Elementos básicos da Comunicação Visual

Elementos básicos da Comunicação Visual

Elementos básicos da Comunicação Visual

Os elementos visuais constituem a substancia básica do que vemos. Uma das maneiras de se analisar uma obra visual, consiste em decompô-la em seus elementos constituintes para compreender melhor o conjunto.

Estes elementos podem ser classificados em: conceituais, visuais e relacionais.

Como elementos conceituais tem-se:

O PONTO: é a unidade mais simples e irredutível da comunicação visual. Qualquer ponto tem uma força visual grande de atração sobre o olho. Diversos pontos conectados são capazes de dirigir a visão. Quanto mais próximos entre si, maior a capacidade de guiar o olho. Em grande quantidade e justapostos, criam a ilusão de tom ou cor.

Usado em design de produto

para destacar comandos.

Muito usado no design gráfico para

direcionar o olhar.

    A LINHA: Pode ser definida como uma cadeia de pontos tão próximos que não se pode distingui-los. A linha é o elemento visual por excelência. A linha pode adotar formas muito distintas para expressar intenções diferentes.

Pode ser indisciplinada, para aproveitar sua espontaneidade expressiva, delicada, ondulada, vacilante, indecisa, nervosa, etc.

  • A linha vertical atrai o olhar para o alto;

  • A horizontal provoca a impressão de repouso;

  • A curva nos dá a sensação de movimento.

  • As linhas retas produzem uma sensação de tranqüilidade, de solidez, de serenidade;

  • As curvas, de instabilidade, graciosidade, alegria;

  • A fina produz impressão de delicadeza;

  • A grossa, de energia; a carregada, de resolução, violência;

A linha vertical é o elemento

Principal de expressividade

deste objeto.

A linha é o elemento construtivo

desta cadeira.

O elemento linha

constrói a logomarca.

A linha é o elemento de

maior expressividade e dramaticidade neste cartaz.

O PLANO: a trajetória de uma linha em movimento se torna um plano. Tem comprimento e largura, não tem espessura (geometricamente falando). É limitado por linhas, define os limites externos de um volume.

Outro conceito conhecido e muito usual é o plano enquanto superfície, exemplos: fachadas dos edifícios, tetos e paredes, pisos, etc.

vários planos constituem este

vaso para flores.

Planos (superfícies) retangulares e

quadrados edificam o plano maior

do biombo.

Planos são a expressão maior

desta capa de revista.

Planos transparentes e sobrepostos constroem a estampa

deste tecido.

O volume: a trajetória de um plano em movimento se torna um volume. Tem posição no espaço e é limitado por planos.

Pode ser físico (algo sólido como um bloco de pedra, um edifício, uma pessoa, etc.), ou pode ser criado por meio de artifícios, como na pintura, no desenho, na ilustração, e outros, sobre uma superfície plana. Sua qualidade visual é a mesma, em ambos os casos.

O volume físico como

opção de expressão

comunicacional

O volume também é a opção de

expressão comunicacional, porém

conquistada através da ilustração.

O volume como opção de expressão no sofá Boa (Irmãos Campana)

O volume como opção expressão da cadeira

Arthur (Christina Janstein)

Como elementos visuais tem-se:

O formato: qualquer coisa que pode ser vista tem um formato que proporciona a identificação principal para nossa percepção.

O formato é um aspecto da forma. Ao se girar uma forma no espaço, cada passo da rotação revela um formato ligeiramente diferente, porque nossos olhos vêem um aspecto diferente.

O tamanho: é a grandeza relativa dos elementos visuais. É a grandeza e a pequenez, comprimento ou brevidade, os quais só podem ser estabelecidos comparativamente. Mas também é medida concreta, mensurada em termos de comprimento, largura e profundidade.

A textura: pode ser percebida tanto pelo tato quanto pela visão. Mas é possível que uma textura não tenha nenhuma qualidade tátil, somente ótica. Já quando há uma textura real, coexistem ambas as sensações. A maior parte da nossa experiência com as texturas é visual, e a maioria dessas texturas não está realmente ali.

A cor: é a mais eficiente dimensão de discriminação. É o elemento que tem mais afinidade com as emoções. Nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, é o fundamento da expressão. Ela exerce uma ação tríplice sobre o indivíduo que recebe a comunicação visual: ela impressiona a retina quando é vista; provoca uma emoção, é sentida; e é construtiva, pois, tem um significado próprio, tem valor de símbolo e capacidade de construir uma linguagem que comunique uma idéia.

Como elementos relacionais tem-se:

A direção: depende do modo como está relacionado com o observador, com o espaço que contém o objeto ou com os demais objetos.

A posição: é a relação do objeto com o espaço que o contém.

O espaço: objetos ocupam espaço. Portanto o espaço pode ser ocupado ou deixado vazio.

A FORMA E SUA REPRESENTAÇÃO

O designer, no seu processo de formação, tem como aprendizagem básica o desenvolvimento da visão espacial.

Segundo Wong: ”Entre o pensamento bidimensional e tridimensional há uma diferença de atitude. Para fazer representações tridimensionais, o designer deve ser capaz de visualizar mentalmente a forma toda e gira-la mentalmente em todas as direções, como se estivesse em suas mãos.”

As três direções primárias: vertical, horizontal e transversal. Para cada direção pode-se instituir um plano.

Ao duplicarmos estes planos temos o cubo (imaginário), e a partir da colocação de um objeto em seu interior podem ser estabelecidas às três vistas básicas.

  1. vista em planta – a forma como vista de cima.

  2. vista frontal- a forma como vista de frente.

  3. vista lateral – a forma como vista de lado.

Cada vista é um diagrama plano e estas vistas em conjunto (às vezes complementadas por vistas auxiliares e/ou corte) proporcionam a descrição mais acurada possível da forma tridimensional.

Bibliografia:

  1. DONDIS, Donis A.. Sintaxe da Linguagem Visual. São Paulo: Martins Fontes, 3ª Ed., 2002.

  2. WONG, Wucius. Princípios de Forma e de Desenho. São Paulo: Martins Fontes, 2ª Ed., 2001.

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