até o Pleistoceno Superior–Holoceno (Lujanense-Recente).

Geograficamente, o gênero é registrado até o momento entre Equador (ao Norte) e extremo da Patagônia (ao Sul). Ao contrário, o gênero Equus (Amerhippus) se registra, estratigraficamente, pela primeira vez em sedimentos do Pleistoceno Médio(Ensenadense), ocorrendo até o final do Pleistoceno (Lujanense), embora fosse registrado na América do Norte desde o Plioceno. Do ponto de vista geográfico, Equus encontra-se desde a Colômbia (ao Norte) até a província de Buenos Aires (ao Sul). Portanto, os gêneros Equus e Hippidion correspondem a padrões distintos de diversificação, posicionamento geográfico e estratigráfico, estando relacionados apenas com o momento de suas primeiras aparições em ambos continentes (SCHERER e ROSA., 2003).

2. Conexão e Fragmentação: America do Sul, Antártida e Austrália

No começo do Triássico, a superfície seca total da terra estava concentrava-se na Pangea, que se estendia que sua extensão ia além do equador. O desenvolvimento total da Pangea aconteceu aparentemente, no limite entre o Triássico médio e o superior. O Sul da Pangea, que hoje correspondem a Antártida e a Austrália, localizava-se perto do Pólo Sul e a zona norte da Eurásia moderna encontrava-se inserido no circulo Ártico, entretanto, mesmo essas altas latitudes eram relativamente quentes. A fragmentação da Pangea iniciou-se no jurássico com a separação da Laurásia (norte) e Gondwana (sul), por uma extensão ocidental do Mar de Tethys. A Laurásia desviou-se dos outros continentes separando a América do norte de sua conexão com a América do Sul, aumentando o tamanho do oceano Atlântico. Durante o Cretáceo, Laurásia e Gondwana estavam separadas pelo mar de Tethys e apareceram diferenças nos ecossistemas dos continentes do norte e do sul.

Durante a Laurásia, Tetanurae tornou-se o grupo dominante, enquanto que, na América do Sul, Ceratossauria era o grupo dominante e os Tetanurae eram raros. Na América do Sul, acontecia que a Antártica e Austrália se separaram da África durante o período Cretácio, mas mantiveram algumas conexões até o começo da era cenozóica. Do meio ao final do Eoceno, a Austrália se separou da Antártica e com a Índia se dirigiu para o Norte, retrata-se que a nova guiné hoje, corresponde a uma ilha ao norte da Austrália separada do continente apenas por um mar raso, é na verdade uma parte do bloco continental australiano. Ela esteve em contato com a Austrália por boa parte da história da Terra. Conexões intermitentes de terra entre a América do Sul e a Antártida se mantiveram até a metade da era cenozóica por meio do arco de ilhas do mar da Escócia e a fauna de mamíferos da Antártida do final do Eoceno tem uma forte semelhança com aquela da América do Sul. A Nova Zelândia se separou da Austrália em algum momento em meados na era Mesozóica, aparentemente, muito cedo na história da diversificação dos mamíferos para carregar um componente distinto destes animais. Embora a Nova Zelândia tenha muitos outros tetrápodes endêmicos, mais notavelmente o diapsideo primitivo Esphenodon (o tuatara), o único mamífero é o morcego, o qual chegou à ilha voando da Austrália. Outros mamíferos que são encontrados, hoje, na Nova Zelândia, tais como os marsupiais, veados e ouriços foram trazidos por humanos.

A evolução das Plantas e dos Animais durante a era cenozóica está intimante relacionadas com as alterações no clima, as quais se encontram associadas com alterações das posições dos continentes. O ponto principal para entender as alterações das condições climáticas está no fato de que as principais massas de terras se moviam para longe da região Equatorial, em direção aos pólos. A passagem de massas de terra pelas regiões polares, a Antártida, no inicio da era cenozóico, e Groelândia, no final desse período permitiu a formação de capas polares o que cominou em períodos de glaciação no pleistoceno (POUGH et al., 2003).

3. Isolamento de Madagascar

No início da era mesozóica, 250 milhões de anos atrás, seria possível ir a pé de Madagascar a quase todas as outras partes do mundo. Todas as massas de terra do planeta estavam unidas no supercontinente Pangea e Madagascar se situava entre a costa ocidental do que é hoje a Índia e a parte leste da África atual. A Terra era bem mais quente que hoje e nem nos pólos havia gelo. Na parte sul do supercontinente, chamada Gonduana, enormes rios formavam imensas bacias nas planícies que seriam um dia cobertas pelo canal de Moçambique, o trecho de mar com 400 quilômetros de largura que separa Madagascar do continente africano.

Estas gigantescas bacias representam a margem do corte geológico criado quando Madagascar começou a separar-se da África, mais de 240 milhões de anos atrás. Esse processo aparentemente destrutivo, conhecido como rifting, é uma maneira extremamente eficaz de produzir acúmulos de fósseis. (Aliás, muitos dos locais mais importantes do mundo para o estudo de fósseis de vertebrados se encontram em rifts antigos, incluindo o famoso registro da evolução inicial da humanidade descoberto em bacias de rifts muito mais recentes da África Oriental).

No começo, Madagascar continuou ligada às outras massas terrestres de Gonduana, Índia, Austrália, Antártica e América do Sul. Só se transformou numa ilha quando se desligou da Índia, cerca de 90 milhões de anos atrás. No espaço de tempo que se seguiu, a ilha adquiriu sua coleção de seres modernos estranhos, dos quais os lêmures são os mais conhecidos. Durante mais de um século, os cientistas se perguntaram há quanto tempo esses seres modernos e seus antepassados habitavam a ilha. Importantes descobertas feitas por outra equipe de paleontólogos indicam agora que quase todos os grupos importantes de vertebrados vivos chegaram a Madagascar num período próximo ao fim da era mesozóica, 65 milhões de anos atrás. Com base nos fósseis encontrados concluímos que rochas com restos de dinossauros eram um pouco mais antigas que as do período de Ischigualasto. Como os prossaurópodes representam um dos principais ramos da evolução dos dinossauros, sabemos que o ancestral de todos os dinossauros deve ser ainda mais antigo.

4. Referências bibliográficas

  • ALHO, C. J. R., STRÜSSMANN, C., VASCONCELLOS, L. A. S. Indicadores da magnitude da diversidade e abundância de vertebrados silvestres do pantanal num mosaico de hábitats sazonais. III Simpósio Sobre Recursos Naturais e Sócio-economicos do Pantanal – Os desafios do novo milênio. Corumbá – MS. 2000.

  • POUGH, F. H; JANIS, C. M.; HEISER, J. B. A Vida dos Vertebrados. 3 ed. Atheneu Editora - São Paulo, 2003.

  • SCHERER, C. S., ROSA, Á. A. S. Um eqüídeo fóssil do pleistoceno de alegrete, RS, Brasil. Instituto de Geociências, UFRGS, Porto Alegre, RS – Brasil. Pesquisas em Geociências. 2003.

  • http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/tesouros_soterrados_em_madagascar_imprimir.html

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